Palmeiras pode estar a escrever novo capítulo da riquíssima história do futebol brasileiro

Fábio Sormani
Fábio Sormani

O Flamengo está a 13 pontos do líder Palmeiras. O Atlético-MG, sete. O Corinthians, que é quem está mais próximo (tem 25 pontos), não parece ter fôlego para suportar essa maratona que é o Campeonato Brasileiro, junto com outras competições que disputa. E o Internacional, que estava dando pinta de que poderia brigar pela taça, tropeçou burlescamente, em casa, diante de um Botafogo com um jogador a menos e quando ele, Internacional, vencia por 2 a 0 (o jogo terminou 3 a 2 para os cariocas).

O Palmeiras está deixando um rastro de poeira para que seus perseguidores engulam. E se asfixiem com ela.

Transcorrido um terço do campeonato, o time não dá o menor sinal de que vai claudicar. Mesmo quando Danilo, seu melhor jogador, atua mal, ele consegue vencer. Foi o que aconteceu na noite desta segunda-feira dia 20, quando em pleno Morumbi, diante do hospedeiro São Paulo, o time, heroicamente, virou um jogo que parecia pouco provável. Mesmo com Danilo jogando mal, repito.

Perdia por 1 a 0 até os 45´2T (gol de Patrick, aos 17´1T, pra mim um gol irregular, pois a meu ver a bola tocou no braço do são-paulino antes de entrar), quando empatou com um gol de cabeça de Gustavo Gomez, o melhor zagueiro em atividade no futebol brasileiro. Cinco minutos depois veio o golpe fatal: o outro beque palmeirense, Murilo, decretou os 2 a 1 que foram o placar final, para incredulidade dos pouco mais de 31 mil são-paulinos que se dispuseram a passar frio no gélido Morumbi (no final da partida fazia 14 graus, mas a sensação térmica fazia a temperatura baixar para 11).

Foi um Palmeiras que não pode contar com a plenitude de seu melhor jogador (Danilo) e que ainda se viu desfalcado de Raphael Veiga (o segundo melhor do time) e de Zé Rafael (o terceiro). E nem mesmo o equívoco do técnico Abel Ferreira, no primeiro tempo, que transformou o atacante Dudu em ala para marcar Reinaldo, quando era Reinaldo quem deveria marcar Dudu, fez com que o time se enfraquecesse mais (no segundo tempo, o português fez o óbvio: passou Veron para a direita para ele acompanhar Reinaldo e deixou Dudu solto, e o time cresceu).

Nem mesmo tudo isso atrapalhou uma equipe que parece estar abençoada pelos deuses do futebol. Mas não vamos apenas atribuir ao esoterismo o sucesso do Palmeiras. O time é o que é porque Abel Ferreira o tem nas mãos, Abel que não é deus, que comete seus erros, cujo preço, todavia, o time consegue pagar, mas que mais acerta do que erra. E como acerta!

O sucesso do Palmeiras tem a ver com Abel Ferreira, um treinador que mudou da água para o vinho (desculpem o clichê) depois que a equipe perdeu a final do Mundial de Clubes para o Chelsea. Naquela partida, Abel, covardemente, colocou o Palmeiras todinho atrás, com uma insólita linha de seis, e passou o jogo a especular e não a pelejar. Foi duramente criticado por alguns (inclusive por mim) e parece que ele, humilde e inteligente que é, analisou as críticas, viu o jogo novamente e entendeu que precisava mudar.

Mudou — e hoje o Palmeiras é uma beleza de time. Dá prazer vê-lo jogar, pois ele atua com intensidade em todos os setores do campo e/ou de acordo com o adversário, de maneira inteligente, estratégica, como o jogo atualmente requer.

Não é fácil dobrar o Palmeiras. E não me parece que, neste momento, haja algum time capaz de fazê-lo, embora ainda faltem dois terços para o final do Brasileiro. O título, embora estejamos um pouco além do prólogo da competição, parece que tem dono.

O Palmeiras está deixando um rastro de poeira para que seus perseguidores engulam e se asfixiem com ela. Mesmo com um elenco não tão estrelado e badalado como são os de Flamengo e Atlético. Isso tudo porque ele tem Abel Ferreira e, igualmente, um um grupo de jogadores insaciáveis, focados, disciplinados, competidores, que sentem o peso e o valor desta camisa grandiosa.

O Palmeiras pode fechar esse 2022 como o maior ano da sua riquíssima história, ganhando o Brasileiro (está se encaminhando muito bem, como vimos) e o tri da Libertadores, algo que nenhum outro time do nosso país conseguiu fazer, nem mesmo o Santos de Pelé.

O Palmeiras pode, volto a dizer, pode, repito, pode, pois não há garantia de nada. Mas se depender do que estamos vendo, poderemos estar testemunhando a história ser escrita. E com tintas verde e branca.

Palmeiras comemora vitória contra o São Paulo no Morumbi
Palmeiras comemora vitória contra o São Paulo no Morumbi Cesar Greco

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Palmeiras: cirúrgico como Ringo Starr

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Edson Machado, um dos maiores bateristas brasileiros de todos os tempos (samba e bossa nova), perguntado certa vez sobre quem era o maior baterista do mundo, respondeu: “Ringo Starr. É de uma precisão cirúrgica sem ser espalhafatoso.”

O Palmeiras foi como Ringo Starr nessa quarta-feira (3) no empate em 2 a 2  contra o Atlético-MG em pleno Mineirão. Perdia por 2 a 0 e não se abalou. Jogava mal, mas o mental do time não desmoronou. Não perdeu a confiança jamais. E quando viu o adversário sentar no resultado, cirurgicamente construiu o empate, e se o jogo tivesse mais dez minutos, teria feito uma virada histórica.

Nesta quinta-feira (4), no programa F90, da ESPN, a pergunta feita foi: o que mais te impressionou nesta rodada da Conmebol Libertadores envolvendo brasileiros? 1) O repertório do Flamengo; 2) A intensidade do Atlético-MG; 3) A frieza do Palmeiras?

A última alternativa, pra mim, é a correta. Confesso, fiquei estupefato com o mental do Palmeiras no Mineirão.

E um dos componentes que fazem um time campeão é esse: o mental. Nenhum time brasileiro tem esta frieza que o Palmeiras tem. O time não se abate jamais, mesmo nas cordas, como aconteceu nessa quarta.

E quando delas sai, cirurgicamente, como o beatle Ringo Starr, resolve a parada.

Abel Ferreira com a taça da Recopa Sul-Americana
Abel Ferreira com a taça da Recopa Sul-Americana EFE/Sebastião Moreira
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Bill Russell, a morte de um gigante literal

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Morreu Bill Russell. Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Para alguns (aqueles mais velhos, especialmente os que o viram jogar), melhor até do que Michael Jordan. Não é o que eu penso, mas o que eu penso sobre isso não interessa neste contexto do texto.

Vou aqui contar uma história sobre Bill Russell. Ele foi um gigante. Em todos os sentidos. Mas, em sua época, havia outro gigante, de nome Wilt Chamberlain. Tinha 2,17 m de altura, nove centímetros a mais do que Bill Russell. Pra você não ter que fazer conta, Bill tinha 2,08 m.

Os dois duelaram pelas quadras da NBA durante 14 temporadas, embora Bill tenha jogado por exatas duas décadas. Wilt acumulava recordes batidos noite após noite, impressionando a todos. Foi o jogador com mais recordes da NBA: 72, sendo 61 individuais e 11 coletivos. Foi o jogador que mais pontos fez em uma única partida (100), o que acumulou o maior número de cestas consecutivas (35), maior média de pontos em uma única temporada (50,4), melhor percentual de aproveitamento de field goals em uma única temporada (72,7%), maior número de rebotes apanhados na história (23.924), melhor média de rebotes na carreira (22.9) — e por aí vai.

Bill Russell e Wilt Chamberlain disputam bola
Bill Russell e Wilt Chamberlain disputam bola Bettmann/Getty Images

Certa vez, perguntaram para Bill se os recordes de Wilt o incomodavam. E ele respondeu: "Ele bate recordes e eu ganho títulos".

Bingo!

Não poderia haver resposta melhor. Chamberlain ganhou apenas dois títulos na NBA, enquanto Russell somou 11 em 13 temporadas.

Mesmo com tantas conquistas, jornalistas e fãs insistiam em comparar os dois. Foi então que Don Nelson, seu ex-companheiro de Celtics, cunhou a frase que tornou-se lapidar: "Existem dois tipos de estrelas. Uma que se faz às custas dos outros caras na quadra. Mas há outra que faz os jogadores ao seu redor parecerem melhores do que eles realmente são. E esse era Russell”.

História contada, vamos continuar falando de Bill Russel. Seu impacto no jogo deu-se na parte defensiva. Na época em que ele entrou na liga, a NBA era uma correria só e os ataques eram o que importava, tanto que os tocos, fundamento dos mais importantes no basquete, só começou a ser registrado na temporada 1973-74. E os tocos eram seguramente seu principal cartão de visitas. Sua defesa era impressionante, algo que ninguém compreendia, especialmente quando ele fazia cobertura de companheiros que eram batidos e viam seu oponente deslizar em direção à cesta. E o que acontecia? Toco! 

Sim, Bill começou a mudar a mentalidade do jogo, introduzindo a defesa e dando consistência maior ao esporte da cesta, que passou a valorizar o aspecto defensivo a partir da entrada de Bill Russell nas quadras. O efeito perturbador que ele causava nos adversários era incomensurável. Jogador pensava duas vezes antes de tentar uma bandeja na cesta defendida pelo Boston. E quando alguém se enchia de coragem e ousava desafiar o gigante do Celtics, se não levava um toco, invariavelmente errava a bandeja vitimado pelo pavor de ver Bill à sua frente. Erro cometido, rebote recolhido e passes longos, precisos, no melhor estilo do futebol americano. E isso provocava os contra-ataques, coast to coast, algo que até então não existia na NBA. E os companheiros de Russell se fartavam de fazer as chamadas cestas fáceis, sem ninguém a marcá-los.

Disse acima que Russell ganhou 11 anéis de campeão na NBA. Nove deles apenas como jogador; dois acumulando as funções de treinador e jogador. Tornou-se o primeiro treinador negro da história da liga norte-americana.

Bill Russell foi um dos maiores jogadores da história dos Celtics
Bill Russell foi um dos maiores jogadores da história dos Celtics Getty

Sua luta contra o racismo foi igualmente grandiosa. E ele tomou consciência do racismo logo cedo, quando ele viu sua família, que vivia na cidade de Monroe, na Louisiana (onde ele nasceu), ser perseguida por membros da Ku Klux Klan. Certa vez, seu avô, informado de que membros da Klan iriam incendiar sua casa e matar todos os seus familiares, o patriarca dos Russell colocou toda a família em um lugar seguro (Bill entre eles) e, sozinho, espingarda à mão, encarou os enfurecidos e intolerantes homens da Klan e à bala os expulsou de sua casa. 

Já na escola, um trecho de um livro da história dos EUA o incomodou demais. Dizia ele: "Os escravizados viviam melhor como escravos do que vivendo livres na África". Vida sem liberdade não é vida, reagiu Bill. "Aquilo me doeu na alma", afirmou anos mais tarde lembrando este episódio escolar. 

Um dos acontecimentos mais marcantes do racismo que Russell sofreu deu-se em Boston, a franquia que ele ajudou a transformar na maior da história da NBA. Mesmo consagrado, vencedor, expoente dos Celtics, pilar da franquia, ele não era amado por parte dos torcedores porque em Boston o racismo era explícito naquela época. Quando comprou uma casa em um bairro predominantemente de brancos, teve a residência invadida por vândalos que picharam as paredes de sua sala com falas racistas, destruíram sua estante de troféus e cagaram!!! em sua cama.

Acredita? Acredite, pois aconteceu.
 
Russell relutava em voltar a Boston por conta de tudo o que passou por lá por causa do racismo explícito àquela época. Morava em Mercer Island, Estado de Washington (não confundir com a capital dos EUA), na Costa Oeste norte-americana, mais de três mil quilômetros distante de Boston, Costa Leste.

Em 2009, o finado comissário da NBA David Stern batizou o troféu de MVP das finais com o nome de Bill Russell. Tinha 88 anos e foi uma das lendas não só do esporte norte-americano, mas do país como indivíduo também. 

Anime-se, pesquise. Há um mundo para você descobrir quando o tema for Bill Russell. Este texto, espero, é apenas um combustível para você mergulhar na vida deste que foi um dos maiores (literalmente) homens da história dos EUA, condecorado, por exemplo, pelo ex-presidente Barack Obama, que lutou pelos direitos civis, defendeu Muhammad Ali quando este recusou-se a guerrear no Vietnã, era amigo de Martin Luther King e transformou o número 6 da camisa alviverde dos Celtics numa das mais vendidas de todos os tempos.

Descanse em paz, meu velho.

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John pede para não ir a Fortaleza pois pretende deixar o Santos

Fábio Sormani
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John pediu para não viajar para o Ceará, onde o Santos enfrenta na noite deste domingo (24) o Fortaleza. O goleiro pediu para não ser relacionado para a partida, porque pretende sair.

John disse que tem duas propostas para deixar a Vila Belmiro. Ele sabe que dificilmente vai reverter a situação (de reserva a titular) com o excelente desempenho que João Paulo vem tendo.

John, do Santos
John, do Santos Dolores Ochoa - Pool/Getty Images

John era o titular com o tecnico Cuca. Jogou a final da Libertadores contra o Palmeiras. Manteve-se titular com outros treinadores que sucederam Cuca. Mas uma grave contusão no joelho numa partida contra o São Paulo o deixou meses de fora e João Paulo voltou a ser titular para não mais perder a posição.

John está no Santos desde 2011. Há dois anos, o Valladolid da Espanha quis contrata-lo por empréstimo (sem pagamento) e o Santos não o liberou.

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Leão recusa convite para ser o executivo de futebol do Santos

Fábio Sormani
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Conversei há pouco com Émerson Leão. E ele me confirmou ter recebido telefonema do presidente Andres Rueda e consequentemente convite para ser o executivo de futebol do Santos em substituição a Edu Dracena. Leão me contou que já deu sua resposta a Rueda. E ela foi negativa.

Disse-me Leão: "Agradeci o convite, a lembrança e a confiança, mas neste momento eu pretendo ficar com a minha família. E desejei sorte ao presidente Rueda e ao Santos".

Foi o terceiro não que o clube santista recebeu. Anteriormente a Leão, o Santos procurou Ricardo Moreira, do Orlando City, e Paulo Bracks, ex-Internacional e atualmente desempregado. Ambos fizeram como o ex-treinador santista: agradeceram o convite e disseram não.

O Santos é um barco à deriva. O mundo do futebol sabe disso. Por isso tantas recusas. Assumir o Santos neste momento é entrar neste barco furado.

Rueda tem culpa? Muito pouca. Os maiores culpados são os ex-presidentes Modesto Roma Júnior, José Carlos Peres e Orlando Rollo, que levaram o Santos a esta situação de extrema pobreza.

Não se esqueçam disso.

Emerson Leão recusou convite para ser executivo de futebol do Santos
Emerson Leão recusou convite para ser executivo de futebol do Santos Gazeta Press
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Leão recusa convite para ser o executivo de futebol do Santos

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Santos: Bustos sente-se envergonhado, mas a torcida está como?

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Não, a culpa não é só do técnico. É também e principalmente dele.

Fabián Bustos treina mal o elenco do Santos, posiciona mal o time nos jogos, na hora de escalar, escala mal e quando tem que mexer, mexe mal. Santos não tem surpresas a apresentar para os adversários. Nenhuma. E num jogo grande como o de ontem, dia 22, isso pode custar caro. E custou: a eliminação (muitíssimo provável) da Copa do Brasil para um adversário que vinha cambaleando em seus jogos em casa (Fortaleza, Goiás, Juventude, São Paulo), eliminação que veio de um jeito humilhante (perdeu a partida por 4 a 0, com três gols apenas no primeiro tempo).

O Santos é um time pobre de ideias, que só joga no chuveirinho. Só. Quando precisa do dedo do treinador, ele não tem nada a apresentar. Tem cabimento estar perdendo por 3 a 0 no primeiro tempo, sendo amassado pelo adversário e voltar para o segundo sem NENHUMA alteração? Ele estava gostando do que viu? Acho que sim, eu, assim como você, não estava.

Pior do que isso foi ter falado, na entrevista após o jogo, que "foi uma vergonha, a maior da carreira dele", e que, se pudesse teria tirado de campo nove jogadores, pois pouparia, como disse, apenas Marcos Leonardo e o goleiro João Paulo. Atirou os jogadores aos leões. A culpa foi de vocês!, decretou Bustos na entrevista coletiva. Como isso vai cair no vestiário? O que os jogadores vão achar disso? Uma das liturgias do cargo é você jamais, repito, jamais, fazer o que Bustos fez: culpar nominalmente os jogadores por um desastre. Que se faça isso no vestiário; intramuros, jamais em público.

Um técnico sem ideias, perdido no cargo e que, muito provavelmente, perdeu a confiança dos jogadores.

Bustos no comando do Santos
Bustos no comando do Santos Ivan Storti/Santos FC

Não há mais como mantê-lo no comando da equipe. Não deu química esse casamento, infelizmente, pois havia boa expectativa em relação ao seu trabalho depois do que fez no futebol equatoriano — trabalhos que ele cita para justificar sua capacidade.

Sim, Bustos foi bem no Equador, mas a exigência do futebol equatoriano é uma; a do Brasil é outra.

Vanderlei Luxemburgo, após conquistar seu quinto título brasileiro (Santos em 2004), foi contratado pelo Real Madrid. Cinco títulos brasileiros na bagagem. E o que aconteceu? Fez água; ou seja: foi demitido dos merengues com pouco menos de um ano no cargo, depois de ter sido eliminado da Champions nas oitavas de final (Juventus), na mesma fase da Copa do Rey (Valladolid) e ter tomado de três do Barcelona em pleno Santiago Barnabéu.

E foi demitido não apenas pelos resultados, mas principalmente por escalar mal e substituir mal.

A exigência do futebol brasileiro é uma; do europeu, é outra. O mesmo acontece em relação ao nosso futebol e o do Equador.

O que Bustos conhece de futebol, sua maneira de trabalhar, pode ser suficiente para outras plagas sul-americanas. Aqui, no Brasil a exigência é outra, assim como na Espanha é maior do que no Brasil.

Em tempo: dos últimos nove jogos, o Santos só venceu um. Cuidado, pois a Série B é logo ali.



Atuações

João Paulo — Sem culpa nos gols. Nota 5.

Lucas Braga — Perdido em campo. Nota 2.

Kaiky — Não pode ser titular de um time como o Santos. — Nota 1.

Bauermann — Sozinho na zaga, afundou-se no mar de mediocridade. — Nota 3.

Lucas Pires — Há alguns jogos eu já alertei para a queda de rendimento do garoto. — Nota 1.

Fernández — Igualmente perdido em campo. — Nota 1.

Sandry — Malemolente — Nota 1.

Zanocelo — Além de jogar mal, deixou o time na mão ao ser expulso. Nota 0.

Baptistão — Incrivelmente apático. Nota 1.

Marcos Leonardo — Perdeu um gol incrível, mas de resto nada pode fazer, pois a bola não chegou a ele. Nota 3.

Julio — Sem comentários. Nota 0.

Felipe Jonatan — Já deu, né? Nota 1.

Camacho — Não acrescentou nada. Nota 2.

Ângelo — Joga com a cabeça baixa e por isso tem dificuldades de ver o que está acontecendo ao seu redor. Nota 2.

Bruno Oliveira — Idem. Nota 2.

Rwan — Jogou pouco tempo. Sem nota.

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Empate (e quase vitória) do Santos diante do Galo teve o dedo de Deus

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Meu pai costumava dizer que "Deus escala times". A expulsão de Lucas Pires nesse sábado (11) foi fundamental para o empate (e quase vitória) do Santos diante do Atlético-MG, em pleno Mineirão. 

Com a exclusão de Pires, o técnico Fabián Bustos foi obrigado a recompor o time e nessa recomposição ele tirou Angulo para colocar Felipe Jonatan. Pronto! Mesmo com um jogador a menos, o Santos melhorou. Por quê? Porque Angulo deixou o campo e também (e principalmente) porque Rwan Seco passou a jogar na posição dele. E mais, no mesmo instante, Bustos colocou Ângelo no lugar de Zanocelo e dez minutos depois Bruninho entrou na vaga de Lucas Braga. E o time ficou tinindo e parecia que ele, Santos, tinha um jogador a mais e não o Atlético.

Veja os gols de Atlético-MG x Santos

O placar do jogo, quando tudo isso aconteceu, mostrava 1 a 0 para o Galo. Mas jogando quase que por música (desculpem o clichê), o Santos foi encurralando o adversário, jogou-o contra as cordas e empatou a partida aos 36´2T, num pênalti sofrido por Bauermann e convertido por Rwan.

Depois disso foi um festival de contra-ataques a castigar o gol do excelente goleiro Éverson, que, quando não conseguia defender, contava com as traves para auxiliá-lo. O golpe final poderia ter sido dado no minuto derradeiro do acréscimo, quando Bruninho chutou a gol, Éverson espalmou e a bola bateu na trave do goleiro atleticano. 1 a 1 foi o resultado final, mas o Santos poderia ter vencido.

Deus deu um aviso ao técnico Fabián Bustos. Espero que ele tenha aprendido a lição. Lugar de jogador ruim é fora, até mesmo do banco. Lugar de jogador bom é no campo, ou no banco como alternativa dependendo do desenho do jogo. Lugar de jogador decisivo é na posição dele e não improvisado.

Que Bustos deixe seus ouvidos desobstruídos para que possa ouvir os recados de Deus.

Rwan à direita comemora
Rwan à direita comemora Gazeta Press

Atuações:

João Paulo — O mesmo nível de excelência de sempre. Nota 7.
Madson — Jogou apenas 12 minutos. Sem nota.
Maicon — Anulou Hulk. Nota 8.
Bauermann — Ajudou na tarefa. Nota 8.
Lucas Pires — Foi expulso e sua expulsão foi a salvação do Santos. Se eu fosse o técnico, você iria para o banco, rapaz, para refletir como tem comprometido o time na marcação. Nota 1.
Rodrigo Fernández — Um guerreiro que sabe guerrear. Nota 8.
Sandry — Correto. Nota 6.
Zanocelo — Um nível acima. Nota 7.
Rwan — Quando foi para a sua posição, mostrou o que todos sabem que ele pode fazer. Nota 8.
Angulo — Inútil, e ainda por cima perdeu um gol incrível — Nota 1.
Lucas Braga — Ciscou como sempre. Nota 3.
Auro — Invisível. Nota 2.
Felipe Jonatan — Salvou um gol em cima da linha e mostrou uma disposição que havia muito tempo ele não mostrava. Nota 6.
Ângelo — Entrou ligadíssimo e puxou contra-ataques importantes. Precisa aprender: 1) a tomar a melhor decisão no momento crucial; 2) a driblar para o lado direito e chutar com o pé direito. Nota 7.
Bruninho — Quase deu ao time a vitória que teria sido justa e espetacular. Nota 7.
Camacho — Melhorou a saída de bola do time para os contra-ataques. Nota 5.

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Santos precisa de mais 34 pontos, o que vier além disso será lucro

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Ano passado, nesta mesma oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos tinha um ponto a mais do que tem hoje: 12 contra 11. E no ano passado, se você já se esqueceu, o Santos brigou para não cair.

Este início de Campeonato Brasileiro é preocupante.

É verdade que a arbitragem prejudicou nos jogos contra Ceará e Fluminense, mas o fato é que ninguém pode mudar isso. É bem verdade também que o time jogou bem na derrota diante do Palmeiras (0 a 1) neste domingo (29), mas o fato é que perdeu.

Fabián Bustos tem se mostrado um treinador fraco. Até que ele tem escalado bem, mas quando mexe no time... PQP, que tragédia! Ele destrói o que construiu. Ele estraga o que foi feito. O pior é que ele sempre tira os melhores.

Foi assim contra o Ceará, quando saíram Zanocelo e Baptistão. Foi assim neste domingo quando ele sacou Marcos Leonardo e Baptistão. E a justificativa (ou papo-furado, se você preferir) é sempre a mesma: o jogador sacado estava cansado. Não foi o que se viu na expressão de Marcos Leonardo quando ele deixou o campo. O camisa 9 balançou a cabeça negativamente, mostrando claramente que discordava da atitude do treinador.

Jojhan Julio: como disse em outra ocasião, atacante tem que ser escalado porque sabe atacar. Esta é a primeira função dele. Depois vêm as demais. Julio não sabe atacar. É atrapalhado, a bola o confunde. O lance em que ele evitou um arremate do Zanocelo foi patético, digno das comédias de pastelão.

Angulo: pura brincadeira.

Ricardo Goulart: infelizmente, não é mais aquele jogador. Aliás, se ainda o fosse, certamente não estaria no Santos. O Santos foi o que sobrou para ele e ele foi o que sobrou para o Santos que, sem dinheiro, precisava anunciar um jogador de nome para mexer com torcedores e mídia. Obviamente, não está funcionado — como dificilmente vai funcionar.

A campanha do Santos é preocupante. De 24 pontos disputados, ganhou apenas onze. Seu aproveitamento é de 45,8%. Mas não sei se vocês notaram, destes oito jogos cinco foram como mandante! Nem assim seu desempenho é melhor do que no ano passado.

Conversando com o comentarista Rafael Prates, meu companheiro aqui na ESPN, ele me disse algo importante: o Santos tem um time fraco mentalmente. Depois do gol anulado do Marcos Leonardo, piorou, sentiu o baque. Mas o Palmeiras, depois que o Raphael Veiga perdeu pênalti, melhorou, não murchou por conta do erro que poderia ter sido capital.  "O Santos não sabe aproveitar o momento que está melhor para ter vantagem", disse Prates.

Ano passado, nesta mesma oitava rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos tinha um ponto a mais do que tem hoje. E no ano passado o Santos brigou para não cair.

Portanto, torcedor, por mais que isso doa no seu coração, a conta, neste momento, é esta: faltam 34 pontos para atingir os 45 que, segundo os matemáticos, são suficientes para evitar o rebaixamento.


Infelizmente, tudo indica que este Brasileiro será mais um campeonato em que o torcedor santista vai sofrer. E olha que a torcida tem feito a parte dela. Neste domingo, 14.220 pessoas compraram ingressos (R$ 416.655,00 de renda) e empurraram o time do começo ao fim do clássico, que ele não vence desde 2019 (seis derrotas e dois empates). 

Em campo, todavia, o time não soube tirar proveito deste combustível extra.

O Santos em partida na Vila Belmiro
O Santos em partida na Vila Belmiro Ivan Storti/Santos FC

Atuações

João Paulo — Sem culpa no gol. Nota 6

Madson — De um erro grosseiro seu saiu o escanteio que acabou no gol palmeirense. Nota 2.

Maicon — Seguro como sempre. Nota 6.

Bauermann — Perdeu a disputa para Gustavo Gómez no gol do Palmeiras. Nota 3.

Lucas Pires — Não teve problemas com Dudu e ainda ajudou no apoio. Não vi erro dele no gol adversário. Nota 6.

Rodrigo Fernández — Fez um pênalti absurdamente infantil em Marcos Rocha. Nota 3.

Sandry — Burocrático. Nota 4.

Zanocelo — Tentou criar, mas foi andorinha solitária. Nota 6.

Baptistão — Perdeu duas ótimas oportunidades no primeiro tempo, mas era o atacante que mais incomodava a defesa adversária. Nota 5.

Marcos Leonardo — Fez um gol que acabou (corretamente) anulado. Melhorou muito perto do que jogava, mas ainda tem espaço para crescer se seu sonho é mesmo jogador na Europa. Sua substituição não fez o menor sentido. Nota 6.

Julio — A bola que ele tirou do Zanocelo no começo do segundo tempo dá bem a medida do jogador que ele é: patético. Nota 1.

Goulart — Desta vez, pelo menos, conseguiu chutar a gol. Nota 4.

Rwan — Displicente. Nota 2.

Angulo — Péssimo! Nota 1.

Lucas Braga — Tenta, mas esbarra em suas limitações. Nota 2.

Bruno Oliveira — Tentou desta vez, mas não obteve sucesso. Nota 2

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Com esse futebolzinho o Santos não terá vida longa na Sul-Americana

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Pois é, foi uma classificação não para se comemorar, mas para se envergonhar. Houve nuances no empate em 1 a 1 entre Santos e Banfield, ontem (24), na Vila Belmiro, como dois pênaltis não marcados, bola na trave, gol escandalosamente perdido por Ricardo Goulart, goleiro argentino fazendo algumas boas defesas (essas foram as positivas), mas o fato é que as negativas se sobressaíram, pois o Santos jogou com dois jogadores a mais durante 36 minutos e não teve criatividade alguma para destruir as duas linhas de quatro, bem compactadas, que o treinador Claudio Vivas arrumou para evitar a derrota — e conseguiu.

A outra gradação de destaque foi Bruno Oliveira. Vocês gostaram do Bruno Oliveira? Eu também. Onde ele estava? Estava esquecido pelo técnico Fabián Bustos. Um passarinho me contou que ele está arrebentando nos treinos e Bustos, em muitos jogos, nem sequer o relacionou para o banco de reservas. E quando relacionou, não colocou pra jogar. Ontem o fez.

Bruninho, como é chamado pelos colegas, jogou míseros dez minutos, mas o suficiente para chutar uma bola no travessão do goleiro Bologna, acertar 90,9% de seus passes, driblar para quebrar as linhas (sofreu uma falta na entrada da grande área, lembram?), mesmo sendo escalado para jogar na lateral ofensiva, quando todos sabem que seu espaço preferido é o meio.

O mesmo passarinho que me contou das boas performances de Bruninho nos treinos, me disse que Edu Dracena foi conversar com Bustos sobre o não aproveitamento dele nas partidas. Convenhamos, cobrança justa, pois o Santos não tem esse tal de camisa 10 e Bruninho é quem tem mais condições de fazer esse papel. Baptistão, Goulart e Rwan são atacantes — Angulo não é nada.

Fabian Bustos em partida do Santos
Fabian Bustos em partida do Santos Ivan Storti/Santos FC

Por que não dar chance a ele? Faz parte do trabalho de Dracena essas cobranças; afinal, ele é o patrão imediato de Bustos. Como eu disse em outro texto deste blog, Dracena também deveria cobrar as escalações de Angulo e Julio. Os dois foram indicações do treinador santista, e, por conta disso, ele os coloca pra jogar na esperança de que ambos possam reagir e mostrar alguma coisa, qualquer coisa que seja, de positivo, para justificar o dinheiro investido. Mas, até agora, nada.

A classificação veio graças principalmente ao golzinho que a Universidade Católica de Quito fez aos 43 minutos do segundo tempo, diminuindo a desvantagem para 3 a 2 (placar final), o que impossibilitou a classificação do La Calera, que se mantivesse os 3 a 1 de até então, teria um gol a mais de saldo que o Santos e pularia para a fase de mata-mata da Sul-Americana.

Junto com a classificação vieram USD 500 mil de premiação. Ótimo, pois o Santos precisa de dinheiro. Junto com ela veio também a bonança. O Santos se classificou e isso é o que importa num primeiro momento. Num segundo, há que se olhar a tempestade que se avizinha. Há como se afastar dela, mas é preciso mudar a rota. O timão está nas mãos do treinador. Se ele deixar de ser teimoso e escalar os melhores, é bem possível escapar da tempestade.

Ah, sim, só pra finalizar: àqueles agourentos que disseram que o ponto perdido para o Ceará ocorreu porque o jogo aconteceu em Barueri e não na Vila, onde o Santos teria enfiado no mínimo três no time cearense, a esses agourentos eu pergunto: por que não ganhou ontem? O jogo foi na Vila, contra um adversário fraquíssimo, último colocado do grupo e com dois a menos. Não ganhou. Jogar na Vila não é certeza de vitória. Então, seus malas, não critiquem quando o Santos subir a serra pra jogar em Barueri pra ganhar dinheiro: o Santos lucrou na partida contra o Ceará R$ 686.291,54 contra R$ 742.959,54 das seis partidas do Paulista, do jogo contra o Coritiba pela Copa do Brasil e dos três primeiros como mandante no Brasileiro. Sobe para ganhar dinheiro e satisfazer a maior parte de seus torcedores (eles estão na Grande São Paulo e não na Baixada), pois vocês mesmos, seus malas da Baixada, que tanto criticam, muitos de vocês sobem a serra pra trabalhar em São Paulo e ganhar dinheiro. 

Por que o Santos também não pode fazer isso?


Atuações

João Paulo — Sem culpa no gol, seguro como sempre. Não sei se é impressão minha, mas parece que ele não tem força nos braços para: 1) socar as bolas dos cruzamentos; 2) repô-la imediatamente para armar contra-ataques. Nota 7.

Madson — O de sempre, e num jogo como o de ontem foi insuficiente, pois não tem caraterística de aprofundar as jogadas e era preciso. Nota 4.

Velázquez — Nenhuma bobagem. Nota 5.

Bauermann — Vive fase espetacular, pois dificilmente é batido, seja pelo alto ou por baixo. Nota 7.

Lucas Pires — Se tivesse alguém com quem dialogar... Mais uma boa partida. Melhorou nos cruzamentos. Nota 7.

Sandry — Regular, apenas regular. Nota 5.

Zanocelo — Melhorou incrivelmente na marcação. Com a bola, ninguém discute suas qualidades. Nota 7.

Goulart — Mais um gol incrível perdido. Lutou muito, mas produziu pouco. Nota 3.

Rwan — Você está fazendo eu queimar a minha língua, garoto. Esperava mais, mas você novamente jogou pouco. E no gol do Banfield, você foi malemolente e por isso perdeu a bola. Nota 2.

Marcos Leonardo — Sofreu o pênalti que ele mesmo converteu. Foi seu grande momento na partida. No resto, foi novamente sofrível. Nota 5.

Lucas Braga — Corre, corre, corre, corre, corre, e só. Futebol é muito mais do que isso. Nota 3.

Julio — Tentou fazer alguma coisa e pouco fez. Nota 4.

Lucas Barbosa — Novamente todo enrolado. Nota 3.

Pirani — Fraquíssimo. Nota 1.

Angulo — Idem. Nota 1.

Bruno Oliveira — Deu vida ao time em apenas dez minutos. Nota 7.

Comentários

Com esse futebolzinho o Santos não terá vida longa na Sul-Americana

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Erros da arbitragem impedem que o Santos lidere o Brasileiro

Fábio Sormani
Fábio Sormani

É inacreditável e inaceitável o que a arbitragem está fazendo com o Santos neste começo de Campeonato Brasileiro. Nada menos do que cinco pontos a mais poderiam ser adicionados à pontuação do time no torneio não fossem os equívocos que vocês saberão abaixo.

1) Na primeira rodada do Brasileirão, no empate em 0 a 0 contra o Fluminense, houve um pênalti claro no último minuto dos acréscimos do zagueiro Nino em cima do atacante Angulo e que foi ignorado pelo árbitro Anderson Daronco (RS);

2) Na vitória sobre o Coritiba, o pênalti marcado contra o Santos pelo árbitro Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), cometido por Zanocelo, foi equivocado segundo a totalidade de analistas de arbitragem;

3) Na derrota para o São Paulo, um lateral confuso originou um pênalti para o Tricolor (que resultou no gol da vitória são-paulina) e na mesma partida o árbitro Pedro Vuaden (RS) não marcou uma penalidade sobre Madson;

4) E neste sábado (21), no empate diante do Ceará em 0 a 0, um gol de Léo Baptistão foi incorretamente anulado pelo árbitro Sávio Pereira Sampaio (DF) para marcar uma falta de Julio em Zé Roberto, quando fica claro que um puxou o outro e nada deveria ser marcado.

O jogo contra o Fluminense terminou empatado, mas poderia ter acabado com vitória santista. O Santos venceu o Coritiba; portanto, o pênalti mal marcado não interferiu no resultado final. A derrota contra o São Paulo poderia ter sido um empate. E o empate contra o Ceará poderia ter sido uma vitória.


         
     

Ou seja, como disse na abertura deste texto, nada menos do que cinco pontos poderiam estar atualmente na conta santista neste Campeonato Brasileiro. E ao invés de 11, o time poderia estar com 16 e na liderança do campeonato.

Uma vergonha o que os erros da arbitragem fazem com o futebol brasileiro — em especial com o Santos neste Brasileirão. Árbitros ruins, aparentemente mal preparados, que decidem jogos por conta de seus equívocos e que, ao final das 38 rodadas, podem determinar o campeão e os quatro rebaixados, por exemplo.

Algo tem que ser feito. Do jeito que está, não dá.

Atuações:

João Paulo — No nível de excelência de sempre. Nota 8.
Madson
— Faltou-lhe coragem para desafiar a marcação adversária e buscar o fundo. Nota 4.
Maicon — Mais uma atuação de primeiro-ministro. Nota 8.
Bauermann — Portou-se como o consiglieri de Maicon. Nota 8.
Lucas Pires — Deu a assistência do gol mal anulado de Baptistão, é verdade, mas precisa caprichar mais nos cruzamentos, pois tem deixado a bunda dos adversários dolorida. Nota 6.
Fernández — Onipresente. Nota 8.
Zanocelo — Fazia uma ótima partida quando inexplicavelmente foi substituído. Nota 8.
Baptistão — O melhor atacante santista. Fez o gol (mal anulado) e deu trabalho à zaga adversária. Assim como Zanocelo, foi absurdamente substituído. Nota 8.
Angulo — O gol que ele perdeu no início do segundo tempo foi ridículo na mesma proporção de seu futebol. Nota 1.
Marcos Leonardo — Não pega na bola, perde gols incríveis (como no primeiro tempo) e permanece em campo os 90 e tantos minutos que duram um jogo. Nota 1.
Julio — Um atacante não pode ser escalado porque ajuda na marcação. Um atacante tem que ser escalado porque sabe atacar. Nota 1.
Rwan — Apagadíssimo. Nota 2.
Goulart — Atrapalhadíssimo. Nota 2.
Lucas Braga — Invisível. Nota 2.
Sandry — Atabalhoado. Nota 2.
Lucas Barbosa — Enrolado. Nota 2.

Léo Baptistão, atacante do Santos, durante empate com o Ceará, na Arena Barueri, pelo Brasileirão
Léo Baptistão, atacante do Santos, durante empate com o Ceará, na Arena Barueri, pelo Brasileirão Ivan Storti/Santos F.C.
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A vergonhosa reivindicação de prêmios dos jogadores do Santos

Fábio Sormani
Fábio Sormani
Jogadores do Santos antes de partida contra o Goiás, pelo Brasileirão
Jogadores do Santos antes de partida contra o Goiás, pelo Brasileirão Ivan Storti/Santos FC

Leio no site do jornal A Tribuna que o Santos deve premiação aos jogadores referentes aos dois últimos Campeonato Paulista. Não, você não leu errado, é isso mesmo. O time quase foi rebaixado em ambas competições, tendo escapado do vexame da queda na última rodada, e os jogadores reclamam o não pagamento de prêmios.

Prêmios? Os jogadores deveriam se envergonhar do que apresentaram em campo nesses dois últimos campeonatos. Deveriam se envergonhar do futebol ordinário mostrado. Deveriam se enrubescer de pedir essas premiações.

Uma instituição como o Santos jogar dois Paulista para não ser rebaixado?!?!

Ainda de acordo com A Tribuna, os jogadores reclamam também o não pagamento de prêmios por terem vencido no ano passado Cianorte e Juazeirense pela Copa do Brasil, bem como os jogos referentes ao torneio deste ano.

Isto, entre outras questões, é que faz os clubes estarem à beira da falência.

Como eu sempre digo, salário de jogador de futebol é para perder, pois quando ganha tem que receber prêmio.

Inacreditável; ou, se você preferir, uma vergonha.

Em tempo: o Santos informa que salários e direitos de imagem estão em dia.

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Em novo passeio, Santos está nas oitavas da Copa do Brasil

Fábio Sormani
Fábio Sormani

O Santos voltou a passear na Vila Belmiro. Depois de ter goleado o Cuiabá por 4 a 1 no último domingo (8), desta vez a vítima foi o Coritiba: 3 a 0. A vitória significou a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, o que garantiu preciosos R$ 3 milhões como prêmio (no jogo de ida, os curitibanos venceram por 1 a 0).

O jogo desta quinta-feira (12) foi resolvido em apenas 19 minutos, mas é bom frisar que foram os primeiros 19 minutos do segundo tempo, pois na etapa inicial, embora o time tivesse tido 64% de posse de bola e finalizado dez vezes, o gol não saiu. A bem da verdade, apenas uma grande chance foi criada nos 45 minutos iniciais: uma cabeçada para fora do atacante Leo Baptistão.

Veio o segundo tempo e o torcedor ficou apreensivo, pois nenhuma modificação foi feita. Esperava-se que Ricardo Goulart desse lugar para alguém, uma vez que, novamente, a grande contratação do Santos para esta temporada voltou a jogar um futebol pequeno.

Foi então que aos três minutos da etapa final o zagueiro Leandro Castán fez uma falta violenta e absolutamente desnecessária em cima de Marcos Leonardo. Da cobrança desta falta saiu o gol de Marcos Leonardo, gol que (desculpem o clichê) abriu a porteira para a vitória e a classificação santista.

Aos 16 minutos Madson fez de cabeça o segundo gol (excelente assistência de Lucas Pires, a sexta dele na temporada, que o torna o principal garçom do time neste 2022) e três minutos depois Rodrigo Fernández fez um golaço em um foguete de canhota de fora da área.

 


Dali em diante o Santos meio que tirou o pé do acelerador e deixou o tempo passar, entre olés e uma ótima finalização de Rwan Seco que o goleiro Muralha espalmou e uma chance desperdiçada por Marcos Leonardo que se enrolou com a bola depois de ótimo passe de Angulo, que o deixou na cara do gol.

No último texto que escrevi sobre o Santos disse que a torcida terá missão importante nesta temporada, que é necessário ela tirar a bunda do sofá e ir para o estádio fazer o seu papel. E que se isso acontecer, a temporada terá um doce sabor.

Quase 14 mil torcedores estiveram presentes na Vila Belmiro (13.962 para ser exato) e ajudaram a empurrar o time para a vitória, contagiando os jogadores com seus cânticos, pressionando a arbitragem quando necessário e intimidando o adversário o tempo todo. Não é fácil jogar na Vila: ela é pequenina, é verdade, mas a arquibancada é muito perto do campo e a pressão é grande demais.

Portanto, o torcedor precisa fazer o papel dele: ir ao estádio e lotá-lo sempre. Jogar para menos de 14 mil pessoas por partida é inaceitável. E torno a falar: se a torcida fizer o papel dela, a temporada será surpreendente e saborosa, pois ninguém, depois que o Campeonato Brasileiro do ano passado terminou, dava nem um tostão furado sequer pelo Santos — nem eu, reconheço.

O time é hoje o segundo colocado no Brasileiro (melhor ataque e melhor defesa), está nas oitavas-de-final da Copa do Brasil (já acumulou R$ 7,67 milhões em premiações) e só depende de si para seguir em frente na Copa Sudamericana (fará os dois últimos jogos em casa).

O retrospecto recente do Santos é muitíssimo bom. Dos últimos seis jogos, o time teve um aproveitamento de 72,2%, pois venceu quatro, empatou um e perdeu apenas um, a polêmica derrota para o São Paulo no Morumbi. Nesta meia dúzia de partidas, o time marcou 13 gols (2,2 por jogo) e sofreu apenas quatro (0,67), tendo um saldo de nove gols.

O desempenho na Vila Belmiro, sob a gestão do técnico Fabián Bustos é perfeito. Em seis jogos, seis vitórias. A missão agora é melhorar a performance fora de casa, pois o argentino só conseguiu vencer uma partida das nove disputadas, com quatro derrotas e outro quarteto de empates. Isso dá um aproveitamento de apenas 26%. Tem que melhorar.

Domingo o Santos volta a jogar fora da Vila Belmiro. O desafio acontecerá em Goiânia, onde enfrentará o Goiás, que historicamente complica a vida dos santistas. Em 51 partidas, foram 19 vitórias do Santos, 16 dos goianos e 16 empates. O mais sofrido deles ocorreu em fevereiro de 1974, quando, em pleno Pacaembu e vencendo por 4 a 0 até os nove minutos do segundo tempo, permitiu o empate ao Goiás em 4 a 4. O Santos jogou com Cejas, Carlos Alberto Torres, Marinho Peres, Vicente e Zé Carlos; Clodoaldo (Roberto) e Léo Oliveira; Mazinho, Nenê, Pelé e Edu. Dá pra imaginar isso com uma equipe que tinha Pelé em campo? Não dava. Oito meses depois Pelé despediu-se do Santos.

Depois do Rei vieram Robinho e Neymar. E mais 16 títulos: uma Libertadores, uma Conmebol, uma Recopa Sul-americana, dois Brasileiros, uma Copa do Brasil, um Rio-SP e nove Paulistas. Engana-se, portanto, quem diz que a história do Santos se resume a Pelé. A história é riquíssima dos primórdios até os dias atuais. E o torcedor deveria se orgulhar disso sendo mais parceiro do time, lotando sempre as arquibancadas da Vila Belmiro.

Santos se classificou para as oitavas da Copa do Brasil
Santos se classificou para as oitavas da Copa do Brasil Ivan Storti/Santos FC


Atuações

João Paulo — Viu o jogo dentro de campo. Nota 5.

Madson — Abandonado pelo sistema de Bustos (joga sozinho pelo lado direito), ainda assim conseguiu fazer um gol. Nota 7.

Velázquez — Outra atuação segura. De um chute seu nasceu o primeiro gol marcado por Marcos Leonardo. Nota 7.

Bauermann — Infalível quando foi exigido. Nota 8.

Lucas Pires — Outra grande atuação do garçom santista. Nota 8.

Rodrigo Fernández — Joga demais. O melhor em campo. Nota 9.

Zanocelo — Muito ativo e cada vez mais confiante. Nota 7.

Ricardo Goulart — Parece que desaprendeu a jogar futebol. Nota 4.

Baptistão — Assistência para o gol de Fernández e movimentação incessante. Nota 8.

Marcos Leonardo — Segue apanhando da bola, mas segue igualmente fazendo gols, e isso é o que importa. Nota 8.

Julio — Incrível, jogou bem! Nota 8.

Angulo — Deu uma assistência para Marcos Leonardo fazer o que seria o quarto gol, mas o camisa 9 apanhou da bola. Nota 6.

Sandry — Opa, lembrou o velho Sandry! Nota 7.

Rwan Seco — Jogou fora da posição e mesmo assim quase fez um belo gol. Nota 6.

Camacho — Jogou pouco tempo. Sem nota.

Felipe Jonatan — Idem.

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Jorge Jesus mente no Brasil e causa indignação em Portugal

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Jorge Jesus mentiu no programa "Bem Amigos" do SporTV na última segunda-feira (9). E sua mentira repercutiu muito mal em Portugal. O mundo futebolístico português está indignado.

E qual foi a mentira? Foi em dado momento do programa, quando Jesus disse o que vocês vão ler no próximo parágrafo...

"Eu vou dizer uma frase que o Guardiola disse há alguns anos. Ele disse assim: 'Quem quiser saber o que é defender bem, olhem para a equipe do Benfica'. Quem era o treinador do Benfica? Eu". 

Mentira. O treinador do Benfica era Rui Vitória.

Flamengo perdeu a oportunidade de construir uma hegemonia? F90 debate se Jorge Jesus deixou 'legado' no clube

         
     

O derretimento de Guardiola ao Benfica de Vitória deu-se por conta do enfrentamento entre Benfica e Bayern (então dirigido pelo treinador catalão). Na entrevista coletiva antes do jogo da volta, em Lisboa, que terminou empatado em 2 a 2 e garantiu os alemães nas semifinais da competição europeia (o jogo de ia acabou 1 a 0 para o Bayern), Guardiola declarou o seguinte: "(O Benfica) É a melhor organização defensiva que há na Europa neste momento. Mas não é uma equipe defensiva, pelo contrário. Coloca a linha defensiva muito alta e pressiona sem parar. Não deixa espaço entre linhas, não cabe um fio de cabelo entre as duas linhas mais recuadas".


Guardiola falou mais: "As pessoas não veem a liga portuguesa, nem na Alemanha, nem em Espanha, nem na Inglaterra, e por isso ninguém dá valor ao Benfica, mas digo que é uma equipa digna de (Arrigo) Sacchi (ex-treinador italiano)".

Em seu livro "A Evolução" (Editora Grande Área), escrito por Martí Perarnau, Guardiola voltou a mencionar o sistema defensivo do Benfica de Rui Vitória e não de Jorge Jesus.

Atualmente desempregado (dirigiu o Spartak Moscou na temporada passada), Vitória postou na tarde desta quarta-feira em seu Twitter uma foto dele cumprimentando Pep Guardiola antes de uma das partidas entre os Encarnados e o Bayern de Munique válida pelas quartas-de-final daquela Champions League.

Uma foto, uma simples foto; uma singela foto. A desmentir Jorge Jesus. Vitória respondeu ao ex-treinador do Flamengo sem proferir nem uma palavra sequer. Neste caso, uma foto que vale mais do que mil palavras.

Jorge Jesus
Jorge Jesus Getty Images
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Corinthians? Que nada, a surpresa do Brasileiro é o Santos

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Melhor ataque e melhor defesa do Brasileiro, segundo colocado na competição. O Santos é a grande surpresa do torneio depois de suas primeiras cinco rodadas.

Os santistas marcaram dez gols no campeonato (único time a ter dois dígitos) e sofreram quatro (melhor marca ao lado de Corinthians, Bragantino, Internacional e Flamengo).

Alguém esperava isso? Nem eu.

O Santos é um dos melhores times do Brasileiro? No momento, sim; numa análise mais profunda, não.

Vítor Pereira, do Corinthians, e Fabián Bustos, do Santos
Vítor Pereira, do Corinthians, e Fabián Bustos, do Santos Ricardo Moreira/Zimel Press/Gazeta Press

Muito desses números tem a ver com a goleada imposta ao Cuiabá nesse domingo (8) por 4 a 1, na Vila Belmiro, resultado esse que fez o técnico Fabián Bustos conquistar sua quinta vitória consecutiva como mandante ou, se você preferir, cem por cento de aproveitamento como anfitrião desde que o argentino assumiu o comando técnico.

Na goleada diante do Cuiabá (até então a melhor defesa do campeonato com apenas dois gols sofridos e cem por cento de aproveitamento como visitante), o Santos surpreendeu pela sua eficiência, pois foi cirúrgico no tempo em que durou a partida. Foi efetivo quando teve que ser, sofreu quando teve que sofrer.

E em nenhum momento mostrou fraqueza; ao contrário.

A vida num campeonato tão intenso como o Brasileiro não é fácil. A competição é fogo, todos nós sabemos. É um parto, pois dura cerca de nove meses. Os que estão na frente hoje podem estar na rabeira amanhã. É preciso saborear os momentos e ter a clareza de que o futuro ninguém sabe.

O Brasileiro é complicado. Paro ganhá-lo, é preciso ter elenco (o Santos não tem), um time bem estruturado (o Santos não tem), um treinador acima da média (o Santos pode ser que o tenha, mas isso não sabemos no momento) e a casa em ordem (isso o Santos tem).


Dá pra ser campeão? Nem pensar, pois há times que têm tudo isso e que não estão nos holofotes e que amanhã poderão desfrutar destas luzes que o Santos desfruta no momento. Mas...

Do jeito que o campeonato começou, o Santos mostra, principalmente aos seus torcedores, que a disputa não será lá em baixo. Ela tem tudo para ser lá em cima. E pela primeira vez na governança de Andrés Rueda, pois desde que o atual presidente assumiu o Santos disputou campeonatos para não ser rebaixado.

Agora pode ser diferente.

E a torcida terá papel importante: é necessário tirar a bunda do sofá e ir para o estádio fazer o seu papel. Sete mil pessoas na Vila Belmiro são inaceitáveis. Os jogadores, a comissão técnica e todos que estão envolvidos no futebol estão cumprindo o papel que lhes cabe. A torcida precisa fazer o dela. Se isso acontecer, o campeonato terá outro sabor.

Atuações

João Paulo — Sem culpa no gol. E não fez nada demais durante a partida. Nota 6.

Madson — Assistência para o primeiro gol e boa qualidade. Nota 6.

Velázquez — Partida segura. Nota 6.

Bauermann — Idem. Nota 6.

Lucas Pires — Precisa melhorar a defesa. O gol do Cuiabá saiu em um vacilo seu, meu caro. Nota 4.

Rodrigo Fernández — Defendeu e atacou com precisão e muita luta. Nota 8.

Zanocelo — Pouco produziu. Nota 4.

Baptistão — Jogou pra burro! Nota 8.

Goulart — Apático. Nota 3.

Julio — Começou como Ribery e terminou como... deixa pra lá. Nota 2.

Marcos Leonardo — Continua apanhando da bola, mas pelo menos está fazendo gols. Nota 5.

Lucas Braga — Burocrático. Nota 3.

Sandry — Invisível novamente. Nota 2.

Camacho — E daí? Nota 4.

Angulo — Um gol e uma assistência. Sensacional. Nota 8.

Rwan Seco — No meu time seria titular. Nota 8.

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Aleluia, Santos venceu fora de casa!

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Finalmente o Santos de Fabián Bustos venceu fora de casa. 1 a 0 na Universidad Católica do Equador com um gol do atacante Rwan Seco aos 47´2T.

Venceu, mas novamente não convenceu. Desta vez, há bons motivos para justificar o futebol pobre do time santista: a altitude de Quito, o gramado bem irregular e um time repleto de reservas, que foram a campo por conta do desgaste dos titulares.

Se com os titulares o Santos não convence ninguém quando joga fora de casa, imagina com os reservas. Foi o que aconteceu.

A Católica dominou o jogo todo e teve 66% de posse de bola. Arrematou 22 vez contra o gol brasileiro (o Santos chutou apenas cinco bolas). Trocou 605 passes (324 dos santistas) e viu os brasileiros terem um aproveitamento infame de 74% (aí entra a questão do gramado ruim, pois os jogadores estão acostumados a jogar na Vila Belmiro e em relvados brasileiros que são de excelente qualidade).

A vitória serve para dar calma ao grupo de uma maneira geral: jogadores, comissão técnica e todos que estão envolvidos com o futebol. Pois foi fora de casa, o que (como já vimos) não havia acontecido no governo de Bustos.

A cada jogo que passa fica mais claro que houve um grande equívoco nas contratações de Jujhan Julio e Bryan Angulo. Os dois até agora não jogaram nada, absolutamente nada. E ficam tomando espaço de garotos da base, como Rwan Seco, que ontem, mais uma vez, mostrou que não pode ser tão desprezado por Bustos como vem sendo.

Quanto ao treinador, uma salva de palmas para ele por ter colocado o lateral-esquerdo Lucas Pires no meio, quando todos imaginavam que ele iria ser o defensor e Felipe Jonatan o meia. Lucas tornou os contra-ataques realidade e de seus pés saiu, por exemplo, o passe para o gol.

O Santos agora só depende de si para seguir na Copa Sudamericana. Fará os dois próximos jogos em casa: La Calera (18) e Banfield (24). Se vencer ambos, poderá guardar a calculadora na gaveta.

Rwan Seco comemora gol pelo Santos
Rwan Seco comemora gol pelo Santos Flickr/SantosFC

Atuações

John — Voltou depois de mais de um ano fora. Seu único erro foi uma saída do gol que quase cede empate ao adversário. Nota 5.
Auro — Seguro defensivamente. Nota 5.
Velázquez — Desta vez não cometeu falhas grotescas. Nota 5.
Bauermann — Muito bem e ainda evitou o empate dos equatorianos. Nota 8.
Felipe Jonatan — Fraco. Nota 3.
Camacho — Cumpriu seu papel. Nota 5.
Sandry — Ainda irreconhecível. Nota 3.
Maranhão — Não equivocou-se como de costume. Nota 5.
Pirani — Nada justifica sua escalação, seja como titular ou reserva. Nota 2.
Lucas Barbosa — Uma decepção. Nota 3.
Angulo — Horrível! Nota 0.
Lucas Braga — Burocrático, como sempre. Nota 3.
Rwan Seco — Mostra claramente, a cada atuação, que tem qualidades técnicas, inteligência de jogo e poder de fogo bem acima da média dos jogadores que atuam na sua zona de ação. Nota 8.
Marcos Leonardo — Pouca movimentação e irritantes passes errados. Nota 3.
Lucas Pires — Jogou 32 minutos como meia. Excelente. Uma tremenda promessa que tem tudo para se tornar uma grande realidade. Nota 8.
Zanocelo — Jogou pouco. Sem nota.

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Palmeiras de hoje é encantador porque é diferente do Palmeiras de ontem

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Perguntinha simples e objetiva para os palmeirenses: qual Palmeiras te agrada mais, o atual ou aquele que fazia um gol e recuava?

É sobre isso que sempre verteu minhas críticas ao técnico Abel Ferreira. Ele tem um elenco em mãos que possibilita jogar assim: pra frente, pressionando, fazendo gols e intimidando adversários, a ponto de hoje ninguém duvidar que o Palmeiras é o melhor time do Brasil.

O que foi campeão da Libertadores não era. Naquela época, o melhor time do Brasil era o Atlético-MG, que só foi eliminado (e invicto) pelo Palmeiras por conta do regulamento.

O Palmeiras de hoje, não; o Palmeiras de hoje é encantador

Abel está pensando fora da casinha e descobrindo que há um mundo vasto e inexplorado que seu time pode percorrer. Um mundo encantador, daquele dos contos de fada, que sempre terminam com final feliz.

Jogadores do Palmeiras comemoram gol pela Conmebol Libertadores
Jogadores do Palmeiras comemoram gol pela Conmebol Libertadores Cesar Greco/Palmeiras
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Palmeiras de hoje é encantador porque é diferente do Palmeiras de ontem

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Falta de critério da arbitragem faz o Santos ser derrotado pelo São Paulo

Fábio Sormani
Fábio Sormani

         
    

Mais uma vez (e são muitas) a arbitragem tornou-se o tema central depois de uma partida de futebol aqui no Brasil. Nossa arbitragem é fraca, infelizmente. Árbitros mal preparados, sem personalidade, suscetíveis a todo o tipo de pressão porque têm receio de tudo e de todos. E o resultado é tudo o que vemos depois que a maioria das partidas terminam: pouco se fala do jogo; muito se reclama da precariedade da nossa arbitragem.

E foi isso o que aconteceu novamente nesta segunda-feira (2) depois da vitória do São Paulo sobre o Santos por 2 a 1, no Morumbi. Os santistas reclamaram que o árbitro Leandro Pedro Vuaden (RS) teve participação direta na vitória são-paulina. Tudo por causa de um lateral! Vuaden, reclamam os santistas, primeiro marcou um lateral para o Santos e depois mudou para o São Paulo. E os jogadores ficaram confusos ficaram e se esqueceram de marcar. Alisson, atacante do São Paulo, espertamente, cobrou o lateral e dele saiu o pênalti que deu a vitória aos são-paulinos.

O Santos tem reclamado muito da arbitragem — e com razão.

Contra o Fluminense houve um pênalti do zagueiro Nino em cima do atacante Angulo, no minuto final da partida e o VAR não chamou Anderson Daronco (RS) para dar uma espiada no lance. Contra o Coritiba Wagner do Nascimento Magalhães (RJ) marcou um pênalti para os paranaenses onde todos os comentaristas de arbitragem disseram que não foi — e o VAR, novamente, não chamou o árbitro. No jogo diante do São Paulo, o lateral Madson foi agarrado dentro da área durante uma cobrança de escanteio e o VAR não alertou Vuaden para ver o lance.

Mas no lance do pênalti para o São Paulo (que foi, é bom deixar isso bem claro), o VAR disse para o árbitro olhar o lance no monitor. Vuaden foi, olhou e marcou o pênalti que ele não havia marcado.

Isso, claro, tem deixado indignado todo santista, seja ele jogador, comissão técnica, jornalista ou torcedor. Por que nos lances a favor do Santos o VAR não é acionado e no lance contra ele é?

Dois pesos, duas medidas.

João Paulo, goleiraço do Santos, depois da partida, disse que tudo o que vem acontecendo contra o Santos é uma "palhaçada". Corre o risco de ir a julgamento e ser suspenso. Mas ele tem razão, porque essa falta de critério é de fato enigmática.

O Santos perdeu, saiu reclamando e a lambança da arbitragem, infelizmente, impede que se fale do jogo.

Marcos Leonardo disputa bola durante San-São
Marcos Leonardo disputa bola durante San-São Flickr/Santos FC

O jogo

Mas eu gostaria de falar: pela primeira vez o Santos fez uma partida decente como visitante neste 2022.

Jogou de igual para igual com o São Paulo, que abriu o marcador com Calleri aos 10'1T e só voltou a finalizar contra o gol santista aos 36'1T. Ou seja, passou quase meia hora sem fazer absolutamente nada. É bem verdade que o Santos também não produzia ofensivamente, mas aquele sufoco que o time costuma levar quando joga como visitante, desta vez não aconteceu. O Santos controlou o jogo e no finalzinho do primeiro tempo Marcos Leonardo empatou.

Jogo controlado mesmo jogando com um a menos, pois Jhojan Julio e nada era a mesma coisa. Aqui eu quero abrir um parêntese pra dizer que Edu Dracena, executivo de futebol do Santos, tem a obrigação de chamar o técnico Fabián Bustos em sua sala e perguntar para ele por que Julio é titular. É legítima essa atitude, pois, como responsável pelo futebol do clube, Dracena é chefe de Bustos e, como chefe de Bustos, ele tem o direito de perguntar e, com isso, dará direito de Bustos se explicar. Mas acho que não haverá explicação técnica alguma, pois Julio é indefensável.

Veio o segundo tempo e à exceção dos dez primeiros minutos, o Santos voltou a jogar de igual para igual contra o São Paulo. Até que aos 37 minutos saiu a jogada que tanta polêmica causou.

O jogo estava controlado, poderia ter acabado em igualdade. E, torno a dizer, finalmente o Santos fez uma partida digna fora de casa.

Isso dá esperança ao torcedor. Esperança de que o trabalho frutifique e o futebol melhore e, com a melhora, venham as vitórias que farão o Santos disputar um campeonato digno, o que não ocorre há quase duas temporadas.

Mas, para isso, Bustos precisa sacar Julio do time neste momento.

Atuações

João Paulo — Sem culpa nos gols, e ainda fez duas defesas incríveis no começo do segundo tempo. Nota 7.
Madson — O primeiro gol do SP saiu do seu setor, mas ele foi envolvido pela indecisão do zagueiro Maicon, que ameaçou ir para evitar o cruzamento de Patrick e não foi. Madson, corretamente, estava na cobertura de Maicon, como zagueiro. Nota 5.
Maicon — Falhou no primeiro gol do São Paulo. De resto, fez novamente uma partida muito segura. Nota 4.
Velázquez — Fraquíssimo! Nota 1.
Lucas Pires — Bom primeiro tempo; mau segundo tempo. Foi juvenil no lance do lateral que originou o pênalti para o SP. Nota 3.
Rodrigo Fernández — Marcou sozinho e sozinho ninguém faz sucesso. Nota 4.
Felipe Jonatan — Sem comentários. Nota 0.
Zanocelo — Cumpriu sua missão, que era proteger o lado direito da defesa, mas não teve brilho com a bola nos pés. Nota 4.
Julio — Horrível! Nota 0.
Baptistão — Deu a assistência no gol e jogava bem, até que cansou. Nota 5.
Marcos Leonardo — Fez o gol santista, mas esteve envolvido na jogada que originou o lateral para o SP que terminou no pênalti. Ao invés de dar um tapa na bola e partir para o contra-ataque, ficou esperando a falta, que não veio. Nota 4.
William Maranhão — Discreto. Nota 2.
Lucas Braga — Apático. Nota 2.
Angulo — Jogou apenas onze minutos e mesmo assim conseguiu pegar no sono. Nota 0.
Ricardo Goulart — Quando entrou, aos 27'2T, deu a impressão de que não dormia havia uma semana. Nota 0.

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Falta de critério da arbitragem faz o Santos ser derrotado pelo São Paulo

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Ninguém esperava, mas Santos vence América e assume liderança do Brasileiro

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Foi o melhor jogo do Santos sob o comando de Fabián Bustos. A vitória de 3 a 0 diante do América-MG, neste domingo (24), justificou finalmente o período em que o treinador argentino ficou com o time. Até então, as duas semanas de intertemporada foram infrutíferas, pois o time jogou mal até mesmo quando venceu.

Neste domingo, não; neste domingo, o time dominou os mineiros do começo ao fim do jogo e poderia ter feito mais do que três gols. Mas melhor do que a atuação ofensiva foi a defensiva, o grande calcanhar de aquiles do time. O Santos foi consistente atrás, a ponto de o goleiro João Paulo, o herói santista dos últimos jogos, ter quase que passado despercebido diante dos pouco mais de 10 mil torcedores que estiveram na Vila Belmiro (ótimo público para os padrões santistas) e de outros tantos que assistiram pela televisão.

Santos vence América-MG com dois gols de Zanocelo e um de Marcos Leonardo na Vila Belmiro; VEJA


         
     

Maicon, novamente, comandou a defesa. Seguro, bem posicionado, tempo de bola perfeito, ótimo no jogo aéreo; enfim, foi o baluarte da zaga santista. E foi bem coadjuvado por Bauermann. Os laterais (Madson e Lucas Pires) mostraram-se igualmente firmes.

Com uma zaga eficiente, muito bem protegida por Rodrigo Fernández, o time encheu-se de coragem para atirar-se à frente, ciente de que atrás a rapaziada iria garantir. E a vitória foi construída assim: atacantes audaciosos, meio-campo seguro e criativo, todos contagiados pela solidez defensiva.

Um, dois, três. A zero. E o Santos assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, algo que não ocorria desde 2019, quando o time era dirigido por Jorge Sampaoli.

Quanto tempo vai durar? Ninguém sabe. Mas, como disse o poeta Vinícius de Moraes em seu "Soneto de Fidelidade", que seja infinito enquanto dure.

Ah, sim, ninguém imaginava que isso pudesse ocorrer.

Ninguém.

Atuações

João Paulo — Duas defesas e mais nada. Pouco para quem está acostumado a fazer uma dúzia delas por partida. Nota 7.
Madson — Ninguém se criou pelo seu setor. E melhorou no apoio. Nota 7.
Maicon — O primeiro-ministro que o Santos tanto precisava. Nota 9.
Bauermann — O consigliere perfeito para Maicon. Nota 8.
Lucas Pires — Seu melhor jogo como titular do time adulto. Perfeito no apoio e na marcação. Nota 9.
Rodrigo Fernández — Mais uma grande atuação, ótimo na proteção à zaga e no auxílio ao ataque. Nota 8.
Zanocelo — Dois gols e muita eficiência com a bola nos pés. Nota 9.
Leo Baptistão — Dá a velocidade que o time precisa. Desperdiça poucas bolas. Nota 8.
Ângelo — Precisa melhorar seu repertório de dribles, atacar mais as linhas e ser mais rápido. E, claro, fazer gols, pois é atacante. Nota 6.
Marcos Leonardo — Foi muito bem na cabeçada que originou o primeiro gol. Na sequência, perdeu um gol incrível. Vamos ver como será nas próximas partidas. Nota 8.
Julio — Horrível! Nota 2.
Lucas Braga — Ainda alheio ao jogo. Apenas uma boa jogada, já perto do final da partida. Nota 3.
Marcos Guilherme — Por que joga se será dispensado? Por que ele e não Lucas Barbosa? Nota 2.
Angulo — Atrapalhado. Nota 2.
Ricardo Goulart — Longe daquele jogador que a gente sabe que ele é. Nota 3.
William Maranhão — Pouco jogou. Nota 2.

Marcos Leonardo festeja gol do Santos contra o América-MG pelo Campeonato Brasileiro
Marcos Leonardo festeja gol do Santos contra o América-MG pelo Campeonato Brasileiro Ivan Storti/Santos FC

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Santos continua a envergonhar e a preocupar seus torcedores

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Santos continua jogando um futebol assustadoramente ruim. Isso mesmo depois de Fabián Bustos ter ficado com o time durante duas semanas apenas a treinar.

O time continua espaçado na defesa e no ataque, sem força defensiva e ofensiva e o resultado dessa pobreza tática num time que tem um elenco no máximo mediano é um futebol, como disse acima, assustador de ruim.

Depois dessa intertemporada de 15 dias, o Santos fez cinco partidas: duas vitórias (3x2 Universidad Católica-EQU e 2x1 Coritiba), um empate (0x0 Fluminense) e duas derrotas (0x1 Talleres e 0x1 Coritiba).

Neste quinteto de jogos (as vitórias foram em casa e os demais confrontos, fora), o time chutou apenas 49 bolas no gol adversário, o que dá uma média de 9,8 finalizações por partida. Quando joga fora de casa, os números decrescem: 21 arremates em um trio de partidas, o que faz a média cair para exatos sete chutes por jogo.

Em nenhum desses embates o Santos chutou mais que o adversário, mesmo jogando na Vila Belmiro. No máximo, conseguiu igualar: 13 a 13 contra a Católica equatoriana.

Diante do Fluminense, o Santos chegou ao ponto de chutar apenas três (!!!) bolas no gol adversário. Ontem (20), na derrota para o Coritiba no Paraná, dobrou: seis chutes a gol — o que também é ridículo em se tratando do time que mais fez gols na história do futebol brasileiro.

Definitivamente, este não é o DNA santista.


         
     

Em contrapartida, os oponentes deitam e rolam na zaga santista: o time praiano viu seus adversários chutarem 101 vezes contra o seu gol nestas cinco partidas, o que dá uma média de 20,2 fuzilamentos por jogo. Quando é fora de casa, a situação piora: 22 chutes contra a meta de João Paulo, que tem sido um herói.

Tudo isso, como também disse acima, é reflexo de um time mal treinado. Mas a culpa de Bustos tem limites, pois os jogadores também precisam ser cobrados.

Numa fala reflexiva depois da derrota diante do Coritiba, o zagueiro Maicon afirmou: "O Santos não pode jogar dessa maneira. Um time apático, sem vontade".

Ele colocou o dedo na ferida, pois é aí que entra a responsabilidade dos jogadores para essas atuações lamentáveis que estamos assistindo: eles têm sido frouxos, omissos, apáticos, desinteressados, não têm demonstrado atitude em campo e aceitam passivamente a imposição ofensiva dos adversários e não se incomodam em serem marcados.

Uma tragédia.

Por conta disso tudo e também por hospedar em seu elenco jogadores que não têm condição alguma de vestir a camisa santista, o que temos visto é um time pavoroso, que, neste momento, envergonha e preocupa o seu torcedor, que se apega na esperança de que, brevemente, com o passar dos jogos, a equipe engrene, passe a vencer e a confiança seja restaurada.

Infelizmente, pelo que temos visto, não há o menor indício de que isso ocorrerá pelo menos brevemente.

Fabián Bustos durante partida do Santos contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela Copa do Brasil
Fabián Bustos durante partida do Santos contra o Coritiba, no Couto Pereira, pela Copa do Brasil Ivan Storti/ Santos F.C.
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Santos continua a envergonhar e a preocupar seus torcedores

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Cuca rechaça proposta do Inter e diz que só volta a trabalhar no ano que vem

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Cuca foi procurado pela direção do Internacional para ocupar o cargo de treinador, disse uma fonte ao blog. O ex-técnico do Atlético-MG disse não ao convite alegando  que neste momento está vivendo uma espécie de ano sabático

O time gaúcho demitiu na tarde desta sexta-feira (15) o técnico uruguaio Alexander Medina por conta dos maus resultados. O Colorado foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil pelo Globo (equipe do Rio Grande do Norte), que está na Série D do Campeonato Brasileiro, e nas semifinais do Campeonato Gaúcho pelo Grêmio (foi a sexta eliminação consecutiva para o rival). Na Copa Sul-Americana, obteve dois empates em dois jogos, o último deles nessa quinta-feira (14), em casa, contra o Guaireña, do Paraguai, debutante em competições internacionais. Na estreia do Campeonato Brasileiro, perdeu para o Atlético-MG em Belo Horizonte por 2 a 0.

Que isso goleirão? VEJA os gols do empate entre Internacional e Guaireña pela Sul-Americana

Ainda segundo esta mesma fonte, no segundo semestre deste ano Cuca irá visitar clubes em Itália, Inglaterra e França - reforçando o que ele mesmo disse à ESPN dia 7 deste mês. Os clubes ainda não foram definidos, mas o treinador brasileiro quer observar treinos, estruturas físicas e conversar com managers.

E finalmente estará no Catar para acompanhar presencialmente a Copa do Mundo, que acontecerá entre novembro e dezembro.

Portanto, Cuca, atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil, só voltará a trabalhar no ano que vem, cumprindo exatamente o que disse aos dirigentes do Atlético-MG quando deixou o clube no final do ano passado.

Cuca diz que só voltará a trabalhar em 2023
Cuca diz que só voltará a trabalhar em 2023 Pedro Souza / Atlético


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Cuca rechaça proposta do Inter e diz que só volta a trabalhar no ano que vem

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Fabián Bustos: duas semanas para isso???

Fábio Sormani
Fábio Sormani

Foi assustador, Fabián Bustos.

Duas semanas de treinos para isso? Escalar um time com três zagueiros e dois volantes? Improvisar novamente o irritante Marcos Guilherme na ala direita? Promover o retorno do ultrapassado Felipe Jonatan? Tudo isso para enfrentar o Banfield, um time mediano da Argentina?

Três zagueiros, dois volantes e nenhum meia para armar o jogo. E Ricardo Goulart, lógico, mal pegou na bola. O time inexistiu no ataque. No primeiro tempo teve 58% de acerto nos passes! No segundo, melhorou um pouquinho: 65%. Terminou a partida com aproveitamento ridículo de 62%. Time grande não pode ter um desempenho tão insignificante assim num fundamento tão importante.

Fabián Bustos na estreia do Santos na Copa Sul-Americana
Fabián Bustos na estreia do Santos na Copa Sul-Americana Ivan Storti/Santos FC

O time só melhorou quando o sistema dos três zagueiros foi desfeito (aos 15 minutos do segundo tempo; ou seja, depois de uma hora de jogo) e Rwan Seco entrou para ser o 9 e Ricardo Goulart, que era o 9, passou a ser o 10. Ajudou também quando o ineficaz William Maranhão deu seu lugar para Vinícius Zanocelo. Coisas óbvias que o mais boçal observador de futebol vê. Mas Fabián Bustos não conseguiu ver — isso depois de ter treinado o time por duas semanas!

Os jogadores?

Claro que eles também têm culpa. Aceitaram passivamente a imposição de jogo de um time medíocre. Reagiram pra valer apenas quando o adversário ficou com um jogador a menos, quando faltavam pouco mais de cinco minutos para o final da partida. E tecnicamente foram muito mal (o percentual de aproveitamento de passes, mostrado acima, ilustra o que eu digo).

Como tem sido usual nesta administração Andrés Rueda, o Santos voltou a irritar seu torcedor. Irritar e a preocupar.

A derrota desta terça-feira (5) na Argentina para o inexperessivo Banfield por 1 a 0 na estreia da Sul-Americana mostrou mais uma vez que esse time é sim candidato ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro se ele não reagir rapidamente. Seria o quarto campeonato seguido que o Santos entraria para não ser rebaixado.

Duas semanas de treinos para mostrar um futebol de time de quarta divisão do mais obscuro campeonato do planeta.

Inacreditável.

Santos leva golaço e perde na estreia da Copa Sul-Americana; VEJA


         
     

Atuações

João Paulo — Falhou no gol. Maicon estava na bola e fez o corte. Se JP estivesse onde deveria estar, teria feito a defesa. Nota 3

Bauermann — Joga pela esquerda e foi escalado na direita. Atrapalhou-se todo. Nota 2

Maicon — Cometeu uma falha grotesca que quase redundou em gol. Decepcionante. Nota 2

Kaiky — Perdido em campo. Nota 2

Marcos Guilherme — Mais uma vez improvisado, não teve culpa por ter decepcionado novamente. Nota 1

Rodrigo Fernández — Dos estreantes, foi o melhor. Lutou atrás e na frente. Nota 3

William Maranhão — Um horror! Nota 0

Felipe Jonatan — Nulo. Nota 0

Lucas Barbosa — Não encontra eco em campo. Nota 3

Ricardo Goulart — Isolado em campo. Nota 3

Lucas Braga — Outra atuação pífia. Nota 1

Velázquez — Desta vez não comprometeu. Nota 3

Rwan Seco — Deu vida ao ataque, não pode ser reserva nesse time. Nota 3

Madson — Errou cruzamentos simples. Nota 1

Zanocelo — Entrou e também deu vida ao time. Nota 3

Pirani — Jogador de futebol profissional não pode furar a bola que ele furou e que se não tivesse furado poderia ter determinado o empate do Santos. Nota 1.

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Fabián Bustos: duas semanas para isso???

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