'Bola na mão' ou 'mão na bola'? Entenda as novas regras e acabe com as principais dúvidas

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A partir de 1° de julho, entram em vigor as alterações na regra de jogo que pretendem acabar, ou ao menos minimizar, com a confusão gerada pela marcação de pênaltis ou infrações por mão na bola.

As novas orientações da IFAB determinam que a bola na mão será considerada infração nas seguintes situações:

1 – Se o jogador tocar a bola deliberadamente com mão ou braço, movendo a mão ou o braço em direção a bola;

2 – Tocar a bola com a mão ou com o braço quando a mão ou o braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço do corpo. Por ter a mão ou braço em tal posição, o jogador corre o risco da mão ou braço ser atingido pela bola e ser penalizado;

3 – Fazer um gol na equipe adversária, imediatamente após a bola tocar na sua mão ou braço mesmo que acidentalmente.

 Porém, é improvável que a partir de julho, quando as regras passarem a valer, acabem as polêmicas sobre o tema, já que é a interpretação do árbitro que vai determinar a decisão final.

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Alguns exemplos

1 – Mãos apoiadas como apoio?
Se a mão está apoiando ou indo para o apoio, como suporte para manter o corpo equilibrado? Nada deve ser marcado.

2 – Se um jogador tem o braço em posição natural?
Nada deve ser marcado.

3 – Mão acidental antes de fazer o gol?
Se a bola pega na sua própria mão ou braço e imediatamente faz o gol, esse deve ser anulado.

4 - Quando bola pega na mão vinda do próprio jogador?
Quando um jogador joga  a bola e vai na sua própria mão ou braço, nada deve ser marcado.

5 – Mãos juntas ao corpo?
Quando as mãos ou braços estiverem juntos ao corpo, nada deve ser marcado.

Bola na mão ou mão na bola?
Bola na mão ou mão na bola? Reprodução/IFAB
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Racismo é crime

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Mais uma manifestação de racismo voltou a manchar o Campeonato Brasileiro. No sábado (14) o meia Edenilson, do Internacional, acusou o lateral português Rafael Ramos, do Corinthians, de injúria racial durante o jogo que terminou empatado 2 a 2 no estádio Beira-Rio, válido pela sexta rodada do Brasileirão. Aos 30 minutos do segundo tempo, Edenilson comunicou ao árbitro Bráulio da Silva Machado que Rafael Ramos o teria chamado de “ macaco”. 

O jogador do Internacional tem uma carreira irretocável como profissional, segundo todos depoimentos de pessoas que o acompanham de perto – não teria motivo nenhum para fazer uma acusação indevida. O jogador português negou o ocorrido, mas o atleta colorado manteve a queixa na Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência em Porto Alegre. Rafael chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto depois de pagar fiança no valor de R$10 mil.

Edenílson confronta Rafael Ramos
Edenílson confronta Rafael Ramos Pablo Nunes/Photo Premium/Gazeta Press

O racismo é execrável - defende a existência de uma raça considerada superior e que, por isso, deve dominar outras. Essa postura deve ser combatida sem trégua. No âmbito do futebol, creio que o árbitro de vídeo pode ser um valioso soldado nesta luta. O protocolo do VAR poderia contemplar intervenção neste tipo de ação, sugerindo ao árbitro de campo, sempre que as condições forem favoráveis, para observar na tela o que foi dito em campo. 

Não sou especialista em linguagem labial, mas nas imagens que vi do episódio envolvendo Edenilson e Rafael Ramos é possível perceber que a palavra “macaco” é pronunciada. As manifestações racistas são cada vez mais frequentes no futebol mundial. 

 

A Conmebol recentemente anunciou sanções mais severas em casos de racismo. A CBF também defende punições mais rigorosas, como a perda de pontos. Em junho a entidade deve realizar um evento para debater medidas de combate à discriminação racial no futebol com representantes da Fifa, Conmebol, Federações, Clubes, Justiça Desportiva e Ministério Público.

Racismo é crime e como tal deve ser encarado. Chega de passar pano.


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Racismo é crime

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Está na hora do Seneme dizer a que veio

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Mais de um mês depois de assumir a presidência da Comissão de Arbitragem da CBF, no dia 7 de abril, Wilson Seneme ainda não montou a sua equipe de trabalho. No dia 25 do mês passado, ele demitiu dez profissionais que ocupavam cargos relevantes na estrutura diretiva da CA-CBF, permanecendo apenas o vice-presidente Alício Pena Junior e o Diretor da Escola Nacional de Arbitragem Giuliano Bozzano. Até o momento nenhum dos afastados foi substituído. 

Esta indefinição preocupa aqueles que acompanham o futebol brasileiro e sabem a importância de uma arbitragem qualificada para o desenvolvimento do esporte. 

Ex-árbitro Wilson Seneme deixou a Conmebol para assumir a Comissão de Arbitragem da CBF
Ex-árbitro Wilson Seneme deixou a Conmebol para assumir a Comissão de Arbitragem da CBF NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images

E uma arbitragem de boa qualidade não pode prescindir, muito pelo contrário, de uma equipe ágil, organizada e bem preparada no comando das ações. Sendo assim, não é plausível que o Seneme esteja sequer cogitando a possibilidade de manter a CA com apenas três integrantes

Como escrevi por ocasião da sua ascensão ao cargo, o ex-árbitro paulista tem conhecimento e experiência suficientes – adquiridos dentro e fora de campo – para realizar um bom trabalho no comando do apito nacional. 

Para isto, no entanto, necessariamente terá de contar com o trabalho de um grupo de auxiliares qualificado e dinâmico, com disposição para implementar as modificações necessárias para aperfeiçoar a arbitragem de futebol praticada no Brasil.

O tempo urge, as diversas competições promovidas pela CBF estão em pleno desenvolvimento, está na hora de Wilson Seneme dizer a que veio

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Está na hora do Seneme dizer a que veio

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Dirigente italiano propõe 'desafio' para o VAR

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

O presidente da Liga Série A da Itália, Lorenzo Casini apresentou uma proposta para renovar o futebol italiano que, se for implementada, mudará sensivelmente a forma de utilização do VAR na arbitragem. O assunto em pauta é o ‘desafio’ pedido pelos técnicos, que consiste em “ dar às equipes a oportunidade, mesmo que apenas uma ou duas vezes por partida, de revisar uma determinada ação”. Para o dirigente italiano, isto seria “um sinal de abertura que não deve criar muitas complicações em relação à duração das partidas”.

 

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Atualmente apenas o árbitro de campo e seus assistentes do VAR têm o poder de decidir se revisam uma ação na tela ao lado do campo, sem levar em consideração as reclamações dos jogadores e treinadores. Não se trata de uma ideia nova. O ‘desafio’ no uso do auxiliar eletrônico de arbitragem já é usado em outros esportes, como basquete, vôlei e tênis. Na NBA cada técnico tem direito a um desafio por partida, que pode ser usado a qualquer momento. Caso seja bem-sucedido, isto é, a intervenção prove que ele acertou e o árbitro errou, o treinador volta a dispor do desafio para poder usá-lo em outro momento no mesmo jogo. Já no vôlei, cada comissão técnica tem direito a dois desafios por partida. No tênis, a exemplo do basquete, existe a possibilidade de recuperar o desafio gasto se for bem-sucedido. A diferença está na quantidade: cada tenista pode utilizar até três desafios por set.

A proposta de Lorenzo Casini é uma resposta às reclamações e controvérsias em relação à arbitragem que têm marcado as últimas rodadas do Campeonato Italiano. Também lá, como ocorre aqui, polêmicas e contestações fazem parte do cotidiano do trabalho dos árbitros. A sugestão revela também a disposição do futebol de se reinventar continuamente, adaptando e aperfeiçoando-se no uso de nova tecnologias, unindo tradição e modernidade.

VAR em ação no Campeonato Italiano
VAR em ação no Campeonato Italiano Massimiliano Ferraro/NurPhoto via Getty

Ainda não há uma decisão oficial sobre a nova prática. O recurso está em fase de estudo e precisa de uma autorização da Fifa.

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Dirigente italiano propõe 'desafio' para o VAR

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As medidas da Conmebol contra o racismo e as ações em momento oportuno

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A Conmebol anunciou na segunda-feira (09) punições mais severas para os clubes cujos torcedores praticarem atos de racismo durante as competições promovidas pela entidade. A multa mínima que era de 30 mil dólares passa a ser de 100 mil dólares. Além disso, o Comitê Disciplinar pode determinar que um clube tenha que jogar de portões fechados por um ou mais jogos ou com interdição parcial do seu estádio.

No que diz respeito a atletas e dirigentes, o Artigo 17 do Código Disciplinar da Conmebol determina que “qualquer jogador ou oficial que insulte ou atente conta a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor de pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem, será suspenso por no mínimo de cinco jogos ou por um período de tempo mínimo de dois meses”.

 

As alterações promovidas pela entidade que controla o futebol sul-americano chegaram em momento oportuno. São uma resposta aos cada vez mais frequentes e desprezíveis atos de racismo praticados contra torcedores de equipes brasileiras em diversos jogos das Conmebol Libertadores e Sul-Americana

Quem sabe assim, mexendo no bolso do clube de coração, os racistas se abstenham de cometer atos de indignidade, ao menos em público, já que em particular não se pode exigir decência de quem não a tem.

No Brasil, a CBF não só aprovou as alterações realizadas pela Conmebol como queria mais penalidades. Ednaldo Rodrigues, presidente da entidade, desejava a inclusão da perda de pontos. Não é má ideia. Certas abjeções sociais exigem antídotos radicais.

Mosaico da torcida do Fortaleza em partida da Conmebol Libertadores
Mosaico da torcida do Fortaleza em partida da Conmebol Libertadores Matheus Amorim/FEC
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As medidas da Conmebol contra o racismo e as ações em momento oportuno

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Boca Juniors e 'camisas da discórdia': mimo para arbitragem é uma coisa, presente de luxo é outra

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A vitória do Boca Juniors sobre o Always Ready, na quarta-feira (4), virou caso de polícia. O presidente do clube boliviano denunciou os argentinos por presentearam os árbitros da partida. O duelo, válido pela quarta rodada da Conmebol Libertadores, foi realizada em La Paz e vencido pelo Boca por 1 a 0, depois da marcação de um pênalti inexistente que culminou com o gol de Eduardo Sálvio. 

Após o jogo e depois do alerta do dirigente do Always Ready, a polícia boliviana invadiu o vestiário da arbitragem e apreendeu sacolas personalizadas com diversas camisas do Boca, presentes dado ao árbitro e seus assistentes.

Vídeo com supostos presentes do Boca Juniors à arbitragem viralizou na internet
Vídeo com supostos presentes do Boca Juniors à arbitragem viralizou na internet Reprodução/Twitter

Andrés Costa, presidente do Always Ready, manifestou suas dúvidas. 

“Foi uma penalidade duvidosa e que gera suscetibilidades. O pênalti não existiu. E se houve mesmo presentes para o árbitro, imagine a vulnerabilidade que tivemos hoje”.

Um conselheiro do Boca tratou de minimizar a questão. 

“Em cada jogo temos a cortesia e a delicadeza de dar um presente para o corpo de arbitragem. Em todos os jogos em que estamos, há testemunhas. Com certeza e dignidade, nunca fomos pedir a camisa porque eles estavam errados e não vamos pedir agora. A situação me faz rir”, declarou à imprensa.

É improvável que equipe de arbitragem tenha se deixado subornar por um punhado de camisas. Trata-se de uma prática antiga, eu mesmo já recebi camisas de vários times quando apitava, muitas vezes presenteava pessoas que gostavam desses times, ao retornar para casa. 

Entendo que uma recordação como uma camisa, chaveiro, flâmula não afeta o trabalho dos árbitros. Inclusive, é de praxe, na Copa do Mundo os árbitros receberem esses mimos. Na minha opinião, jamais os árbitros devem receber presentes de altos valores. 

Em 1999, o jornal Gazzetta dello Sport expôs que a A.S. Roma tinha dado a cada um dos principais árbitros italianos um Rolex de 13.500 dólares, no evento denominado “A Noite Dos Relógios”. 

Isso sim é questionável.

Ambas equipes estão no grupo E da Libertadores. O Boca Juniors está com 6 pontos, somente um atrás do líder Corinthians. O Always Ready é o lanterna com 4 pontos.

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Na hora da raiva, convém manter a boca fechada: Dracena passou do ponto em críticas à arbitragem

Carlos Eugênio Simon
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Incorformado com a atuação da arbitragem no jogo em que seu time perdeu para o São Paulo por 2 a 1, realizado no Morumbi na última segunda-feira (2), o executivo de futebol do Santos, Edu Dracena, recorreu à linguagem chula e ao comportamento virulento de um frequentador de boteco exaltado para criticar e ameaçar a equipe de arbitragem, comandada pelo Leandro Vuaden.

"P***, sempre contra nós. Vou colocar o nome de vocês para a torcida, para pegarem vocês na rua. Pode me relatar, estou c*** pra vocês, seus vagabundos", disse o ex-zagueiro santista ao final da partida, conforme anotou Vuaden na súmula. 


         
     

O motivo da revolta foi o lance do pênalti, no segundo tempo, que resultou no segundo gol do time da casa, que fechou o placar 2 a 1. Dracena admite ter usado palavras fortes, mas nega ter ameaçado a integridade física do árbitro. Ora, nao sejamos ingênuos. Considerando o grau de agressividade predominante no futebol brasileiro, principalmente entre as torcidas organizadas, a promessa de 'colocar o nome de vocês para a torcida, para pegarem vocês na rua' soa como uma clara ameaça à integridade física da arbitragem, uma provocação e um estímulo à ação dos 'valentões' das torcidas organizadas. 

Nao é assim, com dirigentes incentivando e terceirizando a violência, que se vai melhorar a qualidade da arbitragem brasileira de futebol. Na hora da raiva, convém manter a boca fechada até a sensatez reassumir  o controle das ideias.

Edu Dracena, executivo de futebol do Santos, durante ebtrevista coletiva
Edu Dracena, executivo de futebol do Santos, durante ebtrevista coletiva Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
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Na hora da raiva, convém manter a boca fechada: Dracena passou do ponto em críticas à arbitragem

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A coragem de Roger Machado contra o racismo: é com gente assim que se constrói uma nação

Carlos Eugênio Simon
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Técnico do Grêmio, Roger Machado foi alvo de duras críticas na semana passada por ter relacionado o aumento dos atos de racismo nos estádios de futebol, e na sociedade brasileira em geral, às posturas e pontos de vista do atual presidente da República

“Os indivíduos que estavam escondidos se sentem autorizados a se manifestar segundo as posturas e pontos de vista do líder da nação, (porque estes) são convergentes. Temos que resistir, porque sua intenção é que retrocedamos, e isso não podemos permitir”, afirmou o treinador, que é um dos poucos negros no comando técnico de um grande clube do futebol brasileiro. É também um dos raros que não foge da raia quando instado a se manifestar sobre questões de ordem política e social que afligem nossa sociedade.

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Na quarta-feira passada, no jogo do Grêmio contra o Operário-PR, Roger foi hostilizado pela torcida paranaense, inclusive com ofensas à sua família. Sobre o episódio, ele refletiu, em entrevista à AFP: “As pessoas que pensam estar perdendo seus privilégios, construídos pelo racismo durante 500 anos, reagem de modo agressivo. É um processo relacionado com a cultura de ódio que vivemos com muito mais força nos últimos quatro anos no Brasil. Mas não é uma situação regional, é global.”

A postura corajosa do técnico desagradou alguns críticos, que preferem ver jogadores e técnicos enclausurados em uma bolha de alienação, como se não houvesse outra vida além das quatros linhas. Dizem esses críticos que não se deve misturar futebol com política. Bobagem, a política está presente em todos os aspectos da vida em sociedade. Negar a política é estimular a disseminação do político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio.

Felizmente, Roger Machado não é um analfabeto político. Cidadãos como ele são necessários no mundo dentro e fora do campo. É com gente assim que se constrói uma nação.

O técnico Roger Machado
O técnico Roger Machado Lucas Uebel/Grêmio
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Jogador do Náutico tenta agredir árbitra no final do Campeonato Pernambucano

Carlos Eugênio Simon
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O brilho e a alegria da final do Campeonato Pernambucano, disputada entre as equipes do Náutico e do Retrô, foram conspurcados pela tentativa de agressão do meia Jean Carlos, do Náutico, contra a árbitra Deborah Cecília. A indignidade aconteceu na Arena Pernambuco na tarde de sábado, dia 30, no começo do primeiro tempo, depois que o jogador recebeu – corretamente – cartão vermelho direto após falta sem bola, apontada pelo VAR. Jean Carlos deu cotovelada em Yuri Bigode, do Retrô. Após a expulsão, descontrolado, o meia partiu para cima da árbitra tentando agredi-la, sendo contido pelo assistente Clóvis Amaral e pelo Gelson, volante da equipe adversária. Como é comum ocorrer em situações desta natureza, o valentão tentou negar o que fez. “Perdi a cabeça porque sabia que não tinha dado a cotovelada. Fiz o movimento de tirar o braço dele. No momento em que Deborah me deu cartão, fui para cima, sim, mas em forma de reclamação, como qualquer jogador indignado em uma final de campeonato poderia fazer”, disse ele através das redes sociais. No entanto, as imagens gravadas desmentem Jean Carlos e não deixam dúvidas sobre a ocorrência da cotovelada em Yuri Bigode e suas intenções belicosas e desprezíveis em relação a árbitra do jogo Deborah Cecília. Contra fatos não há argumentos.

Jean Carlos
Jean Carlos Tiago Caldas/Náutico

Este é o segundo caso de agressão contra árbitras ocorrido em menos de um mês. No começo de abril a árbitra assistente Marcielly Motta foi agredida com uma cabeçada pelo técnico da Desportiva Ferroviária, Rafael Soriano, enquanto apitava a partida contra o Nova Venécia.

Episódios assim beligerantes não devem e não podem prosperar no futebol brasileiro. A misoginia e a covardia precisam ser combatidas com rigor e determinação através de punição drástica, não apenas na esfera desportiva como também no âmbito da justiça criminal. Nos 90 minutos o Náutico venceu a partida por 1 x 0 e levou a decisão para os pênaltis, já que o jogo de ida terminou com a vitória do Retrô também por 1 x 0. Na cobrança de penalidades o Timbu voltou a vencer, desta vez por 4 a 2, e conquistou o bicampeonato.

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Mudanças na Comissão de Arbitragem

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

No que diz respeito à arbitragem de futebol, o principal acontecimento da semana foi o afastamento de dez integrantes da Comissão de Arbitragem da CBF, ocorrido na segunda-feira dia 25 de maio. Nomes de peso no apito nacional deixaram os quadros da entidade, entre eles Sérgio Correa, coronel Marcos Marinho e Manoel Serapião Filho, que ocupavam, respectivamente, os cargos de gerente do Projeto VAR, chefe do Centro de Desenvolvimento da Arbitragem e diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem. Os outros afastados foram Almir Mello, José Roberto Wright e Nilson Monção (analistas do Centro de Desenvolvimento da Arbitragem), Cláudio Cerdeira ( ex-integrante da Comissão de Arbitragem), José Mocellin (ex-Coordendor Nacional da Instrução), além da psicológa Marta Magalhães e a secretária Érica Krauss. Através de uma nota oficial a CBF esclareceu que “as mudanças fazem parte do processo de reestruturação da Comissão de Arbitragem da Comissão de Arbitragem, cujo novo presidente Wilson Seneme, tomou posse no último 7 de abril”.

O número expressivo ( 1 dezena) e o perfil dos demitidos – todos com longa folha de serviços prestados à arbitragem – sinalizam a determinação de Wilson Seneme de não apenas alterar a estrutura diretiva da CA-CBF como, por suposto, promover modificações sensíveis nas diretrizes repassadas aos árbitros para o trabalho dentro do campo e na intervenção do VAR. Seneme já revelou que quer um jogo mais simples em campo, sem tanta conversa e menos intervenção do VAR.

Wilson Seneme durante a Copa do Mundo de 2018 na Rússia
Wilson Seneme durante a Copa do Mundo de 2018 na Rússia Lucas Figueiredo/CBF
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Lendário e 'inspiração' de Guardiola: por que Cruyff, aniversariante do dia, jamais será esquecido

Carlos Eugênio Simon
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Hoje o holandês Johan Cruyff estaria completando 75 anos. Ele é considerado como um dos maiores jogadores da história de futebol. Na Copa do Mundo de 1974, realizada na então Alemanha Ocidental, Cruyff encantou o mundo comandando dentro de campo o 'Carrossel Holandês', no qual os jogadores não tinham posições fixas e circulavam pelo campo, sempre em busca do gol. O esquema foi criado pelo treinador Rinus Michel e ficou conhecido como futebol total.

Atuando por clubes, como jogador Cruyff brilhou especialmente nas equipes do Ajax e do Barcelona.


         
     

Como treinador, o holandês trabalhou no Ajax, no Barcelona e no Catalunha. Foi especialmente bem sucedido no Barça, onde no decorrer de oito anos introduziu importantes modificações na formação das categorias de base, conquistou vários títulos e fez o clube espanhol levantar pela primeira vez a taça da Champions League da temporada em 1991/1992. 

Entre outros craques foi treinador de Romário e de Pep Guardiola, que como treinador pode ser considerado um dos seus discípulos. Guardiola assim sintetizou a metodologia de Cruyff: “Os jogadores têm que pensar e jogar com inteligência, sempre sabendo qual será o próximo passe. Foi assim que aprendermos a jogar e que o público espera que joguemos: de forma atraente, mas sem perder a eficiência”. Já Romário diz: “ foi o melhor treinador que tive”.

Johan Cruyff é um daqueles personagens lendários que contribuíram para perpetuar a grandeza do futebol. Jamais será esquecido.

Johan Cruyff durante a Copa do Mundo de 1974, na então Alemanha Ocidental, pela seleção da Holanda
Johan Cruyff durante a Copa do Mundo de 1974, na então Alemanha Ocidental, pela seleção da Holanda Peter Robinson/Getty Images

 

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CR7 entra para a história

Carlos Eugênio Simon
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No futebol nem sempre os grandes momentos destinados a fazer parte da história dos clubes são resultado de uma jornada vitoriosa recheada de alegria. Eles também podem ocorrer em situações de amargura, consternação.

Como a flor improvável que brota do asfalto e restaura um fio de esperança num coração aflito, no poema célebre do mineiro Carlos Drummond de Andrade ( A flor e a náusea), também um momento uma glória pessoal, êxito, conquista, pode surgir em meio a um cenário de tristeza, perda e dor. Foi o que aconteceu no sábado passado, dia 23, com o Cristiano Ronaldo no jogo Manchester United x Arsenal, válido pela 34° roda do Campeonato Inglês. No final daquela que talvez tenha sido a pior semana de sua vida, quando perdeu o filho recém-nascido (na segunda-feira, dia 18) ele fez o gol histórico, motivo de intensa emoção no Estádio Emirates, em Londres, casa do Arsenal. O craque português marcou seu centésimo gol, vestindo a camisa do United na era da Premier League, criada em 1992. Ao todo, ele possui 140 gols com a camisa do clube.

Na comemoração, emocionado, ovacionado e saudado pelos companheiros, CR7 ergueu o braço esquerdo e apontou o dedo indicador para o céu, em homenagem ao menino não nascido do casal de Gêmeos que esperava com a esposa Georgina Rodriguez – a menina nasceu saudável. Craque dentro das quatro linhas, Cristiano Ronaldo mostrou que fora delas é um homem de fibra, que padece mas não se deixa vencer pelas intempéries que a vida em seu caminho.

O Arsenal venceu a partida por 3 x 1. Com o resultado United ficou em sexto lugar no Campeonato Inglês, com 54 pontos. O Arsenal, por sua vez, tem 60 pontos, e está em quarto lugar.

Cristiano Ronaldo no Manchester United
Cristiano Ronaldo no Manchester United Getty Images

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Apoio a CR7

Carlos Eugênio Simon
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A torcida do Liverpool protagonizou um belo e emocionante gesto de solidariedade na tarde de ontem, terça-feira, no Anfield Road, na partida contra o Manchester United.

Em apoio ao jogador Cristiano Ronaldo e sua esposa Georgina Rodriguez, que na segunda-feira informaram o falecimento de um dos seus filhos gêmeos, quando o cronômetro marcou 7 minutos do primeiro tempo, os torcedores do Liverpool se levantaram e aplaudiram. Na sequência, cantaram “ You´ll Never Walk Alone” (Você Nunca Andará Sozinho), tradicional canto da torcida.

Foi uma manifestação generosa e comovente, que merece registro e aplausos de torcedores de todos os quadrantes do planeta, especialmente porque se contrapõe às demonstrações públicas de ódio, intolerância e egoísmo que vivenciamos diariamente – e não apenas no mundo da bola.


Os torcedores ingleses mostraram que ainda há espaço para a cordialidade no rude esporte bretão. A civilização agradece.

Dentro das quatro linhas o Liverpool, deu uma aula de futebol e venceu por 4 a 0 assumindo a liderança da Premier League. CR7 não jogou.

Cristiano Ronaldo lamenta após United sofrer gol do Atlético de Madrid
Cristiano Ronaldo lamenta após United sofrer gol do Atlético de Madrid EFE/EPA/PETER POWELL


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Gols milionários

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

O futebol movimenta cifras impressionantes, quase inacreditáveis para os mortais comuns, como mostra a bolada milionária embolsada por Cristiano Ronaldo no último sábado, dia 16, depois de marcar os gols que deram a vitória para o Manchester United por 3 a 2 na partida contra o Norwich.

Os três gols rederam ao craque português R$ 5,2 milhões (850 mil libras) por força de diversos incentivos em dinheiro, vinculado ao desempenho do atleta, garantidos em contrato. Segundo o portal britânico Mirror, um deles era um bônus de R$ 4,6 milhões (50 mil libras) caso ele ultrapassasse a marca dos 20 gols. Ronaldo recebe, ainda, R$ 614 mil (100 mil libras) por cada gol marcado. O jogador marcou pelo menos 20 gols em cada uma de suas últimas 16 temporadas – desde sua primeira passagem pelo United. Restam seis jogos neste período, o que significa que ele está perto de faturar alguns bônus enormes. Além do bônus, Cristiano Ronaldo ainda ganha um salário altíssimo: de R$ 13,75 milhões mensais (1,92 milhão) de libras por mês). É muita grana, até o Tio Patinhas ficaria impressionado. E com inveja.

Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo Matthew Peters/Manchester United/Getty I

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A despedida do craque

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

No domingo, o estádio Beira-Rio foi palco de um espetáculo emocionante. Não me refiro unicamente à partida em que o Colorado dos pampas venceu o Fortaleza pelo placar de 2 a 1, conquistando sua primeira vitória no Brasileirão.

Mais do que o jogo, apenas razoável, o acontecimento marcante da noite foi a despedida do jogador D´Alessandro aos 41 anos de idade, completados na última sexta-feira. Na hora do adeus, o craque marcou um dos gols que garantiu a vitória do Inter.

Andrés Nicolás D´ Alessandro encerrou a carreira depois de 21 anos de atuação nos gramados. Neste período, entre idas e vindas (ocorreram duas interrupções, 2016 e 2021) foram 14 temporadas no Internacional, onde ajudou a conquistar o título da Copa Sul-Americana de 2008 e foi o condutor do time no bicampeonato da Libertadores da América em 2010. Além disto, esteve presente nas conquistas da Copa Suruga (2009), seis Campeonatos Gaúchos (2009, 2011,2012,2013,2014 e 2015), e duas Recopas Gaúchas (2016 e 2017).

Dono de um temperamento irrequieto, combativo e com fama de encrenqueiro (os árbitros que o digam!). Tive a honra de apitar jogos dele, já havia apitado, quando jogava pelo San Lorenço na Argentina. Logo que chegou ao Beira-Rio em 2008 apitei um jogo e o adverti com o Cartão Amarelo, lembro como se fosse hoje – “ Simon ya me conoces” protestou ele. D´Alessandro conquistou o afeto, a admiração e o aplauso da torcida colorada com seu talento excepcional com a bola nos pés e a dedicação sanguínea dentro das quatro linhas. Fora delas mostrou ser um cidadão na acepção mais nobre da palavra, organizando e participando de campanhas beneficentes como o Lance de Craque que promoveu jogos com grandes jogadores ao Beira-Rio, cuja renda destinava-se a instituições de caridade. Além de embaixador do Instituto Infantil do Câncer, é cidadão brasileiro e honorário de Porto legre. Com justiça, D´Alessandro passa a integrar a galeria dos maiores ídolos do Internacional – foi um craque e um líder no campo e um sujeito honrado fora dele. Que os novos desafios que o aguardam sejam coroados 


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A despedida do craque

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A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A estreia da seleção brasileira no Mundial de 2022 será no Estádio Nacional de Lusail, que tem capacidade para 80 mil pessoas. Foi a última arena da Copa a ficar pronta – a construção iniciou em 2017 e foi concluída em novembro de 2021. A trajetória da seleção inicia com o jogo contra a Sérvia no dia 24 de novembro, às 16h de Brasília.

O Brasil volta a jogar no mesmo local na terceira rodada da fase de grupos, na partida contra Camarões, marcada para o dia 02 de dezembro, novamente as 16h. Na mesma arena acontecerá a grade decisão da Copa do Mundo marcada para 18 de dezembro, um domingo, às 12h (horário de Brasília). O Lusail é o maior estádio do Qatar.

Erguido por construtoras locais e da China, custou aproximadamente R$ 3,5 bilhões.

Infelizmente, atrás desta cifra milionária se esconde uma história trágica de exploração trabalhista, de acordo com a reportagem do jornal inglês The Guardian publicada em 2021, que informa que 6,5 mil trabalhadores estrangeiros morreram em decorrência das obras relacionadas ao Mundial.

A anistia Internacional fez seguidas denúncias sobre a situação precária dos trabalhadores da construção civil no país. A Fifa chegou a conversar sobre o assunto com o governo do Qatar.

É profundamente lamentável que isso tinha ocorrido, o palco maior do esporte responsável pelas maiores alegrias de multidões em todo o planeta não merecia ser erguido sobre o sacrifício e exploração de humildes trabalhadores.

O projeto do Lusail Iconic Stadium, no Qatar
O projeto do Lusail Iconic Stadium, no Qatar Divulgação
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Agressão do técnico Rafael Soriano à assistente Marcielly Neto é o que, canalhice, covardia, misoginia ou tudo junto?

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A canalhice parece não ter limites no futebol brasileiro. No Espírito Santo, na tarde do último domingo (10), a árbitra assistente Marcielly Netto, do quadro da CBF, foi agredida com uma cabeçada pelo técnico Rafael Soriano no intervalo do jogo de volta das quartas de final do Campeonato Capixaba.

Após o apito final do primeiro tempo da partida contra a Nova Venécia, uma confusão se formou no meio do campo do estádio Zenor Pedrosa, e o trio de arbitragem foi cercado por jogadores e membros da comissão técnica da Desportiva Ferroviária. 

No meio da discussão, Soriano recebeu um cartão amarelo por reclamação. O treinador seguiu exaltado e discutindo com Marcielly. Na sequência, agrediu a assistente, o que foi registrado pela transmissão da TV Educativa, que é do Governo do ES. No mesmo momento, Soriano foi expulso pelo árbitro Arthur Rabello e, na saída de campo, ainda ameaçou a assistente. 

Técnico ataca bandeirinha mulher em jogo do Campeonato Capixaba e é expulso no intervalo; assista

"Se você disser que eu te agredi, a gente vai para a delegacia. A gente vai fazer corpo delito. Se não, eu vou processar, vou te processar. Ela está dizendo que eu agredi. Mentira. Está usando isso porque é mulher. Está querendo aproveitar de uma situação porque é mulher. Gonzalo [Latorre] foi encurralado, ela empurrou os jogadores e agora ela quer dizer que foi agredida. Mentira.", disparou o técnico em entrevista à TV Educativa.

Como classificar o comportamento do técnico Rafael Soriano?

a)    Canalhice

b)    Covardia

c)    Misoginia

d)    Todas as alternativas anteriores

O técnico Rafael Soriano, que agrediu a assistente Marcielly Neto e acabou demitido pela Desportiva Ferroviária-ES
O técnico Rafael Soriano, que agrediu a assistente Marcielly Neto e acabou demitido pela Desportiva Ferroviária-ES Divulgação/Desportiva Ferroviária-ES
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Agressão do técnico Rafael Soriano à assistente Marcielly Neto é o que, canalhice, covardia, misoginia ou tudo junto?

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Novo presidente na comissão de arbitragem da CBF

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

A ida de Wilson Seneme para a presidência da Comissão de Arbitragem da CBF é uma notícia auspiciosa para o futebol brasileiro. 

Aos 51 anos de idade, o ex-árbitro paulista tem conhecimento e experiência suficientes -  adquiridos dentro e fora de campo - para realizar um bom trabalho no comando do apito nacional. No decorrer da carreira, dentro das quatro linhas destacou-se nas principais competições nacionais e atuou em 31 jogos internacionais entre clubes e seleções, incluindo eliminatórias da Copa do Mundo e copas Conmebol Libertadores e Sul-Americana. Além dos gramados, Seneme integrou a diretoria da Comissão de Arbitragem da Conmebol, assumindo a presidência do órgão em agosto de 2016. Durante sua gestão  implantou o VAR em competições sul-americanas.


         
     

Porém, cabe lembrar que um currículo consistente ajuda, mas não é garantia de sucesso. Para uma condução eficiente à frente  da CA-CBF, Seneme terá que contar com um grupo de auxiliares qualificado e dinâmico, com disposição para implementar as modificações necessárias para aperfeiçoar a arbitragem de futebol praticada no Brasil. A renovação precisa ir além do topo da cadeia de comando. Uma andorinha só não faz verão.

Wilson Seneme durante a Copa do Mundo de 2018 na Rússia
Wilson Seneme durante a Copa do Mundo de 2018 na Rússia Lucas Figueiredo/CBF
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Museu do Futebol no Pacaembu não fica atrás de Real Madrid, Barcelona e do Boca Juniors

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Já visitei vários museus esportivos no mundo, entre os quais incluo, no que diz respeito exclusivamente ao futebol, o do Boca Juniors, do Barcelona e do Real Madrid. Todos me impressionaram vivamente, mas nenhum tanto quanto o Museu do Futebol, dentro do estádio do Pacaembu, na capital paulista. Nele é contada a história do futebol brasileiro desde os seus primórdios, passando pelas Copas do Mundo, Campeonatos Estaduais, Brasileiros e outras curiosidades. Além disso, aborda outros aspectos que integram o esporte, como as regras do jogo e a arbitragem de futebol. Há ainda uma homenagem à trajetória de jogadores que penduraram as chuteiras e foram ser árbitros, como Charles Miller, Friendenreich, Bororó e Feiticeiro.

Me deparei com uma frase do saudoso amigo Mário Sérgio, que explica de forma simples e concisa a origem de duas grandes qualidades do jogador brasileiro: “A criatividade e a improvisação são heranças exatamente das peladas. Eu tenho muito orgulho de ser chamado de peladeiro''. O craque Mário sabia do que falava e a sua sabedoria faz muita falta...

Museu do Futebol fica localizado dentro do Pacaembu
Museu do Futebol fica localizado dentro do Pacaembu Cem Ozdel/Anadolu Agency/Getty Images

O futebol feminino também está presente no museu através do projeto “Visibilidade para o Futebol Feminino”, criado em 2015, com destaque para as façanhas da craque Marta, entre outras. Há curiosidades como o registro da primeira árbitra brasileira a apitar na Conmebol Libertadores, a competente colega Silvia Regina, em 2005.

Já na entrada, o visitante tem a sua atenção despertada para uma apresentação através de imagens de vídeo sobre a trajetória do Rei Pelé que, merecidamente, tem um lugar de destaque no museu, juntamente com outro gênio da bola, o Mané Garrincha.

O Museu do Futebol, que ocupa três andares dentro do Pacaembu, é um espaço cultural admirável. Ele registra e preserva com precisão a história do vitorioso e respeitado futebol brasileiro. Vale uma visita.


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Estaduais e grupos da Copa definidos

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon


As finais dos campeonatos estaduais, neste último fim de semana, marcam o início da competição mais aguardada do calendário do futebol brasileiro, o Campeonato Nacional. O certame será disputado de 9 de abril a 13 de novembro, terminando mais cedo por causa da Copa do Mundo que começa em 21 de novembro, no Qatar. A maior expectativa é em relação ao desempenho dos clubes que, em razão de grandes investimentos e da performance no ano passado, já iniciam a competição na condição de favoritos, casos dos campeões Atlético-MG e Palmeiras, e do vice Flamengo.

Na Série B as especulações giram em torno das possibilidades de equipes tradicionais como Grêmio, Vasco, Cruzeiro e Bahia subirem para a Série A. A partir do próximo sábado (9) estas dúvidas começam a ser respondidas. Ao soar do apito a bola vai rolar.

 


         
     

 

Todo cuidado é pouco

O sorteio dos grupos do Mundial 2022 realizado no dia primeiro de abril, em Doha, capital do Qatar, definiu que o Brasil enfrentará, respectivamente, Sérvia, Suíça e Camarões. Os dois primeiros são velhos conhecidos que também caíram no grupo brasileiro em 2018, na Rússia. Na ocasião, os comandados do técnico Tite venceram os ´Sérvios por 2 a 0, e empataram em 1 a 1 com os suíços. Já Camarões venceu o Brasil uma única vez em seis confrontos. O fato ocorreu em 2003, com o brasileiro Carlos Alberto Parreira no comando. O último encontro entre as duas equipes foi em 2018, o Brasil venceu por 1 a 0. Apesar das aparências, o grupo do Brasil não é bom nem ruim, não é fraco nem forte. É chato, complicado, e numa Copa do Mundo todo cuidado é pouco – como bem sabe o comandante Tite.

 

 

 

Bandeiras proibidas

O Comitê Organizador da Copa do Mundo do Qatar anunciou na semana passada que bandeiras com as cores do arco-íris, que simbolizam o movimento LGBTQIA + não poderão tremular nos estádios que vão sediar os jogos do Mundial. Segundo um dos dirigentes do comitê, a proibição tem como objetivo 'proteger' os torcedores. No Qatar, a legislação criminaliza a homossexualidade. No entanto, o major-general Abdulaziz Abdullah Al Ansari, um dos principais responsáveis pela segurança do evento, afirmou que o país e a Copa vão receber bem casais homossexuais, mas não vão aceitar bandeiras que 'promovam' o movimento. 'Se um torcedor levantar uma bandeira de arco-íris e  eu tirá-la de sua mão, não será porque eu quero ou porque estou insultando ele. Será para protegê-lo. Porque se eu não fizer isso, alguém poderá atacá-lo... Não posso garantir o bom comportamento de todos', declarou Al Ansari. As declarações do general contrastam com as palavras do presidente da Fifa, Gianni Infantino, que afirmou que 'todos vão perceber que todos serão bem-vindos aqui no Qatar, mesmo nos casos de LGBTQ'. Não é o que parece. Diante de situações assim, a prudência recomenda seguir a orientação de quem tem o o poder de reprimir. No jogo pelo respeito às diferenças e contra a discriminação, o time dos direitos humanos já começa perdendo no Qatar.

 

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e jogadores comemoram título do Campeonato Paulista de 2022
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e jogadores comemoram título do Campeonato Paulista de 2022 Cesar Greco/Palmeiras
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Ataque cardíaco pode afastar árbitro cotado para a Copa do Mundo 2022

Carlos Eugênio Simon
Carlos Eugênio Simon

Um ataque cardíaco ocorrido no último domingo (27) colocou em evidência os riscos para a saúde a que está sujeito um árbitro de futebol. A vítima foi o romeno Ovidiu Hategan, 41 anos, árbitro Fifa pré-selecionado para a Copa do Mundo 2022. Em razão de suas boas atuações apitando os últimos jogos entre as seleções da Europa e como árbitro principal do duelo de volta entre Manchester United e Atlético de Madrid na Champions League

Hategan, que também é médico, treinava normalmente em casa, para manter a forma, quando sentiu fortes dores no peito. 

Imediatamente pegou seu carro e procurou ajuda. Em estado grave, foi operado no hospital da cidade de Timisoara, onde recebeu um stent no coração. Atualmente em recuperação hospitalar, Hategan não sabe se poderá voltar a apitar por causa do forte esforço físico que a profissão exige.


O episódio realça a precariedade que ainda cerca o exercício da arbitragem de futebol. No Brasil, especialmente, enquanto os jogadores contam com uma ampla e permanente estrutura de apoio para preservar a saúde física e mental, os árbitros, à exceção de pré-temporadas pontuais, contam na maior parte do tempo apenas com o esforço individual para manter a forma física como a técnica e dominar o estresse. Esta ausência de assistência especializada na rotina da arbitragem pode levar a acidentes como o que prejudicou o romeno Ovidiu Hategan.

Como observou com talento o escritor uruguaio Eduardo Galeano.

Ninguém corre mais que ele. É o único obrigado a correr o tempo todo. Do princípio ao fim de cada partida, suando em bicas, o árbitro é obrigado a seguir bola que vai entre os pés alheios. Este intruso que ofega sem descanso entre vinte e dois jogadores galopa como um cavalo, e a recompensa por tanto sacrifício é a multidão que exige sua cabeça”.

É dura a vida de árbitro.

O árbitro romeno Ovidiu Hategan
O árbitro romeno Ovidiu Hategan Alessandro Sabattini/Getty Images

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