Destaque em clube 'odiado', brasileiro tem sonho frustrado por inversão de mando na Liga Europa

Leonardo Bertozzi
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Stênio em ação pelo Shkëndija
Stênio em ação pelo Shkëndija Photonews/Getty

O sorteio dos play-offs da Liga Europa mandou muitos torcedores do Milan ao Google para "descobrir" o Shkëndija, da Macedônia. Mas há alguém que pode explicar melhor sobre o adversário dos rossoneri por um lugar na fase de grupos do torneio continental.

O atacante Stênio Júnior, único brasileiro no elenco do clube, atua no país há quatro anos e falou ao ESPN.com.br sobre sua expectativa para o confronto - e a frustração de não poder atuar em um dos grandes palcos do futebol mundial.


Expulso no jogo de ida contra o Trakai, da Lituânia, na terceira fase preliminar, Júnior foi suspenso por duas partidas pela Uefa. O sorteio, inicialmente, determinou a primeira partida com o Milan na Macedônia. Mas, por questões logísticas, a ordem dos mandos foi invertida, e o brasileiro não poderá atuar em San Siro no dia 17 de agosto. A volta será um semana depois.

"Ainda não engoli bem, mas a gente tem de cumprir", lamenta. "Estava contente porque faríamos o primeiro jogo em casa e eu poderia jogar na Itália, realizar aquele sonho do jogador. Então houve a mudança e fiquei um pouco mais chateado. O importante agora é pensar em fazer um bom trabalho na segunda partida, para aproveitar a exposição e colher os frutos. Vai ser bom para o futebol da Macedônia. Temos de pensar num todo, não só no lado pessoal".

O Shkëndija é de Tetovo, mas terá de atuar em Sköpje por causa da estrutura do estádio. Como outro time do país, o Vardar, fará o jogo de ida no mesmo campo (contra o Fenerbahçe), houve a troca da ordem, como previsto em regulamento.

  • Só no mapa

O time de Stênio Júnior, porém, só é macedônio na geografia. A cidade tem maioria étnica de albaneses, e foram eles que fundaram o clube. O Shkëndija é, para eles, mais que um time de futebol. É uma representação nacionalista. O hino albanês é cantado por sua torcida organizada, a Ballistët, antes de cada partida. E as tensões históricas fazem com que haja um ódio recíproco com a maioria dos times da Macedônia.

"O clube é renegado dentro do país", conta o atacante. "É um dos clubes grandes, mas não conta com a receptividade dos macedônios em geral. As torcidas costumam entrar em confusão depois dos jogos. Mas não me envolvo com estas questões. Tenho amigos macedônios e albaneses e sou tratado com o mesmo respeito e amizade. Vim para jogar futebol. Mas muitos brasileiros que já vieram para cá acharam estranho. As coisas aqui na antiga Iugoslávia são complexas". 

Na época do regime comunista, o Shkëndija chegou a ser desfeito pelo governo iugoslavo, pelo simbolismo que adquiria para o nacionalismo albanês. Somente em 1991, com a separação da Macedônia, o clube ressurgiu. Campeão em 2011, se afirmou nos últimos anos como um time que luta pelas primeiras posições. Vem de dois vice-campeonatos e ganhou a copa nacional em 2016. No cenário internacional, os resultados vêm melhorando - é o segundo ano seguido nos playoffs da Liga Europa.

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Stênio chegou no início de 2014 ao Shkëndija. Descoberto no futebol cearense, onde se destacou pelo Horizonte, ele foi inicialmente transferido para o Litex Lovech, da Bulgária, mas foi o empréstimo ao Pelister, da Macedônia, que representou a grande virada: "Joguei metade do campeonato de 2013/14 no Pelister, fiz 8 gols, e fui para o Shkëndija como a transferência mais cara do país. Foi algo entre 100 e 150 mil euros".


  • Seleção?

Adaptado ao futebol e à vida na Macedônia, o atacante é pai de uma bebê de dois meses e não pensa em sair do país agora. Pelo contrário: já foi procurado sobre a possibilidade de defender a seleção local. "Isso já foi conversado, perguntaram se eu queria me naturalizar. Vejo como uma boa oportunidade", confirma. "É uma forma de participar de grandes partidas pela seleção do país, buscar mais formas de me destacar. Só falta um ano para completar os cinco exigidos pela Fifa".


"Hoje tudo é mais fácil aqui. Posso buscar o melhor para cuidar da saúde da esposa e da minha filha com tranquilidade", festeja. "É claro que nossa família no Brasil está ansiosa para voltarmos no fim do ano, por causa do nascimento da bebê (risos)".

Antes, há o Milan, que gastou 42 milhões de euros em Leonardo Bonucci, um dos melhores zagueiros do mundo, em meio a uma série de contratações que reformularam o time e criaram grande expectativa para a temporada. Para Júnior, é só um motivo a mais para se motivar: "É uma experiência a mais enfrentar não apenas o Bonucci, mas toda a equipe do Milan. Não dá para prometer nada agora. As coisas acontecem na hora".

E não seria melhor um adversário mais acessível? O brasileiro vê o lado positivo. "Não que a gente não quisesse um adversário mais fácil para chegar à fase de grupos. Mas pegar um Milan é motivo de alegria. Não tira nossa confiança nem nos abate. Podemos fazer história. As zebras acontecem no futebol. Quem sabe a sorte não esteja do nosso lado?", conclui.

Fonte: Leonardo Bertozzi

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Maratona para Copa 2026 começa pela América do Sul; saiba como todas as vagas serão definidas

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Nem um ano se passou desde a coroação da Argentina em Doha, e a corrida pelo título mundial já começa novamente. Nesta quinta, com os campeões mundiais em campo contra o Equador, terão início as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, a primeira a ser realizada em pelo menos três países (Estados Unidos, México e Canadá) e a primeira a contar com 48 seleções participantes. 

As três seleções anfitriãs já têm vagas garantidas, e a lista total das classificadas só estará completa em março de 2026, com a realização das repescagens intercontinentais.

Por causa da negociação dos direitos de transmissão por parte de suas dez federações, a Conmebol decidiu não mexer no formato de turno e returno, mas outras confederações fizeram ajustes em suas fórmulas de disputa para se adaptar ao novo número de vagas.

Mais chegadas! Presidente, Casemiro, Rodrygo e mais jogadores se apresentam à seleção brasileira

          

     



Veja como cada uma definirá seus classificados:

AFC (Ásia)

8 vagas diretas, 1 na repescagem intercontinental

As eliminatórias também servirão para definir os classificados para a Copa da Ásia de 2027. A primeira fase se joga em outubro de 2023 e envolve vinte seleções, as de pior ranking na Fifa, em jogos de ida e volta. As classificadas passam à segunda fase, que já foi sorteada, com nove grupos de quatro cada.

Após jogos em turno e returno dentro dos grupos, entre novembro de 2023 e junho de 2024, passam as duas primeiras colocadas, totalizando 18 seleções para a terceira fase. Então haverá um novo sorteio para formar três grupos de seis. Ao final de dez rodadas (setembro de 2024 a junho de 2025), seis seleções (duas de cada grupo) terão vagas diretas no Mundial. 

A terceira e a quarta passam à fase de repescagem, que se jogará em sede única em outubro e novembro de 2025. Serão dois grupos de três, com as vencedoras indo diretamente à Copa, enquanto as segundas colocadas se enfrentam em jogo único pelo lugar na repescagem intercontinental.

CAF (África)

9 vagas diretas, 1 na repescagem

As 54 seleções africanas foram divididas em nove grupos de seis, que jogarão em turno e returno entre novembro de 2023 e outubro de 2025. As vencedoras dos grupos irão diretamente ao Mundial, enquanto as quatro melhores segundas colocadas disputarão um minitorneio em novembro de 2025, em sede fixa, com semifinais e final em jogo único. A vencedora jogará a repescagem intercontinental.

Concacaf (América do Norte, Central e Caribe)

6 vagas diretas (incluindo as 3 sedes), 2 na repescagem

A disputa começa em março de 2024, com as quatro seleções de ranking mais baixo disputando jogos de ida e volta. As duas vencedoras se juntam a outras 28 em seis grupos de cinco, entre junho de 2024 e junho de 2025. Os jogos serão em turno único, com cada seleção fazendo duas partidas em casa e duas fora. As duas primeiras colocadas de cada grupo passam à fase final, entre setembro e novembro de 2025.

Nesta fase, serão três grupos com quatro seleções cada. Ao final de seis rodadas, as vencedoras dos grupos se garantem diretamente no Mundial, enquanto as duas melhores segundas vão à repescagem intercontinental.

Conmebol (América do Sul)

6 vagas diretas, 1 na repescagem

O formato será o mesmo adotado desde a Copa de 1998: turno e returno, todos contra todos. As partidas vão de setembro de 2023 a setembro de 2025. As seis primeiras colocadas vão à Copa diretamente, e a sétima disputa a repescagem intercontinental.

OFC (Oceania)

1 vaga direta, 1 na repescagem

Agora com vaga direta, a Oceania terá uma eliminatória em três fases. A primeira, em setembro de 2024, envolverá as quatro seleções de ranking mais baixo na Fifa, em semifinais e final, com a vencedora avançando.

Na segunda fase, em outubro e novembro de 2024, terá oito seleções divididas em dois grupos de quatro, com as duas primeiras de cada grupo avançando.

A fase final se disputará em março de 2025, numa sede única, com quatro seleções jogando semifinais e final. A vencedora se classifica para o Mundial, e a segunda jogará a repescagem intercontinental.

Uefa (Europa)

16 vagas diretas

Doze grupos com quatro ou cinco seleções serão formados para a disputa, que se dará entre março e novembro de 2025. Apenas a vencedora de cada grupo terá vaga direta na Copa. As outras quatro vagas serão disputadas numa repescagem com as doze segundas colocadas e as quatro melhores vencedoras de grupo da Nations League 2024/25 que terminarem abaixo desta posição.

As dezesseis seleções serão divididas em quatro minitorneios, com semifinais e final em jogos únicos, para definir as últimas classificadas.

Repescagem intercontinental

2 vagas

Em março de 2026, as seis seleções da repescagem intercontinental se dividirão em dois torneios com três participantes cada, nos países-sede. As duas melhores ranqueadas no ranking da Fifa entrarão direto nas finais, com as outras quatro se enfrentando nas semifinais. 


Disputa pelas vagas na Copa começa na América do Sul
Disputa pelas vagas na Copa começa na América do Sul Fifa
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'Barba falsa' e 'profissão errada': técnicos dão show na véspera de Napoli x Juventus

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

De um lado, o líder isolado e já garantido como "campeão" do primeiro turno com duas rodadas de antecedência. Do outro, o maior campeão do país, considerando o principal candidato ao título antes do início do campeonato, e em fase de franca recuperação. 

Há motivos para apontar tanto o Napoli como a Juventus como favoritos no duelo desta sexta-feira (13) no estádio Diego Armando Maradona, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+. Mas nenhum dos treinadores quis assumir o rótulo na véspera da partida. Ao contrário, Luciano Spalletti e Massimiliano Allegri fizeram questão de recusar o favoritismo e encher o adversário de elogios.

Diferentes na maneira de entender e executar o jogo, os dois treinadores tiveram um desentendimento em setembro de 2021, após uma vitória do Napoli. Spalletti teria se irritado com uma cobrança de Allegri sobre seu comportamento com a arbitragem. "Sempre perdi, p***, e uma vez que venço vem me dar lição de moral?", questionou o treinador.

O caso foi lembrado na coletiva desta quinta-feira (12) por Allegri, que descreveu o colega como "engraçado e divertido" e exaltou suas qualidades: "Tenho muita estima por Luciano, embora às vezes briguemos como na temporada passada... Ele é o melhor treinador, o melhor para ensinar, está demonstrando em Nápoles como já fez em Roma e Milão". E, com uma boa dose de ironia, deu uma cutucada nos críticos: "Eu não sou treinador, faço esse trabalho por engano. Deveria fazer outra coisa".

Napoli, líder do Italiano, conta com Kvaratskhelia para vencer a Juventus, que está em 2º! Veja o melhor do atacante


         
     

O comandante juventino argumentou que a tabela da Serie A, que coloca o Napoli na liderança com 44 pontos, sete de vantagem, é o principal argumento para dar o favoritismo aos donos da casa. Colocou ainda que a posição dos napolitanos atribua a eles um peso maior na partida: "Não é decisivo, mas é muito mais importante para eles do que para nós. Temos de seguir crescendo para chegar ao objetivo final, que no campeonato é o de estar entre os quatro primeiros".

Spalletti falou após a entrevista de Allegri, e não se impressionou com a estratégia do adversário. Lembrou que os investimentos da Juventus a colocam como candidata a todos os títulos e rebateu: "Entendo que para ele seja conveniente se camuflar de coadjuvante, mas com os craques que tem a Juventus não dá para se esconder do papel de favorito. Certos investimentos só se pagam quando você joga pelo scudetto e pelo título da Champions. Não adianta colocar o chapéu e a barba falsa. Não há quarto lugar que satisfaça a Juventus".

Os elogios do rival também não comoveram o treinador do Napoli: "Certamente o melhor de todos é ele, porque é isso que diz seu currículo. Para dizer quem é o melhor, é preciso ver o que se venceu. Eu faço parte de um outro nível, ele está acima".

A Juventus vem de oito vitórias consecutivas sem sofrer gol, e o estilo de jogo da Velha Senhora foi abordado nas perguntas dos repórteres. "São filosofias diferentes", admitiu Spalletti. "Allegri combina com o modo juventino de que 'ganhar não é importante, é a única coisa que conta'. Nós, em Nápoles, somos alma e coração. Aqui jogou Maradona, viram Maradona. Além de vencer, ele mostrou quanta beleza há no futebol. Não podemos nos eximir de levar adiante esta beleza".

Afirmando que "é difícil criar muitas chances contra um time que joga na defesa", Spalletti previu um jogo perigoso, pela capacidade da Juventus de sair para os contra-ataques em velocidade: "Os últimos jogos mostram que teremos campo, teremos de saber gerir a posse deixando nosso campo descoberto, que é o que eles querem. Com suas transições e capacidades individuais de decidir uma partida, que são muitas. Temos de manter o equilíbrio dentro do nosso modo de atacar".

"A Juventus recua para perto de sua área e disso deixa mais fácil defender que ir buscar o adversário em seu campo", argumentou. "Tudo é questão do tipo de futebol que você quer fazer. Nós vamos fazer o que gostamos e o que agrada nosso torcedor. Ouço falar muito sobre um técnico que passou aqui e não foi campeão, Maurizio Sarri. Isso tem valor. Benítez, por exemplo, ganhou títulos e não deixou a impressão que Sarri deixou por aqui".

Duas maneiras antagônicas de entender o jogo e um duelo particular nos bancos de reservas. Razões para não perder o jogão desta sexta.

Luciano Spalletti
Luciano Spalletti Reprodução

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Em vantagem por pouco mais de um tempo, Croácia QUASE bate recorde das Copas

Leonardo Bertozzi
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A seleção croata que alcança as semifinais pela segunda Copa do Mundo consecutiva venceu apenas uma partida das cinco disputadas. Foram dois empates sem gols na fase de grupos, com Marrocos e Bélgica, e duas classificações nos pênaltis, contra Japão e Brasil, após sair em desvantagem. Isso significa que a equipe de Zlatko Dalic só esteve à frente no placar na goleada de 4 a 1 sobre o Canadá, em outro jogo que começou perdendo.

O gol da virada foi marcado por Marko Livaja aos 44 minutos do primeiro tempo, o que significa dizer que a Croácia não liderou seus confrontos neste Mundial por mais de 46 minutos (contagem que não considera acréscimos, por serem recuperação de tempo perdido). O surpreendente é que não se trata de um recorde da competição.

Levantamento do ESPN Stats and Info Group com dados da Stats Perform coloca os croatas em segundo lugar no ranking dos times que alcançaram semifinais com menos minutos em vantagem. Em primeiro está a Alemanha Ocidental de 1986, que se colocou entre as quatro melhores da Copa do México com apenas 43 minutos à frente no placar.

Os alemães estiveram vencendo por 41 minutos na fase de grupos, nos 2 a 1 de virada sobre a Escócia, e superaram Marrocos nas oitavas de final graças ao gol de Lothar Matthäus aos 43 minutos do segundo tempo. A classificação diante do México nas quartas se deu nos pênaltis após um empate sem gols.

Na semifinal contra a França, a Alemanha abriu o placar aos 9 minutos e venceu por 2 a 0, ficando mais tempo na liderança do placar que em todo o torneio até então. Mas, na final, teve de reagir a uma desvantagem por 2 a 0 para buscar o empate e acabou perdendo por 3 a 2.

Desde a introdução das oitavas-de-final, houve outros casos de semifinalistas que não chegaram a passar 90 minutos em vantagem nos cinco primeiros jogos. Foi o caso da Argentina, em 1990, com 78, e da Holanda, em 2014, com 73. Nenhuma delas chegou ao título. Será o caso da Croácia?

Modric, Majer, Petkovic, Lovren, Gvardiol, Budimir e Perisic comemoram classificação da Croácia à semifinal da Copa do Mundo
Modric, Majer, Petkovic, Lovren, Gvardiol, Budimir e Perisic comemoram classificação da Croácia à semifinal da Copa do Mundo Visionhaus/Getty Images


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Em vantagem por pouco mais de um tempo, Croácia QUASE bate recorde das Copas

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Com técnicos locais, África vive Copa de recordes

Leonardo Bertozzi
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Se em 2018, na Rússia, nenhuma seleção africana superou a fase de grupos, no Mundial do Qatar serão duas seleções do continente, Senegal e Marrocos, a representá-lo nas oitavas-de-final. As sete vitórias obtidas na fase de grupos representam um novo recorde, superando com folga as quatro de 2002 e 2010. Com um detalhe importante: todas, incluindo as eliminadas Tunísia, Camarões e Gana, venceram ao menos uma vez.

E não foram vitórias quaisquer, mas sobre seleções como França e Brasil, que mesmo preservando titulares eram dadas como claras favoritas no papel antes de a bola rolar.

O fato mais importante sobre o sucesso africano é a presença dos técnicos locais. Pela primeira vez na história, todas tiveram técnicos africanos no torneio. O bósnio Vahid Halilhodzic chegou a classificar o Marrocos, mas foi substituído antes do torneio por Walid Regragui, que vinha de levar o Wydad Casablanca ao título da Champions League do continente.

Regragui é um técnico de 47 anos, como Otto Addo, de Gana, que assumiu interinamente apenas para a última fase das eliminatórias e posteriormente para o Mundial. Suas origens são diferentes dos colegas africanos: nasceu e fez toda a carreira de jogador na Alemanha, onde permanece até hoje, trabalhando nas categorias de base do Borussia Dortmund. 

Após a derrota na última rodada para o Uruguai, Addo confirmou que deixa a seleção para seguir seu trabalho com o clube, mas não será surpresa se for procurado por outro time ou seleção.

Camarões, que venceu o Brasil, também mudou de técnico entre a Copa Africana e a fase final das eliminatórias, em março, trocando o português Toni Conceição por Rigobert Song, histórico defensor dos Leões Indomáveis. 

Apesar de críticas por uma suposta interferência do presidente da federação, Samuel Eto'o, e o desentendimento que levou à saída do goleiro André Onana da delegação, Song termina o torneio em alta: 4 pontos e um resultado histórico para uma equipe que, desde a campanha até as quartas-de-final em 1990, só havia vencido um jogo de Copa (em 2002, contra a Arábia Saudita).

Jalel Kadri era auxiliar da Tunísia até precisar dirigir a equipe num jogo da Copa Africana de Nações contra a Nigéria, quando o técnico Mondher Kebaier contraiu covid-19, e conquistar uma vitória por 1 a 0. Após a eliminação do torneio, foi promovido a técnico principal.

Em outros momentos criticada por um futebol burocrático, a Tunísia se apresentou com coragem e mereceu os pontos somados contra a Dinamarca e a França.

Por fim, Aliou Cissé, o grande símbolo deste grupo. Capitão em 2002, dirige Senegal há oito anos e já estava no comando em 2018, quando apenas o número de cartões evitou a passagem às oitavas-de-final. Desta vez, após a vitória história na Copa Africana, conquistou a classificação na fase de grupos do Mundial e vai desafiar a Inglaterra para se tornar o primeiro técnico africano nas quartas com uma seleção do continente.

As três melhores campanhas da África permanecem com técnicos estrangeiros - o russo Valery Nepomnyashchy com Camarões, em 1990, o francês Bruno Metsu com Senegal, em 2002, e o sérvio Milovan Rajevac com Gana, em 2010 - mas a campanha atual demonstra que não é condição indispensável para chegar longe.

Vagas - O controverso aumento de participantes da Copa do Mundo para 48 a partir de 2026 merece muitas críticas, especialmente pela dificuldade de encontrar um bom regulamento. O aprovado pela Fifa, com grupos de 3, é propício a jogos mortos na última rodada, e o que se discute em bastidores, com grupos de 4, provocaria uma maratona na primeira fase apenas para eliminar um terço das seleções.

Para a África, porém, há razões para achar uma boa ideia. O aumento de cinco vagas diretas para nove, com mais uma possível via repescagem, dará mais chances a seleções competitivas que ficam de fora - foi o caso de Argélia, Nigéria, Egito e Costa do Marfim, desta vez.

O formato atual das eliminatórias, que define as vagas em confrontos de ida e volta, é o mais cruel entre todos os continentes, e pune o mínimo erro, muitas vezes derrubando grandes campanhas. As vagas a mais devem corrigir essa distorção.

Aliou Cissé, técnico de Senegal
Aliou Cissé, técnico de Senegal Getty Images


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Decisivo! Rei dos gols no final, revelação tardia salva a Alemanha

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A situação da Alemanha na Copa do Mundo ficou menos dramática com o empate por 1 a 1 com a Espanha, e o responsável por isso era um desconhecido do grande público até pouco tempo atrás.

Aos 38 minutos do segundo tempo, Niclas Füllkrug entrou na frente de Jamal Musiala, que havia preparado a jogada, e soltou a bomba para livrar a equipe de Hansi Flick da derrota.

Uma vitória sobre a Costa Rica na última rodada provavelmente será suficiente para garantir a passagem às oitavas-de-final.

Antes do Mundial, Füllkrug não desfrutava de fama internacional. No primeiro semestre, ainda disputava a segunda divisão alemã pelo Werder Bremen.

Em fevereiro completou 29 anos, idade na qual a maioria dos jogadores já não tem esperanças de representar uma seleção - ainda mais uma como a Alemanha.

Mas o Werder Bremen subiu para a primeira divisão, e o desempenho do atacante de 1,89m tornou difícil para Flick ignorá-lo, especialmente num momento de opções escassas na função. 

Foram 10 gols em suas primeiras 14 partidas da temporada na Bundesliga.

Entre estes gols, uma característica peculiar: metade (5) saiu após os 35 minutos do segundo tempo, exatamente como o deste domingo. Nenhum outro jogador nas cinco principais ligas da Europa fez tantos - e apenas um não ajudou o time a vencer.

Não faltam histórias de jogadores que despontam na hora certa para uma participação importante em Mundiais. Foi o caso de Salvatore "Totò" Schillaci, artilheiro da Copa de 1990 pela Itália.

Será o caso de Füllkrug?

Niclas Füllkrug comemora gol marcado pela Alemanha contra a Espanha na Copa do Mundo 2022
Niclas Füllkrug comemora gol marcado pela Alemanha contra a Espanha na Copa do Mundo 2022 Christian Charisius/picture alliance via

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Brasil chega perto, mas ninguém faz gol de fora da área na primeira rodada da Copa do Mundo

Leonardo Bertozzi
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Richarlison beija escudo do Brasil na estreia da Copa do Mundo
Richarlison beija escudo do Brasil na estreia da Copa do Mundo Lucas Figueiredo / CBF

Um dado curioso chama a atenção depois de todas as seleções terem entrado em campo na Copa do Mundo do Qatar: ainda não foi marcado um gol sequer de fora da área no torneio - isto na rodada inicial, porque logo no primeiro jogo da segunda, nesta sexta-feira (25), o iraniano Cheshmi fez um assim aos 52 minutos do segundo tempo, abrindo o triunfo por 2 a 0 sobre País de Gales pelo grupo B*. 

O Brasil, na vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia, registrou o maior número de tentativas de finalização desta forma entre as 32 participantes, mas a trave e o goleiro adversário evitaram a abertura da contagem. 

BRASIL 2 x 0 SÉRVIA: ASSISTA PELA ESPN NO STAR+ AO COMPACTO DO JOGO COM NARRAÇÃO DE NIVALDO PRIETO E COMENTÁRIOS DE GIAN ODDI


         
     

De um total de 22 conclusões da equipe de Tite, 11 foram de fora da área - três bloqueadas, três para fora, duas na trave (Alex Sandro e Casemiro) e três defendidas por Vanja Milinkovic-Savic.

Na primeira rodada, apenas a Alemanha acertou mais vezes o gol batendo de fora: quatro de um total de 10, na derrota por 2 a 1 para o Japão. Ironicamente, os japoneses conseguiram a virada sem arriscar uma vez sequer de fora da área, a exemplo da Arábia Saudita nos 2 a 1 sobre a Argentina

A terceira seleção a não tentar de longe foi a Costa Rica, que não conseguiu nenhuma finalização em absoluto nos 7 a 0 sofridos contra a Espanha. Ao todo, dezenove seleções ainda não tiveram finalizações certas de fora da área.

Pé torto 

A rodada registrou ainda uma marca negativa no número total de finalizações em um jogo: Uruguai 0 x 0 Coreia do Sul teve apenas uma conclusão certa, de Matías Vecino, no primeiro tempo. Os uruguaios acertaram por duas vezes a trave, mas não voltaram a exigir defesas do goleiro Kim Seung-Gyu.

Foi o primeiro jogo de Copa com apenas uma finalização no alvo desde Escócia 0 x 1 Dinamarca, em 1986.

Com quatro empates por 0 a 0, a Copa de 2022 teve mais jogos sem gols na primeira rodada que qualquer outra na história.

* Post atualizado em 25 de novembro de 2022, às 16h11 

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Copa do Mundo no Qatar: Destaque da estreia, Enner Valencia mira lendas e 'meteoro' em marca histórica

Leonardo Bertozzi
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Autor dos dois gols do Equador na vitória por 2 a 0 sobre o Qatar no jogo de abertura da Copa do Mundo, Enner Valencia se isolou como maior artilheiro de sua seleção no torneio. Seus cinco gols foram os cinco últimos do Equador, pois foram dele os três marcados na campanha de 2014, no Brasil: os dois da vitória por 2 a 1 sobre Honduras, em Curitiba, e o da derrota por 2 a 1 para a Suíça, em Brasília.

Se marcar também o próximo gol do Equador, o atacante do Fenerbahce igualará os recordistas de gols consecutivos por suas seleções, entrando numa lista que hoje tem três nomes: Eusébio, em 1966, por Portugal, Paolo Rossi, em 1982, pela Itália, e Oleg Salenko, em 1994, pela Rússia. Todos eles terminaram como artilheiros nas respectivas edições.

A série de Salenko começou na derrota por 3 a 1 para a Suécia, na segunda rodada, antes da partida que o colocou na história das Copas: a goleada de 6 a 1 sobre Camarões. Foram dele os cinco primeiros gols da Rússia, num jogo que também ficou marcado pelo gol de Roger Milla para os africanos, fazendo dele o mais velho a marcar num Mundial, aos 42 anos e 39 dias.

Único artilheiro de Copa a ser eliminado na fase de grupos, Salenko se transferiu para o Valencia logo após o torneio nos Estados Unidos, mas nunca confirmou as expectativas geradas.

Rossi, falecido em 2020, iniciou sua sequência em jornada de triste lembrança para os brasileiros: a vitória da Itália por 3 a 2 no estádio do Sarriá, em Barcelona, quando fez os três gols. Ele ainda marcaria os dois na vitória por 2 a 0 sobre a Polônia, na semifinal, e o primeiro da vitória por 3 a 1 sobre a Alemanha Ocidental na decisão.

Também numa eliminação do Brasil começou a série de Eusébio, em 1966: dois na vitória por 3 a 1, em Liverpool, que confirmou a classificação portuguesa na última rodada da fase de grupos. Nas quartas de final, contra a Coreia do Norte, ele comandaria uma vitória histórica por 5 a 3, marcando os quatro gols da virada após os asiáticos abrirem 3 a 0.

Ao lado de Valencia com cinco gols consecutivos estão Peter McParland (Irlanda do Norte, 1958), Alessandro Altobelli (Itália, 1982-1986) e Cristiano Ronaldo (2014-2018).

Enner Valencia em ação pelo Equador na Copa do Mundo de 2022, no Qatar
Enner Valencia em ação pelo Equador na Copa do Mundo de 2022, no Qatar Michael Regan/Getty Images
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Calculadora na mão? As contas para a última rodada da Champions League

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi


Com a fase de grupos da Champions League terminando já na próxima semana, por causa da Copa do Mundo, é hora de fazer as contas para a definição dos oito grupos. Doze equipes não deixaram para a última hora a classificação, restando apenas quatro vagas abertas para as oitavas-de-final. Apenas três times já sabem que ficarão em último lugar nas suas chaves e não terão a oportunidade de disputar a Europa League na próxima temporada.

Lembrando que o confronto direto entre dois ou mais times empatados em pontos é o primeiro critério de desempate, vamos à situação grupo a grupo:

Grupo A

Terça, 01/11
Liverpool x Napoli
Rangers x Ajax

Napoli (15 pontos) - CLASSIFICADO. Para ser o primeiro colocado, pode até perder por três gols de diferença para o Liverpool, o que igualaria o confronto direto, mas ainda daria vantagem no saldo de gols.

Liverpool(12 pontos) - CLASSIFICADO. Para ser o primeiro colocado, precisa ganhar do Napoli por quatro ou mais gols de diferença.

Ajax (3 pontos) - ELIMINADO, PODE IR À LIGA EUROPA. Confirma o terceiro lugar até perdendo por quatro gols de diferença para o Rangers.

Rangers (0 ponto) - ELIMINADO, PODE IR À LIGA EUROPA. Depende de um milagre para ser o terceiro colocado: tem de vencer o Ajax por cinco ou mais gols.

Grupo B

Terça, 01/11
Porto x Atlético de Madrid
Bayer Leverkusen x Club Brugge

Club Brugge (10 pontos) - CLASSIFICADO. Para ser o primeiro colocado, precisa do mesmo resultado do Porto.

Porto (9 pontos) - CLASSIFICADO. Para ser o primeiro colocado, tem de vencer e esperar que o Brugge não vença. O empate serve em caso de derrota dos belgas, pelo empate no confronto direto e vantagem no saldo de gols geral.

Atlético de Madrid (5 pontos). ELIMINADO, PODE IR À LIGA EUROPA. Fica em terceiro se conseguir o mesmo resultado do Leverkusen.

Bayer Leverkusen (4 pontos) - ELIMINADO, PODE IR À LIGA EUROPA. Fica em terceiro se vencer e o Atlético de Madrid não vencer, ou em caso de empate com derrota dos espanhóis, pela vantagem no confronto direto.

Grupo C

Terça, 01/11
Viktoria Plzen x Barcelona
Bayern x Inter

Bayern de Munique (15 pontos) - CLASSIFICADO EM PRIMEIRO LUGAR.

Inter de Milão (10 pontos) - CLASSIFICADA EM SEGUNDO LUGAR.

Barcelona (4 pontos) - ELIMINADO, VAI À LIGA EUROPA.

Viktoria Plzen (0 ponto) - ELIMINADO.

Grupo D

Terça, 01/11
Sporting x Eintracht Frankfurt
Olympique Marseille x Tottenham

Tottenham (8 pontos) - Classifica-se em caso de empate. Fica em primeiro se vencer, ou se as duas partidas terminarem empatadas. Perdendo, está fora mesmo que haja empate no outro jogo, por ficar atrás no confronto triplo. Na pior das hipóteses, joga Liga Europa.

Sporting (7 pontos) - Classifica-se em caso de empate, por superar o Frankfurt no confronto direto e vencer também o confronto triplo com os alemães e o Tottenham. Fica em primeiro se vencer e o Tottenham não. Perdendo, fica fora da Liga Europa se o Marseille pontuar.

Eintracht Frankfurt (7 pontos) - Vencendo, está classificado. Empate não serve, pela desvantagem nos confrontos - neste caso ainda iria à Liga Europa com o Marseille não vencendo. Se perder, precisa esperar que o Tottenham vença.

Olympique de Marseille (6 pontos) - Vencendo, está classificado. Empate só leva à Liga Europa se o Sporting perder para o Frankfurt, por superar os portugueses no confronto direto.

Grupo E

Quarta, 02/11
Chelsea x Dinamo Zagreb
Milan x Red Bull Salzburg

Chelsea (10 pontos) - CLASSIFICADO EM PRIMEIRO LUGAR. Supera o Milan nos confrontos diretos.

Milan (7 pontos) - Para ficar com o segundo lugar no grupo, basta não perder para o Salzburg.

Salzburg (6 pontos) - Avança em segundo lugar se vencer o Milan. Empate leva à Liga Europa. Perdendo, mantém a terceira posição se o Dinamo Zagreb não derrotar o Chelsea.

Dinamo Zagreb (4 pontos) - ELIMINADO, PODE IR À LIGA EUROPA. Para ser o terceiro, tem de derrotar o Chelsea e esperar que o Salzburg perca para o Milan.

Grupo F

Quarta, 02/11
Real Madrid x Celtic
Shakhtar Donetsk x RB Leipzig

Real Madrid (10 pontos) - CLASSIFICADO. Confirma o primeiro lugar se vencer o Celtic ou se o Leipzig não derrotar o Shakhtar.

RB Leipzig (9 pontos) - Classifica-se com um empate contra o Shakhtar. Pode ser o primeiro se vencer e o Real Madrid não somar três pontos. Perdendo, vai à Liga Europa.

Shakhtar (6 pontos) - Se vencer o Leipzig está classificado pela vantagem no confronto direto. Com empate ou derrota, joga a Liga Europa.

Celtic (2 pontos) - ELIMINADO.

GRUPO G

Quarta, 02/11
Manchester City x Sevilla
Copenhague x Borussia Dortmund

Manchester City(11 pontos) - CLASSIFICADO EM PRIMEIRO LUGAR. Leva vantagem sobre o Dortmund no confronto direto.

Borussia Dortmund (8 pontos) - CLASSIFICADO EM SEGUNDO LUGAR. Fica atrás do City no confronto direto e supera o Sevilla no mesmo critério.

Sevilla (5 pontos) - ELIMINADO, VAI À LIGA EUROPA. Não tem como superar o Dortmund pelo confronto direto e nem ser superado pelo Copenhague pelo mesmo motivo.

Copenhague (2 pontos) - ELIMINADO. Batido pelo Sevilla no confronto direto, será o último no grupo.

GRUPO H

Quarta, 2/11
Juventus x Paris Saint-Germain
Maccabi Haifa x Benfica

PSG (11 pontos) - CLASSIFICADO. Com o confronto direto com o Benfica empatado, a definição ficará para o saldo de gols caso as duas equipes tenham o mesmo resultado na rodada. A vantagem é do PSG (8 a 4).

Benfica(11 pontos) - CLASSIFICADO. Com o confronto direto com o PSG empatado, a definição ficará para o saldo de gols caso as duas equipes tenham o mesmo resultado na rodada. A vantagem é do PSG (8 a 4).

Juventus (3 pontos) - ELIMINADA, PODE IR À LIGA EUROPA. Com o confronto direto com o Maccabi empatado, a definição ficará para o saldo de gols caso as duas equipes tenham o mesmo resultado na rodada. A vantagem é da Juventus (-3 a -9).

Maccabi Haifa (3 pontos) - ELIMINADO, PODE IR À LIGA EUROPA. Com o confronto direto com a Juventus empatado, a definição ficará para o saldo de gols caso as duas equipes tenham o mesmo resultado na rodada. A vantagem é da Juventus (-3 a -9).

Bola oficial da Champions League 2022/23 no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres (ING)
Bola oficial da Champions League 2022/23 no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres (ING) Getty Images


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Calculadora na mão? As contas para a última rodada da Champions League

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França x Holanda x Portugal: entenda a briga por mais vagas na 'nova Champions'

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi
A taça da Uefa Champions League
A taça da Uefa Champions League EFE/EPA/SEDAT SUNA

O sorteio da fase de grupos da Uefa Champions League, esta semana, foi o penúltimo da maneira que conhecemos. A partir da temporada 2024/25, a fase nobre da competição será disputada por 36 equipes e não haverá mais a divisão em chaves. Cada equipe jogará oito vezes e os classificados serão definidos por uma tabela geral, avançando os oito primeiros diretamente às oitavas-de-final e os times colocados entre e 24º disputando uma fase intermediária.

A distribuição de vagas, porém, continuará seguindo o atual critério: o ranking das ligas formado pelo desempenho das equipes de cada país nas competições europeias em um período de cinco temporadas. As quatro primeiras posições, que garantem quatro vagas diretas, estão confortavelmente ocupadas por Inglaterra, Espanha, Alemanha e Itália

A disputa fica interessante a partir do quinto lugar, hoje ocupado pela França. Holanda e Portugal também brigam por este posto, que se beneficiará de um dos quatro lugares a mais disponíveis com a mudança de formato.

Hoje, o quinto lugar oferece duas vagas diretas e uma terceira nas fases classificatórias. O terceiro colocado pode até acessar a fase de grupos diretamente, mas para isso precisa que o vencedor da Liga Europa não tenha garantido a vaga através de seu campeonato nacional. Mas isso não aconteceu nas últimas duas temporadas, com Villarreal e Eintracht Frankfurt. Nos dois casos, o Monaco disputou as preliminares e não conseguiu avançar aos grupos.

Para 2024/25, as três vagas diretas para o quinto do ranking estarão garantidas sem qualquer necessidade de outros cenários. Já o sexto colocado permanece com duas vagas diretas das três no total, enquanto o sétimo tem um posto a menos - dois, sendo um direto e um nas classificatórias.

Portugal terminou a temporada 2021/22 com a sexta posição, mas iniciou a nova já atrás da Holanda, que descartou a fraca campanha de 2017/18. Os coeficientes ao final da atual temporada serão os válidos para a distribuição de vagas em 2024, razão pela qual é importante acompanhar o desempenho de cada equipe.

Ranking de ligas da Uefa ao fim da temporada 2021/22
Ranking de ligas da Uefa ao fim da temporada 2021/22 Reprodução Uefa

Cada vitória a partir da fase de grupos conta dois pontos, e cada empate um ponto. Nas preliminares, este valor é reduzido pela metade. 

Há ainda pontuações de bônus: na Champions League, 4 por participação no grupo, 5 por avançar às oitavas e mais 1 por cada fase a partir das quartas até a final. Os times da Liga Europa ganham pontos por vencer o grupo (4) ou chegar em segundo (2), além de um ponto a mais por fase a partir das oitavas. Para a Conference League, são 2 pontos de bônus por ganhar o grupo e 1 por chegar em segundo, mais 1 por alcançar as semifinais e a final. 

O máximo que cada clube pode somar, portanto, é de 38 pontos na Champions, 34 na Liga Europa e 30 na Conference.

O total de pontos do país é dividido pelo número de clubes que o representam, definindo a média final da temporada.

Assim está a atual classificação:

5. França 50,164
6. Holanda 49,100
7. Portugal 47,049

A França pontua com as seis equipes classificadas: Paris Saint-Germain e Marseille, na Champions; Monaco, Nantes e Rennes, na Liga Europa; e Nice, na Conference. A Holanda perdeu o Twente antes da fase de grupos da Conference, mas Portugal já teve seus dois representantes eliminados do torneio: Vitória de Guimarães e Gil Vicente. 

Os holandeses vivos são Ajax, na Champions; PSV e Feyenoord, na Liga Europa; e AZ, na Conference. Já Portugal tem três times nos grupos da Champions (Porto, Benfica e Sporting) e o Braga na Liga Europa. 

A vantagem holandesa está no peso de cada time para a média: 0,200 por ponto (1/5) contra 0,166 (1/6) de franceses e portugueses. Ou seja, em cada rodada, a França poderá somar um máximo de 2 pontos (12/6), a Holanda 1,6 (8/5) e Portugal 1,333 (8/6). 

Confira o grupo de cada time e fique de calculadora na mão!
 
FRANÇA

Marseille (UCL): Eintracht Frankfurt, Sporting e Marseille
PSG (UCL): Juventus, Benfica e Maccabi Haifa
Rennes (UEL): Dynamo Kiev, Fenerbahçe e AEK Larnaca
Nantes (UEL): Olympiacos, Qarabah e Freiburg
Monaco (UEL): Estrela Vermelha, Ferencvaros e Trabzonspor
Nice (UECL): Partizan, Colônia e Slovacko

HOLANDA
Ajax (UCL): Liverpool, Napoli e Rangers
PSV (UEL): Arsenal, Bodo/Glimt e Zürich
Feyenoord (UEL): Lazio, Midtjylland e Sturm Graz
AZ (UECL): Apollon Limassol, Vaduz e Dnipro-1

PORTUGAL
Porto (UCL): Atlético de Madrid, Bayer Leverkusen e Club Brugge
Sporting (UCL): Eintracht Frankfurt, Tottenham e Marseille
Benfica (UCL): PSG, Juventus e Maccabi Haifa
Braga (UEL): Malmö, Union Berlin e Union Saint-Gilloise

PSG, de Neymar e Mbappé, pode impulsionar coeficiente francês
PSG, de Neymar e Mbappé, pode impulsionar coeficiente francês Toshifumi Kitamura/AFP/Getty Images
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Estrelas de volta, campeão atrasado. Mercado da Serie A projeta disputa intensa pelo scudetto

Leonardo Bertozzi
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Campeão italiano depois de onze anos, o Milan abrirá a temporada 2022/23 da Serie A no dia 13 de agosto, quando a Udinese visita San Siro. O clima dos rossoneri com a torcida é o melhor possível: na reapresentação dos jogadores, houve festa da torcida e muitos aplausos ao técnico Stefano Pioli. O sonho é repetir a conquista e colocar a segunda estrela na camisa com o 20º scudetto - algo que a rival Inter também almeja para a temporada. E ainda há a Juventus, que viu o título ir por dois anos para Milão após a histórica sequência de nove títulos.

Com o campeonato iniciando mais cedo que o habitual, por causa da pausa para a Copa do Mundo, as quatro primeiras rodadas serão disputadas com o mercado de transferências ainda aberto. Mas ninguém quer deixar para a última hora as movimentações mais importantes, como aconteceu ano passado com a Juventus, que se ficou sem Cristiano Ronaldo com a temporada já iniciada.

Entre as negociações já confirmadas, destaca-se o retorno de Romelu Lukaku à Inter. Negociado há um ano com o Chelsea por 115 milhões de euros, o belga teve um ano decepcionante na Premier League e insistiu em retornar a Milão, onde foi protagonista do scudetto de 2020/21. O clube viabilizou um empréstimo de uma temporada por 8 milhões de euros fixos, podendo aumentar em até 4 milhões com cláusulas de desempenho coletivo. Lukaku reeditará, então, a parceria com Lautaro Martínez no ataque nerazzurro.


Ainda pode se juntar a eles Paulo Dybala, que saiu da Juventus em fim de contrato. O argentino tem um acordo verbal com a Inter há algumas semanas, mas o clube precisa antes criar o espaço no elenco e na folha salarial. O ideal seria a saída de um ou dois entre Edin Dzeko, Joaquín Correa e Alexis Sánchez - em especial este último, que entrou no ano final de um contrato caro, o que dificulta um acordo amigável para a mudança de clube. Andrea Pinamonti, que vem de boa temporada no Empoli, deve ser negociado.

O elenco de Simone Inzaghi ganhou novas opções em outros setores. No gol, o camaronês André Onana chega do Ajax para competir pela posição com o veterano Samir Handanovic, que parte como titular naquela que pode ser sua última temporada. O jovem lateral-direito Raoul Bellanova chega do Cagliari como alternativa a Denzel Dumfries. Marcelo Brozovic também ganha um reserva promissor: Kristjan Asllani, revelação do Empoli no campeonato passado. O meia-atacante Henrikh Mkhitaryan, ex-Roma, chega sem custos de transferência.

A Juventus, que partia como favorita ano passado após o retorno de Massimiliano Allegri ao comando, não conseguiu brigar pelo título após um começo decepcionante e aposta em grandes estrelas para recuperar a coroa. Nos próximos dias será confirmado o retorno de Paul Pogba, que viveu no clube seus melhores anos, e a chegada de Ángel Di María. Dois nomes de relevo internacional que devem aumentar as chances de gol para Dusan Vlahovic, contratado em janeiro. Há ainda a expectativa da volta de Federico Chiesa, após a cirurgia no joelho realizada no início do ano.


Outro objetivo para o ataque é Nicoló Zaniolo, jovem estrela da Roma, cujo contrato termina em 2024. Há conversas entre os clubes e a sensação é de que um acordo pode ser alcançado, possivelmente com outros jogadores envolvidos. Arthur, que perdeu espaço com Allegri, pode ser uma peça de interesse para José Mourinho, que já recebeu o reforço de Nemanja Matic.

Na defesa, há incerteza sobre o futuro de Matthijs de Ligt, cortejado por Chelsea e Bayern. Uma venda do holandês exigiria um novo investimento para a zaga. Kalidou Koulibaly, do Napoli, seria um entre os nomes na mira. Giorgio Chiellini encerrou sua história no clube e foi para a MLS, deixando seu espaço no elenco para Federico Gatti, promessa do Frosinone que estreou pela seleção italiana antes mesmo de jogar uma partida de Serie A.

E o Milan? Será a primeira temporada após a compra do clube pelo fundo RedBird, o que causou alguns atrasos no planejamento. A renovação de contrato de Paolo Maldini e Frederic Massara, responsáveis pela área esportiva, se arrastou até a última semana. Algumas contratações que pareciam encaminhadas se complicaram. O zagueiro Sven Botman, ex-Lille, acabou no Newcastle

O Paris Saint-Germain entrou na briga pelo meio-campista Renato Sanches e deixou o Milan em desvantagem na disputa. A posição exige atenção após a saída de Franck Kessié para o Barcelona. Uma opção ventilada na imprensa italiana é a de Douglas Luiz, do Aston Villa. Tommaso Pobega, revelação que vem de bom campeonato no Torino, fará parte do elenco.

A bola da vez é o meia-atacante Charles De Ketelaere, do Club Brugge. Há a concorrência do Leeds, que já ofereceu 35 milhões de euros ao time belga, mas o Milan confia na preferência do jogador em defender suas cores. Para isso, porém, terá de igualar a oferta do time da Premier League.

Novidade já confirmada é Divock Origi, ex-Liverpool, que será alternativa no ataque a Olivier Giroud. Zlatan Ibrahimovic, que acaba de operar o joelho e perderá boa parte da temporada, deve ainda assim renovar, com um salário fixo baixo e bônus ligados a participações em gols.


O promissor meia-ofensivo Yacine Adli, ex-Bordeaux, será avaliado na pré-temporada para que Pioli defina se o aproveitará ou o colocará disponível para empréstimo.

O Napoli, que brigou pela ponta boa parte da temporada 2021/22, parece atrás dos três principais candidatos ao scudetto. Lorenzo Insigne agora joga na MLS, enquanto Dries Mertens, maior artilheiro da história do clube, viu seu contrato terminar e ainda não chegou a um acordo para seguir. As únicas contratações já confirmadas são o jovem talento georgiano Khvicha Kvaratskhelia, ponta-esquerda, e o lateral-esquerdo Mathías Olivera, vindo do Getafe.

Lukaku está de volta à Inter
Lukaku está de volta à Inter Inter
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Calendário assimétrico e quase dois meses de pausa: como se monta a tabela da Serie A italiana?

Leonardo Bertozzi
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Pouco mais de um mês se passou desde que o Milan acabou com um jejum de onze anos na Serie A, e já é hora de projetar a próxima temporada. Nesta sexta-feira (24), as vinte equipes que formam a primeira divisão italiana conhecerão suas tabelas de uma temporada atípica, com quase dois meses de pausa por causa da Copa do Mundo - que os atuais campeões da Europa verão pela televisão.

Ao contrário do habitual, o campeonato começará antes do tradicional feriado de "Ferragosto" (15 de agosto). O fim de semana de 13-14 de agosto marcará a primeira rodada. Já a rodada final está prevista para 4 de junho de 2023. Apenas em situações incomuns a liga italiana termina depois de maio - foi assim em 2000/01, quando a temporada começou após os Jogos Olímpicos realizados em setembro.

O sorteio da tabela é realizado por computador e transmitido ao vivo por streaming, mas a formação das rodadas não é totalmente aleatória. Alguns critérios precisam ser respeitados. Entenda quais são:

ALTERNÂNCIA DE SEDES

Há cinco pares de equipes da mesma cidade ou de cidades próximas que não podem jogar em casa na mesma rodada. São eles: Inter e Milan, Juventus e Torino, Lazio e Roma, Empoli e Fiorentina, Napoli e Salernitana.

ASSIMETRIA

Pela segunda temporada consecutiva, o campeonato não terá ordem de rodadas em turno e returno. É determinado apenas que um confronto não se repita nas oito rodadas seguintes à que será disputado pela primeira vez.

MEIOS DE SEMANA

As sete equipes classificadas para competições europeias (Milan, Inter, Napoli, Juventus, Lazio, Roma e Fiorentina) não poderão se enfrentar nas quatro rodadas em meios de semana (31/8, 9/11, 4/1 e 3/5). Estes confrontos também não serão possíveis em fins de semana colocados entre rodadas consecutivas dos torneios da Uefa.

CLÁSSICOS

Os dérbis não serão disputados na primeira rodada ou nas rodadas de meios de semana.

PAUSAS

O campeonato será suspenso após os jogos de 13 de novembro e só será retomado após as festas de fim de ano, em 4 de janeiro, totalizando 52 dias de pausa. As outras duas paralisações se devem às datas Fifa: não haverá jogos em 24-25 de setembro, entre a 7ª e a 8ª rodada, e em 25-26 de março, entre a 25ª e a 26ª rodada.

TRANSMISSÃO

A temporada 2022/23 terá transmissão no Brasil dos canais ESPN, com todas as partidas disponíveis ao vivo no Star+.

Ibrahimovic e o Milan conhecerão seus adversários na defesa do scudetto
Ibrahimovic e o Milan conhecerão seus adversários na defesa do scudetto EFE
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Finalíssima: relembre histórias dos tira-teimas entre continentes

Leonardo Bertozzi
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Itália e Argentina entram em campo nesta quarta-feira, em Wembley, para disputar a Finalíssima entre os campeões de Europa e América do Sul. O encontro desejado por Uefa e Conmebol reforça as boas relações atuais entre as entidades, que envolvem desde intercâmbio de árbitros em suas competições até planos por outros eventos conjuntos no futuro. 

É ainda uma forma de fortalecê-las contra a Fifa em projetos que não lhes interessam, como a recente ideia fracassada de uma Copa do Mundo a cada dois anos.

O tira-teima entre continentes, porém, já ocorreu no passado. No início dos anos 80, com a ida para o Japão revigorando a Copa Intercontinental (também chamada Mundial Interclubes no Brasil), as duas entidades decidiram replicar o duelo entre as seleções. 

O plano inicial era realizá-lo a cada quatro anos, alternando a sede entre Europa e América do Sul. Estava criado o Troféu Artemio Franchi, homenageando o ex-presidente da Uefa morto em 1983 num acidente automobilístico.

O Parque dos Príncipes, em Paris, abrigou o jogo entre a França de Michel Platini e o Uruguai de Enzo Francescoli em 1985. Dominique Rocheteau, no primeiro tempo, e José Touré, no segundo, marcaram os gols da vitória francesa por 2 a 0.

Itália e Argentina entram em campo em Wembley para disputar a Finalíssima
Itália e Argentina entram em campo em Wembley para disputar a Finalíssima Divulgação/UEFA

Os uruguaios voltaram a conquistar a Copa América em 1987 e deveriam receber a Holanda, que venceu a Euro de 1988. No entanto, nunca houve acordo sobre uma data e a partida não se disputou. 

A América do Sul sediaria o confronto entre Argentina e Dinamarca, em 1993. Com Diego Maradona como capitão, e Claudio Caniggia formando o ataque com Gabriel Batistuta, a Albiceleste venceu nos pênaltis após o empate por 1 a 1 no tempo normal. Mas outra disputa entre campeões continentais significaria o fim do troféu Artemio Franchi.

Meses antes, ainda em 1992, a Argentina havia participado da Copa Rei Fahd, na Arábia Saudita. Além dos donos da casa, campeões asiáticos de 1988, foram a campo a Costa do Marfim, campeã africana de 1992, e os Estados Unidos, vencedores da Copa do Mundo da Concacaf em 1991. Os argentinos levaram o troféu batendo os marfinenses na semifinal e os sauditas na decisão.

O torneio, ainda de caráter amistoso, se repetiu em 1995 de forma ampliada, com seis participantes. Além de Argentina e Dinamarca e da anfitriã Arábia Saudita, jogaram Nigéria, México e Japão. Os dinamarqueses "deram o troco" nos sul-americanos com os 2 a 0 na decisão.

A competição foi considerada um sucesso, a ponto de a Fifa assumir a organização com o nome de Copa das Confederações. Participariam os seis campeões continentais e o último campeão mundial, além da sede, a cada dois anos. A edição de 1997, porém, teve dois vice-campeões: a República Tcheca, porque a Alemanha não aceitou participar, e os Emirados Árabes, pelo fato de a Arábia Saudita ser a campeã da Ásia.

Com a parceria letal de Ronaldo e Romário, que marcaram três gols cada, o Brasil de Zagallo atropelou a Austrália (na época ainda jogando pela Oceania) na decisão.

Em 1999, no México, a Copa das Confederações deveria ser disputada no início do ano, mas foi remarcada para julho e agosto para facilitar a liberação dos jogadores europeus - ainda não havia as datas Fifa como as conhecemos hoje. Ronaldinho foi melhor jogador e Chuteira de Ouro do torneio, mas o título ficou com os donos da casa, após um dramático 4 a 3 sobre o Brasil na final.

A edição de 2001 foi usada como teste para Coreia do Sul e Japão, que sediariam em conjunto o Mundial de 2002. A França unificou o título aos da Copa de 1998 e da Euro 2000, passando pelos japoneses na final. O Brasil mandou uma seleção enfraquecida e, depois de cair para os franceses na semifinal, perdeu a disputa do terceiro lugar para Austrália. Emerson Leão foi demitido antes mesmo de chegar ao Brasil e acabou substituído por Luiz Felipe Scolari.


Campeão mundial em 2002, Scolari foi substituído por Carlos Alberto Parreira, que dirigiu a Seleção na Copa das Confederações de 2003, na França. Poupando as estrelas do penta, o resultado foi uma eliminação na fase de grupos, atrás de Camarões e Turquia. O torneio, porém, ficaria marcado pela morte em campo do camaronês Marc-Vivien Foé durante a semifinal contra a Colômbia. O título ficou novamente com a França, que bateu Camarões na final por 1 a 0, na prorrogação.

A ideia da Copa das Confederações como evento-teste agradou à Fifa, que mudou a periodicidade para quadrienal. Em 2005, na Alemanha, o Brasil de Parreira viveu seu grande momento do ciclo, batendo os anfitriões na semifinal e goleando a Argentina por 4 a 1 na decisão, com show de Ronaldinho, Kaká e Adriano.

A edição de 2009, na África do Sul, projetava um aguardado confronto entre Brasil e Espanha, mas a expectativa foi frustrada pela zebra: os espanhóis perderam por 2 a 0 para os Estados Unidos na semifinal, acabando com uma invencibilidade de 35 partidas. Dirigida por Dunga, a Seleção venceu os norte-americanos na final por 3 a 2, depois de sair perdendo por 2 a 0.

A final que não aconteceu em 2009 ficou para 2013, no Brasil. Com atuação de gala no Maracanã, vitória brasileira por 3 a 0 sobre a Espanha, fechando um torneio marcado pelas manifestações de rua nas principais cidades do país.

Em 2017, na Rússia, a Alemanha bateu o Chile e se tornou a última vencedora da Copa das Confederações. A Fifa decidiu pela extinção do sorteio para investir num formato ampliado do Mundial de Clubes, que deveria ter se disputado em 2021, mas foi cancelado por causa da pandemia e neste momento não tem previsão.

Itália x Argentina revive a velha disputa, com contextos diferentes. Os argentinos vivem uma lua-de-mel com seus torcedores, depois de conquistar a Copa América de 2021 em pleno Maracanã e acabar com um jejum de 28 anos sem conquistas. A Itália, fora do Mundial do Catar, vê a ocasião como uma forma de demonstrar que o título europeu conquistado no mesmo Wembley não foi por acaso.

Um jogo, portanto, repleto de atrativos, que você pode acompanhar nesta quarta-feira (1°), com transmissão pela ESPN no Star+ a partir das 15h35 (de Brasília).



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Repescagem da morte! Como formato do sorteio pode criar um 'supergrupo' no Catar

Leonardo Bertozzi
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Os atrasos causados pela pandemia de COVID-19 e pela invasão russa à Ucrânia criarão um cenário incomum para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo, dia 1º de abril. As chaves serão definidas antes que sejam conhecidas as 32 seleções classificadas.

As duas repescagens intercontinentais (América do Sul x Ásia, Concacaf x Oceania) foram programadas para junho, em jogos únicos no Catar. Com a impossibilidade da Ucrânia de jogar contra a Escócia esta semana, a final de uma das três chaves da Europa também precisou ser remarcada para o meio do ano - o vencedor deste confronto pega quem passar de País de Gales x Áustria, que se disputa normalmente nesta quinta.

Portanto, 29 bolinhas do sorteio levarão o nome de uma seleção, enquanto as outras três ainda estarão indefinidas. Pelo procedimento divulgado pela Fifa nesta terça-feira, a definição dos potes seguirá o ranking da Fifa a se atualizar no dia 31 de março, com os resultados das partidas desta semana. As três últimas classificadas serão inseridas no pote 4, junto com as cinco piores ranqueadas entre as classificadas.

O cenário cria uma possível distorção técnica no nível dos potes. O Uruguai, hoje 16º colocado no ranking, seria um possível pote 2, mas pode acabar na última prateleira do sorteio caso tenha de passar pela repescagem contra uma seleção da AFC. O mesmo vale para o País de Gales, que provavelmente ficaria no terceiro pote em caso de classificação, mas com chances matemáticas de estar no segundo, dependendo de quem não se classificasse entre as de melhor ranking.

As cabeças-de-chave já conhecidas, além do Catar, são Bélgica, Brasil, França, Argentina, Inglaterra e Espanha, com a Itália se juntando a elas caso supere sua chave na repescagem. Se a vaga for de Portugal, hoje em oitavo no ranking, provavelmente caberá à equipe de Fernando Santos o lugar no pote 1. Não é algo 100%, porém, especialmente se superarem alguma das fases nos pênaltis. 

 

México e Estados Unidos, com a vantagem de jogarem três vezes nesta data Fifa, ainda têm chances remotas de estar no pote 1, assim como Dinamarca, Holanda e Alemanha. A Suíça já sabe que estará no pote 2, e a Croácia, última vice-campeã, está praticamente certa. Se o Uruguai não se classificar diretamente, sobem as hipóteses de Suécia e Senegal, caso avancem nos playoffs.

O sorteio seguirá o princípio da separação continental, ou seja, evitará confrontos da mesma confederação nos grupos. A única exceção é a Europa, que tem 13 seleções participantes. Cinco grupos terão duas seleções da Uefa, e os outros três ficarão com uma.

A proteção também valerá para as repescagens intercontinentais, o que significa que o vencedor do confronto entre sul-americano e asiático não cairá em grupo que já tenha representante de uma das confederações.

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Como o pote 4 será o último a ser sorteado, haverá poucas opções de grupo para o classificado. O Equador, virtualmente classificado, também deve estar neste último nível, mas as opções de Brasil, Argentina e do outro sul-americano garantido diretamente já estarão bloqueadas, além dos eventuais asiáticos em outros grupos.

É possível, portanto, projetar um grupo com França, Alemanha, Marrocos (ou outra africana do pote 3) e Uruguai

Para o Brasil, qual o melhor cenário? Apenas uma europeia no grupo, como em 2022? Possível uma chave com Estados Unidos, Sérvia e Arábia Saudita. E o pior? Duas europeias, como Holanda (única seleção da história com três vitórias sobre a Seleção em Copas) e Sérvia e uma africana traiçoeira (vencedora de Camarões x Argélia).

A sorte está lançada, mas o vento começa a soprar antes que as bolinhas entrem nos potes.

Sorteio da Copa está marcado para 1º de abril
Sorteio da Copa está marcado para 1º de abril Kurt Schorrer/Getty Images

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Repescagem da morte! Como formato do sorteio pode criar um 'supergrupo' no Catar

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Fala de Infantino sobre migrantes é mais que uma simples gafe - deveria derrubá-lo

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Não chega a ser novidade a capacidade de dirigentes de futebol usarem argumentos absurdos para sustentar seus planos gananciosos. Lembra-se de quando os artífices da chamada "Superliga" tentaram convencer o mundo de que o projeto elitista de um grupo fechado de clubes poderosos seria bom para toda a pirâmide do futebol? Pois é.

Nesta quinta, porém, o cartola mais poderoso do mundo conseguiu baixar a níveis inimagináveis para defender o projeto de uma Copa do Mundo a cada dois anos. Falando ao Conselho Europeu, Gianni Infantino, presidente da Fifa, usou como justificativa uma questão humanitária séria e dramática como a morte de migrantes que tentam chegar à Europa pelo mar.

Leo Bertozzi lamenta falta de organização da Copa Africana de Nações, mas reflete: 'A gente passa nisso como se fosse uma nota de pé de página'

         
     


"Precisamos encontrar maneiras de incluir o mundo inteiro para dar esperança aos africanos, para que eles não precisam cruzar o Mediterrâneo para talvez encontrar uma vida melhor, mas, provavelmente, a morte no mar", disse o suíço em seu discurso. "Precisamos dar oportunidades, dar dignidade. Não com caridade, mas permitindo ao resto do mundo participar".

Não é a primeira vez que Infantino pisa em terreno delicado ao falar de Copa do Mundo. Em outubro do ano passado, durante visita oficial a Israel, o mandatário da Fifa disse sonhar com a realização de um Mundial no país em conjunto com os vizinhos de Oriente Médio, região historicamente marcada por conflitos.

As falas de Infantino são a de uma figura dissimulada, que tenta dar um viés caridoso a um plano que apenas visa engordar os cofres da entidade - e, por consequência, das federações filiadas que sustentam seu poder.

Nem a oposição de Uefa e Conmebol, que concentram todas as seleções campeãs do mundo, foi capaz de moderar o discurso delirante. Seria mais digno se a plataforma de campanha que emana da Fifa se ativesse aos seus reais objetivos, que já bastam para angariar apoio de um bom número de federações.

Ao usar uma tragédia humanitária para estes fins, Infantino a banaliza como tenta fazer com o próprio Mundial. E chama atenção que, horas depois do discurso, não apareçam repúdios importantes dentro da comunidade do futebol.

A fala desta quinta-feira não é uma simples gafe. Deveria ser o suficiente para sua retirada do cargo.

Infantino associou tragédia humanitária ao plano de Copa do Mundo bienal
Infantino associou tragédia humanitária ao plano de Copa do Mundo bienal Fifa.com

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Fala de Infantino sobre migrantes é mais que uma simples gafe - deveria derrubá-lo

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Chelsea x Real Madrid é o confronto mais provável da Champions. Entenda

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

O Chelsea eliminou o Real Madrid nas semifinais da última Champions League antes de conquistar o título em cima do Manchester City - e a oportunidade para a vingança dos merengues pode vir logo nas oitavas-de-final desta temporada.

Com a classificação do Villarreal em cima da Atalanta, em jogo adiado por causa do mau tempo na quarta-feira, já são conhecidos os dois potes para o sorteio da próxima segunda. 

As restrições a cruzamentos entre times do mesmo país ou que estiveram do mesmo grupo aumentam as chances de um encontro imediato do Real Madrid com os Blues de Thomas Tuchel.

Vinicius Jr. coleciona golaços com a camisa do Real Madrid em 2021; veja os mais bonitos


         
     

Como o Chelsea não pode enfrentar os ingleses Liverpool, Manchester City e Manchester United ou a Juventus, vencedora de sua chave, restam apenas quatro possibilidades de adversários: Real Madrid, Bayern, Ajax ou Lille.

Para o Real Madrid, são cinco cruzamentos permitidos: Chelsea, Paris Saint-Germain, Red Bull Salzburg, Benfica e Sporting. Além da Internazionale, segunda no grupo, o time de Carlo Ancelotti não pode pegar Atlético de Madrid ou Villarreal.

Simulando todas as possibilidades, de acordo com o especialista em dados "Mister Chip", a chance de Chelsea e Real Madrid se enfrentarem é de 32,3%, ou seja, eles seriam sorteados um contra o outro em praticamente uma de cada três combinações possíveis.

A chance de o Real Madrid encontrar o Chelsea ou o PSG supera os 50 por cento. A equipe de Neymar, Messi e Mbappé é a segunda adversária na ordem de probabilidades, pois não pode enfrentar o Lille, além do Manchester City.


Chelsea, de Lukaku, pode pegar Real Madrid nas oitavas
Chelsea, de Lukaku, pode pegar Real Madrid nas oitavas Getty Images
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Chelsea x Real Madrid é o confronto mais provável da Champions. Entenda

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Perigo! Como será o sorteio que pode garantir Itália ou Portugal fora da Copa

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Dez seleções europeias já carimbaram o passaporte para a Copa do Mundo de 2022, mas não estão entre elas as duas últimas campeãs continentais. Portugal e Itália foram superadas em seus grupos por Sérvia e Suíça, respectivamente, e terão de esperar até março para definirem seus destinos na repescagem.

O formato dos playoffs mudou em relação às últimas eliminatórias - agora, em vez de superar um confronto em jogos de ida e volta, uma seleção tem de bater dois adversários em jogos únicos. Isso significa que todos os cruzamentos são possíveis no jogo que define a vaga, inclusive um duelo direto entre portugueses e italianos.

No sorteio de 26 de novembro estarão doze seleções: as dez que terminaram em segundo lugar de seus grupos e as duas melhores vencedoras de grupos da Nations League que não obtiveram a classificação por meio das eliminatórias.

O primeiro pote terá as seis melhores segundas colocadas, já descontando a pontuação dos jogos contra o sexto colocado nos grupos com seis países: Portugal, Escócia, Itália, Rússia, Suécia e País de Gales. Estas seleções têm a garantia de jogar a semifinal em casa.

Do outro lado ficam as outras quatro segundas colocadas (Turquia, Polônia, Macedônia do Norte e Ucrânia) e as duas qualificadas pela Nations: Áustria e República Tcheca. O sorteio será dirigido para evitar um encontro de Rússia e Ucrânia, pela tensão política entre os países.

O sorteio começará com as seis seleções do primeiro pote sendo distribuídas nas chaves A (semifinais 1 e 2), B (semifinais 3 e 4) e C (semifinais 5 e 6). Em seguida serão sorteados os adversários vindo do segundo pote. Por fim, três sorteios definem qual vencedor de semifinal em cada chave será o mandante da finalíssima.

Entenda:

CHAVE A

Semifinal 1: Pote 1 x Pote 2
Semifinal 2: Pote 1 x Pote 2

Final: Vencedor Semifinal 1 x Vencedor Semifinal 2 (mando a sortear)

CHAVE B

Semifinal 3: Pote 1 x Pote 2
Semifinal 4: Pote 1 x Pote 2

Final: Vencedor Semifinal 3 x Vencedor Semifinal 4 (mando a sortear)

CHAVE C

Semifinal 5: Pote 1 x Pote 2
Semifinal 6: Pote 1 x Pote 2

Final: Vencedor Semifinal 5 x Vencedor Semifinal 6 (mando a sortear)

Cristiano Ronaldo pode enfrentar a Itália numa final de repescagem
Cristiano Ronaldo pode enfrentar a Itália numa final de repescagem FPF

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Eliminatórias em reta final! 10 jogos para não perder nesta data Fifa

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Batman? Neymar se apresenta à seleção com desenho diferente no cabelo


Falta pouco mais de um ano para o início da Copa do Mundo do Catar, a primeira a se disputar nos meses de novembro e dezembro, mas nos próximos dias várias seleções já saberão que só podem assistir pela televisão. 

Os 10 grupos das eliminatórias europeias, por exemplo, se completam nesta data Fifa, restando apenas a disputa da repescagem (e das últimas três vagas do continente) em março. Apenas duas vagas diretas da Uefa já estão definidas, para Alemanha e Dinamarca, e algumas se decidirão em confrontos diretos.

A África também completa seus grupos, mandando dez seleções para os playoffs que definirão as cinco vagas. Senegal e Marrocos já estão garantidos nesta última fase.

Na América do Sul, o Brasil pode até confirmar sua classificação, enquanto a briga na zona intermediária pode se acirrar. Concacaf e Ásia entram na segunda metade de seus grupos.

As eliminatórias da Oceania ainda não começaram, mas devem se jogar em março, no Catar, para determinar quem vai à repescagem intercontinental - cujos cruzamentos ainda não são conhecidos.

Veja alguns dos jogos que você não pode perder nesta data Fifa:

Austrália x Arábia Saudita
Quinta, 11/11

Os australianos voltam a jogar em casa após quase dois anos, por causa das restrições impostas na pandemia. E o momento não podia ser mais importante: os sauditas lideram o grupo com 100% de aproveitamento: quatro vitórias em quatro jogos. A Austrália vem a seguir, com 9, e uma derrota pode abrir a porta para a chegada do Japão, para quem perdeu em outubro. Os japoneses, com 6 pontos, visitam o Vietnã. 

As duas melhores seleções do grupo vão diretamente ao Mundial, enquanto a terceira tem de enfrentar a terceira da outra chave em um jogo único para ter o direito a disputar a repescagem intercontinental.

Itália x Suíça
Sexta, 12/11

O estádio Olímpico de Roma marcou o início da caminhada da Itália para o título da Euro 2020, e agora pode ser o palco da superação de um trauma, após a ausência da Copa de 2018. Os italianos têm os mesmos 14 pontos da Suíça, mas melhor saldo (11 a 9). Em caso de vitória, a visita à Irlanda do Norte na última rodada deve ser uma mera formalidade para a confirmação da vaga pelos Azzurri. A Suíça tentará chegar com boas chances ao jogo em casa contra a Bulgária. Na Euro, a Itália venceu os suíços com facilidade por 3 a 0 na fase de grupos.

Uruguai x Argentina
Sexta, 12/11

A rivalidade mais antiga do futebol sul-americano tem mais um capítulo. A Argentina vive um ano mágico, com a conquista da Copa América colocando fim ao jejum de títulos e a classificação para o Mundial bem encaminhada. Já a Celeste vive uma fase difícil, com críticas a Óscar Tabárez e até questionamentos sobre seu futuro no cargo que ocupa desde 2006. Quinta colocada com 16 pontos, pode ver a aproximação dos perseguidores antes da complicada viagem a La Paz para enfrentar a Bolívia.

Estados Unidos x México
Sexta, 12/11

O confronto mais forte da Concacaf já não acontece mais apenas no campo. A disputa por jogadores de dupla cidadania se acirrou nos últimos anos, e o último personagem é Ricardo Pepi. O atacante de 18 anos nasceu em El Paso, na fronteira do Texas com o México, e escolheu representar os Estados Unidos, marcando três gols nas quatro primeiras partidas. Entrando na última rodada do turno, o México lidera invicto o octogonal decisivo, que dá três vagas diretas e uma na repescagem, com 14 pontos. Os Estados Unidos vêm logo atrás, com 11.

Portugal x Sérvia
Domingo, 14/11

Se a tecnologia já estivesse em uso para auxiliar a arbitragem das eliminatórias da Uefa em março, talvez Portugal chegasse a este jogo com a vaga já garantida. O gol não validado de Cristiano Ronaldo, com a bola claramente passando a linha do gol, teria dado a vitória ao time de Fernando Santos, que teve de se contentar com o placar de 2 a 2. Agora, o estádio da Luz será palco de um jogo que vale a classificação direta. Três dias antes, Portugal visita a eliminada Irlanda e só precisa pontuar para superar a Sérvia na tabela e jogar pelo empate em casa.

Espanha x Suécia
Domingo, 14/11 

Duelo com potencial de drama para os espanhóis no estádio de La Cartuja, em Sevilha - desde que o grupo não se decida antes. A Suécia lidera o grupo com 15 pontos, contra 13 da Espanha, e tem um jogo fácil no papel contra a Geórgia, fora de casa, na penúltima rodada. A Roja encara a Grécia, que tem 9 pontos, já bateu os suecos e joga sua última cartada para tentar o segundo lugar (que leva à repescagem). Vitória em Atenas garante que a Espanha só dependa de si na rodada final.

Croácia x Rússia
Domingo, 14/11

A cidade croata de Split é o cenário do confronto que deve definir o primeiro lugar do grupo na última rodada. A Rússia lidera com 19 pontos, dois a mais que a Croácia. Chipre e Malta, respectivamente, são os adversários anteriores - improvável haver surpresas. Portanto, é provável que os russos joguem pelo empate para condenar os croatas à repescagem.

Gana x África do Sul
Domingo, 14/11

A Copa do Mundo sediada pelos sul-africanos não trouxe grandes evoluções para a seleção do país, que acumula resultados modestos desde então. Mas a campanha nas eliminatórias tem sido boa, e os Bafana Bafana lideram o grupo com 10 pontos, um a mais que Gana, a quem visitam na última rodada. Antes, na quinta-feira, as duas enfrentam seleções já eliminadas: Gana pega a Etiópia, a África do Sul o Zimbábue. Curiosamente, estes dois jogos serão em solo sul-africano, depois que a CAF declarou o campo etíope de Bahir Dar impróprio para jogos internacionais.

Holanda x Noruega
Terça, 16/11

A Holanda lidera com 19 pontos, dois a mais que a Noruega, que pega a Letônia em casa na penúltima rodada. Os holandeses vão a Montenegro e sabem que, vencendo, na pior das hipóteses jogarão pelo empate em Roterdã. A Noruega, que não contará com Erling Haaland, lesionado, ainda pode ficar fora até da repescagem, pois a Turquia tem 15 pontos e ainda enfrenta Gibraltar e Montenegro.

Camarões x Costa do Marfim
Terça, 16/11

Uma das duas potências da África terminará o jogo eliminada do segundo Mundial consecutivo. Camarões joga a decisão em casa, mas está um ponto atrás dos marfinenses antes da penúltima rodada, em que ambas enfrentam seleções já eliminadas (Maláui e Moçambique, respectivamente). A Costa do Marfim conta com Sebastian Haller, destaque da Champions League pelo Ajax e autor dos dois gols da fundamental vitória por 2 a 1 sobre Camarões em setembro.

Itália reencontra Suíça em jogo decisivo
Itália reencontra Suíça em jogo decisivo FIGC
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Eliminatórias em reta final! 10 jogos para não perder nesta data Fifa

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Elite europeia se reencontra por mais um título. Quem leva a Nations?

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Menos de três meses depois da conquista do título europeu pela Itália em Wembley, quatro seleções de ponta do continente voltam a se encontrar por um troféu. A fase final da Nations League seria disputada em junho, mas o adiamento da Euro 2020 em função da pandemia provocou a mudança de data - dando tempo suficiente para que as duas sedes, Milão e Turim, possam receber as partidas com 50% da capacidade dos estádios.

Sem Portugal, que venceu a primeira edição da Nations, o troféu terá um novo dono no próximo domingo. O primeiro finalista sai nesta quarta-feira, do duelo entre Itália e Espanha, em San Siro. Na quinta, o Allianz Stadium vê o duelo entre Bélgica e França. Com a temporada dos clubes ainda no início e as eliminatórias da Copa do Mundo de 2022 na reta final, não é o momento ideal para decisões - mas nem por isso o título deixa de ter importância para os quatro postulantes.

A Espanha tem motivos para encarar o duelo de Milão como uma revanche, já que perdeu nos pênaltis para os italianos numa semifinal da Euro em que dominou boas partes da disputa. Além disso, hoje os Azzurri ostentam o recorde de partidas de invencibilidade entre seleções masculinas (37), que antes a Roja dividia com o Brasil (35). 

O técnico Luis Enrique tem baixas importantes, como Pedri, melhor jogador jovem da Euro, e Dani Olmo, e surpreendeu ao convocar o jovem meia Gavi, com apenas 288 minutos de experiência no time principal do Barcelona.

Nations League: Itália e Espanha se enfrentam na semifinal! Relembre os últimos confrontos das seleções em mata-matas




Diante da torcida italiana, Roberto Mancini terá de achar uma solução para a ausência de Ciro Immobile, centroavante titular na conquista da Euro. O jovem Giacomo Raspadori, do Sassuolo, é um possível substituto, mas também há a chance de Federico Chiesa, da Juventus, atuar centralizado, como fez na vitória sobre o Chelsea pela Champions League.

Uma história paralela é a de Gianluigi Donnarumma, eleito o melhor jogador da Euro. Será sua primeira partida em Milão desde a saída a custo zero para o Paris Saint-Germain, ao fim de seu contrato com o Milan, e são esperadas hostilidades dos rossoneri - na véspera da partida, a Curva Sud, principal grupo organizado milanista, expôs uma faixa ofensiva ao goleiro.

Em Turim, França e Bélgica repetem a semifinal da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Mas muita coisa mudou no ambiente francês, e o fracasso na Euro, com eliminação nos pênaltis para a Suíça num jogo que ia vencendo pro 3 a 1, colocou pressão sobre Didier Deschamps. O técnico foi confirmado no cargo, mas sob clima de desconfiança - há um certo Zinedine Zidane no mercado, e seria um óbvio nome caso o cargo vagasse.

N'golo Kanté, com COVID-19, é um desfalque importante para os Bleus, que têm destaques deste início da temporada da Ligue 1 entre os convocados: Matteo Guendouzi, do Marseille, e Aurélien Tchouaméni, do Monaco. A expectativa é de ver mais uma vez junto o trio de ataque formado por Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Karim Benzema.

Para os belgas, é mais uma oportunidade de buscar uma taça com a melhor geração que o país reuniu desde os anos 80. Roberto Martínez vai esperar que Eden Hazard, ainda sem decolar no Real Madrid, cresça novamente com a camisa da seleção, e que a parceria com Kevin de Bruyne e Romelu Lukaku dê bons frutos. A passagem do bastão vai começando através de nomes como Dodi Lukebakio (Wolfsburg), Alexis Saelemaekers (Milan) e Charles De Ketelaere (Club Brugge).

Por não ter uma conquista de primeira grandeza no currículo, a Bélgica certamente veria uma conquista com maior peso - mas ninguém estará disposto a facilitar.

Donnarumma volta a Milão
Donnarumma volta a Milão Getty / FIGC
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Fiel à Uefa, Conmebol 'vira casaca' sobre Copa do Mundo a cada 2 anos e dá duro golpe na Fifa

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

A Conmebol, que nesta sexta-feira (10) publicou um manifesto pela manutenção da periodicidade da Copa do Mundo a cada quatro anos, ainda é presidida por Alejandro Domínguez - o mesmo que, em novembro de 2018, disse em entrevistas que havia sugerido a mudança para dois anos de intervalo. Na época, o paraguaio usava uma justificativa simples e direta: o que der mais dinheiro para a Fifa também dará mais dinheiro para cada federação.

O que provocou, então, uma mudança de discurso tão radical? Os ventos da política.

Até agora, a Uefa era a única confederação a se posicionar de maneira firme contra os planos do Mundial de seleções bienal. Em entrevista exclusiva ao Times, o presidente Aleksander Ceferin engrossou o tom e falou até em ameaça de boicote do continente no caso de aprovação do projeto, endossado numa campanha de relações públicas que conta com vários ex-jogadores dispostos a defendê-lo: os chamados "Fifa Legends", entre os quais estão Ronaldo e Roberto Carlos.

Ceferin disse que a Conmebol, até então silenciosa, estava na mesma página. Soou como uma tentativa de chamado à fidelidade de Domínguez após uma série de colaborações aprovadas entre as confederações que reúnem todas as campeãs mundiais da história. Tudo registrado em um Memorando de Entendimento publicado por ambas no início de 2020.

Vale lembrar que a proximidade entre Uefa e Conmebol fez com que houvesse até intercâmbio de árbitros, com uma equipe europeia trabalhando na Copa América e uma sul-americana na Euro 2020. Entre outras pautas assumidas nos últimos anos, também houve discussões sobre o retorno da Copa Intercontinental, a partida única entre os campeões da Champions League e da Conmebol Libertadores, abandonada em 2004 para dar espaço ao Mundial de Clubes da Fifa.

Se o comunicado da Conmebol nesta sexta foi ou não uma estratégia previamente alinhada nos bastidores, talvez não saibamos. O fato é que, mesmo que as 65 federações que representam América do Sul e Europa ainda sejam minoria absoluta numa votação, politicamente a Fifa sofreu uma derrota pesada.

Uefa e Conmebol: parceria
Uefa e Conmebol: parceria Divulgação Conmebol
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De revolucionário a marionete da Fifa? Wenger topa ser o rosto da Copa bienal

Leonardo Bertozzi
Leonardo Bertozzi

Existe uma Premier League antes e depois de Arsène Wenger. A chegada do francês ao Arsenal, repleto de desconfianças por seu currículo que causava pouca impressão num país pouco propenso a olhar fora de suas fronteiras, marcou o início de uma visão diferente para o estilo de jogo aplicado na Inglaterra e ajudou a puxar a internacionalização do campeonato. Os resultados ruins dos últimos anos não devem apagar todos os feitos da era Wenger, ou a beleza de um time histórico como o dos Invencíveis, que ganhou o título em 2003/04 sem perder uma partida sequer.

Não surpreende, portanto, que um político astuto como o presidente da Fifa Gianni Infantino tenha procurado Wenger para emprestar credibilidade a seus planos de mudanças no calendário do futebol mundial. Se um nome como o francês fala, você se dá ao trabalho de escutar. Talvez o surpreendente seja perceber que Arsène se prestou a este papel. Nesta sexta-feira, em entrevista ao jornal L'Équipe, ele defende de forma entusiasmada a realização da Copa do Mundo a cada dois anos.

'Brasil fez sua pior apresentação', diz Unzelte


         

Não é preciso muito esforço para entender por que a maioria das federações aprova a mudança, assim como aprovou o aumento do Mundial para 48 seleções: a Copa é um negócio de bilhões, "generosamente" distribuídos pela Fifa entre seus mais de 200 filiados - os mesmos que votam para escolher quem os comandará. Quem se oporia a isso? Apenas a Uefa, que já tem em sua Eurocopa um torneio capaz de gerar interesse comparável ao do Mundial e dar competição de alto nível às suas seleções. Mas são apenas 55 federações.

Sem mencionar o componente político-financeiro, Wenger aceita vender a ideia como algo positivo para o futebol, como se não fosse um risco a banalização do troféu mais desejado por qualquer criança que chuta uma bola pela primeira vez. E aproveita o exército de ex-jogadores atraído por Infantino para apoiar sua gestão, com nomes como Ronaldo e Kaká, para defender que a comunidade do futebol apoia a mudança. L'Équipe entrevistou outros atletas aposentados para mostrar que não é bem assim.


É  verdade que suas propostas não são de todo ruins - condensar o calendário de seleções em janelas menos frequentes e mais extensas, por exemplo, ajudaria a reduzir o volume de viagens transcontinentais que causam tantos transtornos. Também é preciso aceitar que, tal como na implosão da "Superliga", trata-se de atacar o mal menor, mesmo sabendo que o status quo não é o ideal. Mas é difícil acreditar que, em seu tempo de técnico do Arsenal, ele defenderia algo como a Copa bienal.

Arsène Wenger
Arsène Wenger Getty Images

A Fifa precisa escolher suas batalhas. Realizar a Copa do Mundo a cada dois anos é mais importante que emplacar o novo Mundial de Clubes com 24 participantes, que já poderia ter sido disputado este ano se não fosse a pandemia? Ou trata-se apenas de um elemento de barganha para usar nas discussões de bastidores?

De um jeito ou de outro, Wenger poderia ter poupado sua biografia.


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