São Paulo do morde e assopra dá as caras contra Athletico no Morumbi

Antero Greco
Antero Greco

O São Paulo não consegue uma sequência consistente no Brasileiro. E, pelo visto, ficará na lenga-lenga, já que lhe restam só mais quatro jogos até o encerramento da temporada. O morde e assopra tem marcado a trajetória tricolor e deu as caras no empate por 0 a 0 com o Athletico, na noite desta quarta-feira (24/11) no Morumbi. 

A torcida foi entusiasmada apoiar a rapaziada de Rogério Ceni, na esperança de ver outro desempenho bom, como aquele dos 2 a 0 sobre o Palmeiras na semana passada. Iludiu-se no primeiro tempo, com algumas jogadas interessantes e pressão para cima dos paranaenses campeões da Sul-Americana. E voltou à realidade na etapa final, com uma queda estupenda no ritmo, em que nada de interessante aconteceu, a não ser a assoprada final de apito de Leandro Vuaden. 

Eis o mal são-paulino: quando dá a impressão de que, enfim, entrou nos eixos, emperra, trava. Não é por acaso que não sai do lugar e fica na gangorra entre a proximidade da zona de rebaixamento (tem 42 pontos, como o Athletico) e flerta, até, com vaga na Libertadores. Justamente quando dá essas respiradas, fica a sensação de que encontrou rumo, que procurava com Crespo e agora com Ceni. 

O ponto de interrogação permanece - e o público fica com a pulga atrás da orelha. Para aumentar a apreensão, o ataque funciona pouco: com 26 gols é o segundo pior do campeonato (junto com o do Atlético-GO). Só fica à frente do Sport, com 21 gols e na agonia para fugir da Série B. Também abusa dos empates: 15 até agora, um a menos do que Ceará e Cuiabá, os líderes nesse quesito meia-boca. 

A sombra do descenso anda por aí, mas não acredita que provoque vexame inédito. A tabela é favorável ao São Paulo, ao menos no que se refere a esse aspecto constrangedor. Em resumo, dá para se salvar, mas ficará outra vez com o gosto de ano perdido. Nem o Paulista serve de consolo; o que era para ser a conquista inicial de um ano de resgaste virou o único troféu. E dá-lhe reformulação para 2022.

E o Athletico? Também não anda bem das pernas na competição doméstica. Mas, assim como o São Paulo, não corre sério perigo. Se jogar para o gasto, como fez nesta quarta-feira, fecha o ano no lucro. E que lucro, com outra Sul-Americana na sala de troféus. Só que é outro que precisa dar uma melhorada e tanto se pretende ter lugar de protagonista na Série A, como é a meta atual. O 0 a 0 não lhe fez mal. 

Ceni e São Paulo não conseguem uma sequência de vitórias
Ceni e São Paulo não conseguem uma sequência de vitórias Rubens Chiri / saopaulofc.net
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Cinco minutos que resgatam 50 anos do Atlético-MG e afundam o Bahia

Antero Greco
Antero Greco


Querido e feliz torcedor do Galo, seja sincero: depois que o Bahia abriu 2 a 0, no segundo tempo, você acreditava que o título brasileiro viria ainda nesta quinta-feira? Sem desmerecer a rapaziada de Cuca, creio que não. Normal, não é? Tropeço para um rival que luta para não ir para a Segunda Divisão. Ok, a festa seria adiada para o final de semana.

No entanto, eis que vieram cinco minutos que mudaram a história do jogo e do torneio. Hulk, artilheiro e melhor do campeonato, diminuiu aos 27, Keno empatou aos 28 e virou aos 32. Pronto, medos afastados, fatura liquidada, virada consolidada. Era só olhar para o relógio e deixar os ponteiros correrem gostosa e tranquilamente até o apito final. 

E assim foi: o Bahia sentiu o baque, viu as forças lhe fugirem, entreviu o abismo da queda e, impassível, assistiu a vitória da equipe que liderou praticamente de ponta a ponta. O Alético-MG chega a 81 pontos em 36 partidas, o ataque marcou 60 gols (atrás só do Flamengo, com 68), a defesa levou 27 (a menos vazada). Até o momento, foram 25 vitórias, 25I Contra 6 empates e 5 derrotas. Números de encher o peito de orgulho, para não serem contestados por ninguém, exceto por aqueles com manifesta dor de cotovelo. 

(Ah, Bahia, Bahia! A salvação estava tão perto. Agora, com 40 pontos o naufrágio se aproxima...)

A conquista do bi, meio século depois da proeza de 1971, com mestre Telê Santana no comando, era bola cantada faz tempo. O Galo forte e vingador cresceu durante a temporada, afinou a estratégia, refinou o entrosamento entre suas linhas, controlou os nervos, domou adversários mais impetuosos, dosou adrenalina e tensão na medida certa. Avançou rodada a rodada para o botar a mão na taça que tantas vezes lhe escapou.

Fico a imaginar o quanto há de atleticano com choro, neste momento. Choro de alegria, de alívio, de 50 anos de espera. Choro de saudade, de lembranças. Sobretudo nestes tempos de pandemia quantos não partiram sem ter visto, uma vez que fosse, os alvinegros com a faixa de campeões do Brasil? Quantos vovôs, titios, papais, mamães estão a festejar, lá em cima, a façanha histórica de Hulk, Nacho, Diego Costa, Zaracho, Keno, Tchê Tchê, Allan, Arana e tantos outros heróis? Há festa no céu, no mar e na terra, hoje, pelo Gallo campeão.

Maldito corona, que nos impede de circularmos à vontade. Não fosse essa restrição, pegava um avião agora e ia juntar-me à galera atleticana em Belo Horizonte para comemorar o título até o amanhecer. Até amanhã, até domingo, até o começo de 2022. Mas, como também tenho de trabalhar (logo mais tem SportSCenter, com o querido Paulo Amigão), fica aqui minha alegria. Caramba, estou emocionado!

Viva o Galo! Viva o campeão brasileiro! 

Hulk é a cara, o artilheiro, o líder, o cara do Atlético-MG campeão brasileiro
Hulk é a cara, o artilheiro, o líder, o cara do Atlético-MG campeão brasileiro Pedro Souza/Atlético-MG
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O Palmeiras deve um busto para Abel Ferreira na porta do estádio

Antero Greco
Antero Greco

Sei que, em momentos de euforia, há tendência a exageros. Por uma conquista aqui, uma vitória memorável ali, logo um técnico, um jogador, um dirigente se transforma “no maior da história” de clubes centenários. Mesmo que, no mês seguinte, sai enxotado e vá par o rival. Tudo bem, acontece. Como diria o filósofo da bola Vanderlei Luxemburgo, “isso pertence ao futebol”.

A bola da vez é Abel Ferreira. O português desembarcou por aqui como ilustre desconhecido e, com pouco mais de um ano de casa, tem apenas duas Libertadores na sequência e uma Copa do Brasil. Fora outras taças que bateram na trave - ou foram desperdiçadas nos pênaltis. Em brevíssimo tempo, ele já entrou na galeria dos grandes “professores” da Academia Alviverde. 

Dá para colocá-lo em prateleira de destaque, ao lado de nomes históricos. Para o palestrino mais jovem, lembro aqui alguns que, dos anos 50 para cá, tiveram papel importante na grandeza da equipe. O primeiro que me vem à cabeça é Osvaldo Brandão, artífice da segunda versão da Academia, no começo dos anos 70. Outro a ser lembrado é Sílvio Pirillo, na construção da primeira Academia, nos anos 60, projeto ampliado e afinado por Filpo Nuñes e, depois, por Mario Travaglini e Rubens Minelli. Gente importante, que ajudou a construir a fama alviverde. 

Dá para acrescentar, nas décadas mais recentes, Vanderlei Luxemburgo, com a versão três da Academia, aquela formada com a força da Parmalat e que, em 1992, tirou o Palmeiras da fila de 16 anos sem títulos. Luxa ganhou, se a memória não me traiu, cinco Estaduais com o Palmeiras, fora os Brasileiros de 93 e 94. E, claro, acrescente-se aqui Luis Felipe Scolari, com a Libertadores de 99, início da série. 

O mais novo integrante dessa casta é Abel Ferreira. E com que peso! Não há como contestar as duas Libertadores em seguida. É feito notável, raramente alcançado na história da competição, inédito para o Palmeiras. O português não só recolocou o Palmeiras no lugar devido, como diria que o elevou até. Com méritos. Nem sempre com futebol vistoso, mas consciente do que pretende, dos objetivos a alcançar. 

Abel assume, às vezes, ares um tanto arrogantes, próprios dos europeus a tratar com as antigas colônias. Tudo bem, eles são assim mesmo, nos vêm do alto de suas culturas milenares. Releve-se, no caso do treinador, porque compensa com atitudes transparentes, sérias, honestas. Não o conheço pessoalmente, fiz só uma entrevista com ele (para o Bola da Vez) e me causou excelente impressão. Não é duas caras, traíra, nem para-quedista. Não apareceu na profissão do nada. Ao contrário, passa paixão por aquilo que faz, prepara-se, estuda. Por isso, vence. 

Abel fala em cansaço mental, em saudade de casa - sentimentos normais para quem vive longe da pátria. Mas, fosse o Palmeiras, nem por sonho permitiria que fosse embora agora, com a perspectiva de nova disputa de Mundial. Por mim, a diretoria do Palmeiras deve dar-lhe férias desde já e pedir retorno só no início de janeiro. Com a missão de pensar só no Mundial de Clubes.

Daí, se houver nova conquista, que se volte a conversar a respeito do futuro dele. Se ficará até o fim de 22, é outra história. Porém, antes de ir embora, que se eternize a passagem dele com um belo busto, de preferência na porta do estádio. Ele está a fazer por merecer. (Não usei o gerúndio “fazendo” em respeito à construção lusitana, tão ao gosto do Abel.)

Abel Ferreira constrói caminho para ser um dos maiores técnicos do Palmeiras
Abel Ferreira constrói caminho para ser um dos maiores técnicos do Palmeiras Cesar Greco / Palmeiras
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No banco, a diferença em favor do Palmeiras no tri sobre o Flamengo

Antero Greco
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Não sou dos que endeusam treinadores, nem costumo comover-me com os duelos nos bancos de reservas. No entanto, reconheço, curvo-me e admito: desta vez, o papel do professor foi fundamental na construção de um título. Abel Ferreira armou um Palmeiras quase impecável para o duelo decisivo com o Flamengo. 

Vejamos por quê.

O Flamengo entrou em campo com o que tem de melhor, incluído Arrascaeta, cérebro do time e que acaba de recuperar-se de longo afastamento. Era a escolha óbvia para Renato Gaúcho, ao imaginar que o uruguaio faria a diferença. O uruguaio até correspondeu, embora tenha se esgotado com o esforço demandado para chegar ao empate no tempo normal. No mais, não havia o que contestar, e todo rubro-negro sabe a escalação de cor.

Abel surpreendeu, em cima da hora, ao confirmar Danilo como volante e não Felipe Melo, como seria o óbvio. As últimas formações davam a entender que o experiente marcador começaria, para impor-se sobre os talentosos meias adversários. E, para mim, aí o português iniciou a trajetória de sucesso em Montevidéu. Com Danilo, o meio alviverde ficou ágil e forte ao mesmo tempo. O moço aguentou o tranco, ganhou muitos duelos com o próprio Arrascaeta e com Andreas Pereira. Fez bem a parte dele até sentir e ser substituído por Patrick de Paula.  Saiu e veio o gol de empate.

Não foi só. Abel montou uma linha de três na zaga, com Gomez, Luan e Piquerez nessa função. Maike fez papel de ala na direita e Scarpa em muitos momentos atuou como ala na esquerda. O Palmeiras fechou caminho para a criação do meio do Flamengo. Em contrapartida, Renato não percebeu a armadilha e confiou no poder de improvisação de seus jogadores. De um lado, houve quem estudasse uma trama (Abel). De outro, aquele que confiou na intuição (Renato). 

O Palmeiras mostrou-se mais concentrado, inteiro e consciente do que pretendia fazer. Desde o início, abriu as cartas na mesa e não escondeu ao Flamengo que marcaria forte e usaria Dudu e Rony como válvulas de escape nos contragolpes. Além da habilidade de Scarpa e Raphael Veiga. Tática que deu certo de cara, com o gol de Veiga aos 5 minutos. 

A vantagem encorpou o Palmeiras, que para a maioria dos críticos (e me incluo) não era favorito diante do Flamengo. Como acontece nessas ocasiões, quem salta na frente enche-se de brio, de moral, e joga toneladas de responsabilidade nas costas do adversário. Foi o que se viu no primeiro tempo, em que o Flamengo tentou recuperar o controle e não conseguiu. No máximo, teve uma finalização, que parou nos braços de Weverton. 

O Palmeiras esteve mais sólido, na estrutura tática e no emocional. Não foi brilhante, porém o suficiente para segurar o Flamengo, que em raros momentos exibiu seu repertório de alto nível e chegou a criar algumas oportunidades. Como no gol de empate, marcado por Gabigol, na metade da segunda etapa. Mas, mesmo depois da igualdade, o desequilíbrio persistiu, com os palmeirenses mais serenos, seguros do que pretendiam, contra uma tropa rubro-negra atordoada. Os bancos faziam diferença. 

A estocada veio na prorrogação, com o gol de Deyverson, ao aproveitar falha de Andreas Pereira. Erro que coloco na conta do cansaço. O segundo gol palmeirense derrubou o Flamengo, fez as pernas dos jogadores pesarem como chumbo, travou o raciocínio. Renato encheu o time de jogadores de ataque; opção inútil, porque faltou tática. Era ligação direta, eram chutões pra frente, eram finalizações sem sentido. O relógio correu em favor do Palmeiras. 

Escrevi que um só seria tri, mas que ambos são vitoriosos. E é isso mesmo: Palmeiras e Flamengo são dois dos melhores times da América. Não chegaram à decisão por acaso; tiveram méritos e o destaque dos últimos anos é consequência de planejamento, investimento, de aposta na montagem de equipes fortes. Serão protagonistas, ainda, por bom tempo. 

Só que hoje a festa é da torcida que canta e vibra. E os palestrinos têm de comemorar muito. O Palmeiras é tri da América. O Palmeiras é gigante. Chore, grite, xingue, desabafe, nem durma, porque o sábado 27 de novembro entrou para a história!

Abel Ferreira fez enorme sombra sobre Renato Gaúcho na decisão da Libertadores
Abel Ferreira fez enorme sombra sobre Renato Gaúcho na decisão da Libertadores Cesar Greco / Palmeiras
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O Imortal Grêmio nos últimos respiros para evitar nova queda

Antero Greco
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O Grêmio sempre foi daqueles times que a gente olha com carinho, inveja, respeito. Pela história, pelo carisma, pelas conquistas. Desde garoto, eu vejo o tricolor como sinônimo de futebol competitivo, forte, representante da ‘genuína escola gaúcha”, seja lá o que isso signifique. Eu associei a garra, suor, disputa até o fim.

Agora, o Grêmio me desperta angústia, aflição e dó. Chato escrever isso, mas é a verdade. Esses sentimentos incômodos já há algum tempo dão as caras, toda vez em que paro para assistir a um jogo do segundo maior vencedor da Copa do  Brasil, do tri da América. No lugar de técnica, habilidade, intensidade, vejo nervosismo, insegurança, tensão. Medo. Sim, o medo no rosto da rapaziada - e do torcedor. 

Isso tudo esteve presente há pouco, nesta sexta-feira (26/11), em Salvador, no duelo com o Bahia. O Grêmio entrou em campo encorajado por duas vitórias e um empate nas três últimas apresentações. Passou a respirar ares de esperança, vislumbrou no caminho proezas que o transformaram no Imortal.

A confiança desmoronou antes dos 20 minutos, com os gols marcados por Matheus  Bahia aos 13 e Rai aos 17. Gols que foram consequência da estratégia e da ousadia dos tricolores locais, mas também consequências de falhas coletivas e individuais da turma de Vagner Mancini. No primeiro, vacilo do goleiro Grando; o segundo com indecisão dos experientes Geromel e Kanemann. 


         
     

Em circunstâncias normais, já seria tarefa complicada anular a diferença; mas, ok, isso acontece com frequência. No meio da semana mesmo veio o empate com o Flamengo, depois de 2 a 0 contra. Porém, fora de casa, diante de um rival muito ameaçado pela queda e com a reta final despontando, a dureza triplicou. 

 O Grêmio sentiu o baque, e muito. Expôs o máximo que pôde, conseguiu diminuir com Thiago Santos aos 16 do segundo tempo e, quando tentava arrancar um fio de força, tomou o golpe de misericórdia com Daniel aos 39. A imagem da televisão mostrava o ar perdido de Diego Souza, Jean Pyerre, Douglas Costa, Ferreirinha, Borja. Novos ou pouco rodados, os boleiros perceberam que a queda está logo ali.

Restam três chances finais, contra adversários gigantes e com objetivos distintos. O próximo é o São Paulo, 42 pontos e ainda com risco. Depois, vêm Corinthians, de olho na Libertadores, e Atlético-MG a um passo do título. Para alcançar a liberdade, o Grêmio precisa ganhar os três e torcer por combinações desfavoráveis para os demais, sobretudo para Juventude e Bahia. Na teoria, é possível; a prática é que tem sido impiedosa e dolorida, porque escancara como o time está desequilibrado. 

A gangorra da vida está para aprontar uma das suas para o Grêmio. Outro dia estava no topo da América, flertou até com o Mundial. Ainda nesta temporada disputou a final da Copa do Brasil com o Palmeiras. Agora tem a Segundona como abismo a apresentar-se à sua frente. Antes de jogar a toalha deve juntar fôlego para um último esforço; milagres andam em falta, mas ainda acontecem. Quem sabe?...

Mancini teve dificuldades no meio da semana contra o Flamengo. agora, penou em Salvador
Mancini teve dificuldades no meio da semana contra o Flamengo. agora, penou em Salvador LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
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Ceará vê contra o Corinthians que é possível sonhar com Libertadores

Antero Greco
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Até um tempo atrás o Ceará convivia com a nuvem pesada que ronda boa parte dos times da Série A: a ameaça de rebaixamento. Andava meio pra baixo, ao mesmo tempo em que via o rival Fortaleza ficar todo pimpão no bloco de cima, com flerte até com a quarta colocação. Uma desfaçatez para a rivalidade local. 

Eis que veio a reviravolta, sobretudo com uma sequência de bons resultados no returno - o mais recente a vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians, na noite desta quinta-feira (25/11). O público que foi em peso ao Castelão saiu de lá com sensação muito distante daquela de meses atrás. Agora, não se teme a Segunda Divisão, mas se sonha com a Libertadores. Sim, senhores, o Vozão pode ir pra América em 22.

Brasileirão: Ceará busca o desempate no fim e bate o Corinthians no Castelão; VEJA os gols

         
     


Não é missão suave, tampouco se trata de devaneio, de loucura de verão. Com 49 pontos, está em oitavo lugar. E, como a todo momento se abre vaga nova para a Libertadores, o Ceará está de olho numa delas, provavelmente para disputar a fase preliminar. Seja lá o que for, o que vier estará bom, e serve como prêmio e estímulo. O que atrapalha é o excessivo número de empates - 16 até agora, o que o deixa como “líder” nesse quesito, ao lado do Cuiabá.

E, por pouco, o Ceará não sai de campo com o 17.º empate. Fez o primeiro com pouco mais de cinco minutos de jogo (Vina, aos 6, numa falha de Cássio em reposição de bola), segurou a vantagem o quanto pôde, mas cedeu a igualdade aos 39 do segundo tempo (Roger Guedes). Como a fase é inspirada, marcou de novo, com Yony Gonzalez, aos 42. Um final de jogo espetacular, que valeu por todo o restante.  E com um gostinho para Tiago Nunes, que já esteve no banco corintiano.

O que o duelo alvinegro revelou? Há diferenças sutis entre um bloco enorme de competidores - na verdade, depois de Atlético, Flamengo e Palmeiras, vêm pelo menos 10 equipes que podem ter pretensões semelhantes no Brasileiro. Ceará e Corinthians são duas delas, agora separadas apenas por quatro pontos (53 a 49).

O jogo também expôs limitações do Corinthians, quando não pode contar com seus reforços de peso. Em Fortaleza, apenas Roger Guedes começou como titular, Renato Augusto e Willian vieram do banco, e Giuliano está fora de combate. Ou seja, sem o quarteto a turma sob comando de Sylvinho é bem mediana. O que reforça algo que tenho afirmado, aqui e na tevê: para ser mais competitivo em 22, a direção corintiana terá de fazer investimentos no elenco; senão, não aguenta.

Vina comemora gol do Ceará
Vina comemora gol do Ceará Stephan Eilert/Ceará SC
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O Palmeiras precisava de despedida digna. E assim travou Atlético-MG

Antero Greco
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A torcida do Palmeiras andava na bronca com Abel Ferreira e os jogadores. A sequência de três derrotas (Fluminense, São Paulo, Fortaleza) fez soar a cornetagem e aumentou a ansiedade na semana da decisão da Libertadores. 

Das derrapadas para tricolores a mais sentida foi aquela por 2 a 0 para os rivais paulistas, sete dias atrás, no Allianz Parque. O São Paulo estava perto da zona de rebaixamento e deu uma enorme respirada diante de um Palmeiras reserva, apático, sem brilho e com direito a vaias para jogadores e o treinador. 

Por isso, era importante despedir-se com estilo, antes do embarque para Montevidéu. E, outra vez com reservas, desta vez não decepcionou. Ao contrário, foi bem no empate por 2 a 2 com o Atlético-MG, num jogo equilibrado, movimentado, com alternativas para ambos os lados. O Galo teve uma bola na trave, que poderia dar-lhe a vitória, e Victor Luis perdeu gol feito quase no fim. 

O resultado não muda a vida de nenhum dos dois no Brasileiro. O Galo continua líder sossegado, com 75 pontos, 8 à frente do Flamengo e com mais 4 rodadas até o encerramento do campeonato. Não faz a festa do título no fm  de semana, mesmo se ganhar do Fluminense, em BH. Mas colocar a mão na taça é questão de tempo. 

O Palmeiras se mantém na terceira colocação, agora com 59 pontos e seis de vantagem sobre o Corinthians. Tem ainda Cuiabá (fora de casa), Athletico (f) e Ceará (c) . A tendência é a de que termine mesmo nessa posição. Difícil ser superado, apesar do grande número de derrotas (12 em 35 jogos). 

Abel nem ficou no banco, porque estava suspenso, mas deve ter gostado do que viu. Assim como o público que esteve no estádio verde. Sem nenhum titular, mas com turma que sempre tem entrado, encarou o Atlético com brio, ficou duas vezes em vantagem e por um triz não venceu. Um dos destaques foi Wesley, autor do primeiro gol, aos 28 minutos da etapa inicial. Em vários momentos, mostrou piques, dribles e finalizações que o levaram, tempos atrás, a ser titular. 

Ante do intervalo, Zaracho empatou (36) e diminuiu a tensão mineira. No segundo, Deyverson fez 2 a 1, de cabeça, aos 13, em cobrança de escanteio, depois que Everson ter defendido pênalti chutado por Patrick de Paula. Mas Hulk, artilheiro e melhor do Brasileiro, empatou aos 16, com um chutaço de fora da área. 

O empate acalmou o público palestrino, arrancou aplausos, abriu sorrisos nos jogadores. Era a leveza de que o grupo precisava. Atrapalhou um pouco o Galo, é verdade. Mas o Flamengo também não fez a parte dele. Portanto, prejuízo mínimo. 

O que vai rolar com o Palmeiras no Uruguai? Bem, é outra história, a ser escrita no sábado.

Hulk não perdoa: o melhor do Brasileiro fez o dele nos 2 a 2 com o Palmeiras
Hulk não perdoa: o melhor do Brasileiro fez o dele nos 2 a 2 com o Palmeiras Divulgação Atlético-MG
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E o Flamengo coloca mais uma gota no copo de fel do Grêmio

Antero Greco
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Não sei se vocês tiveram a mesma sensação, mas o primeiro tempo de Grêmio x Flamengo foi muito sossegado. Tranquilo demais para um time que se prepara para a final da Libertadores e, sobretudo, para outro que luta para espantar o rebaixamento. O 0 a 0 foi arrastado preguiçoso, na noite desta terça-feira (23/11), na vazia arena tricolor. (A propósito: devem estar contentes os vândalos que levaram a essa punição? Ajudaram muito o time deles…)

O segundo tempo, no entanto, fez a partida pegar fogo. A reserveira rubro-negra desandou a jogar bola, fez 2 a 0, com Vitinho aos 13 e aos 29 minutos, e parecia ter batido desespero no Grêmio. Para complicar, Jhonata Robert tomou vermelho aos 15. A tragédia não foi completa porque Borja aos 31 e Ferreirinha aos 37 empataram. 

O resultado não foi grande coisa para nenhum dos lados. O Flamengo continuou distante do Atlético-MG, numa pouco improvável reviravolta nas rodadas finais. O Grêmio permanece atolado na zona de rebaixamento, quatro atrás do Juventude, o primeiro fora, e cinco a menos de São Paulo, Athletico e Atlético-GO. 

'Campeonato Brasileiro é assim mesmo': Renato Gaúcho diz que jogo entre Flamengo e Grêmio 'foi bom'; VEJA




Mas o que se pôde constatar no jogo? Em primeiro lugar, a seriedade do Flamengo. A delegação rubro-negra treinou no CT do Grêmio, Renato Gaúcho é ídolo local, com direito a estátua na entrada do estádio, e o clima era de cordialidade. Os visitantes, no entanto, não amoleceram e se comportaram como profissionais. Assim tem de ser, para que não fiquem dúvidas. Se bem que, vá lá, diminuiu  a intensidade, com a vantagem. E Renato tirou de campo o inspirado Vitinho.

O Flamengo provou, pela enésima vez, que tem elenco de primeira. Os reservas são um pouco menos bons do que os titulares, mas melhores do que a maioria dos adversários na Série A. Renato está bem servido de alternativas para a final de sábado. As principais: Vitinho, Pedro (que voltou, depois de artroscopia) e Arrascaeta (sem ritmo, ainda, mas foi decisivo no primeiro gol). 

E o Grêmio? Bem, ao Imortal resta torcer por infinidade de combinações negativas desse grupo de concorrentes ameaçados e, principalmente, fazer a parte que lhe cabe. Era tarefa complicada bater o Grêmio, não impossível. Havia conseguido, tempos atrás, essa proeza no Maracanã, contra a força máxima. Negou fogo. 

A instabilidade emocional é evidente. A expulsão de Jhonata escancarou, fora as reações de jogadores no banco de reservas (o goleiro Brenno também tomou vermelho) e aqueles substituídos (Diego Souza saiu bufando). Dentro de campo, poucos lances de perigo, muita afobação, compensados com suor e entrega. Porém, para ver-se livre de outra volta para Segundona é preciso mais… bola! Missão complicada para Vagner Mancini e sua tropa.

O Grêmio tem as últimas cartadas contra Bahia (fora de casa), São Paulo(c), Corinthians (f) e Atlético-MG (c) na rodada de encerramento. Esperança? Claro, é preciso mantê-la. Mas a realidade desenha quadro aterrador. A copo de fel teve uma gota acrescentada pelo Flamengo. 

Continua difícil a missão de Mancini livrar o Grêmio da Série B em 2022
Continua difícil a missão de Mancini livrar o Grêmio da Série B em 2022 Mourão Panda / América
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Botafogo campeão da Série B me fez voltar para os tempos de infância

Antero Greco
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Ando emotivo - acho que é idade, pandemia, sensibilidade. Ou tudo isso junto. 

Pois não é que me flagrei até com os olhos marejados ao ver a alegria dos jogadores do Botafogo assim que terminou a partida contra o Brasil? A festa dos rapazes, após o 1 a 0 em Pelotas, me contagiou. A euforia pela conquista do título da Série B saiu da telinha da tevê em que acompanhava o jogo e chegou à minha sala. Assim como deve ter chegado na casa de milhões de alvinegros pelo País. 

A reação daquele grupo de profissionais resumiu satisfação, alívio, perspectiva de 2022 melhor. Representou redenção, ascensão, visibilidade. Foi o fecho de um ano complicado, de trajetória nada fácil na segunda divisão nacional. O Botafogo chegou à penúltima das 38 rodadas da competição classificado para o retorno à elite e com direito a colocar também a mão na taça. Antes, porém, passou por incertezas, tropeços, mudanças, temor e apreensão. Por isso, a festa foi maior. 

Disse no título que o Botafogo me fez dar um salto no tempo e voltar para a infância. Sabe por que, amigo torcedor? Porque sou de uma época em que os grandes clubes do Brasil, aqueles que mais chamavam a atenção, eram Santos, Botafogo, Palmeiras, Cruzeiro. Fim dos anos 50, começo e meio dos anos 60, esse quarteto brilhava, por reunir craque em pencas em seus elencos. Quando se encontravam, o que era raro, a gente parava para ver na tevê (também esporadicamente) ou ouvir no rádio. Não dava outra: era só jogaço. 

Cresci cheio de admiração pelo uniforme do Botafogo, com aquela estrela linda e com os meiões de cor cinza, pra mim até hoje símbolo de futebol. Mas cresci admirando à distância - sou de São Paulo - astros como Manga, Didi, Paulistinha, Quarentinha, Zagalo, Nilton Santos, Amarildo, Airton, Rildo, Pampolini e tantos outros. Era fã também de João Saldanha, técnico, jornalista e polemista de primeira. Muitas vezes, nas peladas de rua, meu time era o Botafogo, "o time da Estrela Solitária". Achava bonito falar assim, parecia uma coisa pomposa, nobre, brilhante. 

O Botafogo faz parte da minha formação como fanático por futebol. No meu time de botão, ele era um dos favoritos aos torneios Rio-São Paulo que inventava com meus amigos. Colecionava figurinhas desses craques acima, tenho até hoje o time completo de Onze de Ouro, jogo de botões que a gente comprava em banca de jornal. No cinema, esperava com ansiedade o Canal 100 para ver imagens dos dribles de Garrincha em tamanho gigante e em câmera lenta. 

O Botafogo é uma das lendas em minha vida. Assim como o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Cruzeiro de Tostão. 

Sei que o Botafogo de hoje não é sombra daquele glorioso. Dói ver as dificuldades que enfrenta, assim como magoam as quedas. Mas, caramba, é sempre Botafogo! Não é qualquer clube que teve Garrincha, um dos gênios da bola em todos os tempos. Só por isso sempre tive e terei simpatia, apreço, respeito por ele. 

Espero que o retorno à Série A represente reviravolta, ressurgimento, renascimento. Que o Botafogo honre sua tradição e o amor de seus torcedores. 

Parabéns, campeões! Parabéns para Diego Loureiro, Carlinhos, Diego Gonçalves, Marco Antônio, Pedro Castro, Romildo e Ronald, a turma que começou o jogo contra o Brasil. Parabéns para Enderson Moreira, que pegou o barco andando e o conduziu a porto seguro e vitorioso!

Enderson Moreira foi um dos responsáveis pelo resgate do Botafogo e a volta para a Série A
Enderson Moreira foi um dos responsáveis pelo resgate do Botafogo e a volta para a Série A Gazeta Press
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Botafogo campeão da Série B me fez voltar para os tempos de infância

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Flamengo aprovado com louvor no ensaio para a Libertadores

Antero Greco
Antero Greco

O Flamengo usou o jogo com o Internacional, na noite deste sábado (20/11), como ensaio geral e final, antes do jogo com o Palmeiras, na decisão da Conmebol Libertadores. E foi aprovado. Diria com louvor, para ficar numa expressão antiga. Não só pelo resultado - vitória por 2 a 1 -, mas pelo desempenho: soube ser incisivo no começo, resistiu à pressão e ainda por cima recuperou vários titulares. 

A estratégia de Renato Gaúcho no clássico no Sul foi semelhante à de Abel Ferreira no jogo em Fortaleza: ambos recorreram praticamente ao que têm de melhor, como forma de movimentar a tropa a uma semana do auge da temporada. Em seguida, devem colocar só reservas, na terça-feira, diante de Grêmio e Atlético-MG, respectivamente. 

O resultado dessas escolhas foi bem diferente e mostrou duas equipes em momentos distintos. O Flamengo engrandece, encorpa, ganha pontos e moral na arrancada para Montevidéu. Foi bem contra São Paulo e Corinthians, e repetiu a dose pra cima do Internacional. Fez dois gols em poucos momentos, colocou o adversário nas cordas e, mesmo depois de levar um gol, manteve o controle.

Flamengo vence Internacional em jogaço no Beira-Rio com gols de Gabigol, Andreas Pereira e Taison no Brasileirão

         
     

O Palmeiras, ao contrário, penou diante do Fluminense, no domingo passado. Na terça-feira, foi um fiasco contra o São Paulo e conseguiu a proeza de jogar pior contra o Fortaleza. Vários titulares baixaram demais de rendimento. O que aumenta a inquietação do torcedor, nos dias mais agitados da temporada de 2021. 

No jogo no Sul, destaque para a recomposição da dupla de zaga principal, Rodrigo Caio e David Luiz. Houve alguns desencontros, mas no geral se comportaram bem. David Luiz salvou até gol em cima da linha. A presença de Arrascaeta em parte do segundo tempo serviu para dar esperança de que comece o jogo no Uruguai. Ainda está com pouco ritmo; porém, mostrou recuperação física completa. 

A defesa funcionou e sofreu sobrecarga porque o Inter se jogou à frente, depois de levar dois gols em poucos minutos. O meio-campo deu conta do recado e o ataque idem. O Flamengo poderia ter virado o primeiro tempo com vantagem maior. Gabigol aos 4 minutos e Andreas aos 11 marcaram e, na sequência, surgiram ao menos outras duas oportunidades. Taison diminuiu aos 41.

O Inter jogou bem, o que valorizou mais o resultado do Flamengo, vice-líder com 66 pontos, oito a menos do que o Galo. Os rubro-negros, em teoria, têm chance ainda de conquistar o título. O que, na prática, é muito difícil. Em todo caso, as vitórias seguidas jogam o moral da tropa na estratosfera - e isso conta demais, nesta hora. 

Renato e seus rapazes se enchem de moral, com três vitórias em uma semana
Renato e seus rapazes se enchem de moral, com três vitórias em uma semana LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
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Tática do Abel é enervar torcedor do Palmeiras antes da final com o Flamengo

Antero Greco
Antero Greco

Após o jogo com o São Paulo, no meio da semana, Abel Ferreira apareceu pilhado na entrevista coletiva. O treinador do Palmeiras bufou, ergueu a voz, diante das críticas, e avisou que tudo está sendo feito segundo planejamento. Até a escolha de um time reserva para apanhar de 2 a 0 de um rival que estava na zona de rebaixamento. Quer dizer, ninguém tem capacidade para entender sua estratégia.

Agora, depois de apanhar do Fortaleza, por 1 a 0, na noite deste sábado (20/11), ficou mais clara a tática do comandante português, uma semana antes da final da Libertadores: deixar o palestrino furibundo, com o coração na mão e com a pulga atrás da orelha. Só pode ser isso, pois o que se viu, no Castelão, foi uma apresentação horrível, abaixo da média. E, pior: com o time principal. 

Não houve um que se destacasse no duelo com o Fortaleza, agora quarto colocado no Brasileiro e firme na briga por vaga na Libertadores de 22. Voltaram titulares como Gomez, Piquerez, Luan, Dudu e… e não foi muito diferente do que aconteceu no Allianz, no clássico paulista. Aliás, foi, sim: o Palmeiras conseguiu ser pior. 

Gol do Fortaleza contra o Palmeiras! David arrisca de longe, Weverton espalma e Robson abre o placar no rebote

         
     

A rigor o único lance em que levou perigo foi quase no final, em chute de Patrick de Paula, de fora da área, que morreu no gol. Seria o empate. No entanto, VAR e árbitro de campo chegaram à conclusão de que Gomez, que voltava de impedimento, participou da jogada, tirou a atenção do goleiro Boeck e foi anulado. Seria castigo para o Fortaleza e prêmio imerecido para um insípido Palmeiras. 

A sequência no Brasileiro, no período que antecede o momento máximo do ano, não anima. O Palmeiras, até uma semana atrás, vinha com seis vitórias enfileiradas, com jogadores recuperando a forma e com desempenho leve e convincente. Daí desandou a perder, para Fluminense (2 a 1, de virada), São Paulo (2 a 0, fora o baile) e agora Fortaleza (1 a 0, sem impor resistência). Para fechar a série, na terça-feira, antes do embarque para Montevidéu, tem o jogo que pode significar o título brasileiro para o Atlético-MG, após 50 anos de espera. Perder é a lógica…

Esse quadro desanimador significa que o sonho do tri da América deve ser abandonado pelo Palmeiras? De forma alguma. Trata-se de batalha única, à parte, em campo neutro e com motivação superelevada. Claro que é possível bater o Flamengo, embora seja empreitada pra lá de complicada. Para tanto, será necessário o jogo perfeito dos palmeirenses, o que não tem ocorrido com frequência.

A estratégia de Abel e seus colaboradores neste momento é questionada, e não tiro a razão do torcedor. Ficou no ar a dúvida: por que time reserva, em casa, contra o São Paulo em crise, e time titular, numa viagem longa para o Ceará? O técnico sabe que se encontra entre dois extremos: ou será exaltado como o maior “general” da história alviverde, na eventual conquista da taça, ou será execrado, porque o palmeirense raiz não perdoa e solta a corneta?

Como não desejo mal para ninguém, espero que ocorra a primeira alternativa. 

Mas, com esse futebolzinho de momento, é difícil manter euforia…

Abel Ferreira diz que está tudo planejado para a final. Até as derrotas no Brasileiro?
Abel Ferreira diz que está tudo planejado para a final. Até as derrotas no Brasileiro? Cesar Greco / Palmeiras

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Tática do Abel é enervar torcedor do Palmeiras antes da final com o Flamengo

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Fla passa o rodo nos paulistas

Antero Greco
Antero Greco

O Flamengo anda impossível no Brasileiro de 21, pelo menos quando topa com paulistas. Não pode ver rival do lado de cá que passa a régua sem dó. Lascou o quarteto principal, com sete vitórias, em ida e volta (ainda falta pegar o Santos no returno). O único que segura a honra bandeirante é o Red Bull Bragantino, que venceu por 3 a 2 no Rio e empatou por 1 a 1 em casa. 

A farra rubro-negro contra os times de São Paulo tem 1 a 0 e 3 a 1 diante do Palmeiras. Mais 5 a 1 e 4 a 0 no São Paulo, ou 3 a 1 e 1 a 0 no Corinthians, além dos 4 a 0 no Santos. Volta a encarar o Peixe no dia 6 de dezembro, penúltima rodada do campeonato deste ano, na ressaca da final da Conmebol Libertadores

O Flamengo seria campeão paulista com os pés nas costas. Quer dizer, só deveria fugir do Braga numa eventual final…

Brincadeira à parte, o Flamengo mostrou força, na reta decisiva da preparação para o duelo em Montevidéu, no dia 27, com uma vitória de autoridade sobre o Corinthians. O placar foi magro (1 a 0) e construído em cima da hora (Bruno Henrique, aos 49 do segundo tempo). Mas o futebol se revelou consistente.

Flamengo vence Corinthians com gol de Bruno Henrique nos acréscimos; VEJA!


         
     

Sobretudo por um detalhe: Renato Gaúcho optou por colocar a maioria dos reservas em campo, assim como fez seu colega Abel Ferreira, pouco antes, no clássico paulista. Com uma diferença gritante: o time B do Flamengo é melhor do que seu equivalente palestrino. Os verdes foram frágeis contra os tricolores; os rubro-negros sufocaram os alvinegros praticamente do início do ao fim, no Maracanã.

Ok, ok, o que aconteceu nesta quarta-feira (17/11) não tem nada a ver com o encontro marcado no Uruguai. Lá será confronto único, campo neutro, taça em jogo, rivalidade acesa de ambos os lados. Até a motivação dos jogadores muda. 

Porém, há detalhes a serem considerados. O Flamengo volta a subir, no momento certo, e o Palmeiras volta a descer, na hora errada. O Flamengo saiu de casa com a alma lavada e acolhido por seu público, que vibrou com o jogo e com a vitória. 

O Palmeiras saiu do Allianz Parque, uma hora antes, sob desconfiança de parte do público. Sob vaias também. A plateia palestrina não perdoou alguns jogadores - Luiz Adriano o alvo principal da ira. Isso não é bom. O astral também conta em futebol. 

Renato e seus jogadores se divertem quando topam com times de São Paulo
Renato e seus jogadores se divertem quando topam com times de São Paulo Gilvan de Souza/Flamengo

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Ceni deve um almoço para Abel

Antero Greco
Antero Greco

Antes do jogo, a televisão mostrou uma cena singela: Rogério Ceni e Abel Ferreira trocaram cumprimento carinhoso, com afago no rosto e conversa de pé de ouvido. Gesto bonito, cordial, como se espera de profissionais corretos. Parabéns.

Mas, por tudo o que rolou em campo em seguida, nesta quarta-feira (17/11), tenho a impressão de que bem poderiam ter marcado um almoço de fim de ano, ou quando houver uma folga na escala de trabalho de ambos. E quem tem de pagar é o são-paulino. 

Por que tem de pôr a mão no bolso? Porque recebeu um presentão do amigo português. Abel optou por escalar time reserva do Palmeiras, num dos clássicos de maior tradição para os dois lados, e facilitou muito a tarefa tricolor na briga contra o fantasma do rebaixamento. 

O São Paulo jogou mais e melhor, na casa do anfitrião, saiu com 2 a 0 no bolso e aliviado. Fora um gol anulado pelo VAR e o baile no Allianz Parque.

São Paulo vence Palmeiras com tranquilidade e respira no Brasileiro; VEJA os gols!


         
     

 De forma racional, dá para entender a lógica que moveu Abel: a dez dias da decisão da Conmebol Libertadores, não vale a pena correr risco de ter algum jogador machucado. Preferível penar num jogo de Brasileirão do que ter a tropa desgastada no desafio principal da temporada de 2022, o inédito tri sul-americano.

Muito bem. Mas tem o lado emocional. O Choque-Rei não é um jogo qualquer, tem história, tradição, rivalidade, envolve muita coisa. O São Paulo é dos adversários mais ferrenhos da turma verde, e isso bem de longe. Em situação complicada como estava, era chance de o Palmeiras aumentar a pressão do outro lado do muro. 

Tem mais: Abel teve a oportunidade de poupar jogadores contra o Fluminense, no Rio, no fim de semana. Ali, sim, foi deslocamento inútil. Para piorar, as duas derrotas em seguida - mais ossos duros contra Fortaleza (sábado) e Galo (terça) - podem influir no ânimo dos jogadores para o grande pega com o Flamengo. 

Na torcida, houve divisão. Notei, nas redes sociais, gente contra e a favor a escolha de Abel. No estádio, deu pra ver mais bronca do que apoio. Embora, tudo possa ser esquecido, se houver nova conquista da Libertadores. O humor do torcedor varia.

O São Paulo não tem nada com isso e fez a parte que lhe cabia. Descontou a derrota em casa para o Flamengo, acumulou mais três pontos e ouso dizer que está a meio passo da liberação definitiva. Com os 41 pontos que tem agora, e com mais seis rodadas pela frente, o são-paulino pode respirar com calma: não haverá queda.

Rogério mandou força máxima, exceto o suspenso Calleri, e o time demorou apenas um tempo para ajustar-se. Depois de início melhorzinho do Palmeiras, foi o São Paulo quem mandou. A ponto de abrir a vantagem com golaço de Sara, aos 24 minutos, e fechar com gol de Luciano, aos 16 do segundo. Criou inúmeras oportunidades para botar no bolso uma goleada. Não deu, mas ganhou fácil. 

Sei que a decisão em Montevidéu é única. Mas, na reta final, o que se vê é o Palmeiras de novo instável e em baixa, enquanto o Flamengo sobe…Haja coração!

Abel Ferreira assiste à derrota do Palmeiras para o São Paulo
Abel Ferreira assiste à derrota do Palmeiras para o São Paulo César Greco / Palmeiras
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Uruguaio Cunha e a maior afinada de um apitador em tempos de VAR

Antero Greco
Antero Greco

Ultimamente não ando empolgado para escrever sobre a seleção. Confesso que me causa tédio a maior parte dos jogos dela, pois são monótonos e com os adversários de sempre. É um tal de jogar a toda hora contra Colômbia, Chile, Peru, Paraguai...

Mas desta vez não deu para ignorar. Primeiro porque o Brasil pegou a Argentina - e, pra mim, esse é o maior clássico do futebol mundial. Nem tanto pela história de rivalidade; mais pela quantidade de astros que essas escolas já revelaram. 

Porém, o motivo destas linhas de agora é o lance ocorrido aos 33 minutos do primeiro tempo da partida disputada no estádio de San Juan. O zagueiro Otamendi soltou a cotovelada clássica, aquela de sopetão, covarde, doída, que atingiu em cheio a boca do Raphinha. Abriu o lábio do moço, que não parou de sangrar.

Agressão? Otamendi dá cotovelada em Raphinha, brasileiro sangra, fica caído, e árbitro nada marca; VEJA o lance


         
     

Lance na linha de fundo, a meio metro do bandeirinha, que todo mundo que estava lá viu. Quem acompanhou pela televisão viu melhor ainda. Até as neves da Cordilheira dos Andes foram testemunhas da jogada desleal, cretina, coisa de valentão de meia pataca. Artimanha da época do futebol de bola de capotão. 

Noves fora isso, ainda assim teve quem fingiu que não aconteceu nada. Isso mesmo, sua senhoria Andres Cunha, o soprador de apito escalado pela Conmebol para esse confronto. Ele até fez o gesto de ouvir o VAR, olhou pro Raphinha, mandou que saísse de campo para ser atendido e… bola em jogo, vida que segue!

O uruguaio desconsiderou o episódio. Nem o sangue da boca do moço fez com que ensaiasse olhar as imagens. Cunha afinou, para ficar em Português sem rodeio! O juizeco tremeu, arregou, ficou com medo de represálias. Mas represálias de quem? Da torcida? Dos jogadores argentinos? Dos dirigentes locais? Da Conmebol? Da turma da  Fifa, que não quer mais confusão entre hermanos e brazucas?

Quem me acompanha sabe que não sou pacheco, não morro de amores por seleção e não sou dado a patriotadas. Muito menos tenho proximidade ou a mínima simpatia pela CBF. Porém, gosto de futebol, de coisa limpa e lealdade. E o que se viu foi um gesto violento ignorado por um árbitro fraco, sem pulso, indigno do jogo.

[]

Depois fiquei entre gostar e não gostar da reação da rapaziada do Tite. De forma racional, concordei com a postura de evitarem a briga. Seria feio, mesmo, vermos aquelas quebra-paus típicos de anos 30, 40, 50, 60 do milênio passado. Não ficava bem, então, não ficaria hoje. Ainda mais que todos atuam na Europa, muitos são colegas de times ou se encontram por lá a todo momento.

Por outro lado, me decepcionei por não termos um cara mais cascudo, parrudo, destemido, que passasse o recado para os argentinos, na base do “Somos visitas, mas não temos medo”. E desse aquela encarada no Otamendi. No mínimo um olhar ameaçador, que deixasse subentendido que iria tomar uma pior, se repetisse. Ou seja, nessas horas falta, sei lá, um Carlos Alberto Torres, um Júnior Baiano, um Chicão, um Felipe Melo, que não se incomoda de passa o rolo, só se for preciso. 

De maneira geral, o teste valeu para muitos jovens talentos, dos dois lados. O jogo foi pegado, com tom acima do aceitável (até porque perceberam o juiz débil), e serve para dar crosta para quem pretende disputar Mundial e outros torneios pesados. 

Claro que não deveria ser assim, nunca, um jogo de futebol. Na teoria, pois a prática mostra o contrário. Mas, já que a pancada é também realidade em alguns momentos, que se preparem física e psicologicamente para esses embates. Ou, no mínimo, para situações adversas, limites e tensas. 

Tudo isso que escrevi seria desnecessário, se o Cunha fizesse apenas uma coisa, a certa: vermelho para Otamendi. Seria a maior prova de respeito pelo futebol.  A omissão do uruguaio foi mais covarde do que a própria cotovelada do argentino.

Só que a disfarçada dele virou a maior afinada em tempos de VAR. Porque, antes dessa tecnologia, poderia alegar que não pode “ver” o lance em detalhes. Agora, essa desculpa não cabe mais... 

O Cunha bom, em campo, foi o Matheus, do Brasil. O Cunha ruim foi o juiz uruguaio
O Cunha bom, em campo, foi o Matheus, do Brasil. O Cunha ruim foi o juiz uruguaio Twitter CBF
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Festa do título do Atlético-MG no Brasileirão é questão de data

Antero Greco
Antero Greco

GOL do Atlético-MG! Keno faz boa jogada, toca no meio e Zaracho manda para a rede


O bom senso, a cautela, a matemática, o lugar-comum, até a superstição mandam ir com cuidado e não cravar, ainda,  Atlético-MG campeão brasileiro. Afinal, faltam seis jogos para o líder encerrar participação, e sete para o vice-líder Flamengo. A diferença entre ambos, neste momento, é de 11 pontos. 

Ora, que se lasque tudo isso, os números que vão cantar em outra freguesia, os reticentes que se recolham. A gente pode afirmar, com base no que tem sido o campeonato, que o Galo vai ficar com a taça. De forma merecida, incontestável, irretocável. Quem por acaso enxergar defeito assina atestado de inveja. 

É questão só de data. Pode ser na semana que vem, quem sabe a três rodadas do fim da temporada. Ou na penúltima ou mesmo na última, hipóteses que me parecem impossíveis. Tanto faz, a torcida atleticana vai tirar da garganta o grito guardado há meio século. Essa rapaziada vai, de fato, entrar para a história. 

A confiança do time vencedor está estampada na cara dos jogadores do Atlético há muito tempo, na Série A de 2021. Impressiona como o entrosamento, o refinamento, a autoestima desse grupo se consolidaram ao longo da competição. A cada rodada a eficiência da moçada sob comando do Cuca ofusca os demais.

Fora um ou outro tropeço - e ninguém é perfeito -, o Galo marcha para o topo de forma resoluta. Há quantas rodadas se firmou em primeiro, sem que ninguém o ameaçasse? Eu já nem lembro. Parece que leva o campeonato de ponta a ponta. 

As qualidades cantadas até aqui prevaleceram na tarde desta terça-feira (16/11), na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-PR, em Curitiba. A prévia da final da Copa do Brasil, em matinê na Arena da Baixada, expôs um Galo sereno, tranquilo, seguro, raramente incomodado. E, sobretudo, econômico, porém letal. Apareceu uma chance, no final do primeiro tempo? Muito bem, lá estava Zaracho para conferir. 

Eis outro aspecto formidável do Atlético. Os responsáveis principais pelos gols são Hulk e Diego Costa. Eventualmente Keno. Mas, se a situação está difícil para eles, se os adversários os marcam de perto, não há crise: outro se encarrega. Desta vez ficou para Zaracho a honra de botar mais três pontos na conta alvinegra. 

Jogadores do Atlético-MG comemoram gol sobre o Athletico-PR
Jogadores do Atlético-MG comemoram gol sobre o Athletico-PR Pedro Souza/Atlético-MG

O jogo em si não foi intenso. O Furacão até teve mais posse e tentou forçar, na primeira parte. Domínio superficial, que não sujou o uniforme de Everson. Depois do gol, então, a tarefa ficou menos árdua para o Galo. Durante todo o segundo tempo, só controlou o ritmo, sentiu o pulso do rival e apostou no relógio. 

Assim, sem esforço adicional, o time mineiro cumpriu outra etapa rumo à glória. O torcedor pode encomendar faixas, rojões e chope sem medo. Bote a mão no bolso, deixe de ser pão-duro, porque a festa pelo título tem de compensar 50 anos de espera.


 

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São Paulo perde o jogo. Mas e a pose?

Antero Greco
Antero Greco

Uma lenga-lenga em relação ao São Paulo me chamou a atenção durante a semana. Em várias ocasiões, o noticiário dele girou em torno de um tema: “O dilema entre zona de rebaixamento ou Libertadores”. Ou inferno e céu. 

Abordava-se a situação estranha do grupo sob comando de Rogério Ceni, a meio caminho entre o Z-4 e o G-6, G-8, G-9 ou sei lá o quê - enfim, um desses tantos lugares que reservam algum tipo de vaga para brasileiros no torneio sul-americano. Na prática, o que se vê é time no lusco-lusco, na 14.ª colocação e em lugar algum.

Com boa vontade fora da realidade, se especulou a possibilidade de o Tricolor emendar uma série de bons resultados e se enfiar num bloco de destaque da Série A. Otimismo que ressurgiu sabe-se lá de onde, talvez depois de vitórias por 1 a 0 sobre Corinthians e Internacional, fora alguns dos tantos empates que acumula. 

Houve quem vislumbrasse reação consistente com o retorno de Ceni, apesar dos tropeços, que são mais corriqueiros do que desempenhos convincentes. Mas, em função da história admirável do clube, ao mínimo sinal de reação já se fazem projeções benevolentes. 

Brasileiro: Flamengo faz 4 e atropela o São Paulo no Morumbi com show de Michael; VEJA gols


Uma pena, pois o São Paulo há muito deixou de ser protagonista, por diversos motivos perdeu espaço que lhe coube com méritos nas últimas décadas, sobretudo a partir dos anos 80. Hoje, é mais um coadjuvante de luxo. 

Fiz essa advertência diversas vezes nestes dias, com a ressalva de que, antes de qualquer conversa sobre Libertadores, teria de emendar uma reviravolta firme em sua trajetória na Série A deste ano. A começar pelo clássico da tarde deste domingo (14/11) com o Flamengo.

E o que se viu, no Morumbi, foi um desastre, um espetáculo deprimente do São Paulo, que com menos de 5 minutos já perdia por 2 a 0 e com pouco dez estava com um jogador a menos, após expulsão grotesca de Calleri. Ou seja, um banho da realidade cruel que vive um dos maiores vencedores de nosso futebol. 

O São Paulo foi desmontado, por seus erros e pela qualidade do rival, em tempo recorde. Depois dos gols-relâmpagos de Gabigol e Bruno Henrique, a rapaziada de Ceni tratou de evitar uma goleada histórica, que só não veio porque o Flamengo não se preocupou em apertar demais o cerco. Viu que estava moleza e só controlou o jogo. Ainda fez o terceiro com Michael, antes do intervalo, e o próprio Michael, no segundo tempo, completou a surra. 

Está na hora de o São Paulo parar de comportar-se como aquele rico decadente que não assume a condição de “novo pobre”. Continua a viver no mundo da lua, pensa que come caviar, quando não tem sequer uma marmita para matar a fome. Fica na ilusão e não se mexe para recuperar a antiga - e real - pompa. 

Claro que falo em sentido figurado! O São Paulo tem recursos, nem tanto quanto antes, mas não está falido em termos materiais. Eu me refiro a ideias, postura, planejamento que o conduzam de volta ao topo do futebol. O Mais Querido parou no tempo, nas glórias do passado, como diz o hino, e vê o rivais como Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Atlético-MG o ultrapassarem. 

Precisa de pés no chão e mãos à obra. 

 

Bruno Henrique e Gabigol desmontaram o São Paulo em poucos minutos
Bruno Henrique e Gabigol desmontaram o São Paulo em poucos minutos Alexandre Vidal / Flamengo
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Lá vem o Timão para a Libertadores

Antero Greco
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Meu amigo alvinegro, quem disse que milagres não acontecem hoje em dia? Pois olhe lá o Corinthians de novo com um pé na Libertadores, o que parecia algo inimaginável no começo do Brasileiro. O time que por um tempo flertou até com a “zona da confujão”, como diria Luxemburgo, agora se mantém firme a rondar o bloco dos classificados para o torneio continental. Com 50 pontos, está em quinto lugar, a dois do Bragantino, e por ora na fase preliminar do torneio de 2022. 

Está bem, está bem. Os mais céticos dirão que não é intervenção divina, nem a lança de são Jorge a indicar o justo caminho para os corintianos, mas trabalho e investimento. Vá lá, concordo com essa visão. Respeito à fé de todos, porém a reviravolta ocorreu a partir do momento em que foram feitas contratações importantes, que têm influenciado no desempenho em campo. 

Desde o desembarque do quarteto Giuliano, Roger Guedes, Willian e Renato Augusto se projetava crescimento do grupo sob comando de Sylvinho. E a previsão se confirma, à medida que campeonato avança para o encerramento. Giuliano e Roger têm sido essenciais na estabilidade do meio-campo e ataque, enquanto Willian só deu uma canja de talento e voltou ao estaleiro. 

Brasileiro: Corinthians vence o Cuiabá em noite de golaços e show de Renato Augusto; VEJA gols

Resta um, Renato Augusto. Esse merece no mínimo um parágrafo à parte. Para usar uma frase, apenas: é o maestro da equipe. Mesmo na função de falso 9, ou 9 verdadeiro como pretende o treinador, ele se destaca, em tudo que você considerar: qualidade de passe, deslocamentos, lançamentos, dribles, visão de jogo. Gols. 

Renato joga tanto que vale mais um parágrafo. O talento sobressaiu outra vez, agora nos 3 a 2 sobre o Cuiabá, na noite deste sábado de pré-feriado de 15 de novembro. O rapaz jogou muito no duelo em casa, participou dos principais lances e, como prêmio, deixou o dele, nos 2 a 1, lá pelos seis minutos do segundo tempo. Não chegou ao fim, porque cansou e deu lugar para Luan. 

Por questão de justiça, volto ao Giuliano e Roger Guedes. Os outros dois integrantes desse quarteto diferenciado do Corinthians também tiveram participação especial, não só por aquilo que fizeram em campo como pelos gols: Giuliano abriu a conta, logo aos 3 da etapa inicial, e o número 123 fez o terceiro aos 12 do segundo. 

O Corinthians jogou com mais segurança do que na derrota para o Galo, na rodada anterior, e soube controlar as tentativas de reação do bom Cuiabá. Não se abalou com o gol de empate por 1 a 1 (Pepê aos 46 do primeiro tempo) nem com o gol dos 3 a 2 (Paulão, aos 33 do segundo). Em ambos momentos, manteve a calma. 

O time tem problemas? Sim, e não são poucos. Ainda há oscilações, nem sempre Sylvinho opta por escolhas acertadas para a largada dos jogos. No entanto, fato é que, na média de comparação com os concorrentes, consegue equilibrar-se e subir na tabela. Até a briga pelo quarto lugar não está descartada, porque o Bragantino dá suas derrapadas, embora tenha batido o Fortaleza neste sábado por 3 a 0, concorrente direto nesse equilibrada briga pelo G-4 ou G-6. 

Dá para o torcedor corintiano ter esperança de 2022 melhor, com o retorno ao cenário sul-americano. Com uma advertência que faço aqui há tempos: precisa desde já olhar o mercado e tratar de reforçar o elenco. A turma que veio é excelente, mas a média de idade do elenco é alta e muita gente pode cansar com calendário pesado previsto para a próxima temporada. 

Renato Augusto fez mais um gol e teve outra exibição acima da média
Renato Augusto fez mais um gol e teve outra exibição acima da média Rodrigo Coca / Ag. Corinthians)
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Fortaleza sonha, São Paulo assusta

Antero Greco
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Dois tricolores se enfrentaram no Castelão na noite desta quarta-feira (10/11), ficaram no empate por 1 a 1, mas com caminhos distintos no Brasileiro. Resultado bom para os dois lados, porém um tanto frustrante para o Fortaleza, porque estava em vantagem até os descontos, e com um pitada de alívio para o São Paulo, pelo conjunto da obra na competição. 

O Fortaleza está na frente na classificação, faz campanha linda, é o quarto colocado com 49 pontos e com enorme, imensa, magnífica chance de disputar a Libertadores de 2022. Será lindo ver um representante cearense no torneio sul-americano. Com méritos, e não é de agora que cava lugar de destaque. 

No entanto, peço licença ao amigo torcedor do Leão do Pici para falar um pouco mais do São Paulo. Vem treinador, sai treinador e o time não se firma. Não importa quem esteja no comando, sempre oscila, quando parece que vai deslanchar. A exceção, nos últimos tempos, foi o Estadual deste ano, que afinal venceu. 

Birner é direto ao analisar desempenho do São Paulo: 'Corre o risco de ter a pior temporada do século'

         
     

Fora isso, seja na Copa do Brasil, como na Libertadores e no Brasileiro, o tricolor paulista nega fogo na hora em que se imagina tenha recuperado a fama de ator principal e não só de coadjuvante, como é rotina há mais de uma década.

Com um defeito, seja de parte da torcida, seja também por parte da imprensa. Bem, torcedor tem direito de ser otimista e empolgar-se com facilidade; se não for assim, não é torcedor, no máximo é simpatizante. Complicado é a crítica enxergar o São Paulo na briga por objetivos maiores só porque acumula dois ou três bons jogos.

O fenômeno se repetiu recentemente: bastaram vitórias apertadas contra Corinthians e Inter para muitos enxergarem o São Paulo forte na corrida por vaga na Libertadores. Nem levaram em conta a gangorra em que vive. Tanto que, de novo, tem uma sombra - que considero ligeira - de zona de rebaixamento. São 38 pontos e a 14,ª colocação - cinco pontos à frente do Juventude, no Z-4. 

O São Paulo é uma incógnita, e já faz muito tempo. Tem grupo de jogadores bom, nada extraordinário mas ok. Pode disputar a Libertadores, porque há um bloco separado por poucos pontos. O que emperra é sua irregularidade, a inconstância na forma como se comporta. Além dos empates sem fim. Até agora são 14, um absurdo que não leva a lugar nenhum, a não ser o limbo na classificação.

Justiça seja feita ao Rogério Ceni: eu não o vi com conversa inflamada, após as vitórias. Em várias ocasiões, alerta que a preocupação é “jogo a jogo”, ponto a ponto. E assim tem de ser até o fim do ano. Primeiro, pensar em não cair. Depois, em terminar em colocação digna. Lá adiante, se der, em algo melhor. 

Será um tanto difícil, tal o vaivém, como se viu no Castelão. O São Paulo voltou a apresentar problemas em todos os setores, penou depois de levar o gol (Robson) e suou para empatar (Benitez, de falta, aos 47 do segundo tempo). Volta para casa com respiro, pelo pontinho. Contudo longe de ter certeza de sucesso, e com uma sequência complicada, com Flamengo (em casa), Palmeiras (no Allianz) e Athletico-PR também no Morumbi. 

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Fortaleza sonha, São Paulo assusta

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O Palestra esquenta os tamborins

Antero Greco
Antero Greco

Caro amigo palestrino, que fique entre nós, mas admita que está animado com seu time, pouco mais de duas semanas antes da final da Conmebol Libertadores. Não negue, pois que o astral, hoje, é bem diferente daquele de uns 20 dias atrás. E até compreendo o pessimismo anterior: estava tudo uma draga, os tropeços se acumulavam, o futebol tinha evaporado e, com isso, a briga pelo título brasileiro virou fumaça. 

Mas veio uma guinada na reta final de preparação para o pega histórico com o Flamengo, dia 27, em Montevidéu. Não só reapareceram as vitórias - são seis enfileiradas - como jogadores importantes se recuperaram, estão jogando bem.

Com isso, o jogo flui fácil, a equipe sofre pouco, melhora o astral. E, de quebra, se mantém como candidata a vice-campeã, o que comprova o poderio e a regularidade das últimas temporadas. O Palmeiras afinal tem sido protagonista em várias frentes.

Na atual boa sequência de resultados, talvez um dos desempenhos mais serenos e seguros foi o desta quarta-feira (10/11), nos 4 a 0 sobre o Atlético-GO no Allianz Parque. Trocas de passes e deslocamentos constantes deram a tônica do time de Abel Ferreira. Como consequência, surgiram oportunidades de gol - e bem aproveitadas. Além disso, não correu risco. Salve engano, Weverton fez uma defesa, mesmo assim por precaução, ao desviar cruzamento para escanteio.

Palmeiras atropela Atlético-GO no Allianz Parque com show de Scarpa; VEJA como foi!


         
     

Apesar de baixas de Gomez e Piquerez, empenhados em Eliminatórias para a Copa, e de Felipe Melo, poupado para descansar, o Palmeiras não teve dificuldade para construir um placar sólido, que contou com atuações muito boas de um punhado de gente, da zaga a Danilo e Zé Rafael, de Dudu a Rony. Mas sobretudo de Scarpa e de Raphael Veiga. Os dois canhotinhos desequilibraram.

A dupla não só fez a balança pender para o lado verde como ajudaram a construir o placar, com gols e passes. Veiga abriu os trabalhos, aos 13 minutos da etapa inicial, Scarpa, de pênalti, marcou o terceiro, aos 17 do segundo tempo. Ainda no primeiro tempo, Rony (em falta cobrada por Scarpa) fez o segundo gol. Breno Lopes, o talismã da decisão da Libertadores de 2020 fechou a conta aos 46 da fase final. 

Percebe-se um Palmeiras leve, ligeiro, ágil e com variação de jogadas. Um grupo com atenção ligada e nervos em ordem; com poucas faltas, raras reclamações e foco na bola. Qualidades importantes para o show brasileiro no Uruguai.

 A recuperação veio na hora boa, senão para chegar ao título - praticamente impossível -, ao menos para devolver confiança geral para o mundo alviverde. Para esquentar os tamborins, para ficar na linguagem carnavalesca. O Palmeiras tem 58 pontos e 18 vitórias, números expressivos. Também está com o segundo melhor ataque da competição, com 51 gols, três a menos do que o Fla.

Porém (sempre tem um porém), que ninguém se iluda com a fase instável dos rubro-negros. O Flamengo tem elenco de primeira qualidade, jogadores que crescem em jogos com disputa de taça. No Centenário, não haverá moleza para lado nenhum. Se antes se dava a turma de Renato Gaúcho como favorita, agora o panorama mudou: equilíbrio (prévio e na teoria) é o que se prevê. 

Raphael Veiga teve outra atuação de destaque no Palmeiras - e deixou o dele.
Raphael Veiga teve outra atuação de destaque no Palmeiras - e deixou o dele. Cesar Greco / Palmeiras
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Galo a meio pulo do título brasileiro

Antero Greco
Antero Greco

Meus amigos, se eu fosse torcedor do Atlético Mineiro começava a tomar uns refrigerantes a mais desde agora. Só para matar a ansiedade. Porque, a partir dos 3 a 0 sobre o Corinthians, na noite desta quarta-feira (10), nem reza braba, nem olho gordo, nem “catástre”, como se diz no interior, tira o título de 2021. O time de Cuca continua tinindo e não baixa a guarda nos momentos decisivos. 

O Galo está a meio pulo de botar a mão na taça, 50 anos depois da primeira e até hoje única conquista na Série A. Com sete jogos ainda por disputar, tem 68 pontos, folgados dez de vantagem sobre o vice-líder Palmeiras e 14 na frente do Flamengo (com duas partidas a menos). Noves fora isso, tem jogado com autoridade, com a tranquilidade e a eficiência de quem sabe que vai manter-se no topo até o fim.

Keno faz golaço, Hulk marca, Atlético-MG vence Corinthians e segue rumo ao título brasileiro; VEJA!

         
     

Cuca fez o certo mais uma vez e mandou a campo o que tem de melhor, em respeito ao desempenho dos titulares e também em consideração ao público, que lotou o Mineirão e voltou a matar saudades de incentivar a tropa ao vivo. E o treinador não teve do que se arrepender dessa opção: o Galo dominou do começo à derradeira assoprada no apito de Bráulio Machado. O Corinthians não fez cócegas.

O cartão de visitas não custou a ser apresentado aos alvinegros paulistas: com apenas 13 minutos, Diego Costa arriscou de fora da área e o gigante Cássio escorregou, ao dar o salto, e só pôde ver a bola dormir na rede. A vantagem bastou para desenhar rapidinho como seria o jogo dali em diante. 

Não deu outra. O Atlético tocou a bola, sem pressa de aumentar a diferença, e apostou na descompostura corintiana, outra vez entortado com Renato Augusto no meio do ataque a ver navios, enquanto o meio-campo era engolido. Resumo da ópera, Keno num golaço aos 5 minutos do segundo tempo e Hulk aos 49 fecharam a conta e carimbaram a 21.ª vitória em 31 apresentações no campeonato. 

E teve quem tivesse afirmado que o Atlético pode ser um campeão sem brilho. Juro que li isso, dias atrás, em alguma dessas redes sociais. Bom, qualquer um escreve o que bem entender; bobagem é dar trela e visibilidade para esses disparates. Coisa de quem anda interessado em fomentar polêmica inútil e ganhar cliques. 

Só o seguinte: o Galo já soltou o “cocó”. Falta o “ricó” para festejar o título. Que virá logo, logo. No ritmo atual, talvez com quatro rodadas de antecipação. Ou três. Pode ser até na última, mas que virá, virá. Aposto uma dúzia de guaraná. 

Diego Costa abriu a porteira corintiana no Mineirão
Diego Costa abriu a porteira corintiana no Mineirão Twitter Oficial Mineirão
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Juiz e futebol ruim emperram Flamengo

Antero Greco
Antero Greco

O Flamengo saiu da Arena Condá cuspindo cobras e lagartos sobre o árbitro Denis Serafim. O desempenho de Sua Senhoria teve pelo menos dois lances complicados contra os rubro-negros: um pênalti que poderia ser marcado sobre Gabigol e um impedimento inexistente do próprio goleador. Mas, noves fora isso, também pode colocar na conta o futebol inconsistente que mostrou nos 2 a 2 com a Chapecoense

Falhas de apito incomodam sempre, independentemente da gravidade. Compreendo, pois, a chateação de jogadores do Flamengo. 

O episódio do pênalti talvez possa ser interpretado como jogada concluída, já que Gabigol havia tocado sobre o goleiro. Mesmo assim, foi tocado por Keiller (muito bom, por sinal)  na sequência. Ok, então, fica o benefício da dúvida para o juiz, se assim se pode falar. O impedimento, não, porque Gabigol saiu do campo de defesa ao receber lançamento. Foi mão nervosa do bandeirinha.

Flamengo: Renato Gaúcho diz o porquê da escalação de Bruno Vianna; VEJA

         
     


Mancadas à parte, foi outra exibição aquém do Flamengo. De novo, dou desconto para as baixas, para ausência de gente importante e para o desgaste com jogos em seguida na reta final da temporada. Tudo isso entra na conta. Porém, por mais que Renato Gaúcho alegue todas as razões acima, não é de agora que o time mostra queda na produção. Já há várias rodadas tem oscilado, e saiu de sufoco por obra e graça do talento e menos de arrumação tática.   

Não é por acaso que nos últimos seis jogos foram três empates, uma derrota e duas vitórias. Ou seja, ganhou 9 pontos, a metade do que disputou. Aproveitamento abaixo da necessidade para quem pretende alcançar o Atlético-MG na corrida pelo título. Agora, ficou muito, mas muito difícil esse objetivo, porque está a 11 pontos do líder e com apenas uma partida a menos. A diferença real pode baixar pra 8 pontos.

O desequilíbrio ficou evidente, outra vez, no primeiro tempo, quando teve dificuldade para abrir o placar (com Matheuzinho aos 25 minutos), mas permitiu a virada, com gols de Kaio Nunes aos 30 e aos 34 minutos. Ainda veio o empate antes do intervalo, em outra boa jogada de Michael, aos 40. 

A falta de objetividade deu o tom na segunda etapa, sobretudo depois que Kaio Nunes foi expulso, aos 13 minutos. Até o vermelho para Everton Ribeiro foi meia hora de Flamengo com um mais, sem que se impusesse. E, quando teve alguma chance de finalizar, apareceu o Keiller com suas defesas. 

São dois pontos irrecuperáveis, pois perdidos para o lanterna da Série A. Mais do que isso, de novo volta o alerta para o torcedor a respeito da final da Libertadores. O momento não é bom para o Flamengo. Mas, querem sabe de uma coisa? Na hora H, tudo muda: trata-se de jogo gigante, e isso tipo de desafio todo boleiro adora encarar. Em Montevidéu, a conversa muda de figura.

Renato Gaúcho pode reclamar da arbitragem, mas não é de agora que Fla caiu de rendimento
Renato Gaúcho pode reclamar da arbitragem, mas não é de agora que Fla caiu de rendimento Gilvan de Souza/Flamengo
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