Jimmy Butler é a prova viva de que coração ganha jogo, e é assim que ele caminha à imortalidade

Pedro Suaide
Pedro Suaide

Indiscutivelmente, Jimmy Butler é a pior estrela de um finalista da NBA nessa década. E ainda assim, ele segue fazendo história.

Por favor, isso está longe de ser uma crítica a quem vou exaltar durante esse texto. Durante 8 anos seguidos, LeBron comandou o campeão do leste, enquanto do outro lado tivemos Dirk, Durant, Duncan e Curry/Durant, que na última temporada encararam o time de Kawhi. Todos aqui estão um patamar - ou mais - acima de Butler, tanto como jogador como quanto em questão de legado. Mas, em sua primeira chance de disputar um título da NBA, Jimmy deixa claro que seu coração pode o colocar em igualdade às lendas dentro de quadra durante os 48 minutos que duram uma partida.

Butler e LeBron travam batalha épica, Heat vence Lakers nos últimos segundos e ainda não entrega título


49 segundos. Poderia ser o tempo que você esquenta seu achocolatado no micro-ondas pela manhã, mas é o quanto Jimmy Butler descansou no jogo 5 das Finais da NBA.  35 pontos, 12 rebotes, 11 assistências. A vitória. O fim da mística do uniforme Black Mamba. E o mais importante: o respiro de quem segue vivo.

O ponto é que, a cada detalhe que você se lembra, mais você se assusta. Ser o homem que marca LeBron James em grande parte do jogo com certeza não é o que você gostaria de ver de seu principal jogador ofensivo, mas isso não pareceu afetar Jimmy Butler, que inclusive igualou marcar históricas (e surreais) de LBJ. Vamos expor algumas:

- Jimmy Butler se tornou o 7º jogador da história a ter um triplo-duplo de 35 pontos em um jogo de vida ou morte nos playoffs; o primeiro desde LeBron James, em 2009, contra o Orlando Magic

- Nos últimos 4 jogos, Jimmy Butler pontuou ou deu assistências para 240 pontos, a segunda maior marca em qualquer sequência de 4 jogos em Finais na história. À sua frente, LeBron James, em 2017, com 245. Logo atrás, Michael Jordan, em 1993, com 239.

- Jogando suas primeiras Finais da NBA, Jimmy Butler se tornou o jogador com mais triplos-duplos de 30 pontos em Finais, com 2, ao lado de LeBron James. Isso não conta apenas atuações que aconteceram no mesmo ano, mas sim em todos os tempos.

Butler pega rebote, leva porrada na cabeça, faz a cesta antes de cair e rola de dor no chão



Ele não é o melhor arremessador do mundo, longe disso. Também não é o jogador mais atlético, mais alto ou mais habilidoso. É um grande defensor, mas já vimos melhores. Ainda assim, ele tem uma coisa que falta em muita gente. Ele simplesmente não aceita perder, e é por isso que se sente em casa no Miami Heat, que pensa exatamente igual. Afinal, seu apelido não é Jimmy G. Buckets à toa. Bem, o G. é abreviação de Gets (consegue). Buckets significa 'cestas'. De um modo ou de outro, seja bonito ou na marra, Jimmy consegue suas cestas.

Os Lakers eram muito favoritos ao título da NBA, e ainda são. LeBron e Davis são sobre-humanos, e por mais que Miami tenha chegado às Finais com todos os méritos possíveis, talvez jogando até melhor que LA nos playoffs, a linda história de Cinderela deve acabar logo. Mas, apesar do provável gosto amargo da derrota, essa equipe sempre será lembrada com um sorriso no rosto de quem conta seus feitos. E ela definitivamente não vai desistir até o último segundo.

Como se já não sua história de vida, digna de roteiro de cinema, já não fosse suficiente, jogo a jogo, Jimmy Butler escreve seu caminho à imortalidade. 

No último segundo antes do intervalo, Jimmy Butler acerta lindo arremesso de três e comemora com estilo

Comentários

Jimmy Butler é a prova viva de que coração ganha jogo, e é assim que ele caminha à imortalidade

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corrida pelo MVP #5 - Curry lidera em (mais uma) semana quente de CP3 e Antetokounmpo

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


São 17 vitórias seguidas para os Suns na NBA, e Chris Paul colou de vez nos líderes do ranking!

Mas CP3 chega com Giannis Antetokounmpo, que também lidera os Bucks em alta e entra na briga pelo prêmio.


1 - Stephen Curry - Warriors

Estatísticas: 27.8 pontos, 6.6 assistências e 5.7 rebotes
Campanha:  18-3
Ranking anterior: #1

Depois de sete vitórias consecutivas, os Warriors perderam para os Suns - o jogo e a melhor campanha da NBA. Em três jogos na semana, Curry teve médias de 25.7 pontos e acertou 5.3 bolas de três por partida. Tudo isso apesar de ter feito uma das piores partidas de sua carreira com 12 pontos e só 4 acertos em 21 arremessos contra Phoenix.

2 - Giannis Antetokounmpo - Bucks

Estatísticas: 27.6 pontos, 11.8 rebotes e 6.0 assistências
Campanha: 14-8
Ranking anterior: #3

Kevin Durant só não é mais o 2º no ranking por motivos de... Giannis Antetokounmpo. Os Bucks venceram os últimos oito jogos e, em três partidas na semana, o MVP das Finais teve médias de 30 pontos, 12.7 rebotes e 6.3 assistências, além do aproveitamento de 67,3% nos arremessos.

3 - Kevin Durant - Nets 

Estatísticas: 27.1 pontos, 7.5 rebotes e 5.6 assistências
Campanha: 15-6
Ranking anterior: #2

Depois de uma sequência de quatro vitórias, os Nets perderam para os (hoje) imbatíveis Suns apesar dos 39 pontos de KD. No segundo jogo que fizeram na semana, vitória contra os rivais Knicks com 27 pontos do camisa 7.

4 - Chris Paul - Suns 

Estatísticas: 14.5 pontos, 10.1 assistências e 4.2 rebotes
Campanha: 18-3
Ranking anterior: #4

A melhor campanha da NBA é do Phoenix Suns - que não perde desde 27 de outubro. São 17 vitórias seguidas para o time de Chris Paul, que comandou o time até mesmo sem Devin Booker contra os Warriors de Stephen Curry. Na três vitórias da semana, foram médias de 17 pontos, 8.7 rebotes, 6 assistências e 2 roubos de bola.

5 - DeMar DeRozan - Bulls 

Estatísticas: 25.9 pontos, 5.2 rebotes e 4.2 assistências
Campanha: 14-8
Ranking anterior: #5

Os Bulls passaram pela primeira turbulência da temporada na semana passada. E na atual, o time voltou a jogar bem - com vitória sobre Magic, por 35 pontos, e Hornets, por 14. DeRozan teve boas médias de 26.3 pontos e 5.7 rebotes nesta sequência.

6 - Jimmy Butler - Heat 

Estatísticas: 23.6 pontos, 5.8 rebotes e 5.3 assistências
Campanha: 13-9
Ranking anterior: #6

Jimmy Butler fez o que costuma fazer ao reencontrar os Bulls em Chicago: 18 pontos, 5 assistências e 5 roubos de bola na vitória do Heat. Sem ele, Miami perdeu as duas outras partidas que fez na semana.

7 - Nikola Jokic - Nuggets 

Estatísticas: 25.7 pontos, 13.8 rebotes e 6.4 assistências
Campanha: 10-11
Ranking anterior: #9

Os Nuggets perderam dois dos três jogos da semana - e os últimos dois com Jokic de volta. O atual MVP retornou no esperado duelo contra o Heat, semanas depois da briga com Markieff Morris. E com os irmãos na arquibancada, foram 24 pontos, 15 rebotes e 7 assistências na vitória de Denver que acabou em festa numa balada de Miami.

8 - Luka Doncic - Mavericks 

Estatísticas: 25.6  pontos, 7.9 rebotes e 8.6 assistências 
Campanha: 11-9
Ranking anterior: #8

Em três jogos na semana, os Mavericks venceram apenas uma vez. Doncic, que teve um triplo-duplo na derrota para os Cavaliers, conseguiu médias de 28.7 pontos, 11.3 assistências e 6 rebotes neste período.

9 - Trae Young - Hawks

Estatísticas: 26.3 pontos, 9.1 assistências e 3.8 rebotes
Campanha: 12-10
Ranking anterior: Fora do Top 10

Foram duas vitórias em três jogos na semana - e 8 nos últimos 10 para os Hawks. E Trae Young, 4º cestinha da NBA e 3º com maior média de assistências, finalmente estreia no ranking depois de conseguir médias de 32.3 pontos e 9 assistências na semana.

10 - Paul George - Clippers 

Estatísticas: 25.9 pontos e 7.3 rebotes e 5.1 assistências
Campanha: 11-11
Ranking anterior: #7

Os Clippers venceram só um dos quatro jogos que fizeram na semana, e Paul George atuou três - o rendimento do camisa 13 também não foi dos melhores, principalmente na única vitória do time: 12 pontos e 5 de 19 nos arremessos contra os Pistons.

Os próximos 10: Ja Morant, Anthony Davis, Donovan Mitchell, Joel Embiid, Bradley Beal, LaMelo Ball, Rudy Gobert, Karl-Anthony Towns, Zach LaVine, Devin Booker

Comentários

Corrida pelo MVP #5 - Curry lidera em (mais uma) semana quente de CP3 e Antetokounmpo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O Los Angeles Lakers é o time mais frustrante da NBA

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Frustante. Essa é a única palavra possível de ser usada para descrever o Los Angeles Lakers na temporada 2021/2022 da NBA até aqui.

Que a montagem do elenco passou de longe de ser a ideal, qualquer um já sabia. Ainda assim, os Lakers não deveriam estar com 10 vitórias e 11 derrotas e na 7ª colocação da Conferência Oeste.

Muito menos, os Lakers não deveriam perder por 141 a 137 para o Sacramento Kings depois de 3 prorrogações, como foi na madrugada de sexta para sábado. Ao menos, não da maneira que foi.

Faltando 10 minutos para o fim do tempo regulamentar, Los Angeles liderava por 13 pontos, jogando em casa. Quando o relógio marcava 3 minutos restantes, os Lakers estavam 3 pontos atrás.

O jogo com Sacramento passa longe de ser o grande problema de LeBron James e companhia na temporada, mas é um belíssimo resumo de tudo que vem de acontecendo de errado no lado roxo e dourado da Cidade dos Anjos.

O primeiro detalhe que chama a atenção é a capacidade da equipe de jogar fora lideranças grandes. Com o revés para os Kings, os Lakers chegaram a sua 7ª derrota em jogos que lideraram por 10 ou mais pontos em algum momento da partida. É a pior marca de toda a liga, ao lado do Cleveland Cavaliers.

Muito disso se dá por conta dos problemas ofensivos dos Lakers. Tem sido bastante comum ver a equipe estagnar e ficar 3, 4, 5 minutos sem pontuar dentro de uma partida. Normalmente, as equipes tem uma bola de segurança nessas horas que serve como desafogo e traz os times de volta aos jogos.

LeBron durante jogo dos Lakers
LeBron durante jogo dos Lakers Robert Gauthier/Los Angeles Times via Ge

Os Lakers parecem que são alérgicos às melhores jogadas possíveis. Anthony Davis e LeBron James são dois dos melhores pontuadores da liga ao redor do aro e, ainda assim, insistem em tentar pontuar longe dele nas horas cruciais.

No jogo contra os Kings, por exemplo, a dupla combinou para 18 arremessos dentro da área pintada de Sacramento e converteu 12. Além disso, foram 18 arremessos para 3 pontos e apenas 2 convertidos - ambos de LeBron -, e mais 11 arremessos de média distância, a jogada "patinho feio" da NBA atual.

No tempo regulamentar, os Lakers tiveram a bola na mão para fecharem a partida e saírem com a vitória. O arremesso? Uma bola de 3 forçada de LeBron James após 10 segundos de isolação e nenhum movimento dos outros 4 jogadores que estavam em quadra.

Na 1ª prorrogação, Hield empatou o jogo faltando 4 segundos, LeBron teve que forçar outra bola de 3 e errou. O arremesso que colocou Los Angeles na frente antes da bola de Buddy foi, pasmem, uma bandeja de Anthony Davis.


         
    

Davis faz cesta faltando 9 segundos para o fim da prorrogação; VEJA

Na 2ª prorrogação, os Lakers tiveram a bola na mão para empatar, LeBron bateu para dentro e, pasmem, destruiu a defesa na força física e fez uma bandeja fácil.


         
    

LeBron empata faltando 24 segundos, Kings desperdiçam jogada e jogo vai para 3ª prorrogação

Na 3ª prorrogação, mais um ataque estagnado, tomando decisões erradas, sequer tentando envolver Russell Westbrook que, ao lado de Malik Monk, foi o principal responsável por manter os Lakers vivos no tempo normal, e os Lakers sequer tiveram chance de vencer.


         
    

LeBron bate para dentro, consegue 2 pontos e a falta na 3ª prorrogação e sai provocando; VEJA

Constantemente, os Lakers têm tido problemas para fechar os jogos que estão disputados até o final. Soma-se isso a uma falta de intensidade na defesa em momentos cruciais e outros problemas como Anthony Davis se recusando a jogar de pivô e o time vira um poço de frustração para seu torcedor.

Talvez não seja um elenco para bater de frente com os principais candidatos ao título, mas certamente está muito longe de ser um time com dificuldades para ir aos playoffs em um Oeste menos disputado que em anos anteriores.

Comentários

O Los Angeles Lakers é o time mais frustrante da NBA

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corrida pelo MVP #4 - CP3 voando com os Suns e o despertar de Giannis nos Bucks

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

O Phoenix Suns de Chris Paul é o time mais quente da NBA!

Mas CP3 não é o único que está voando na temporada. Os Bucks de Giannis finalmente acordaram, sem falar de Curry com os Warriors, que continuam vencendo e esfregam as mãos com o retorno de Klay Thompson.


1 - Stephen Curry - Warriors

Estatísticas: 28.2 pontos, 6.8 assistências e 5.8 rebotes
Campanha:  16-2
Ranking anterior: #1

Mais uma semana perfeita para os Warriors, com cinco vitórias seguidas e ainda a melhor campanha da NBA. Curry em quatro das cinco partidas e fez o que costuma fazer: médias de 25.7 pontos, 8 assistências e 5.3 bolas de três convertidas. E Klay Thompson está chegando...

2 - Kevin Durant - Nets 

Estatísticas: 28.1 pontos, 7.6 rebotes e 5.3 assistências
Campanha: 14-5
Ranking anterior: #2

Os Nets seguem crescendo na temporada, agora com quatro vitórias seguidas na última semana. Durant atuou em três das quatro partidas e saiu com médias de 23.7 pontos, 6.7 assistências e aproveitamento de 'apenas' 49% nos arremessos - ruim perto dos 55,6% que ele tem na temporada.

3 - Giannis Antetokounmpo - Bucks

Estatísticas: 27.2 pontos, 11.7 rebotes e 5.9 assistências
Campanha: 11-8
Ranking anterior: #7

Bem-vindos à temporada 2021-22, Bucks! Foram cinco jogos e cinco vitórias na semana, liderados, claro, por Giannis. O grego já vivia um grande ano, mas foi ainda mais eficiente na sequência positiva de Milwaukee com médias de 29 pontos, 12.6 rebotes, 5.8 assistências e 57,1% de acertos nos arremessos de quadra.

4 - Chris Paul - Suns 

Estatísticas: 14.1 pontos, 10.4 assistências e 3.9 rebotes
Campanha: 15-3
Ranking anterior: #10

Os Suns não sabem o que é perder um jogo desde 27 de outubro. De lá para cá, 14 vitórias seguidas! E Chris Paul, aos 36 anos de idade, é mais eficiente do que nunca: foram dois duplos-duplos na semana e três jogos com pelo menos 10 assistências - sem falar que, em dois deles, CP3 não cometeu nenhum turnover.

5 - DeMar DeRozan - Bulls 

Estatísticas: 25.8 pontos, 5.2 rebotes e 4.3 assistências
Campanha: 12-7
Ranking anterior: #3

Pela primeira vez na temporada, os Bulls estão em baixa. São duas vitórias e três derrotas na última semana, e as médias de DeRozan caíram durante uma sequência ruim - 22.8 pontos e aproveitamento de só 40% nos arremessos durante a o mau momento de Chicago, que teve derrota de 32 pontos para os Pacers e virada sofrida para os Rockets, pior time da NBA até agora.

6 - Jimmy Butler - Heat 

Estatísticas: 23.9 pontos, 5.9 rebotes e 5.3 assistências
Campanha: 12-7
Ranking anterior: #6

Jimmy Butler está oficialmente de volta, e o Heat continua sendo um time positivamente estável na temporada. Foram três vitórias e duas derrotas na semana, com Butler tendo médias de 24.6 pontos, 7 rebotes e 5.8 assistências enquanto acerta 52,6% dos arremessos.

7 - Paul George - Clippers 

Estatísticas: 26.4 pontos e 7.8 rebotes e 5.3 assistências
Campanha: 10-8
Ranking anterior: #5

Depois de engatarem sete vitórias em oito jogos, os Clippers tiveram uma semana ruim com apenas uma vitória em três partidas. E o rendimento de Paul George caiu junto com o restante do time: médias de 24.3 pontos, 6.3 rebotes, 6 assistências e aproveitamento de 39,1% nos últimos quatro jogos.

8 - Luka Doncic - Mavericks 

Estatísticas: 25.0  pontos, 8.4 rebotes e 8.0 assistências 
Campanha: 10-7
Ranking anterior: #8

Os Mavericks perderam três jogos seguidos sem Doncic - e voltaram a vencer quando o esloveno retornou para a quadra. Luka atuou só uma vez na semana, com 26 pontos, 9 rebotes e 9 assistências na vitória sobre os Clippers em Los Angeles.

9 - Nikola Jokic - Nuggets 

Estatísticas: 26.4 pontos, 13.6 rebotes e 6.4 assistências
Campanha: 9-9
Ranking anterior: #4

Os Nuggets perderam cinco jogos seguidos, e Jokic, lesionado, ficou de fora dos últimos três. Na semana, o Joker só atuou uma vez, quando fez 30 pontos, pegou 10 rebotes e deu 7 assistências na derrota para os 76ers.

10 - Ja Morant - Grizzlies 

Estatísticas: 25.3 pontos, 7.1 assistências e 5.8 rebotes

Campanha: 9-9
Ranking anterior: #9

Foi mais uma semana de altos e baixos para os Grizzlies, mas com Ja Morant sendo a grande figura em Memphis - exceto pelos 11 pontos que ele fez na derrota massacrante para os Timberwolves. Nos últimos quatro jogos, o armador teve médias de 23.5 pontos e 6.5 assistências, além da campanha de 2-2.

Os próximos 10: Anthony Davis, Donovan Mitchell, Joel Embiid, Bradley Beal, LaMelo Ball, Rudy Gobert, Trae Young, Karl-Anthony Towns, Zach LaVine, Devin Booker

Comentários

Corrida pelo MVP #4 - CP3 voando com os Suns e o despertar de Giannis nos Bucks

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corrida pelo MVP #3 - Curry vence duelo direto com Durant, e Chris Paul lidera os Suns 'on fire'

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


Já temos um mês de temporada da NBA!

Curry e Durant se enfrentaram pela 1ª vez - e o armador dos Warriors levou a melhor.

Os Clippers seguem em alta com Paul George dominando, e os Suns de Chris Paul chegaram a 10 vitórias seguidas.


1 - Stephen Curry - Warriors
Estatísticas: 28.7 pontos, 6.6 assistências e 6.3 rebotes
Campanha:  12-2
Ranking anterior: #1

Foram duas vitórias e uma derrota na semana dos Warriors, que continuam com a melhor campanha da NBA - e que grandes vitórias foram: a primeira, com 40 pontos contra os empolgantes Bulls; a segunda, com 37 pontos contra os Nets de Kevin Durant. Curry segue sendo incontestável na temporada.

2 - Kevin Durant - Nets 

Estatísticas: 28.6 pontos, 7.9 rebotes e 4.9 assistências
Campanha: 11-5
Ranking anterior: #2

Os Nets estão longe de serem os Nets que todos esperavam - ainda sem Kyrie Irving e com os altos e baixos de James Harden. E se Brooklyn ainda briga pelo topo do Leste, é por causa de Durant. Foram três vitórias e uma derrota na semana, com médias de 25.8 pontos e 6 rebotes para KD. 

3 - DeMar DeRozan - Bulls 

Estatísticas: 26.6 pontos, 5.3 rebotes e 4.2 assistências
Campanha: 10-5
Ranking anterior: #4

Os Bulls tiveram campanha de 2-2 na última semana, mas estão no meio de uma viagem de cinco jogos pelo Oeste. E nas duas noites seguidas que tiveram em Los Angeles, DeRozan amassou Clippers e Lakers - 35 e 38 pontos.

4 - Nikola Jokic - Nuggets

Estatísticas: 26.1 pontos, 13.8 rebotes e 6.3 assistências
Campanha: 9-5
Ranking anterior: #5

O atual MVP continua crescendo na temporada. Em três jogos na última semana, os Nuggets venceram duas vezes, e Jokic conseguiu médias absurdas de 28.3 pontos, 14.7 rebotes e 8.3 assistências - incluindo um triplo-duplo na vitória sobre os Hawks.

5 - Paul George - Clippers

Estatísticas: 27.0 pontos e 8.2 rebotes e 5.1 assistências
Campanha: 9-5
Ranking anterior: #10

Com oito vitórias nos últimos nove jogos, os Clippers decolaram no Oeste - e graças a Paul George. Na última semana, marcada pela vitória sobre o forte Miami Heat, PG13 teve médias de 27.8 pontos e 8.3 rebotes.

6 - Jimmy Butler - Heat

Estatísticas: 24.3 pontos, 5.8 rebotes e 5.5 assistências
Campanha: 10-5
Ranking anterior: #7

Depois de uma semana fora por lesão, Jimmy Butler está de volta - e o retorno não poderia ter sido melhor. O astro do Heat fez 31 pontos, pegou 10 rebotes e deu 10 assistências na vitória sobre os Pelicans em Miami.

7 - Giannis Antetokounmpo - Bucks

Estatísticas: 28.0 pontos, 11.1 rebotes e 5.8 assistências
Campanha: 7-8
Ranking anterior: #8

Os Bucks seguem muito longe do nível que atingiram na temporada 2020-21. Na semana, depois da derrota para os Celtics sem Giannis, o atual MVP das Finais voltou com 26 pontos contra os Hawks - e Milwaukee perdeu mais uma. Mas contra os Lakers, ele dominou o duelo com Anthony Davis e liderou a vitória com surreais 47 pontos feitos em apenas 23 arremessos.

8 - Luka Doncic - Mavericks 

Estatísticas: 24.9 pontos, 8.3 rebotes e 7.9 assistências 
Campanha: 9-5
Ranking anterior: #6

Em três jogos na semana, foram duas vitórias e uma derrota dos Mavs - para um Phoenix Suns pegando fogo e sem Doncic em quadra. Luka teve média de triplo-duplo nos dois jogos que fez: 27.5 pontos, 13 assistências e 10 rebotes contra Spurs e Nuggets.

9 - Ja Morant - Grizzlies 

Estatísticas: 25.9 pontos, 7.3 assistências e 6.4 rebotes
Campanha: 7-7
Ranking anterior: #3

Os Grizzlies estão voltando ao mundo normal e perderam três dos últimos quatro jogos. O nome que segue merecendo atenção: Ja Morant. O armador fez dois duplos-duplos em três partidas da semana e conseguiu médias de 23.3 pontos, 9 rebotes e 7.3 assistências.

10 - Chris Paul - Suns

Estatísticas: 14.1 pontos, 10.5 assistências e 4.1 rebotes
Campanha: 11-3
Ranking anterior: Fora do Top 10

Depois de começarem a temporada com uma vitória em quatro jogos, os Suns somam 10 vitórias consecutivas - e, claro, com a maestria de sempre do 'Point God'. Nas 10 vitórias, CP3 teve médias de 15 pontos e 10.4 assistências, e Phoenix começa a mostrar a força que levou o time às Finais da temporada passada.


Os próximos 10: Anthony Davis, Donovan Mitchell, Joel Embiid, Bradley Beal, LaMelo Ball, Rudy Gobert, Trae Young, Karl-Anthony Towns, Zach LaVine, Devin Booker

Comentários

Corrida pelo MVP #3 - Curry vence duelo direto com Durant, e Chris Paul lidera os Suns 'on fire'

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corrida pelo MVP #2 - Durant entra de vez na briga, mas Curry continua sendo Curry

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


Mais uma semana de NBA passou, e Stephen Curry simplesmente não para.

E enquanto os Warriors continuam passando por cima de seus adversários, Kevin Durant resolveu mostrar que o MVP não irá para as mãos de seu ex-colega de time tão facilmente assim.

Ja Morant é outro que chegou para ficar - entre as superestrelas da NBA. Isso sem falar dos Bulls, que... estão de volta!



1 - Stephen Curry - Warriors
Estatísticas: 27.4 pontos, 6.5 assistências e 6.5 assistências
Campanha:  10-1
Ranking anterior: #1

Como se a sequência de seis vitórias e a melhor campanha da NBA não fossem o suficiente, Stephen Curry nos presenteou com... um suco de Stephen Curry na noite de segunda-feira contra os Hawks. 50 pontos, 10 assistências, 7 rebotes, 9 bolas de três convertidas. Precisa falar mais alguma coisa?

2 - Kevin Durant - Nets 
Estatísticas: 29.5 pontos, 8.5 rebotes e 5.0 assistências
Campanha: 8-4
Ranking anterior: #3

Jogar na NBA não deveria ser fácil. Nada fácil. A menos que você se chame Kevin Durant. Os Nets só perderam para os Bulls na última semana, e KD passou dos 30 pontos em cinco dos últimos seis jogos - com aproveitamento de 58,8% nos arremessos. Fraco comparado aos 91,7% do próprio Durant na vitória sobre o Orlando Magic. 

3 - Ja Morant - Grizzlies 

Estatísticas: 26.5 pontos, 7.3 assistências e 5.7 rebotes
Campanha: 6-5
Ranking anterior: #7

A temporada de Ja Morant pode ser resumida no final do jogo contra os Timberwolves de segunda-feira: corte e enterrada para empatar o placar com 56s para o fim; bola de três marcada para virar 16 segundos depois. Vitória dura na prorrogação. Os Grizzlies seguem surpreendendo graças à nova superestrela da NBA.

4 - DeMar DeRozan - Bulls 

Estatísticas: 26.0 pontos, 5.8 rebotes e 3.8 assistências
Campanha: 8-3
Ranking anterior: #6

Os Bulls perderam dois jogos seguidos para os Sixers, mas demonstraram força imediatamente, batendo Nets e Mavericks na sequência. E DeRozan continua sendo o nome do time nos momentos cruciais das partidas. Sem tirar o crédito do que Zach LaVine faz, claro. Afinal, só os Bulls tem dois dos 10 principais cestinhas da temporada.

5 - Nikola Jokic - Nuggets

Estatísticas: 25.4 pontos, 13.6 rebotes e 5.7 assistências
Campanha: 7-4
Ranking anterior: #4

Os Nuggets venceram três jogos seguidos, mas a imagem da semana foi a pancada que Jokic deu em Markieff Morris que acabou com a suspensão de um jogo do atual MVP.  Olhando só para o rendimento do Joker, são três duplos-duplos e um triplo-duplo nos últimos cinco jogos - 25 pontos, 15 rebotes e 10 assistências em 33 minutos contra o Heat, quando ele fez a besteira de ir para a briga contra um dos irmãos Morris.

6 - Luka Doncic - Mavericks 

Estatísticas: 24.5 pontos, 8.0 rebotes e 7.0 assistências 
Campanha: 7-4
Ranking anterior: #5

Doncic segue sem nenhum triplo-duplo na temporada, mas o nível do Tesouro está melhorando jogo a jogo. Ele superou a marca de 30 pontos em dois dos últimos jogos e ficou a apenas dois rebotes do primeiro triplo-duplo da temporada na derrota para os Bulls. É questão de tempo até Luka retomar sua melhor forma - e os Mavs continuando vencendo mesmo assim.

7 - Jimmy Butler - Heat

Estatísticas: 23.6 pontos, 5.5 rebotes e 5.1 assistências
Campanha: 7-4
Ranking anterior: #2

Butler continua liderando o Heat, mas as três derrotas do time nos últimos quatro jogos atrapalham a posição do ala-armador no ranking. Sem falar, claro, da lesão no tornozelo que o tirou de quadra contra os Lakers depois de só 12 minutos. 

8 - Giannis Antetokounmpo - Bucks

Estatísticas: 26.6 pontos, 11.8 rebotes e 6.0 assistências
Campanha: 6-6
Ranking anterior: #8

Os atuais campeões finalmente chegaram à campanha de 50% na temporada depois das vitórias sobre os 76ers e os Knicks - na pior atuação de Giannis desde a surra sofrida para o Heat ainda em outubro. Mas ele continua sendo o ponto central de um forte time que começa a dar sinais de que vai se encaixar.


9 - Joel Embiid - 76ers 

Estatísticas: 21.4 pontos, 9.6 rebotes e 4.0 assistências
Campanha: 8-4
Ranking anterior: #9

Que fique claro: Embiid só não está no top 5 deste ranking por conta dos problemas de saúde que continuam atrapalhando o pivô dos Sixers. Em seus últimos cinco jogos, foram cinco vitórias e duas partidas com mais de 30 pontos - incluindo uma vitória sobre os fortes Bulls fora de casa com 30 pontos e 15 rebotes na melhor atuação de Embiid na temporada. Depois, o diagnóstico de Covid-19 afastou o camisa 21 das quadras.

10 - Paul George - Clippers

Estatísticas: 24.7 pontos e 11.4 rebotes
Campanha: 6-4
Ranking anterior: fora do top 10

O melhor jogador do Oeste na semana carregou os Clippers a uma sequência de cinco vitórias e ao 6º lugar no Oeste. Sem Kawhi Leonard em um futuro próximo, PG13 precisa crescer para manter o time sonhando com os playoffs - e ele fez exatamente isso para garantir sua estreia no ranking.

Os próximos 10: Anthony Davis, Donovan Mitchell, Julius Randle, Bradley Beal, LaMelo Ball, Rudy Gobert, Trae Young, Karl-Anthony Towns, Zach LaVine, Devin Booker

Comentários

Corrida pelo MVP #2 - Durant entra de vez na briga, mas Curry continua sendo Curry

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Corrida pelo MVP #1 - Curry, Butler, DeRozan e os favoritos ao prêmio no primeiro ranking

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto


As duas primeiras semanas da temporada da NBA passaram voando.

E depois de cada time fazer pelo menos cinco jogos, já podemos ir para o que interessa: quem está despontando na briga pelo prêmio de MVP em 2021-22?




1 - Stephen Curry - Warriors
Estatísticas: 28.7 pontos, 7.5 assistências e 6.5 assistências
Campanha:  5-1

Enquanto Klay Thompson não volta, o show é de Stephen Curry nos Warriors. O camisa 30 é o cestinha da NBA até agora e caminha para superar Ray Allen como o jogador com mais bolas de três feitas na história da NBA - em 2021-22, ele tem média de 5.2 por jogo, a segunda maior de sua carreira. Isso sem mencionar a campanha de Golden State, que só perdeu uma vez até agora.

2 - Jimmy Butler - Heat
Estatísticas: 25.3 pontos, 7.0 rebotes e 5.5 assistências
Campanha: 5-1

Jimmy Butler merece mais respeito, nunca é demais repetir. E agora, ele lidera um Heat que está pronto para voltar às Finais da NBA - principalmente depois das chegadas de Kyle Lowry e P.J. Tucker e com o grande começo de temporada de Tyler Herro. Se Miami seguir neste ritmo, Butler com certeza estará na briga por seu primeiro MVP.


3 - Kevin Durant - Nets 
Estatísticas: 27.7 pontos, 8.9 rebotes e 5.3 assistências
Campanha: 4-3

Kyrie Irving está afastado, James Harden tenta se achar em quadra depois das mudanças que acabaram com as faltas que ele costumava cavar... mas Kevin Durant continua sendo Kevin Durant. É a primeira vez que ele tem média acima dos 27 pontos desde que deixou o OKC Thunder em 2016. E o aproveitamento de  58,3% nos arremessos é o tipo de coisa que só ele é capaz de fazer.

4 - Nikola Jokic - Nuggets
Estatísticas: 23.9 pontos, 13.7 rebotes e 5.7 assistências
Campanha: 4-3

O atual MVP começou a temporada 21-22 mostrando que poderia ser mais eficiente do que nunca: os aproveitamentos de 60,7% nos arremessos e 40,6% nas bolas de três são os melhores de sua carreira na NBA. E nem mesmo um susto com uma lesão no joelho parece atrapalhar o Joker, que comanda os Nuggets mesmo ficando apenas 30.4 minutos em quadra por partida.

5 - Luka Doncic - Mavericks 
Estatísticas: 22.5 pontos, 8.5 rebotes e 7.5 assistências 
Campanha: 4-2

Os números não são tão espetaculares quanto estávamos esperando - ou como foram as outras temporadas de Doncic na NBA. Luka vem acertando apenas 42,7% de seus arremessos e abismais 23,8% nas bolas de três. Mas ele continua ficando perto de triplos-duplos em quase todas as noites e lidera os Mavs à terceira melhor campanha do Oeste até agora.

6 - DeMar DeRozan - Bulls 
Estatísticas: 25.6 pontos, 5.7 rebotes e 4.0 assistências
Campanha: 6-1

"Ele não vai se encaixar no ataque dos Bulls. Ele é um problema defensivo. Ele está acabado". Bla. Bla. Bla. Os Bulls são a sensação do começo de temporada da NBA, e DeRozan assumiu um papel crucial ao lado de Zach LaVine: o de fechar jogos. Foram 32 pontos na vitória sobre o Jazz, seguidos de 37 na virada espetacular sobre os Celtics. Chicago continua se provando como uma das forças do Leste até agora.

7 - Ja Morant - Grizzlies 
Estatísticas: 28.3 pontos, 7.7 assistências e 5.4 rebotes
Campanha: 4-3

O assunto no Draft de 2019 da NBA tinha nome e sobrenome: Zion Williamson. Mas enquanto Zion encara lesões e críticas pela forma física, Ja Morant, a 2ª escolha daquele recrutamento, não para de evoluir. O problema eram as bolas de três? Então, resolvido. Em 2021-22, o aproveitamento é de 38,5%, o melhor da carreira do armador - assim como o de 52,4% no geral -, que faz 9.2 pontos a mais por jogo que na temporada passada e é o terceiro cestinha da NBA até então.

8 - Giannis Antetokounmpo - Bucks
Estatísticas: 27.3 pontos, 11.1 rebotes e 6.0 assistências
Campanha: 3-4

9 - Joel Embiid - 76ers 
Estatísticas: 21.0 pontos e 8.7 rebotes
Campanha: 5-2

Enquanto o futuro de Ben Simmons segue indefinido, cabe a Joel Embiid encarar lesões e liderar os Sixers mais uma vez. Os números estão abaixo do que o esperado quando se fala em Embiid, mas levando tudo em conta depois de uma offseason conturbada na Filadélfia, o pivô faz um começo de temporada sólido o bastante - e com um time que está vencendo jogos - para estar no ranking inicial.

10 - Anthony Davis - Lakers 
Estatísticas: 24.7 pontos e 11.4 rebotes
Campanha: 4-3

A temporada regular dos Lakers dificilmente será empolgante como a de outros times. Com um elenco de veteranos, o roteiro deve ser o de preservar as grandes estrelas já pensando nos playoffs. Mas para chegar lá, alguém precisa carregar o piano: e Anthony Davis vem fazendo isso. O camisa 3 vem jogando mais de 36 minutos por jogo pela 4ª vez em 10 temporadas de NBA e se tornou de vez o ponto focal dos Lakers.

Os próximos 10: Paul George, Donovan Mitchell, Julius Randle, Bradley Beal, LaMelo Ball, Rudy Gobert, Trae Young, Karl-Anthony Towns, Zach LaVine, LeBron James, Jaylen Brown

Comentários

Corrida pelo MVP #1 - Curry, Butler, DeRozan e os favoritos ao prêmio no primeiro ranking

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Giannis Antetokounmpo, o MVP das Finais da NBA, é tão incrível que é impossível defini-lo em palavras

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Essa deve ser a quarta ou quinta versão deste texto. E a primeira que não tem nada a ver com as anteriores.

Desde que o Jogo 6 acabou, tento colocar no "papel" palavras que façam justiça ao que fez Giannis Antetokounmpo nas Finais da NBA de 2021. Mas é simplesmente impossível. Nada que eu possa escrever ser o suficiente para descrever o que vimos, principalmente do Jogo 2 em diante.

Giannis comemora com Middleton o título da NBA
Giannis comemora com Middleton o título da NBA Joe Murphy/NBAE via Getty Images

Não à toa, os números apresentados pelo grego a cada partida entravam em uma lista com nomes como Michael Jordan, Kareem Abdul-Jabbar, Shaquille O'Neal e outros dos maiores da história. Giannis já é um dos maiores da história da NBA.

Aos 26 anos, são dois MVPs (jogador mais valioso) da temporada regular, um prêmio de defensor no ano, conquistado no mesmo ano que venceu um dos MVPs, e, agora, um título e um MVP das Finais.


         
    

Antetokounmpo, o MVP das Finais: veja como foi a atuação antológica de 50 pontos do grego no Jogo 6 das Finais

Caso se aposentasse neste momento, Antetokounmpo já teria um currículo grande o suficiente para lhe colocar na discussão de melhor estrangeiro da história da liga, ainda mais considerando que Hakeem Olajuwon foi medalhista olímpico pelos Estados Unidos, mesmo tendo nascido na Nigéria.

Não faz nem um mês e a gente - e ele próprio também - pensou que a temporada do grego estava acabada quando ele foi protagonista de um momento assustador ao virar o joelho contra o Atlanta Hawks, nas finais do Leste.

Giannis não só perdeu apenas dois pontos como terminou as Finais com médias de 35,2 pontos, 13,2 rebotes, 5 assistências, 1,2 roubos de bola e 1,8 tocos por jogo com um aproveitamento de 61,8% nos arremessos.

Nada, nenhuma palavra sequer é capaz de definir o que vimos de Giannis Antetokounmpo nas Finais da NBA de 2021. Nos resta agradecer e continuar apreciando a história sendo escrita.

Comentários

Giannis Antetokounmpo, o MVP das Finais da NBA, é tão incrível que é impossível defini-lo em palavras

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Giannis Antetokounmpo, 'O Toco' das Finais da NBA e a sensação de saber que vimos a história

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Veja, por todos os ângulos, o toco histórico de Giannis em Ayton


Nesta quarta-feira, o Milwaukee Bucks venceu o Phoenix Suns por 109 a 103 e empatou a série melhor de 7 das Finais da NBA em 2 a 2. Khris Middleton foi o cara dos Bucks com 40 pontos e Devin Booker brilhou pelos Suns com 42. Os programas imediatamente após o jogo já falavam e os de amanhã só falarão, porém, de outra coisa: O Toco.

Faltando 1:20 para o fim do jogo, Milwaukee liderava por 101 a 99 quando Devin Booker invadiu o garrafão e jogou a bola para o alto para que Deandre Ayton viesse completar a ponte aérea com uma enterrada que empataria o jogo.

Giannis dá toco em Ayton no Jogo 4 das Finais da NBA
Giannis dá toco em Ayton no Jogo 4 das Finais da NBA Joe Murphy/NBAE via Getty Images

A questão, porém, é que Giannis Antetokounmpo surgiu absolutamente do nada para dar um toco que, instantaneamente, entrou para a história.

A "Aberração Grega" fez jus ao seu apelido e esticou o braço de maneira quase sobrehumana e, no timing perfeito, evitou a enterrada do pivô dos Suns. Naquele instante, todas as milhões de pessoas assistindo ao jogo tiveram a mesma reação: "acabamos de testemunhar a história sendo escrita".


         
    

Finais da NBA: Giannis e Middleton superam atuação incrível de Booker, Bucks vencem Suns e empatam série; veja melhores momentos


Foi instantâneo. Não precisou o jogo acabar, o lance ser colocado em perspectiva e mil análises sobre ele serem feitas para a gente concluir que foi histórico. E é assim que os momentos lendários da NBA são criados: instantaneamente.

Não deu um segundo do lance de Giannis e as redes sociais já estavam tomadas por torcedores relembrando do toco de LeBron James em Andre Iguodala no Jogo 7 das Finais de 2016. Ou, então, do toco do mesmo LeBron em Splitter no Jogo 2 das Finais de 2013.

E poucas são as sensações mais incríveis no mundo do esporte do que a de saber que você está testemunhando a história. São momentos que até mesmo os torcedores do time que estão do lado "sofredor" conseguem ter noção do que acabaram de ver.

Giannis Antetokounmpo e o Milwaukee Bucks podem nem terminar com o troféu na mão - e eu sigo apostando em título do Phoenix Suns -, mas daqui 20, 30, 40, 100 anos, vamos lembrar do toco de Giannis em Ayton. E da sensação que nós tivemos ao vermos a história ser escrita.

Comentários

Giannis Antetokounmpo, 'O Toco' das Finais da NBA e a sensação de saber que vimos a história

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Finais da NBA provam: nem só com as superestrelas se vence um título

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Sim, Devin Booker foi o grande destaque da vitória por 118 a 108 do Phoenix Suns sobre o Milwaukee Bucks no Jogo 2 das Finais da NBA na quinta-feira. A partida, porém, foi mais uma prova de que nem só com as superestrelas é que se vence um título na elite do basquete mundial: os coadjuvantes são fundamentais.

Se Booker terminou o jogo com 31 pontos, ele foi ao intervalo com apenas 10 e um aproveitamento de 4 de 12 nos arremessos. Chris Paul, a grande estrela dos Suns, fez apenas 8 pontos na primeira metade. Ainda assim, Phoenix venceu o primeiro tempo por 56 a 45. Como? Graças aos coadjuvantes.

Se a marcação do Milwaukee Bucks começou extremamente ajustada e sufocando as duas estrelas do Phoenix Suns, sobrou espaço para que Jae Crowder e Mikal Bridges brilhassem. No primeiro quarto, os dois combinaram para 4 de 7 nas bolas de 3 e mantiveram a equipe viva após os visitantes abrirem mais de 10 pontos de vantagem.

No segundo período, os dois mantiveram o ritmo e ainda tiveram a ajuda de Cameron Johnson, que anotou 2 bolas de 3. Com isso, os Suns foram ao intervalo com vantagem e Booker e Chris Paul puderam se colocar de vez do jogo no 2º tempo e serem os grandes responsáveis pela vitória. Bridges terminou a partida como o 2º cestinha dos Suns com 27 pontos e eu, de repente, me senti transportado para 2013.

Chris Paul orienta Mikal Bridges no Jogo 2 das Finais
Chris Paul orienta Mikal Bridges no Jogo 2 das Finais Joe Murphy/NBAE via Getty Images

Naquele ano, o time que eu mais gostei de ver jogar até hoje - não o melhor, esse é o Golden State de 2018 - foi campeão. O Miami Heat de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh venceu o San Antonio Spurs de Tony Parker, Manu Ginobili, Kawhi Leonard e Tim Duncan em 7 jogos.

LeBron, obviamente, foi o melhor jogador em quadra, MVP das Finais e o grande responsável pelo título. Wade e Bosh tiveram contribuições do nível esperado para um Big 3, mas não foram os únicos.

No Jogo 2 daquela série, Mario Chalmers foi o cestinha do Heat com 19 pontos na vitória por 103 a 84. No Jogo 6, em que Miami empatou a série em 3 a 3 e forçou o sétimo jogo, Chalmers voltou a brilhar e foi o 2º maior pontuador do time com 20 pontos, atrás apenas de LeBron que anotou 32.


         
    

Suns dão aula de basquete coletivo e Deandre Ayton consegue 2 pontos e a falta

Além disso, é impossível esquecer daquela bola de Ray Allen que forçou a prorrogação e manteve o Heat vivo. É difícil chamar um dos 5 maiores arremessadores da história da NBA de coadjuvante, mas era o que ele era naquele time.  No Jogo 7, Chalmers anotou mais 14 pontos e Shane Battier contribuiu com 18 pontos e um aproveitamento de 6 de 8 nas bolas de 3.

Usei o exemplo de 2013 por ser o meu time favorito dos que vi ao vivo, mas o que não faltam são exemplos de coadjuvantes sendo fundamentais para título (alguém mais pensou na bola de 3 de Steve Kerr em 1998?).

Ontem, tivemos mais uma prova: para você vencer nas Finais da NBA, não bastam as superestrelas. Os coadjuvantes são fundamentais. Que o diga Giannis Antetokounmpo, que anotou 42 pontos em uma "atuação de Shaquille O'Neal" e, mesmo assim, não teve chances.

Comentários

Finais da NBA provam: nem só com as superestrelas se vence um título

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Presente, professor Chris Paul! A aula de CP3, finalmente, foi dada na maior sala da NBA: as Finais

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Demorou, mas finalmente chegou. Foram "16 anos de lesões, derrotas duras e muito trabalho", como o próprio definiu, mas Chris Paul finalmente fez sua estreia no maior palco da NBA: o das Finais.

E não foi qualquer estreia. O camisa 3 fez 32 pontos, sendo 16 no 3º quarto, e deu 9 assistências, comandando o Phoenix Suns a uma vitória por 118 a 105 sobre o Milwaukee Bucks e a liderança na série melhor de 7 por 1 a 0.

Se ele saiu zerado do primeiro quarto, Chris começou a entrar no jogo no segundo período, mas foi voltando do intervalo que a aula de como jogar basquete começou. Em uma NBA cada vez mais marcada pela velocidade e os arremessos de três, o armador demonstra diariamente que não precisou se reinventar para seguir brilhando.


         
    

Chris Paul tem sequência espetacular e enlouquece Rômulo, Bulga e Leandrinho

Ao contrário, usou as mudanças no jogo para potencializar sua qualidade e, talvez, chegar em sua melhor versão aos 36 anos de idade e em sua 16ª temporada. Com a inteligência que só um dos maiores armadores da história da NBA poderia ter, Paul percebeu que o foco nas bolas de três e no ataque ao aro, os arremessos mais eficientes do "basquete de estatísticas". abriu ainda mais espaço para suas bolas de média distância.

Se antigamente os 4 jogadores que não estavam na bola ficavam próximos do aro para tentar os arremessos do mais perto possível, a NBA atual vê times por diversas vezes colocarem seus 5 jogadores na linha do perímetro e abandonarem o garrafão.

CP3 comanda seus companheiros no Jogo 1 das Finais
CP3 comanda seus companheiros no Jogo 1 das Finais Joe Murphy/NBAE via Getty Images

Com isso, os defensores são obrigados a também espaçarem a quadra, exceto por aquele que normalmente protege o aro quando um armador tenta a infiltração. Com isso, sobrou espaço na bola de média distância. E, muito provavelmente, ninguém na história da NBA teve uma bola de média distância tão eficiente quanto a de Chris Paul.

Sete dos 12 arremessos convertidos pelo armador na partida contra os Bucks vieram da média distância, gerando 14 de seus 32 pontos na partida. Foi com base nessa ameaça que Paul preparou sua aula de basquete.

E, como todo bom professor, não faltaram exemplos e demonstrações práticas de como dominar uma quadra de basquete. Atacando no 1 contra 1 contra pivôs, bailando contra Giannis Antetokounmpo ou conseguindo bolas de 3 na cara de jogadores maiores que ele, Chris Paul fez o que sempre fez em 16 anos de carreira: ensinou como se joga basquete.


         
    

Chris Paul deixa Giannis no chão, faz linda cesta e consegue dois pontos e a falta

Para nossa sorte e para a sorte do esporte, essa aula, finalmente, veio na maior sala possível, com o maior número de alunos assistindo: as Finais da NBA. Teremos, no mínimo, mais três. Torcemos por mais seis. Que possamos desfrutar e aprender ao máximo. Presente, professor!

Comentários

Presente, professor Chris Paul! A aula de CP3, finalmente, foi dada na maior sala da NBA: as Finais

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A primeira grande vitória das Finais da NBA: a presença de Chris Paul

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

As Finais da NBA sequer estão definidas, mas já tivemos a primeira vitória da série: a presença de Chris Paul. Na quarta-feira, o armador deu uma aula de basquete e o Phoenix Suns venceu o Jogo 6 contra o Los Angeles Clippers, fechando a final do Oeste em 4 a 2 e garantido sua vaga na grande decisão.

Depois "de 16 anos de cirurgias, trabalho duro, derrotas e derrotas duras", como ele mesmo definiu, o Point God, o Deus da Armação, está nas Finais da NBA pela primeira vez.

Chris Paul é, sem dúvidas, um dos 5 maiores armadores da história da NBA - pra mim, o 3º. Se ele se aposentasse sem chegar ao maior palco do basquete, a derrota seria do esporte. O que Rômulo Mendonça muito bem definiu como "uma aula do professor Chris" é a prova cabal de que ele merece como poucos aproveitar este momento.


         
    

Presente, professor! Chris Paul dá aula de basquete e Rômulo vai à loucura


Com os Suns precisando da vitória fora de casa para voltarem às Finais pela 1ª vez desde 1993, o Point God ministrou uma palestra de como comandar uma equipe gigante. Foram 41 pontos, 8 assistências, 3 roubadas de bola e nenhum desperdício.

Mais além disso, Paul mostrou seu tamanho no último quarto. Os Suns venciam por 17 quando ele foi ao banco descansar. Quando voltou, a liderança era de apenas 7 pontos e os Clippers estavam com a moral no alto. Chris, então, anotou 27 dos próximos 35 pontos da partida e voltou ao banco com o seu time 24 pontos na frente e com a vaga nas Finais garantida.

Chris Paul se emociona ao comemorar o título do Oeste
Chris Paul se emociona ao comemorar o título do Oeste Adam Pantozzi/NBAE via Getty Images

Uma atuação gigante de um gigante do basquete. Depois de ficar no quase com os próprios Clippers e com o Houston Rockets naquela final de Conferência Oeste que a equipe vencia o Golden State Warriors, que pode ser considerado o melhor time da história, por 3 a 2 quando ele se machucou e viu do banco seus companheiros serem derrotados em 7 jogos, Chris Paul finalmente chegou aonde merece estar.

Vitória da NBA, vitória do basquete e vitória daqueles que podem apreciar um dos maiores de todos os tempos em tempo real. Bem vindo, Point God, ao seu lugar: o maior palco do basquete mundial.

Comentários

A primeira grande vitória das Finais da NBA: a presença de Chris Paul

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Trae Young, o grande vencedor dos playoffs, não é mais 'o da troca com Doncic': é uma superestrela

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Desde que entrou na NBA em 2018, Trae Young tem sido etiquetado com o mesmo rótulo: o cara pelo qual o Atlanta Hawks trocou Luka Doncic na noite do Draft.

Desde então, esse era o prisma em que Trae Young era analisado. Ele fez 30 pontos, deu 10 assistências e os Hawks perderam? Ok, mas na mesma noite Doncic fez 35 pontos, deu 15 assistências, pegou 10 rebotes e o Dallas Mavericks ainda saiu com a vitória. Portanto, os Hawks seguiam perdendo a troca.

Sempre foi assim e parecia que, infelizmente, sempre iria ser. Mas Trae Young não é um cara comum, não é só "o cara da troca do Doncic", e ele provou nesta quarta-feira ao destruir o Milwaukee Bucks com 48 pontos e a vitória no Jogo 1 das finais do Leste.

Trae Young deixa a quadra após vencer os Bucks
Trae Young deixa a quadra após vencer os Bucks Kamil Krzaczynski/NBAE via Getty Images

Trae é o cara que recebeu comparações com Stephen Curry quando ainda estava na faculdade por conta da sua habilidade de arremessar de qualquer lugar com beleza e eficiência.

Trae é uma das maiores armas ofensivas da NBA atual e, ao que tudo indica, da história da liga. Ele tem um "floater" completamente diferenciado, sabe finalizar ao redor do aro e tem o arremesso de média, longa e muito longa distância. Somados a isso, uma visão de elite e a capacidade de criar para seus companheiros.


         
    

Mas Trae é, acima de tudo, uma superestrela. É o cara que tem um celular velho única e exclusivamente para guardar prints de tweets e matérias diminuindo o seu jogo para usar de combustível. É o cara que triunfa nas situações adversas, que cala o Madison Square Garden, o Wells Fargo Center e, agora, o Fiserv Forum em sequência.

Trae é o grande vencedor destes playoffs, independente dos Hawks derrubarem ou não os Bucks. Ninguém acreditava que Atlanta pudesse sequer chegar perto das finais de Conferência, imagine só das Finais da NBA.

Tudo que vier para Trae daqui para frente é lucro. Ele já se estabeleceu como uma superestrela da liga e não será mais visto como "o cara da troca com Doncic". Será visto como Rayford Trae Young, a superestrela.

Comentários

Trae Young, o grande vencedor dos playoffs, não é mais 'o da troca com Doncic': é uma superestrela

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O grande perdedor - merecidamente - dos playoffs da NBA é Ben Simmons

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

No último domingo (20), o Philadelphia 76ers foi derrotado pelo Atlanta Hawks por 103 a 93 no decisivo jogo 7 das semifinais da Conferência Leste da NBA e viu sua temporada acabar. Com ela, foi-se embora também toda o moral que Ben Simmons tinha com a liga e com os fãs de basquete.

Desde que foi selecionado pelos Sixers como a 1ª escolha do Draft de 2016, o armador australiano é um jogador "hypado". Antes mesmo de entrar na liga, as comparações eram com LeBron James: um cara grande, forte, com visão e capacidade de armar acima da média. Além disso, tinha boa defesa e faltava, apenas, um arremesso consistente que pudesse abrir suas opções.

Repare que nem era um arremesso bom de fato, apenas consistente. Quatro temporadas depois - Ben não jogou o que seria sua primeira temporada por conta de uma fratura em um dos pés -, porém, Simmons demonstra uma evolução quase nula, se é que não é nula, no quesito. A ponto de ninguém na liga respeitar o arremesso do camisa 25 e preferir que ele tenha que tentar uma bola longa a qualquer outra possibilidade de arremesso de qualquer um dos outros 4 jogadores dos 76ers em quadra.

Ben Simmons durante jogo dos Sixers nos playoffs
Ben Simmons durante jogo dos Sixers nos playoffs Jesse D. Garrabrant/NBAE via Getty Image

Além disso, Ben Simmons também não tem um bom aproveitamento da linha de lance livre. Muito pelo contrário, aliás. O armador, sozinho, errou 48 lances livres em toda a pós-temporada. O Phoenix Suns, que está na final da Conferência Oeste, e o Brooklyn Nets, que foi eliminado pelos Bucks em 7 jogos nas semifinais do Leste, como time, erraram 29 e 28, respectivamente.

Uma das estratégias adotadas pelos Hawks nos finais de jogos da série foi o "Hack-A-Simmons", que consiste em fazer faltas propositais para colocar o armador na linha do lance livre, afinal de contas, Simmons terminou os playoffs com 34,2% de aproveitamento, a pior marca da história da NBA em uma pós-temporada com, no mínimo, 70 tentativas. 

E não para por aí. Somando todos os quartos períodos da série, Simmons tentou apenas 3 arremessos em sete jogos. Nos Jogos 2, 4, 5, 6 e 7, o camisa 25 sequer tentou arremessar a bola no último quarto.

No Jogo 7, um dos lances mais incríveis da história da NBA. Completamente sozinho para enterrar a bola, o armador de 2,08m hesitou, tocou a bola para Thybulle sofrer a falta e converter apenas um dos dois lances livres. Na sequência, Trae Young fez uma bola de 3, os Hawks abriram 4 e mataram o jogo.


         
    

A série contra os Hawks expôs todos os problemas que a falta de um arremesso consistente traz para Ben Simmons. O armador, que recebe contrato máximo dos Sixers, foi um peso para a equipe nas horas mais importantes e, em determinados momentos, chegou a ser inviável a sua permanência em quadra.

O moral do camisa 25 com a liga praticamente acabou. O armador virou uma piada nas redes sociais que aumentou a cada jogo, seu valor de troca caiu exponencialmente e até seu próprio técnico, Doc Rivers, disse "não saber responder" ao ser perguntado se Simmons pode ser o armador titular de uma equipe que quer ser campeã.

E ele fez por onde para que tudo isso acontecesse.

Comentários

O grande perdedor - merecidamente - dos playoffs da NBA é Ben Simmons

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Bucks e Nets mostraram que há coisas que só acontecem em um jogo 7

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto



  



         
 

Nada se compara a um jogo 7.  

Nada.

Só em um jogo 7 o melhor jogador do mundo fica 53 minutos em quadra dois anos depois de romper o tendão de Aquiles. Quatro dias depois de ter a maior atuação de sua carreira. Mas nem os 48 pontos de Kevin Durant, a maior marca da história de um jogo 7 da NBA, foram suficientes. Porque, só em um jogo 7, um dedo na linha impede KD de vencer a série.

Só um jogo 7 pode afastar as críticas do dono de dois MVPs. Porque, só em um jogo 7, Giannis Antetokounmpo poderia ter repetido Jerry West e Tim Duncan com pelo menos 40 pontos, 10 rebotes e 5 assistências.

Só em um jogo 7 Brook Lopez poderia se redimir do lance que o transformou em JR Smith 2.0 por alguns minutos - quando ele esqueceu que o relógio estava zerando no final da temporada regular. Porque foi dele o toco que impediu que Durant desse a liderança para os Nets a 59 segundos do fim da prorrogação.

Só um jogo 7 faria com que James Harden suportasse ficar em quadra por 53 minutos com uma lesão muscular séria na coxa direita  - totalmente coberta por bandagens que tentavam evitar problemas mais graves.

E, claro, só um jogo 7 poderia ser marcado pela reviravolta de Khris Middleton e Jrue Holiday, desaparecidos em três quartos do jogo. Middleton acertou o arremesso que deu a vantagem para os Bucks. Holiday marcou a tentativa final de Durant.



  



         
 

Há coisas que só acontecem em um jogo 7 porque... não há nada igual no esporte.

O sacrifício das maiores estrelas da NBA. O cansaço. As trocas de liderança. As provocações. Tudo entra imediatamente na história. 

Nets e Bucks entregaram uma série inesquecível e um capítulo final digno do que ele foi: um JOGO 7 com letras maiúsculas.

E nada pode ser comparado a isso.


Comentários

Bucks e Nets mostraram que há coisas que só acontecem em um jogo 7

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Uma experiência espiritual: quando Kevin Durant se colocou ao lado de Jordan, LeBron e os Deuses do basquete

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

49 pontos, 17 rebotes, 10 assistências e todos os minutos na quadra: Durant tem atuação histórica contra os Bucks; veja melhores lances

Kevin Durant é um dos maiores da história da NBA. Top 10, 15 ou 20, tanto faz. É um dos maiores. Na última terça-feira, tivemos a prova final.

O camisa 7 do Brooklyn Nets, infelizmente, tem seu legado diminuído por conta das "panelas" que criou: aquele Golden State Warriors que todo mundo amou odiar com ele, Curry, Klay Thompson e Draymond Green e agora esses Nets com James Harden e Kyrie Irving. Mas é inegável que o ala está entre os maiores da história.

No Jogo 5 contra o Milwaukee Bucks, a prova definitiva. Kyrie, com uma torção no tornozelo, ficou de fora. Harden, "recuperado" de uma lesão muscular, fez presença em quadra, mas foi quase como se não estivesse, principalmente até o último quarto. Com isso, era a missão de Durant carregar o time nas costas e provar seu valor. E foi o que ele fez.

Kevin Durant durante o Jogo 5 entre Nets e Bucks
Kevin Durant durante o Jogo 5 entre Nets e Bucks Getty Images

Com 49 pontos, 17 rebotes, 10 assistências, 3 roubadas de bola e 2 tocos, além de ter jogado os 48 minutos da partida, Durant entrou para a história. Afinal de contas, nenhum outro jogador na história dos playoffs conseguiu ao menos 45 pontos, 15 rebotes e 10 assistências no mesmo jogo.

No que Jamal Crawford muito bem definiu como "uma experiência espiritual", Durant teve uma atuação que será lembrada para sempre e que define a entrada de um jogador no Olimpo da NBA, assim como os 63 pontos de Jordan contra os Celtics, o Jogo 6 das Finais da Conferência Leste de 2012 de LeBron James e tantos outros.


         
    



O grande diferencial? Durant foi o único a fazer o seu grande jogo da carreira depois de retornar de um rompimento no tendão de Aquiles, lesão que costuma acabar com carreiras de jogadores da NBA.

Bem vindo ao Olimpo do Basquete, Kevin Durant, escolha o melhor lugar para sentar ao lado dos Deuses.

Comentários

Uma experiência espiritual: quando Kevin Durant se colocou ao lado de Jordan, LeBron e os Deuses do basquete

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Donovan Mitchell não só cala, como passa Shaquille O'Neal e se firma entre os grandes da NBA

Gabriel Veronesi
Gabriel Veronesi

         
     

Precisamos falar sobre Donovan Mitchell.

Escolhido em 13º no Draft de 2017 da NBA, atrás de nomes como Luke Kennard, Dennis Smith Jr., Frank Ntilikina, Josh Jackson e Zach Collins, Mitchell pareceu a grande surpresa da seleção logo de início. Com uma temporada impressionante, o ala-armador vindo de Louisville teve médias de 20,5 pontos, 3,7 assistências e 3,7 rebotes por jogo, se tornando rapidamente o maior nome no Utah Jazz.

Ainda assim, em pouco tempo se tornando uma estrela em uma franquia respeitada, Donovan teve suas qualidades sempre em xeque. 'Baixo' para a posiçao de ala-armador, com 1,85m, o 'Spida' seguiu aumentando seus números temporada a temporada, e levou o Utah Jazz à primeira posição da competitiva Conferência Oeste.

Ainda assim, havia quem duvidasse. Em uma constrangedora entrevista pós-jogo, Shaquille O'Neal, um dos maiores pivôs que a NBA já viu, cometeu a indelicadeza de questionar o próprio Mitchell se ele teria o que é necessário para subir de nível. De se tornar uma 'superestrela'.

Donovan tem. E ele já é.

Com um sorriso desconcertado, Mitchell foi cordial e não deu lá grande resposta a Shaq. A resposta veio em quadra.

Donovan não é uma estrela de todos os jogos. É uma estrela dos jogos que importam.

Na temporada passada, travou um dos duelos mais insanos que os playoffs já viram em uma série eletrizante contra o Denver Nuggets, chegando a marcar 57 e 51 pontos na mesma semana.

Neste ano, Spida chegou lesionado aos playoffs, e o Utah Jazz acabou perdendo o primeiro jogo para o Memphis Grizzlies, que chegou à pós-temporada graças ao play-in.

Após o retorno de Mitchell, Utah venceu todos os jogos, inclusive a partidaça diante dos Clippers na última terça-feira.


         
     

Mitchell encarou simplesmente Kawhi Leonard e Paul George, dois dos melhores defensores que a NBA tem, e os fez parecer crianças em um parquinho, terminando a partida com 45 pontos, e recebendo gritos de 'MVP!' da torcida. 

E se não o bastasse, Mitchell ainda recebeu elogios de Dwyane Wade, que para muitos, é seu 'modelo' mais similar de jogador, além de ser um dos acionistas da franquia de Utah: 'Ele está ficando assustador!'.


         
     


Com a marca, Donovan soma 490 pontos nos últimos 15 jogos de playoffs, se juntando a outros dois nomes com tal feito ainda em atividade. Quem são? LeBron James e Kevin Durant.

O jogo também marca o 3º do armador com mais de 45 pontos em um playoffs, acima de nomes como: Stephen Curry (1), James Harden (1), Damian Lillard (1), Charles Barkley (2), Kareem Abdul-Jabbar (2) e, vejam só, Shaquille O'Neal (2).

Donovan Mitchell não tem mais nada a provar para ninguém. Ele já se inseriu 'na marra' entre os maiores da NBA, e já começa a estabelecer números como de gigantes que já passaram pela liga.

Por mais bem treinado e encaixado que o time do Jazz seja sob o comando do ótimo Quin Snyder, esse Utah só vai até onde Donovan Mitchell os levar.

Sendo assim, o céu é o limite.


Comentários

Donovan Mitchell não só cala, como passa Shaquille O'Neal e se firma entre os grandes da NBA

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O MVP de Jokic é um prêmio a um dos pivôs mais inteligentes da história do basquete

Leonardo Sasso
Leonardo Sasso

Quando entrou na NBA, Nikola Jokic foi debochado pela forma física. Acima do peso, parecia que o pivô nunca conseguiria estar em um nível que pudesse ser competitivo contra jogadores muito mais fortes e atléticos do que ele.

41ª escolha do Draft de 2014, vindo do Mega Bemax, da Sérvia, Nikola Jokic colheu os frutos do seu trabalho hoje. A escolha como MVP da temporada 2020-21 é um prêmio ao jogador. O primeiro pivô de origem desde Shaquille O'Neal em 1999-00 a conquistar o feito. O atleta selecionado mais baixo na história do Draft a vencer o prêmio.

Jokic é um dos pivôs mais inteligentes que o basquete já viu. O trabalho como armador desde o começo da carreira facilitou a situação, mas a visão de jogo é algo que não se ensina, mas que se nasce com ela. Em um basquete cada vez mais sem posição, Jokic elabora jogadas como um armador e utiliza seu tamanho para conseguir ver do alto. Poucos conseguiram e conseguirão o que o sérvio faz atualmente.

O Denver Nuggets perdeu Jamal Murray durante a temporada, mas não perdeu as esperanças de algo a mais. Jokic permite isso. E quando vimos um pivô que muitas vezes parece desengonçado em quadra fazer isso por uma equipe? Poucas. Jokic é único. A NBA tem que agradecer de ter um craque. A globalização da Liga permitiu isso. Após dois MVPs de Giannis Antetokounmpo, grego, mais um jogador internacional conquista a honraria.

Nikola Jokic
Nikola Jokic Getty

Não deve parar por aí. Luka Doncic tem grandes chances de vencer pelo menos um prêmio na carreira. Os jogadores de fora dos Estados Unidos cada vez mais impactam e mudam a NBA.

Jokic fez história. A NBA deu o prêmio ao seu melhor jogador da temporada. O fã só agradece. Estamos diante de um dos jogadores mais incríveis que o basquete já viu pelo combo de atributos que tem.

Comentários

O MVP de Jokic é um prêmio a um dos pivôs mais inteligentes da história do basquete

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Kawhi Leonard finalmente virou a chave em Los Angeles

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

  


         
 

2020 terminou da pior forma possível para Kawhi Leonard.

A eliminação contra os Nuggets depois de abrir 3 a 1 na série e o título dos rivais Lakers marcaram o que era a temporada mais esperada da história dos Clippers na NBA. E o que veio depois mudou a forma como enxergamos o time: Doc Rivers foi embora, o time mexeu no elenco, e as críticas sobre Paul George fizeram com que, em questão de semanas, a franquia deixasse de ser apontada como uma das principais candidatas ao título em 2021.

Mas não se engane, bastou uma série para Kawhi mostrar que virou a chave.

Quem lembra da arrancada do ala com os Raptors até o título de 2019 viu uma das maiores atuações em pós-temporada na história da NBA - e como esquecer tudo que Kawhi fez, principalmente as quatro vezes em que a bola bateu no aro antes de entrar e eliminar os 76ers no jogo 7 das semis do Leste.

E agora, depois de duas temporadas com os Clippers, parece que o dono de dois MVPs de Finais finalmente chegou em Los Angeles.

É claro que os números estavam lá. Afinal, Kawhi nunca deixou de ser um dos dez melhores jogadores da NBA. Mas havia alguma coisa de diferente no camisa 2. Ele parecia ser o principal nome de um time sem muita inspiração e que pouco empolgava. 


  


         
 

Talvez tenha sido a bronca de Rajon Rondo depois de um airball na derrota para os Mavs no jogo 5. Talvez tenha sido o desafio de encarar um monstro chamado Luka Doncic nos dois lados da quadra. Mas nos jogos 6 e 7, Kawhi foi o mesmo da temporada inesquecível dos Raptors.

Os 45 pontos na sexta partida da série foram seguidos de mais 28 no duelo que classificou os Clippers. Mas além de mostrar mais agressividade no ataque, Kawhi assumiu o papel de tentar parar Luka. E por mais que isso seja quase impossível, ele fez o trabalho melhor do que ninguém na série - Doncic teve uma média de 0.8 ponto por jogada quando Leonard estava na marcação, a pior nos sete jogos do confronto.

Os números nunca abandonaram Kawhi, mas há algo que parece ter reaparecido no ala. Ele não se importa mais com os altos e baixos de Paul George nos playoffs. Kawhi voltou ao modo lendário que vimos em 2019.

E é só assim que 2021 vai poder terminar de um jeito bem diferente para ele e os Clippers.


  


         
 

Comentários

Kawhi Leonard finalmente virou a chave em Los Angeles

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Abram alas, a nova geração da NBA quer passar

Guilherme Sacco
Guilherme Sacco

         
    

Com a confirmação da eliminação do Los Angeles Lakers diante do Phoenix Suns na quinta-feira, quando a franquia do Arizona fechou a série de primeira rodada em 4 a 2, tivemos a confirmação de que esta será a primeira temporada desde 2010 que as Finais da NBA não contarão com LeBron James ou Stephen Curry, dois dos maiores jogadores da última década.

Stephen Curry e o Golden State Warriors foram eliminados ainda no play-in, em um jogo único contra o Memphis Grizzlies em que Ja Morant, de 21 anos, anotou 35 pontos e teve uma das atuações mais incríveis da temporada.


         
    

Na sequência, os Grizzlies e o jovem armador foram eliminados na 1ª rodada para o Utah Jazz, mas Morant deu sinais de que será um dos grandes nomes da liga nos próximos anos com mais atuações incríveis, incluindo 47 pontos no Jogo 2, a maior marca da história da franquia, seja em playoffs ou temporada regular. Na série entre Jazz e Grizzlies também vimos momentos espetaculares de Donovan Mitchell, o ala-armador de 24 anos que comanda Utah, melhor campanha da temporada regular e um dos favoritos ao título.


         
    

Já o Los Angeles Lakers e LeBron James foram derrotados pelo Phoenix Suns em 6 jogos e muito por conta de atuações espetaculares de Devin Booker. A estrela de apenas 24 anos estreou em playoffs com 34 pontos e a vitória diante do atual campeão. Fez 31 pontos no Jogo 2, 30 no Jogo 5 e fechou com chave de ouro mandando os angelinos para casa com 47 pontos no Jogo 6, sua maior marca em playoffs.

[]

Além dos dois, ainda tivemos Trae Young com atuações históricas contra o New York Knicks. O armador de 22 anos estreou na pós temporada com 32 pontos e a bola da vitória por 107 a 105 que calou o Madison Square Garden, a arena mais famosa da NBA.

Fez mais 30 pontos no Jogo 2, 27 no Jogo 4 e mandou os Knicks para casa com 36 pontos e uma série de provocações aos torcedores no Madison no Jogo 5.


         
    

Por fim, mas não menos importante, muito pelo contrário, temos Luka Doncic. O esloveno de 22 anos já está consolidado como uma das grandes estrelas da liga e já figura entre os cotados para ser MVP, jogador mais valioso, da temporada regular desde sua 2ª temporada na liga.


         
    

Neste ano, o camisa 77 do Dallas Mavericks está a um jogo de eliminar o favorito Los Angeles Clippers após ter anotado 31 pontos no Jogo 1, 39 no Jogo 2, 44 no Jogo 3 e 42 no Jogo 5, tudo isso lidando com uma lesão no ombro que tem limitado bastante seus movimentos.

Isso sem falar em Jayson Tatum, de apenas 23 anos, que anotou 50 pontos pelo Boston Celtics diante do Brooklyn Nets e estabeleceu a 5ª maior marca da franquia em um jogo de playoff. Ou então de Giannis Antetokounmpo, que mesmo com 26 anos já é 2 vezes MVP e uma vez Defensor do Ano na liga.

Abram alas, a nova geração da NBA quer passar. E se as portas não forem abertas, eles já provaram que farão de tudo para derrubá-las.

Comentários

Abram alas, a nova geração da NBA quer passar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

'God Mode': Às vezes a única forma de parar Dame Lillard é pedindo aos céus

Matheus Zucchetto
Matheus Zucchetto

  


         
 


Olhar para os céus e pedir 'por favor'. 

Foi o que Austin Rivers tentou fazer no jogo 5 da série entre Nuggets e Blazers quando Damian Lillard resolveu botar fogo na partida com 55 pontos, 10 assistências e 12 bolas de três - o novo recorde dos playoffs da NBA.

E enquanto Rivers pedia algum tipo de ajuda divina, Dame não dava socos no ar e comemorava mesmo errando só cinco dos 17 arremessos de três que tentou. Dame não é assim. Ele é um assassino frio que encara quem passa pela frente como se estivesse sempre tentando provar algo - mesmo sem precisar.

Mesmo com a derrota depois de duas prorrogações, foi a atuação de Lillard que enlouqueceu fãs e jogadores da NBA. Kevin Durant definiu como 'God Mode', ou 'Modo Deus'. 'Dame Lillard, é tudo que tenho a dizer', escreveu Steph Curry.

E a reação ao ver Dame destruir os Nuggets era exatamente essa: incredulidade.

A NBA vive um boom de talento, talvez o maior das últimas décadas, e Lillard precisa ser reconhecido como um dos grandes da geração. Curry tem os títulos e é o maior arremessador da história da NBA. Mas Dame é um jogador do mesmo patamar.


  


         
 

'Se ele jogasse em um time melhor'. 'Se ele tivesse mais ajuda'. 'Se ele e Curry trocassem de lugar'.

Nós nunca vamos saber como seria a carreira de Lillard fora dos Blazers. Mas por que tentar imaginar isso? Por que ficar criando cenários quando o próprio Dame reescreve a história?

Dame precisa ser reconhecido pelo que faz na NBA. Mesmo sem os títulos - ou sem chegar às Finais -, ele faz questão de falar que não quer só ser campeão. Ele quer ser campeão com Portland. E é isso que tenta fazer desde que entrou na liga.

Lillard não é uma das grandes estrelas midiáticas que estão sempre dando declarações polêmicas, provocando rivais ou querendo atenção. Dame é Dame. E nunca vai existir outro igual a ele.

Às vezes, a única solução é mesmo pedir aos céus.

Comentários

'God Mode': Às vezes a única forma de parar Dame Lillard é pedindo aos céus

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading