Agora é hora de o Palmeiras ter cabeça no lugar e nervos de aço

Antero Greco
Antero Greco


O Palmeiras vive um ciclo virtuoso como raras vezes em sua história centenária. Vira e mexe, está em finais, e com uma regularidade impressionante ergue as mais variadas taças. Tudo lindo, tudo alegria. Mas chegou o momento de ter nervos no lugar, cabeça fria e coração quente, como diz seu treinador. Porque tem pela frente uma sequência árdua, em três frentes, e com jogos fora de casa. 

A série de desafios como visitante começou neste sábado, com o duelo com o Goiás, e por segundos não terminou com a segunda derrota consecutiva no Brasileiro. O ponto salvador veio dos pés de Rony, autor do empate por 1 a 1 aos 51 minutos da etapa final. Antes, a equipe goiana havia flertado com a vitória, graças ao gol de Pedro Raul aos 12 minutos do mesmo tempo. (Aliás, dois gols polêmicos; em ambos, daria para apitar falta nos goleiros.)

Foi um sufoco, porém uma tira-gosto do que reserva a tabela para os tricampeões da América. Na quarta-feira, tem o Flamengo, no Maracanã. Sem tempo para respirar, no sábado será a vez de jogar com o Corinthians. O Palmeiras é mandante; mas, como o Allianz está vetado por causa de shows, precisa arrumar um local para o clássico. Em seguida, tem viagem para o Equador, para pegar o Emelec (dia 27). Na volta, dia 30, a parada é com o Juazeiro, pela Copa do Brasil, também sem estádio definido. E, para fechar, visita ao Independiente Petrolero (3 /5). 

Um roteiro que exigirá muita concentração, racionalidade no uso do elenco e eficiência nos jogos. Não dará para desperdiçar chances, sem consequências. A prova veio diante do Goiás: com mescla entre titulares e reservas, o Palmeiras criou várias oportunidades, foi desleixado nas finalizações, nem de longe lembrou o algoz impiedoso que no meio da semana lascou 8 a 1 no Petrolero. Por um triz, não perdeu, embora não tenha feito apresentação ruim. Só não foi contundente. 

Entendo o dilema de Abel, afinal semelhante ao de vários de seus colegas que estão de olho em três competições simultâneas. Dá espaço e rodagem para muita gente - e nem sempre consegue fazer com que a equipe mantenha o equilíbrio. Como o Palmeiras tem sempre pretensão de ser protagonista em tudo, fica a dúvida se vencerá os obstáculos. Talvez, não demore e deva fazer escolhas mais específicas, ou seja, abrir mão de alguma frente, para não perder o foco em tudo. 

Rony entrou no segundo tempo, perdeu uma chance ótima, mas garantiu o empate em cima da hora
Rony entrou no segundo tempo, perdeu uma chance ótima, mas garantiu o empate em cima da hora Cesar Greco / Palmeiras
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O Palmeiras continua a superar-se. Para azar de quem vem pela frente. Que o diga o Corinthians

Antero Greco
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Menos de 72 horas atrás, o Palmeiras teve jogo pra lá de estafante, do ponto de vista físico, técnico e emocional. Superar o Atlético-MG com dois a menos, pelas quartas da Libertadores, foi proeza gigantesca. Mal respirou a classificação para a semifinal e visita o Corinthians, maior rival histórico. E volta de Itaquera como? Com 1 a 0 no bolso, liderança no Brasileiro consolidada, além de abrir 9 pontos de vantagem sobre o segundo colocado (48 a 39). Criticar o que na rapaziada de Abel Ferreira? Só com imensa má vontade...

 O dérbi paulista não encheu os olhos como espetáculo. Foi até morno demais para os padrões de duelo centenário. Os momentos de maior tensão foram falta de Roger Guedes que os palmeirenses exigiam vermelho, o gol decisivo e pênalti reclamado pelos corintianos por toque na mão de Murilo. Fora isso, os dois times foram muito eficientes na marcação e pobres na criação. 

No primeiro tempo, o Corinthians teve uma pitada a mais de iniciativa, o que era natural. Como havia saído fora da Libertadores, durante a semana, aumentou a pressão por vitória, para não ver aumentada a diferença do líder. O equilíbrio prevaleceu na etapa final, o empate pintava como resultado mais lógico, até a falha corintiana se transformar em contragolpe verde e terminar com o gol decisivo, de Roni, contra. 

O jogo expôs as contradições de ambos os lados, a começar pela qualidade dos elencos. Abel optou por força quase total (só Marcos Rocha ficou fora), assim como Vítor Pereira. Mas, hoje, sem chover no molhado, a variedade do Palmeiras é superior. E o grupo é mentalmente mais forte. Isso ficou claro na superação, após as emoções do meio de semana. Não houve a intensidade mostrada diante do Galo, e nem poderia ser diferente. O lado verde tratou de administrar o jogo; não perder já seria vantajoso, pois no mínimo manteria a diferença em relação ao Corinthians. 

Os limites continuaram na hora de mexer. Abel lançou mão de vários jogadores que, se estivessem do lado alvinegro, talvez fossem titulares. Vítor tentou se virar com o que tinha disponível no banco. E, de novo, sem ser óbvio ou repetitivo, faltam-lhe alternativas para virar placares adversos. O Corinthians precisa, agora, lutar para não sair do G-4, já que Fluminense, Flamengo, Athletico sinalizam que vêm animados para fazer sombra. 

O Palmeiras tem consciência de sua capacidade de superação - e a certeza não é postura soberba ou de quem apela para o sentimento do "já ganhou".  Ao contrário, é reação de grupo que está bem preparado, que sabe o que pretende e o que pode alcançar. A decantada "força mental" palestrina é fruto de trabalho bem feito.  O Palmeiras tem o maior número de vitórias, menor número de derrotas, o melhor ataque e a defesa menos vazada.  E há quem o veja só como reativo?! Ora, bolas...

Abel Ferreira ganha mais uma vez no duelo tático com seu compatriota Vítor Pereira
Abel Ferreira ganha mais uma vez no duelo tático com seu compatriota Vítor Pereira Cesar Greco/Ag Palmeiras
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Athletico-PR e Felipão: gigantes de respeito no caminho do Palmeiras

Antero Greco
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Não é de agora que o Athletico-PR pede passagem como uma das forças do futebol brasileiro - e da América do Sul. Não foi por acaso que conquistou duas vezes a Copa Sul-Americana. Felipão, então, nem se fala: a trajetória dele fala por si só. Quando se imagina que tenha chegado o momento de pendurar a prancheta, eis que ressurge para um desafio diferente e se dá bem. 

Pois serão esses dois gigantes que o Palmeiras terá atravessados em seu caminho, na penúltima fase da tentativa de chegar ao terceiro título consecutivo da Libertadores.  A classificação do Furacão para a semifinal foi tão heroica quanto a de seu próximo rival. Na quarta-feira (10), os verdes conquistaram a vaga, na cobrança do sexto pênalti, depois de aguentar o 0 a 0 com dois jogadores a menos. Nesta quinta-feira (11), os rubro-negros foram à Argentina e desbancaram o Estudiantes, já quatro vezes campeão continental. E com gol aos 51 minutos do segundo tempo, praticamente na última bola do jogo, marcado pela jovem estrela Vitor Roque, 17 anos e futuro promissor. 

A passagem de turno veio com a cara e o jeito do Athletico de Felipão. Ou seja, na base do suor, da aplicação tática, da intensidade na marcação, na coragem nas divididas. Bento e companheiros tiveram foram indiferentes ao ambiente empolgado criado pelos torcedores locais. Não teve essa de intimidação, apequenamento diante de um adversário que tem lastro na competição. O time brasileiro teve um roteiro traçado e o seguiu à risca, até a festa em cima da hora, quando não havia mais qualquer possibilidade de reação. 


         
     

O Athletico fez o que se previa: no primeiro tempo, segurou a empolgação do Estudiantes, com marcação implacável e com pé de ferro, quando preciso. Sem medo de cara feia da turma do lado de lá. No segundo, soltou-se um pouco mais, à medida que o cronômetro avançava. Sem exageros, é claro. O Estudiantes pouco incomodou Bento, fez um gol com Lollo (que me pareceu normal), porém anulado por interferência do VAR, que viu Morel impedido a atrapalhar o goleiro paranaense.  Fora isso, teve uma oportunidade extraordinária com Méndez, aos 45... pra fora. 

O Athletico será um imenso teste para a força do Palmeiras, que já superou muitos desafios nas três últimas edições da Libertadores. Para registro, foi um dos quatro rivais que conseguiram ganhar da rapaziada de Abel Ferreira em 2022. (Os outros foram Chelsea, Ceará e São Paulo duas vezes). O Furacão não entra na semifinal como 'patinho feio', 'zebra' ou algo do gênero. Mas como um concorrente que se firmou à medida que superou etapas e chega à semifinal pela segunda vez na história disposto a livrar-se de um favorito e repetir 2005, quando disputou o título com o São Paulo. E alguém duvida do atrevimento rubro-negro e de seu treinador inoxidável?

Felipão, técnico do Athletico-PR, durante jogo de volta das quartas da Conmebol Libertadores contra o Estudiantes, na Argentina
Felipão, técnico do Athletico-PR, durante jogo de volta das quartas da Conmebol Libertadores contra o Estudiantes, na Argentina Luis Robayo/Getty Images

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Palmeiras gigantesco e um dos mais valentes da história das Academias

Antero Greco
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Amigos, às vezes ser tiozinho tem lá suas vantagens. A idade me deu a honra de ver vários Palmeiras em quase 60 anos acompanhando futebol. Vi a Academia dos anos 60, com Djalma Santos, Ademir, Servílio, Julinho. Vi a Academia dos anos 70, com Ademir, Luis Pereira, Leivinha, César. Vi a Academia dos anos 90, com Rivaldo, Evair, Edmundo, César Sampaio. Todos grandes times. Mas sinceramente não lembro de ter visto equipe tão valente e guerreira quanto esta dos anos 2020!

A tropa de Abel Ferreira pode não ter craques em abundância como aquelas que citei acima. Pode, também, não ter o toque refinado, envolvente, sutil. Mas compensa com espírito de luta incomum, com aplicação tática impecável, com postura vencedora poucas vezes vista nos mais de 100 anos de trajetória do clube. Merece ser considerada a Academia versão número 4, a caminho de tornar-se a mais conquistadores de sua história. 

O que se viu no Allianz Parque, na noite desta quarta-feira (10) memorável, foi a supremacia de um grupo mentalmente forte, quase inabalável, que confia em sua capacidade e segue sem contestação as orientações de seu guia fora de campo. O Palmeiras conseguiu superar duas expulsões (corretas), uma delas com menos de 30 minutos do primeiro tempo (Danilo) e outra nos 15 minutos finais (Scarpa). Perdeu duas peças fundamentais, na marcação, na criação e até nos pênaltis, a alternativa que acabou definindo o classificado para as semifinais da Libertadores.


         
     

Mesmo assim, segurou o Atlético-MG, deu raras e minguadas chances para o adversário marcar. O Galo de elenco estrelado e de alto nível teve duas oportunidades, a última e melhor delas com Hulk já nos acréscimos para tirar o 0 a 0 do placar. No entanto, sucumbiu diante da autoridade moral de um rival que não chegou por acaso a quatro semifinais nas cinco últimas edições do torneio. Muito menos é bicampeão por acaso, por obra do destino, “por fraqueza dos concorrentes”. O Atlético sentiu o peso de um grupo de atletas de verde que não perdeu o rumo com dois a menos.

O jogo não foi um primor de técnica. Antes, desde o primeiro momento os dois times mostraram que a marcação seria a tônica. Os ataques pouco apareceram, as torcidas não vibraram com oportunidades de gol. Palmeiras e Atlético sabiam que o menor vacilo representaria vantagem talvez insuperável. Mas a turma mineira teve a seu favor os vermelhos de Danilo e Scarpa e não encontrou brechas para mandar bola na rede. Faltou à rapaziada de Cuca o que sobrou para os “gajos” de Abel: tenacidade, confiança, conhecimento dos próprios limites. Os do Palmeiras são altos. 

Claro que haverá os que tentarão diminuir a caminhada palestrina também nesta edição da Libertadores. Não faltará os que diminuirão os feitos desse grupo. Faz parte do jogo, ou por zoeira, ou por dor de cotovelo, ou só para fazer gênero. Mas, enquanto alguns vestem uma máscara, o Palmeiras de Abel faz história. 

Abel Ferreira montou um Palmeiras com garra e eficiência de tirar o chapéu
Abel Ferreira montou um Palmeiras com garra e eficiência de tirar o chapéu Cesar Greco/Ag Palmeiras
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Flamengo com cara de finalista. O Corinthians com cara preocupada

Antero Greco
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Amigos que leem este blog, falemos a real: a classificação do Flamengo, consolidada com o 1 a 0 sobre o Corinthians, na noite desta terça-feira (9), foi apenas a ratificação do momento que vivem os dois grandes rivais. Os rubro-negros crescem em fase crucial da temporada, fazem lembrar até 2019, com enorme chance de chegarem de novo à disputa do título. Os alvinegros correm risco de entrar em parafuso, depois de terem ido até longe demais na Conmebol Libertadores

A turma de Dorival Jr. colocou a mão na vaga para a semifinal na semana passada, com o passeio que deu em Itaquera e com os 2 a 0 que levou na bagagem para casa. Aquele clássico havia acentuado as diferenças de qualidade entre os dois elencos. Dorival mandou tropa pesada em campo e se deu o luxo de fazer substituições de alto nível. Vítor Pereira escalou quem estava à disposição e, na hora de mexer, viu opções modestas no banco. Não há comparação. 

Pedro marca, Flamengo vence o Corinthians no Maracanã e está na semifinal da Libertadores; VEJA


         
     

A superioridade do Flamengo saltou aos olhos no confronto de volta. Desde o primeiro toque na bola, num Maracanã lotado, não perdeu a calma, não se apressou em construir o resultado - que, afinal, lhe era favorável já com 0 a 0. Apostou no tempo e nas limitações do Corinthians, que uma vez apenas chegou a incomodar Santos, numa finalização de Adson. No mais, ficou entre a cruz e a espada: se fosse todo à frente, ficaria exposto à velocidade de Arrascaeta, Pedro e Gabigol. Se ficasse só atrás, sofreria pressão descomunal. 

Vítor Pereira até tratou de escalar um time com média de idade baixa, para ter mais fôlego na marcação e para puxar contragolpes. Não deu certo. No segundo tempo, colocou Renato Augusto e tirou Vera, para dar mais criatividade. Antes que desse a troca surtisse efeito, veio o dilúvio de gelo, com o gol de Pedro. Dali em diante, o rumo da luta para ir à semifinal da Libertadores estava definido. A ponto de o Flamengo trocar passes com facilidade e aguardar só a chance de dobrar a conta. Para piorar o lado alvinegro, Bruno Mendez levou vermelho ao 24 minutos. O Corinthians, cinco gols em 9 jogos, precisava fazer ao menos 3 em meio tempo... O Fla marcou 26.

Resumo desta conversa: o Flamengo chega forte para pegar um argentino (Velez ou Talleres) e com ânimo intenso para a terceira final sul-americana em quatro anos. Sem contar que sobe no Brasileiro e tem disputa aberta com o Athletico na Copa do Brasil. Perfil vencedor.

 O Corinthians deu adeus ao sonho do bi na Libertadores (só duas vitórias em 10 jogos), sábado tem clássico decisivo com o Palmeiras no Brasileiro e na semana que vem tentar anular a vantagem de 2 a 0 do Atlético-GO na Copa do Brasil. Ventania preocupante para os lados do Parque São Jorge - ou em Itaquera, se preferirem. 

Bruno Méndez e Pedro disputam bola em Flamengo x Corinthians na Libertadores
Bruno Méndez e Pedro disputam bola em Flamengo x Corinthians na Libertadores Gilvan dos Santos

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O Santos se apruma com Lisca. Mas o Coritiba flerta com o Z-4

Antero Greco
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Coritiba e Santos foram a campo, na noite desta segunda-feira (8), tensos e preocupados, por causa de campanhas insatisfatórias no Brasileiro. Só menos nervosos do que as respectivas torcidas, que armaram um bafafá, no Couto Pereira, antes de a bola rolar. Os paranaenses próximos da zona de rebaixamento e os paulistas na zona do lusco-fusco, aquela que não leva a coisa alguma. 

Na assoprada final do apito de Paulo Zanovelli, quem respirou foram o santistas, com a vitória por 2 a 1. Três pontos que vieram em cima da hora, no gol marcado por Angulo, em passe recebido de Ângelo. Os dois haviam entrado minutos antes, numa tentativa de Lisca de mudar o rumo da partida no que lhe restava de tempo. O Santos já havia conseguido vantagem com Madson, no primeiro minuto da etapa final. Leo Gamalho empatou aos 11. 

As mexidas de Lisca foram a cartada final, que às vezes dá certo e reforça a mística do futebol. Não é comum dois jogadores partirem para o sacrifício com minutos contados e saírem como heróis. Desta vez, isso aconteceu, o treinador colheu os méritos, a equipe subiu alguns degraus na classificação (agora tem 30 pontos).

O mais importante, na verdade, é que as duas semanas - ou quase isso - de trabalho de Lisca já mostram uma alteração na postura do Santos, que continua com limitações e sem maiores pretensões na Série A. Porém, se percebe mais leveza, mais toque de bola, mais iniciativa.

 No primeiro tempo, embora muito fraco de ambas as partes, ao menos foi o Santos quem teve momentos de mais atrevimento. Não incomodou Alex Muralha; no entanto, não ficou passivo, à espera de brecha para contragolpe. Ao contrário, empurrou o Coritiba para o próprio campo. O problema alvinegro é a incapacidade de finalizar bem. Melhora, aos poucos, e tem dois empates e uma vitória com Lisca.

Pior é o Coritiba, que novamente namora o Z-4. Nos últimos 10 jogos, foram 8 derrotas, um empate e só uma vitória. Despenca de maneira assustadora, tem 22 pontos, um apenas acima do Fortaleza, o primeiro a abrir o bloco do descenso. São 11 derrotas até agora, em 21 rodadas, e uma das piores defesas, com 33 gols sofridos. Uma equipe que carece de equilíbrio e criação. Se entrar no grupo dos desesperados terá chances pequenas de reação. Alerta de Série B ligado. 

Lisca comemora vitória do Santos sobre o Coritiba no Couto Pereira
Lisca comemora vitória do Santos sobre o Coritiba no Couto Pereira Ivan Storti/Santos
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O Santos se apruma com Lisca. Mas o Coritiba flerta com o Z-4

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Alarme ligado no Atlético-MG. E o sinal está verde no Athletico-PR

Antero Greco
Antero Greco

Meus amigos, dois dos três Atléticos da primeira divisão nacional estão em momentos opostos - e isso ficou claro no tira-teima que tiveram na noite deste domingo (7) no Mineirão. O Galo perdeu por 3 a 2, com gol sofrido em cima da hora, e começa a ver a briga pelo título brasileiro muito distante, além de correr risco na Conmebol Libertadores. O Furacão está em quarto na Série A, se mantém vivo na Copa do Brasil e vai decidir a sorte no torneio sul-americano em duelo na Argentina. 

Óbvio que a situação mais delicada é a do Atlético-MG. O time que foi uma das sensações em 2021 entrou na atual temporada cheio de esperança, elogios e pretensões. Segurou a base vencedora, fez contratações e apostou em treinador estrangeiro. Sobrou no Estadual e daria a impressão de que o mesmo ocorreria em competições de maior fôlego e desafios mais consistentes. 

Os meses se passaram, as oscilações foram constantes, veio a eliminação na Copa do Brasil, o vacilo contra o Palmeiras, no meio da semana, em casa, e agora marca passo no Brasileiro, com uma vitória, um empate e três derrotas seguidas nas últimas cinco rodadas. Com 32 pontos, tem 13 de distância do líder. Cuca retornou para pegar uma bucha de canhão e tem a Libertadores como tábua de salvação

O Galo tem estofo para encarar o Palmeiras no Allianz e sair vencedor. Conta com jogadores experientes, rodados e acostumados a pressão. Mas, mesmo com a troca de comando, a gangorra no desempenho permanece, e é o que deixa o torcedor com os cabelos em pé. A demonstração da fragilidade veio com os 3 a 2 diante de seu público. Duas vezes ficou em vantagem (Igor Rabello aos 30 do primeiro tempo e Pavon aos 8 do segundo), mas permitiu que o Furacão o alcançasse com Pavón (a 1 e aos 10 do segundo tempo) e ainda levou o golpe de misericórdia aos 51.

Aos 50 do 2º tempo, Canobbio aproveita contra-ataque perfeito e faz o da vitória; VEJA


         
     

O que parecia inimaginável, oito meses atrás, agora pode tornar-se pesadelo real: desclassificação nas grandes competições e prejuízo financeiro por ficar fora de etapas decisivas. Fora a decepção para a torcida. 

Panorama totalmente inverso do lado do Athletico. Certo que começou o ano animado com outra Sul-Americana na bagagem - e se dava por satisfeito se repetisse o roteiro de 2021. Teve contratempos com técnico, numa etapa de definição, e recorreu à experiência e ao carisma de Felipão. E não é que tem dado o ar da graça? Corre por fora em todas as frentes, e não caiu em nenhuma. Terá dificuldade gigantesca contra o Estudiantes. No entanto, quem garante que não pode voltar com classificação para a semifinal? Como aconteceu em 2005.

Já na Copa do Brasil segurou empate com o Flamengo, no Rio, e tem condições de manter escrita positiva contra o rival rubro-negro. No Brasileiro, como quem não quer nada, procura manter o Palmeiras no radar. Com grupo mesclado entre jovens e veteranos, desponta como o “patinho feio” que incomoda os demais. E se virar cisne, no fim das contas? Eu não descarto hipóteses otimistas. 

Cuca acompanha jogo do Atlético-MG contra o Athletico-PR
Cuca acompanha jogo do Atlético-MG contra o Athletico-PR Pedro Souza / Atlético

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Palmeiras segue o roteiro correto para ser campeão brasileiro

Antero Greco
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Um tempo atrás, o Palmeiras deu umas escorregadas, ao desperdiçar pontos importantes, como nas duas únicas derrotas no Brasileirão, e em casa, diante de Ceará e Athletico-PR. Mas, depois da oscilação, voltou a cumprir o “script” de quem briga pelo título, acumula vitórias como mandante e consegue manter boa vantagem sobre os demais concorrentes. Tem 45 pontos, contra 39 do Corinthians, 38 do Fluminense e 37 do Athletico-PR, os que lhe estão mais próximos.

Os 3 a 0 sobre o Goiás, na tarde deste domingo (7), foram prova de que a rapaziada de Abel Ferreira está no caminho certo. O treinador português optou por começar com mistão, já de olho no clássico de meio de semana com o Atlético-MG, pela Conmebol Libertadores. Ainda assim, o time foi suficientemente forte para não ser surpreendido por um adversário em zona intermediária. A matemática e a tradição mostram que pontos perdidos para a turma da segunda parte da classificação são os que pesam de forma negativa no fim da competição. 

O Palmeiras não correu riscos, do começo ao fim. Exceto por dois lances mais perigosos no primeiro tempo, o Goiás foi impotente para incomodar o líder. Os reservas verdes (dos paulistas) brilharam, deram conta do recado e ainda ajudaram a construir o placar, com gols: Mayke, aos 19 minutos do primeiro tempo, e Atuesta aos 37 do segundo. Raphael Veiga, de pênalti, fez o segundo, aos 49 da etapa inicial. Com isso, interrompeu sequência de três erros em sua especialidade. 

Raphael Veiga 'tira zica', Mayke e Atuesta fazem golaços e Palmeiras vence Cuiabá; VEJA os gols


         
     

A propósito de pênalti: para mim, absurda a marcação contra o Goiás. O árbitro Jean Pierre Gonçalves e o auxiliar consideraram normal o lance em que a  bola resvalou no braço de Caetano, em cruzamento de Wesley. O VAR, no entanto, chamou a atenção do árbitro, que reviu a jogada e deu a falta na área. Caetano está com o braço para trás. Coisas absurdas que acontecem por aqui

Abel manteve a rotatividade do elenco, no segundo tempo, quando deu espaço para titulares como Danilo, Scarpa e Rony, para mantê-los “aquecidos” para o duelo com o Galo. Ao mesmo tempo, mandou descansar Zé Rafael, Veiga e Dudu. O padrão se manteve. É um Palmeiras fortíssimo candidato a mais um título nacional, embora tenha sequência forte na competição, com Corinthians, Flamengo, Fluminense e Red Bull Bragantino. Se passar bem por esse tropa, arranca firme para a taça.

PS. O presidente da República esteve no estádio, num camarote especial. Foi recebido pela presidente Leila Pereira. Entende-se que um dirigente deva mostrar-se gentil ao receber a visita da principal autoridade do País, mesmo que já se esteja em período eleitoral. Desnecessário foi postar foto nos perfis oficiais do clube. Deveria entender que, dessa maneira, há risco de vincular a imagem da instituição a um dos candidatos nas eleições de outubro. 

Raphael Veiga comemora gol pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro
Raphael Veiga comemora gol pelo Palmeiras no Campeonato Brasileiro Cesar Greco / Palmeiras

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Palmeiras segue o roteiro correto para ser campeão brasileiro

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O Flamengo está vivíssimo no Brasileiro. E o São Paulo sai da briga pelo título na 21.ª rodada

Antero Greco
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São Paulo e Flamengo disputaram boa parte do clássico da noite deste sábado (6/8) com times mistos, ou praticamente reservas. E, já nesse quesito, o rubro-negro se mostrou melhor do que o rival paulista. Na segunda etapa, quando entraram vários titulares de ambas as partes, a balança pendeu ainda mais para os cariocas. Resumo da ópera: o Flamengo volta para casa com vitória por 2 a 0

Mais do que o placar, importante por si só, interessam os desdobramentos. Com a 11ª vitória em 21 rodadas, o Flamengo vai a 36 pontos, dorme na terceira posição, e começa a fazer sombra ao líder Palmeiras (42). Ou seja, a equipe agora dirigida por Dorival Júnior está vivíssima na corrida pelo título, depois do período cinzento, esquisito e irregular em que esteve sob o comando de Paulo Souza.

Vice-versa, ao contrário, o São Paulo amargou a quinta derrota, estaciona nos 26 pontos, fica muito distante da tropa de cima e praticamente se despede da luta pelo oitavo título. Ou melhor, tiro o “praticamente” e deixo só o “se despede”. Porque, para ultrapassar os 10 concorrentes que, neste momento, estão à sua frente, a rapaziada de Rogério Ceni teria de fazer uma sequência histórica nas próximas 17 rodadas. Sobretudo evitando empates: são 11 até agora. Quer dizer: missão impossível. 

Gabigol e Lázaro marcam, e Flamengo vence o São Paulo no Morumbi; veja os gols


         
     

O São Paulo caiu na realidade antes da virada de turno. Com a toada forte do Palmeiras, com o crescimento de outros rivais, com a inconstância no desempenho e as baixas frequentes no elenco, discretamente jogou a toalha no Campeonato Brasileiro. Ninguém admite, mas daqui em diante o objetivo será o de ficar em zona intermediária, como em 2021, administrar qualquer risco de rebaixamento e concentrar forças nas outras duas competições de que participa - Copa do Brasil e Sul-Americana. 

No que, em minha opinião, faz bem. No começo do ano, escrevi aqui e falei no SportsCenter, que seria mais sensato o São Paulo brigar por títulos em torneios com eliminação direta, porque nestes teria mais chances de sucesso. Bateu na trave no Paulistão e há perspectiva de sucesso nas outras copas. E, encerrada a temporada, precisará passar por outro processo de reconstrução de elenco, independentemente de levantar ou não alguma taça (ou as duas). 

Já o Flamengo ganha fôlego num período crucial de 2022, na hora em que se afunilam os desafios. Na Libertadores, abriu boa vantagem sobre o Corinthians, na Copa do Brasil decidirá com o Athletico no Paraná e no Brasileiro diz “Presente!”, depois de largada péssima. Dorival encontrou ponto de equilíbrio na formação principal e tem usado os reservas com inteligência. O rodízio tem funcionado.

A estratégia de rodar o elenco mostrou-se eficaz diante de um São Paulo instável, que sentiu o gol de Lázaro aos 6 minutos do primeiro tempo e que teve dificuldade para impor-se no Morumbi. Desenho que se manteve no segundo tempo e que teve como arremate o gol de Gabigol em cima da hora. Muitos dos reservas rubro-negros teriam vaga na equipe principal tricolor…

Gabigol e Rafinha durante São Paulo x Flamengo
Gabigol e Rafinha durante São Paulo x Flamengo Gilvan de Souza/Flamengo
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O Flamengo está vivíssimo no Brasileiro. E o São Paulo sai da briga pelo título na 21.ª rodada

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Empate com Avaí aumenta a pressão sobre o Corinthians, em fase decisiva em três frentes

Antero Greco
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O Corinthians tem um agosto decisivo em três competições: a Copa do Brasil, a Libertadores e o Brasileiro. Nas duas primeiras, corre risco de eliminação em quartas de final, depois de derrotas por 2 a 0 nos jogos de ida. Na Série A, tenta manter fôlego na perseguição ao líder Palmeiras (39 pontos contra 42). O mês determinará que tipo de balanço fará ao final da temporada. 

Por isso, o empate com o Avaí não pode entrar na conta dos bons resultados, mesmo obtido fora de casa. O placar de 1 a 1, em Florianópolis, vem em momento de pressão, entre os dois confrontos com o Flamengo pelo torneio sul-americano. Em seguida, haverá duelo direto com os palmeirenses, no Brasileiro, e depois a partida de volta com o Atlético-GO na Copa do Brasil. Fase delicada.

Brasileirão: Balbuena faz pênalti e marca, e Avaí e Corinthians ficam no empate na Ressacada; VEJA como foi

         
     


Vítor Pereira tem noção dos riscos de ficar a ver navios em todas as frentes; ainda assim, optou por escalação de time misto contra o Avaí, um dos que lutam para fugir da zona de rebaixamento. O treinador português chegou à conclusão de que não dá para manter força total na maioria dos desafios - e apelou para o rodízio. 

As dificuldades que o Corinthians enfrenta quando está com o que tem de melhor ficaram realçadas na apresentação em Santa Catarina. Houve limitação na criação e na conclusão de jogadas. Só não pecou muito na marcação porque o Avaí não partiu para o ataque. Mesmo assim, em alguns lances mais ousados da turma da casa, Cássio & Cia. passaram sufoco. Ou seja, o Corinthians está vulnerável. 

No primeiro tempo, depois de início com equilíbrio, o Avaí ficou em vantagem, com gol de Bissoli, em cobrança de pênalti atrapalhado cometido por Balbuena. Na segunda parte, Vítor Pereira fez várias mudanças - uma delas a troca de Fábio Santos por Yuri Alberto -, e o Corinthians ficou mais veloz e agressivo. Tanto insistiu que chegou ao empate com Balbuena, de cabeça aos 32, após escanteio. Os minutos finais foram de tensão e atrevimento dos dois lados, em busca da vitória. 

O Corinthians não está liquidado em nenhum dos campeonatos. Pode, até, dar a volta por cima nas duas Copas, por que não? Mas, se houver desclassificações, também nada improváveis, lhe restará o Brasileiro. A pergunta, então, que fica no ar: terá fôlego e equilíbrio emocional para aguentar cobranças da torcida?

Vítor Pereira apelou novamente para o rodízio, mas o Corinthians emperrou no jogo com o Avaí
Vítor Pereira apelou novamente para o rodízio, mas o Corinthians emperrou no jogo com o Avaí Getty Images

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Empate com Avaí aumenta a pressão sobre o Corinthians, em fase decisiva em três frentes

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O Atlético-MG poderia liquidar a briga pela vaga, mas o Palmeiras mostrou por que é o bi da América

Antero Greco
Antero Greco

Conheço gente que torce o nariz para o Palmeiras e não se conforma com o sucesso de Abel Ferreira e sua rapaziada. A alegação mais corriqueira para desmerecer as proezas verdes é a de que 'sempre' pega moleza, sobretudo na Conmebol Libertadores. Pois o bicampeão seguido da América topou com um adversário gigante, na noite desta quarta-feira (3),e saiu do Mineirão com honroso empate por 2 a 2. Decidirá a vaga para a semifinal com o Atlético-MG, na semana que vem, com moral alta e mais vivo do que nunca em busca do terceiro título enfileirado. 

O resultado foi magnífico para os palmeirenses, sobretudo porque veio nos acréscimos e de maneira dramática. Deve ser comemorado, sem dúvida, porque obtido com méritos. Por outro lado, Abel e jogadores precisam agradecer a seus anjos da guarda e ao rival, que não soube segurar a esplêndida vantagem de 2 a 0, alcançada com justiça, com os gols de Hulk (pênalti) aos 45 minutos do primeiro tempo e Murilo, contra, aos 2 do segundo. 


         
     

O Galo teve desempenho impecável na metade inicial do clássico. Desde o início, tratou de se impor e impediu qualquer tentativa mais ousada de contragolpe palestrino; marcou forte e até com muitas faltas. Hulk puxava as principais jogadas e Keno apareceu algumas vezes livre para concluir. O domínio atleticano deixou tonto o Palmeiras, que teve só um bom momento, no gol bem anulado de Piquerez. Além disso, ressentiu-se da atuação apagada de Marcos Rocha (cometeu o pênalti e sofreu com Keno), de Raphael Veiga, de 'Flaco' López. E fez muita falta o goleador Rony.

O Atlético superior, atento, cheio de vontade acusou o golpe após o gol de Murilo, aos 13 minutos  - dessa vez a favor do Palmeiras - e deu brecha para a reação. O empate quase veio nos minutos finais, em cruzamento de Gustavo Scarpa (de novo o melhor da equipe dele) que Dudu sem marcação chutou para fora. Dudu recuperou-se ao mergulhar de cabeça, no escanteio em que saiu o gol de empate, e deixar a bola para Danilo completar. O gol que mantém aberta a luta para a próxima etapa. 

O jogo confirmou o prognóstico de equilíbrio entre dois concorrentes muito fortes e foi mais uma constatação da alta competitividade do Palmeiras, ganhador das últimas duas edições não por obra do acaso. No entanto, também provou o quanto o Atlético-MG tem de qualidade e recursos para fazer a festa no Allianz Parque - desde que acredite em seu poder de decisão e não se intimide com o tamanho do desafio. Não vejo pênaltis como hipótese a ser descartada para apontar um semifinalista…

Hulk, do Atlético-MG, disputando bola com Gustavo Gómez, do Palmeiras, durante duelo pelas quartas de final da Conmebol Libertadores
Hulk, do Atlético-MG, disputando bola com Gustavo Gómez, do Palmeiras, durante duelo pelas quartas de final da Conmebol Libertadores Cesar Greco/ Ag. Palmeiras


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O Flamengo bate o Corinthians no campo e nas opções de banco

Antero Greco
Antero Greco

O clássico das multidões, o jogo das duas maiores torcidas do país, o duelo que faz estourar a audiência de televisão foi muito além desses clichês habituais. A partida que Corinthians e Flamengo fizeram na noite desta terça-feira (2), em Itaquera, mostrou como há diferença entre os elencos. Os alvinegros penaram para ter um time titular minimamente competitivo e nem as alterações surtiram efeito. Os rubro-negros sobraram com sua tropa principal e mantiveram o ritmo com as mudanças. Resultado: 2 a 0 e vaga para a semifinal da Conmebol Libertadores a um passo. 

O Corinthians há um ano investe em nomes de peso, e não por acaso avançou na Libertadores, na Copa do Brasil e está em segundo no Brasileiro. Mas, a esta altura da temporada, começa a pagar o preço por ter optado por diversos atletas veteranos. Gente da qualidade de Renato Augusto, Willian e Paulinho está fora de combate e veteranos como Gil e Fábio Santos entram em ocasiões muito especiais. Não têm pique para aguentar as exigências de três competições. Outros estão aquém do que já apresentaram - exceção feita a Cássio, é claro. 

Por isso, Vítor Pereira tem voltado a atenção para um punhado de jovens, talentosos é verdade, mas que nem sempre conseguem resolver paradas difíceis. Como foi o caso do confronto com o Flamengo. Em parte do primeiro tempo, a mescla na escalação e a estratégia do treinador português surtiram efeito, e o Corinthians ao menos impediu que o rival dominasse, como seria de esperar. 

Arrascaeta faz pintura, Gabigol encerra jejum, e Flamengo vence o Corinthians na Libertadores; VEJA gols


         
     

Mesmo assim, num raro vacilo geral, veio o baque inicial, com o lindo gol de Arrascaeta, mais uma vez o melhor em campo, o que é chover no molhado

A partir desse lance, aos 36 minutos, o jogo virou totalmente em favor do Fla. E prevaleceram a qualidade individual e a variedade na tropa rubro-negra. Quando foi necessário, Dorival Jr. olhou para o banco e viu, por exemplo, que no lugar de João Gomes poderia colocar Vidal, que na vaga de Pedro tinha Cebolinha. Além de contar com David Luiz, Filipe Luís, Everton Ribeiro, Gabigol e o próprio Arrascaeta em noite impecável, o que levou outros coadjuvantes também a crescerem. 

Para acentuar a superioridade, aos 5 da etapa final Gabigol quebrou jejum de meia dúzia de jogos e fez o segundo. O terceiro não veio porque o Flamengo não quis desgastar-se demais. Ao contrário, apostou em trocar passes, em explorar contragolpes e sobretudo contou com o relógio a seu favor. Volta para casa com a convicção de que se aproxima da terceira semifinal em quatro anos - e, quem sabe, também da terceira final. Cresce numa hora importante da temporada. 

E o Corinthians terá missão quase impossível no Rio. Depois, tem de anular a vantagem - igualmente de 2 a 0 - do Atlético-GO na Copa do Brasil. Dores de cabeça e tanto para Vítor e sua tropa. 

Gabigol fechou a conta nos 2 a 0 do Flamengo sobre o Corinthians
Gabigol fechou a conta nos 2 a 0 do Flamengo sobre o Corinthians Flikcer Flamengo

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O Fluminense dá gosto de ver jogar. O Santos joga para o gasto

Antero Greco
Antero Greco

Santos e Fluminense fizeram clássico interessante, na noite desta segunda-feira (8/1), no encerramento da 20.ª rodada do Brasileiro. O empate por 2 a 2 deu a medida do equilíbrio que se viu na Vila Belmiro, embora não tenha sido o ideal para nenhum dos lados. Afinal, a turma alvinegra se mantém em posição intermediária, enquanto o tricolor deixou escapar a chance de encostar no vice-líder Corinthians.

O que me chamou a atenção - e aí corro o risco de chover no molhado - foi o potencial de cada time. O Santos agora sob a direção de Lisca continua a ser limitado e passa a sensação de que o máximo a alcançar é o de jogar para o gasto. O Fluminense de Diniz atravessa período de destaque na competição, ostenta série invicta e tem futebol que flui, surpreende e dá prazer de acompanhar. 

Lisca acabou de desembarcar no Santos e não é justo cobrar alterações profundas na forma de a equipe jogar. Nota-se que tenta mexer na estratégia e faz experiências na escalação - e nem dá para ir muito além disso. Ou seja, é sempre um risco pegar o leme de um time com a temporada em andamento e com tempo apertado para promover uma revolução a curto prazo. Ainda assim, o Santos teve o mérito de marcar bem, travou o Flu e foi para o intervalo com vantagem, graças ao gol ''sem querer querendo” de Luis Felipe aos 15 minutos. 

A maturidade tricolor prevaleceu na etapa final. Com Ganso de novo como referência a reger o meio de campo, trocou passes, empurrou o Santos para o próprio ataque, testou os reflexos (ótimos) de João Paulo. Enfim, incomodou. Perturbou tanto que, em dois minutos, virou o placar, com pênalti juvenil cometido por Sandry e que Ganso aproveitou, aos 25 minutos. E com contragolpe rápido e chute de fora da área com Árias. Só não festejou aquela que seria a 11.ª vitória porque Marcos Leonardo empatou com linda finalização aos 40 minutos. 

Pode ter ficado gosto de decepção para o Fluminense, pois teve a oportunidade de manter a diferença para o Palmeiras em cinco pontos e agora são sete. Se mantiver a toada que ostenta desde a metade do primeiro turno, pode desbancar favoritos como Flamengo e Atlético-MG e se transformar -, ao lado do Corinthians e do insistente Athletico -, como o grande perseguidor da rapaziada de Abel Ferreira na corrida pelo título de 2022. 

E o Santos? Pelo visto, terá mais uma participação na Série A com o papel de coadjuvante. 


Ganso pelo Flu na Vila Belmiro
Ganso pelo Flu na Vila Belmiro Marcelo Gonçalves/Fluminense
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O Fluminense dá gosto de ver jogar. O Santos joga para o gasto

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O Atlético-MG vê azedar também a situação no Brasileiro. O Inter reage

Antero Greco
Antero Greco


O Atlético-MG foi um dos destaques da temporada passada, com a conquista da Copa do Brasil e do Brasileirão, além de chegar à semifinal da Conmebol Libertadores. Iniciou 2022 como forte candidato nas três competições, mas a prática não lhe tem sido muito favorável. Caiu na Copa, vê distanciar-se a possibilidade de revalidar o título brasileiro e aumenta a pressão para os duelos com o Palmeiras nas quartas de final da competição sul-americana. A fase não é das mais confortáveis.

A reestreia de Cuca no comando do Galo não fez diferença, no clássico deste domingo (31) com o Internacional. A torcida que esteve no Beira-Rio viu o atual campeão ser engolido por um primeiro tempo avassalador da turma da casa, com os gols de Maurício aos 6 minutos, Wanderson aos 26 e Maurício de novo, aos 30. Meia hora impecável, somada a três defesas precisas de Daniel levaram  o Colorado a recuperar-se, ir a 33 pontos e continuar no mínimo na rota da Libertadores.

Em compensação, o jogo no Sul aumenta a incerteza no Atlético. Não só pelo resultado, sobretudo pelo desempenho. Vá lá que finalizou um punhado de vezes - mais até do que o rival - e que esbarrou no desempenho do Daniel. Isso faz parte do jogo. O problema do Galo se concentra na incapacidade de manter a regularidade e a eficiência de alto nível que lhe foram decisivas em 2021. A equipe compacta, equilibrada, precisa nos contragolpes dá o ar da graça apenas esporadicamente.  As limitações que levaram à derrota em casa para o Corinthians prevaleceram também neste domingo. 


         
     

A instabilidade derrubou Turco Mohamed, custou eliminação na Copa do Brasil e deixa dúvidas a respeito da capacidade de reação no restante do ano. No Brasileiro, embora tenha pela frente 18 rodadas para recuperar o terreno perdido, a diferença no momento é de 10 pontos para o líder Palmeiras. Sem contar que há outros concorrentes a superar - casos de Corinthians, Fluminense, Athletico-PR, Flamengo e agora o próprio Inter. O Galo precisará de combinação de tropeços da tropa de rivais, além de trajetória com enorme índice de aproveitamento para ir ao topo. 

Na Libertadores, tudo está aberto, apesar de inversão de expectativa. Em 2021 chegou à etapa semifinal como favorito diante do Palmeiras, pois era mais confiável e estável. Neste momento, está tecnicamente abaixo do bicampeão da América. Claro que pode seguir adiante, tem elenco para enfrentar Dudu, Veiga, Scarpa & Cia.. O problema está no ponto de interrogação em que se transformaram peças-chave como Hulk, Nacho Fernández, Keno, Allan e outros. Vários deles estão aquém do que já mostraram, o que leva a incertezas a respeito de sucesso na empreitada nas duas frentes.

Calma, pontaria, estratégia serão decisivos para que o Galo não veja ir pelo ralo um ano que prometia ser tão - ou mais - magnífico do que 2021. 

Cuca durante sua reestreia pelo Atlético-MG, no Beira-Rio, em partida contra o Internacional, pelo Brasileirão
Cuca durante sua reestreia pelo Atlético-MG, no Beira-Rio, em partida contra o Internacional, pelo Brasileirão Pedro Souza/Atlético-MG

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O Atlético-MG vê azedar também a situação no Brasileiro. O Inter reage

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Corinthians economiza nos gols e esbanja em vitórias. Reclamar de quê?

Antero Greco
Antero Greco

Se olharmos a tabela do Brasileirão na coluna de gols marcados, veremos que o Corinthians tem o sétimo ataque, com 25 a favor, oito a menos do que o Palmeiras. Mas uma conferida na lista de vitórias, nota-se que a rapaziada de Vítor Pereira tem 11, só uma atrás do rival verde. Com esse retrospecto, está em segundo lugar, com 38 pontos, só 4 atrás do líder. Então, do que se vai reclamar de time que não estava entre os favoritos e, no entanto, segue vivíssimo na corrida por outro título nacional?  

Eu não faço grandes restrições ao comportamento corintiano. Talvez poderia ter apresentações mais empolgantes e convincentes. Quem sabe dar um show de vez em quando. Mas isso raramente acontece. Vice-versa ao contrário também não costuma passar sufocos enormes - ao menos no que se refere à Série A que é o tema deste texto. Nesse quesito, ostenta defesa sólida, 19 gols sofridos, 5 a mais do que o Palmeiras e um a mais do que o Flamengo (sem contar o jogo com o Atlético-GO). Ou seja, é osso duro de roer para qualquer adversário. 

A Fiel não se surpreende com esses números. Afinal, de certa forma são tradicionais, pelo menos na última década e meia. Com Mano, Tite e Carille chegou a decisões e beliscou um monte de taças, muitas vezes sem encher os oponentes de gols. O Corinthians acostumou-se a jogar o suficiente para alcançar objetivos, não necessariamente com ataques arrasadores. Porém, com equilíbrio entre os setores, o que no fim das contas é o que interessa para quem briga por troféus.

Gustavo Mosquito faz golaço, e Corinthians vence o Botafogo no Campeonato Brasileiro; veja como foi


         
     

A prova disso é o fato de estar empenhado em três grandes torneios, quando se imaginava, no início da temporada, que se contentaria em ser coadjuvante. Sei, sei, na Copa do Brasil, o calo apertou um tanto, com a derrota por 2 a 0 para o Atlético-GO. Na Conmebol Libertadores, a parada será complicada contra o Flamengo. Mas quem disse que está desclassificado de antemão? No Brasileiro, tem chão demais a percorrer, com uma penca de jogos em casa contra a turma da parte de cima. 

Vítor Pereira sabe das limitações do elenco, em termos físicos. Por isso, apelou para o mistão no jogo deste sábado diante do Botafogo. Na verdade, começou com um time quase todo reserva; depois, colocou alguns titulares. O português poupou figurões - sobretudo a turma de mais de 30 anos - para o tira-teima com o Flamengo. Quem entrou, deu conta do recado, contra um adversário que não sabe direito o que pretende no Brasileiro. O Botafogo sob nova administração tende a ser apenas um personagem secundário no campeonato de 2022. 

E assim se comportou em Itaquera. No jogo de número 603 de Cássio com a camisa corintiana, o Botafogo pouco incomodou. Na prática, só uma vez testou o goleiro multicampeão. No mais, teve estéril posse de bola, não soube fugir de marcação, criou quase nada e se mostrou impotente até para o empate, após levar gol de Gustavo Mosquito, aos 27 minutos do primeiro tempo. O Corinthians percebeu a limitação e não gastou energia além da conta. Pode não ter agradado à crítica, porém saiu aplaudido por mais de 40 mil que foram ao estádio. Se o povo ficou feliz…

Mosquito garantiu mais três pontos no balaio do Corinthians no Brasileiro de 2022
Mosquito garantiu mais três pontos no balaio do Corinthians no Brasileiro de 2022 Rodrigo Coca / Agência Corinthians

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Corinthians economiza nos gols e esbanja em vitórias. Reclamar de quê?

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O Palmeiras segue a cartilha de quem briga firme pelo título

Antero Greco
Antero Greco

Regra básica para time que pretende ser campeão é não perder (muitos) pontos para quem está na segunda página da classificação. Porque são tropeços que contam demais no final da competição. O Palmeiras havia largado mal no Campeonato Brasileiro, com a derrota por 3 a 2 para o Ceará, no Allianz Parque. Mas conseguiu compensar ao dar o troco e fazer 2 a 1, neste sábado (30), em Fortaleza. Na abertura do returno, o líder da Série A pelo compensou o número de pontos desperdiçados. 

Abel faz tempo já entendeu o peso da Série A e em 2022 lhe dá a atenção devida. Sobretudo depois da eliminação na Copa do Brasil e com o desafio complicado que terá pela frente na Conmebol Libertadores. Na eventualidade de cair fora do torneio sul-americano, lhe restará a competição nacional para garantir o ano. Por isso, faz tempo coloca em campo o que tem de melhor, noves fora machucados e suspensos. Para não abrir brechas.

Com gols de Dudu e Flaco López e maestria de Scarpa, Palmeiras vence o Ceará; VEJA os lances


         
     

A fórmula tem dado certo - e se mostrou eficiente em Fortaleza. Embora o Ceará tenha retrospecto interessante contra a turma da parte de cima da tabela, não surpreendeu como no jogo de ida

O Palmeiras conseguiu abrir vantagem que costuma ser insuperável, com os 2 a 0 no primeiro tempo (Dudu e López), e não se abalou nem com o pênalti bem duvidoso marcado por Daronco, no segundo tempo, e que Mendoza bateu bem, para o gol. Seguiu o roteiro correto, ou seja, o de pontuar como visitante. E, nesse aspecto, o Palmeiras tem sido quase impecável, tanto que as duas únicas derrotas aconteceram em casa (Ceará e Athletico).

O essencial é que o Palmeiras tem uma tropa titular definida - a única baixa, de novo, foi Rony -, o entrosamento sobressai quando há erros individuais, o coletivo se sobrepõe. Como já se viu em tantas ocasiões e se repetiu no Castelão. Cada um sabe como reage o companheiro que está ao lado, os deslocamentos aparecem com naturalidade. Assim como as chances, que não foram muitas, mas suficientes diante do Ceará. E, quando o adversário não consegue encontrar jeito de anular essa estratégia, pode contar com derrota ou, no máximo, empate. O segredo verde não é tão secreto assim, mas funciona. Isso ajuda a explicar 12 vitórias em 20 rodadas.

Com o grupo de que dispõe, Abel sabe que o Palmeiras tem fôlego para a prova de resistência que é o Brasileiro. Nessa lógica, não poderia voltar do Ceará sem três pontos; objetivo alcançado e, no mínimo, a manutenção da diferença atual para os demais concorrentes. E a Libertadores? Bem, é outra conversa…

Dudu foi destaque do Palmeiras e abriu o caminho da vitória, com o primeiro gol
Dudu foi destaque do Palmeiras e abriu o caminho da vitória, com o primeiro gol Cesar Greco/S.E. Palmeiras

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Há 40 anos não acaba a noite de 5 de julho de 1982 no estádio Sarriá

Antero Greco
Antero Greco


A segunda-feira, 5 de julho de 1982, amanheceu com tempo bom e sol. Era início de verão europeu, a temperatura subia em Barcelona. Havia clima de festa e expectativa por mais um show da seleção Brasileira, que encantava no “maior Mundial” da história; afinal, era a primeira vez, em décadas, que o torneio da Fifa saltava de 16 para 24 participantes. A rapaziada de Telê Santana havia despachado a Argentina por 3 a 1, na sexta-feira, e era favorita contra o azarão Itália. 

Na época, eu trabalhava no “Estadão”, que me havia enviado para a Espanha um mês antes da abertura da competição. Estava todo animado, porque era minha primeira Copa, um marco na carreira. Como falo italiano e tinha muitos contatos com jornalistas de lá (eu também escrevia para o “Corriere Dello Sport”, de Roma), fui destacado para seguir a Squadra Azzurra, que tinha sido um fiasco na fase de grupos. Zoff, Tardelli, Rossi & Cia passaram raspando, depois de empates com Polônia, Peru e Camarões. Um time muito aquém do adversário que enfrentaria, a partir das 5 da tarde locais (meio-dia, de Brasília), no modesto Sarriá. 

A turma do jornal decidiu ir cedo para o estádio, para iniciar logo os trabalhos. Por coincidência - ou ato-falho, sei lá -, coloquei uma camiseta polo azul escura, num tom parecido com a camisa da seleção italiana. Meu colega e amigo Gilson Menezes, um dos que acompanhavam os passos do Brasil, perguntou por que eu estava vestido daquela maneira. “Para dar sorte para os gringos”, respondi, em tom de gozação. O Gilson levou a sério, fechou a cara e não disse mais palavra. 

As horas voaram, o ambiente no antigo campo do Espanyol era magnífico, o amarelo se destacava nas arquibancadas; nossa torcida era maior e mais barulhenta do que a da Itália. Havíamos invadido as avenidas e as ramblas da capital da Catalunha. As próximas etapas seriam a semifinal no Camp Nou, na quinta-feira, e a apoteose estava marcada para domingo, 11, no Santiago Bernabéu. Não tinha como dar zebra, a máquina verde-amarela estava azeitada, ajustada. Irretocável. 

Por isso, não foi um grande choque quando Paolo Rossi fez 1 a 0, de cabeça, com apenas 5 minutos, numa bobeada da marcação e lançamento de Cabrini. Era certo que a reação viria - e veio 7 minutos depois, com o belo gol de empate de Sócrates. Ufa! Jogo bom, equilibrado, os danados dos italianos se soltavam como não haviam feito até então. Tanto que, aos 25 minutos, Cerezo erra passe no meio do campo, Rossi aproveita e arranca para marcar o segundo. A Azzurra transferia para o Brasil o peso do favoritismo, conforme previsão de Enzo Bearzot. Eu estava na entrevista do técnico, ao final da primeira parte da Copa, quando disse: “Vamos enfrentar os atuais campeões do mundo e os próximos campeões. Sabemos de nosso papel.”

O caldo engrossou, depois da nova vantagem rival. O segundo tempo ficou tenso, o relógio acelerava, a Itália se fechava. O cadeado foi rompido com um golaço de Falcão, aos 23 minutos. Numa das raras vezes e que me excedi em tribuna de imprensa, em 45 anos de profissão, dei um murro na mesa em que estava apoiada a máquina de escrever. (Sim, ainda se usava esse objeto antigo.) Que alívio! 

O pesadelo voltou seis minutos mais tarde, com o terceiro de Paolo Rossi! Não era possível que fosse verdade… Os italianos viraram gigantes, fizeram até um quarto gol (na minha opinião mal anulado por Abraham Klein), mereceram vencer. E, para fechar a glória de um lado e o drama de outro, Zoff pegou bola em cima da linha, após cabeceio de Oscar, no último lance do jogo. O fotógrafo Alfredo Rizutti, do “Estadão”, fixou o lance, em que se vê a bola meio dentro do gol. Anos mais tarde, entreguei uma cópia para Zoff. 

Assim que veio o apito final, a tristeza espalhou-se pela tribuna de imprensa onde estavam os brasileiros. Fiquei atônito, paralisado. Ao meu lado, Luis Carlos Ramos, então meu chefe na editoria de Esportes, advertiu. “Estamos todos tristes, mas amanhã o jornal sai.” Com isso, nos lembrava que nossa missão era a de contar a história. “Vá à merda, Luis!”, foi minha resposta. “Mas você tem toda razão.” Foi uma das maiores lições de jornalismo que aprendi. O repórter é testemunha dos fatos, não pode deixar envolver-se. Caso contrário, falha. 

Fui para a sala de entrevistas dos treinadores. Quando Telê apareceu, a primeira pergunta, de um jornalista italiano, começou com um “Obrigado, senhor Santana, pelo futebol magnífico de sua seleção.” Após as declarações, Telê foi aplaudido de pé pela imprensa estrangeira; os brasileiros ficaram mudos. O pessoal de fora reconhecia, no calor da hora, a importância do trabalho dele. Não é por acaso que até hoje aquele time mexe com o imaginário de quem curte futebol. 

Acabado o trabalho no Sarriá, fomos para o Camp Nou, onde estava nossa redação. Foi difícil escrever, teve colega que travou e eu terminei os textos dele. No começo da madrugada, fomos jantar. Não bebo, porém abri exceção e tomei vinho. Na volta para o hotel, topei com o Gilson, que disparou; “Ficou contente, seu filho da…?” Ele tinha mesmo levado ao pé da letra minha “torcida” pela Itália. E sumiu…

O sono não veio e, confesso, rolaram algumas lágrimas. Pela seleção, pelo fato de o nosso trabalho também murchar, pela distância de casa e pela saudade do meu filho mais velho, com apenas cinco meses e havia dois que eu não via. 

Aquela noite parecia interminável. E foi mesmo: até hoje, 40 anos depois,  o Sarriá já não existe, mas as cenas continuam muito vivas na minha memória. E na de milhões que assistiram ao  jogo…

Apesar de tudo, faço um brinde à memória de Telê, de Valdir Perez, do doutor Sócrates, de Dirceu! Como disse o jornalista italiano: “Obrigado pelo futebol encantador.”


O Brasil de Telê perdeu em campo, mas se mantém imbatível na memória afetiva de várias gerações.
O Brasil de Telê perdeu em campo, mas se mantém imbatível na memória afetiva de várias gerações. Alessandro Sabattini/Getty Images
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Há 40 anos não acaba a noite de 5 de julho de 1982 no estádio Sarriá

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O Flamengo precisa de muita convicção, se acha que deve manter Paulo Sousa

Antero Greco
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O ambiente acalmou no Flamengo por duas semanas, tempo em que não viajou, ficou em casa e venceu vários jogos. Mas a poeira voltou a subir, neste domingo, com a derrota por 2 a 1 para o lanterna Fortaleza. Parte da torcida que foi ao Maracanã vaiou o time e sobretudo Paulo Sousa, antes e depois do jogo. O português não consegue conquistar o coração dos “adeptos” rubro-negros, e a direção precisará de muita convicção, se acha conveniente mantê-lo, independentemente das turbulências. 

Paulo Sousa mostra inquietação com os constantes experimentos no Flamengo. Desde que chegou, raras as vezes em que repetiu uma formação. E isso não ocorreu por diversos motivos e “ões”: contusões, suspensões, convocações e opções dele mesmo, no rodízio permanente a que submete o elenco. Este último aspecto, ele defende como necessidade, em função dos muitos torneios de que o clube participa ao mesmo tempo. Nada diferente do que fazem seus colegas. 

O problema do Flamengo não se resume às mexidas na escalação. Estas ocorrem e são inevitáveis em qualquer lugar. Concentra-se, em minha opinião, na indefinição de um time-base, na ausência de uma formação em que se podem detectar os titulares e substitutos imediatos. Algo rotineiro em qualquer time, mas que agora parece uma ofensa, na visão de muitos “professores”, que apelam para o chavão de que “todos são titulares”. 

Balela. Esse discurso funciona quando o técnico não tem clareza do que pretende com um time; ou, então, não tem confiança nos jogadores. O próprio Flamengo, com Jorge Jesus, tinha uma escalação que estava na ponta da língua dos torcedores. E se sabia, quase sempre, quem entraria, numa emergência. Cito JJ não porque sou uma “viúva” dele; mas porque esta crônica trata de Flamengo. Ou, se preferirem, cito Abel Ferreira, que tem um Palmeiras A para os grandes duelos, em que todos sabem quais serão os 11 a começarem os jogos. Depois, entram as alternativas…

Ter um time-base ajuda a definir estratégia, encorpa, dá confiança aos escolhidos e transmite ao torcedor a sensação de firmeza no trabalho. Paulo Sousa não passou isso, ainda, para seu público. Pior: o futebol da equipe não engrena, não encanta, não se mostra estável. As trocas, jogo a jogo, deixam mais dúvidas do que certezas. Para complicar, os resultados raramente são convincentes. 

Não vejo ainda terra arrasada no Flamengo, que está no páreo em três frentes - Copa do Brasil, Brasileiro e Libertadores. Claro que pode chegar em todas, assim como pode ficar a ver navios, como aconteceu no ano passado. Mas é inegável que a situação é preocupante, porque muito longe do ideal.  A inconstância aparece em todos os setores, e não é de agora. Não sou dos que espinafram treinadores por qualquer bobagem; também não sou dos que defendem permanência a qualquer custo. Paciência de torcedor e de cartola tem limite. 

A bola está com a direção rubro-negra: se a avaliação é a de que Paulo Sousa faz bom trabalho e o grupo apresenta potencial para crescimento, então que ele seja defendido com ênfase. Se a cartolagem ponderar que o português já errou a mão, então não deve esperar por catástrofes e tem de agir rapidamente na troca.  Uma dica. Quando treinador fala em "erros individuais", numa fase de instabilidade, abre uma brecha para perder o grupo.  E Paulo Sousa fez essa observação, após o jogo com o Fortaleza...

O momento é delicado e requer tato e bom senso, e igualmente segurança e rapidez nas decisões. Porque a cornetagem voltou a se fazer ouvir - e eu diria que, exageros à parte, com razão.  A situação voltou a ficar tensa para o "mister"... Se bem que o problema no Flamengo não se resume só a encontrar um técnico ideal.  Está cada vez mais com cara de que cabe uma mudança ampla.

[image src="//cdn.espn.com.br/image/wide/622_120057a2-39a8-4c17-b996-c3288e563876.jpg" credit="Marcelo Cortes/Flamengo" caption="Paulo Sousa volta a ser "cornetado" por torcedores do Flamengo e pelos críticos " alignment=""]
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O Flamengo precisa de muita convicção, se acha que deve manter Paulo Sousa

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No empate dos favoritos Palmeiras e Atlético-MG, 'muito obrigado' quem diz é o líder Corinthians

Antero Greco
Antero Greco

Abel Ferreira 'detona' Wilton Pereira Sampaio e diz: 'Me sinto perseguido pelos árbitros brasileiros'

Ninguém - creio - nega que Palmeiras e Atlético-MG sejam dois dos fortes candidatos ao título do Brasileiro. Concorda comigo? A dupla tem elenco, cacife e retrospecto para levantar a taça. Os palestrinos tiveram essa alegria, na história recente, em 2016 e 2018; os mineiros são os campeões atuais. Iniciaram a rodada número 9 dividindo os dois primeiros lugares, com os mesmos 15 pontos. 

Pois bem, palmeirenses e atleticanos continuam com pontuação idêntica, só que agora com 16 para cada lado. Porém, quem festejou o empate por 0 a 0, na tarde deste domingo (5/6) no Allianz Parque, foi o Corinthians, que retomou a ponta, depois do 1 a 0 do sábado diante do Atlético-GO. A rapaziada de Vítor Pereira saltou para 18 pontos e olha para trás em busca dos concorrentes. 

Ou seja, o campeonato está equilibrado para chuchu, sem que ninguém consiga abrir longa dianteira. Ou, tampouco, engrenar com rapidez. E aí está o exemplo do Flamengo, outro protagonista de peso que não se acerta e que, de quebra, ainda concedeu ao Fortaleza a primeira vitória na competição, com os 2 a 1 no Maracanã. O bicampeão de 2019/20 tem 12 pontos, é o 10.º colocado e ainda pode cair uma ou duas posições, até o encerramento da rodada. 

Mas vamos ao jogo no antigo Parque Antártica. Equilibrado e intensamente disputado, como se previa. Porém, ficou abaixo na expectativa do ponto de vista técnico. Pelos jogadores em campo, era possível e justo esperar mais de equipes estreladas. Na prática, foram poucas as oportunidades de gol; tanto que Everson e Lomba apareceram poucas vezes. A rigor, a melhor chance surgiu no último lance do primeiro tempo, quando Navarro ficou livre na frente do goleiro do Galo e, talvez por achar que estivesse impedido, chutou para fora. 

No mais, o clássico foi um festival de divididas duras, jogadas truncadas, marcação implacável e criatividade baixa. Hulk, Nacho, Scarpa, Dudu, alguns dos principais cérebros de lado a lado, ficaram com desempenho normal - ou, melhor, aquém do habitual. Para complicar para os palmeirenses Raphael Veiga machucou-se numa arrancada e precisou sair no meio da etapa inicial. Essa é uma baixa para lamentar. 

Piquerez (esq), do Palmeiras, e Ademir, do Atlético-MG, disputam jogada
Piquerez (esq), do Palmeiras, e Ademir, do Atlético-MG, disputam jogada Cesar Greco/Ag Palmeiras

O duelo em São Paulo mostrou o quanto se equiparam essas equipes e como será difícil apontar favoritismo, se eventualmente vierem a encontrar-se nas quartas de final da Libertadores. Uma possibilidade real e prevista no chaveamento do certame sul-americano. Ambas são favoritas diante de Cerro Porteño e Emelec, respectivamente. Não apostaria seco em ninguém; mas isso fica para mais adiante. 

O Palmeiras sentiu a contusão de Veiga, mas não lamentou a ausência de Weverton, Gomez e Danilo, porque Lomba, Luan, Menino deram conta do recado; ou, no mínimo, não complicaram. Faltou-lhe eficiência nos contra-ataques e pecou por raras finalizações. O Atlético apostou em Ademir, Hulk, Sasha, na frente, para envolver a zaga verde; o trio, desta vez, foi anulado por Marcos Rocha, Murilo e Piquerez. O empate por 0 a 0 não foi obra do acaso, mas consequência da postura firme dos respectivos sistemas defensivos. Galo e Palestra, porém, continuam vivos.



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O Corinthians sofre com empatite, mas segura invencibilidade

Antero Greco
Antero Greco

O Corinthians não sabe o que é perder, desde os 3 a 0 para o Palmeiras, no dia 23 de abril. De lá para cá, são dez jogos de invencibilidade, com quatro vitórias e seis empates. Mas aí é que está o xis da questão. Cinco dessas igualdades vêm na sequência, na Libertadores e no Brasileiro. É a volta da empatite, “doença” que o acometia nos tempos em que era dirigido por Tite. A contrapartida é que, naquela base, foram muitas conquistas, de Libertadores a Mundial, passando por Série A. 

Empatar não é ruim, a depender das circunstâncias. Os mais recentes, por exemplo, incomodam, porque foram em casa e contra adversários tecnicamente mais frágeis. No meio da semana, houve desempenho criticável, no 1 a 1 com o Always Ready, pela Libertadores. Por pouco, os reservas bolivianos não aprontam em Itaquera. O mesmo 1 a 1 voltou a dar as caras, agora neste domingo (29/5), contra o América. Em ambos os casos, os visitantes saíram na frente, para susto da Fiel.

Torcida que prestigiou de novo - e aí é chover no molhado. Corintiano raramente abandona a equipe. Apoia, como fez na quinta e hoje, e corneta, após o apito final. Com razão, e não faço média com a galera. Tanto numa como noutra apresentação, a rapaziada de Vítor Pereira ficou em dívida pelo futebol apresentado. O treinador fez um monte de alterações, em busca de equilíbrio, e o máximo que conseguiu foi evitar derrotas constrangedoras. No torneio sul-americano, ficou em segundo na fase de grupos. No campeonato nacional, caiu para terceiro, embora tenha 15 pontos, assim como o líder Palmeiras e o vice Atlético-MG.


         
     

O jogo com o América foi de dar nos nervos em vários momentos. O Coelho chegou a ter domínio, em parte do primeiro tempo e também no segundo. Tanto que ficou em vantagem, com o gol de Aloísio, aos 21 minutos. (Antes o Cássio havia aparecido bem ao menos em duas ocasiões.) O empate só surgiu com Mosquito, aos 36, na base da insistência, do suor e menos de jogada bem elaborada. 

VP muda bastante o Corinthians, de um desafio para outro, sob a alegação de que precisa dosar energias do elenco. Concordo, em parte. Sinto falta de uma equipe-base, daquela formação que o torcedor sabe que é a “titular”, como tem o Palmeiras, para ficar em exemplo local e bem-sucedido. Talvez a única certeza é a de que o goleiro intocável é Cássio. Os demais rodam e rodam e rodam. Pode economizar pernas e pulmões, mas entendo que retarda entrosamento ideal. 

A novidade da vez foi a presença de Roger Guedes desde o início, junto com Willian, mas caindo mais pela direita. Como Willian saiu por contusão, então Roger teve oportunidade de flertar com o lado esquerdo, como prefere. No entanto, numa ponta ou na outra teve atuação regular - na média do restante do time. O Corinthians, na verdade, está muito mediano. Para ser protagonista, precisa de mais

Vítor Pereira mexeu de novo no Corinthians, que empatou o quinto jogo em seguida
Vítor Pereira mexeu de novo no Corinthians, que empatou o quinto jogo em seguida Getty Images
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Incrível! Raphael Veiga perde pênalti, mas o Palmeiras bate o Santos e voa

Antero Greco
Antero Greco


Ao menos que a memória me confunda, não há um jogador que não tenha desperdiçado um pênalti na vida. Principalmente aqueles que são os cobradores oficiais de suas equipes. Por mais certeiros que sejam, chega um dia em que são traídos por uma batida diferente, uma trave, uma escorregada, uma defesa do goleiro. Há um momento em que o infalível se mostra humano - e erra. 

Pois esse dia fatal chegou para Raphael Veiga. O maestro das penalidades máximas, um dos mais exímios que já vestiu a camisa verde, 24 gols em outras tantas oportunidades, falhou! Isso mesmo. A Vila Belmiro, encantada, mítica, antológica, pode colocar mais uma proeza em sua história repleta de lendas. No domingo, dia 29 de maio de 2022, o carrasco dos goleiros desperdiçou uma chance, em jogada na qual é artista incomparável. A bola beijou a trave direita. 

O jogo estava no 0 a 0, complicado para os dois lados. Um primeiro tempo em que houve equilíbrio, com o Santos um pouco mais ousado. O Palmeiras, com algumas baixas (Weverton e Danilo as principais), mais cauteloso, embora perigoso nos contragolpes. Na segunda parte, a turma da casa melhorou, rondou a área verde, assustou Marcelo Lomba com finalizações traiçoeiras. Dava a impressão de que mandaria para o espaço tabu recente - porém, incômodo - de não ganhar do tradicional adversário desde outubro de 2019. Quase três anos de seca no clássico. 


         
     

A sorte e o placar começaram a mudar com o pênalti desnecessário e sem graça cometido por Rodrigo Fernández em Marcos Rocha, já na metade da etapa final. Veiga vacilou, mas o Palmeiras renasceu, foi para cima e, após cobrança de escanteio, veio o gol decisivo: Gómez desviou de cabeça e a bola ainda resvalou na cuca de Lucas Pires, o que tirou qualquer possibilidade de reação de João Paulo.

O duelo mostrou que os palmeirenses entraram de vez na briga pelo título brasileiro, o que é esperado e lógico, pelo momento que vive, pelo elenco, pelo treinador. Depois de estreia desastrosa, com 3 a 2 para o Ceará, no Allianz Parque, agora são sete jogos sem perder, com três empates e quatro vitórias - três delas na sequência. Por alguns minutos, assumiu a liderança (antes de o Corinthians pegar o América). Não surpreende ninguém, se o Palmeiras ficar no bloco de cima. 

O Santos perdeu a primeira em casa, o técnico Fabián Bustos reclamou da arbitragem (sem motivo), viu o time dele estacionar nos 11 pontos. No entanto, há um aspecto positivo: o Santos hoje é melhor do que aquele que iniciou a competição. Diria mais: está com cara competitiva, o que não tinha na largada da temporada de 2022. 

Raphael Veiga, meia do Palmeiras, durante vitória em clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão
Raphael Veiga, meia do Palmeiras, durante vitória em clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão Cesar Greco/S.E. Palmeiras

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