Real Madrid escreve a trajetória mais épica de um finalista na história da Champions League

André Donke
André Donke

A classificação do Real Madrid é algo sem precedentes na história do futebol. Não há um time que tenha escrito um roteiro tão épico para chegar a uma final de Uefa Champions League.

Depois de ter conseguido uma virada surreal contra o PSG nas oitavas de final e sendo inferior ao rival em três quartos do confronto, a classificação veio com três gols em um intervalo de 17 minutos, criando uma atmosfera que virou rotina nos mata-matas no Santiago Bernabéu em 2021-22, a mesma que foi vista nesta quarta-feira.

Mesmo diante de um adversário que foi superior no confronto, além de ter um time melhor que o seu de uma forma geral, o Real conseguiu diante do Manchester City uma das vitórias que ficarão no rol das mais memoráveis da história da competição, ao lado das finais de 1999 e 2005, por exemplo. Rodrygo foi o herói ao fazer dois gols com um intervalo de 91 segundos entre eles, sendo o primeiro já depois dos 44min do segundo tempo e forçando a prorrogação.

Jogadores do Real Madrid comemoram classificação à final da Uefa Champions League
Jogadores do Real Madrid comemoram classificação à final da Uefa Champions League David S. Bustamante/Soccrates/Getty Imag

É o mesmo Rodrygo que fez o gol da classificação contra o Chelsea nas quartas na prorrogação, após o Real ter quase sido o alvo de uma remontada histórica (venceu em Londres por 3 a 1 e saiu perdendo por 3 a 0 na volta). Até mesmo quando vacilou no confronto, o Real não deixou de proporcionar um roteiro épico.

Karim Benzema consolida-se cada vez mais como o Bola de Ouro; Rodrygo é um talismã e sua partida desta quarta-feira ficará para a posteridade; Thibaut Courtois faz defesas enormes em diferentes ocasiões; e Carlo Ancelotti guia mais uma campanha incrível em sua carreira, poucos dias após ter sido o primeiro treinador a ter conquistado as cinco grandes ligas.

Todas essas histórias individuais só potencializam o nível de heroísmo da história do Real nesta Champions. Nem parece que se trata de um clube que 'cansou' de ganhar este mesmo torneio. Sendo campeão ou não diante do Liverpool em Paris, o Real Madrid já escreveu a história mais épica de um time até chegar a uma decisão de Champions.

Inacreditável! Aguero e Tévez ficam revoltados com o segundo gol de Rodrygo, que forçou a prorrogação entre Real Madrid e Manchester City; VEJA as reações

Comentários

Real Madrid escreve a trajetória mais épica de um finalista na história da Champions League

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Destaque do Frankfurt campeão da Europa League, Hinteregger se aposenta... aos 29 anos

André Donke
André Donke

A quinta-feira reservou algumas notícias impactantes nesta quinta. Enquanto RB Leipzig e Bayer Leverkusen anunciaram a renovação de contrato de Christopher Nkunku (até 2026) e Flrorian Wirtz (até 2027), respectivamente, o Eintracht Frankfurt causou uma enorme surpresa com uma aposentadoria.

Martin Hinteregger anunciou que pendura as chuteiras com apenas 29 anos. O zagueiro foi desfalque na final da Europa League, vencida diante do Rangers, mas foi titular do time na temporada – iniciou 35 dos 48 jogos do Eintracht em 2021-22, sendo alguns deles como capitão.

O austríaco foi o sexto com mais desarmes na Europa League e acabou incluído para o elenco ideal do torneio, na avaliação de um painel de observadores da Uefa. Pela seleção de seu país, ele jogou todos os minutos da Eurocopa passada e foi titular até março de 2022, não participando dos jogos deste mês da Nations League.

Multidão de torcedores recebe o time do Eintracht Frankfurt depois da conquista da Europa League



Da mesma forma que surpreende em sua saída, Hinteregger também chegou de forma impactante ao clube. Titular absoluto do Augsburg, o qual defendeu entre o meio de 2016 e o começo de 2019, o defensor foi emprestado após ter criticado publicamente o treinador Manuel Baum.

"Eu não posso dizer nada positivo sobre ele e não vou falar nada negativo", afirmou Hinteregger à Bayerischer Rundfunk em meio a uma série ruim de resultados do Augsburg. Ele foi suspenso e então cedido ao Frankfurt, que o contrataria em definitivo.  

No seu último clube e último ano da carreira, Hinteregger viveu certamente sua maior conquista, mas nada que tirasse da sua cabeça a ideia de se aposentar tão jovem. Ainda que não tenha jogado em um dos principais clubes da Europa (passou também por RB Salzburg e Borussia Mönchengladbach), o defensor teve uma carreira de prestígio, com três taças da liga e outras três da copa na Áustria, além de quase 200 jogos de Bundesliga, sendo titular constantemente.

Martin Hinteregger celebrando título com Frankfurt
Martin Hinteregger celebrando título com Frankfurt Getty Images

“No último outono eu já tinha começado a pensar sobre me aposentar no fim da temporada. Eu estava em um período difícil no campo: minhas performances estavam instáveis. As vitórias não pareciam tão boas mais, e toda derrota machucava o dobro. Minha melhora na primavera e nosso sucesso conjunto na Europa League me fizeram ainda mais motivados em me despedir com um grande sucesso esportivo. É por isso que eu desfrutei tanto da vitória na Europa League, porque eu já sabia que seria minha última grande comemoração de uma vitória com os fãs fantásticos desta cidade, que se tornou minha segunda casa”, disse Hinteregger em declarações publicadas pelo site do clube nesta quinta.

Assim, o épico título do Frankfurt na Europa League, tão marcado pela invasão em Barcelona e o fim de um jejum de 42 anos em competições europeias, ganha mais um capítulo à parte.

Europa League: Herói do título do Eintracht Frankfurt, Trapp fala português fluente e ama o Brasil; VEJA

Comentários

Destaque do Frankfurt campeão da Europa League, Hinteregger se aposenta... aos 29 anos

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Sem Lewandowski, sem centroavante? É perfeitamente possível imaginar o Bayern sem um camisa 9

André Donke
André Donke

Sadio Mané foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira no Bayern de Munique, que pode não contar com Robert Lewandowski para a próxima temporada. Com isso, fica a dúvida: se o polonês sair, o time deve buscar um novo camisa 9? Qual? Ou pode jogar sem um centroavante de ofício?

Historicamente, o Bayern tem uma relação de sucesso com goleadores. Antes do brilho de Lewandowski, nomes como Mario Gomez e Mario Mandzukic também se saíram muito bem, para citar exemplos recentes. Porém, talvez o cenário atual possa representar uma tentativa de mudança ao menos em um primeiro momento.

Haaland já foi ao Manchester City, Haller pode ir ao Borussia Dortmund, Darwin Núñez assinou com o Liverpool, Lukaku está tomando o caminho de volta para a Inter de Milão... O momento desta janela não favorece uma substituição imediata para um jogador que simplesmente venceu o prêmio de melhor do mundo nos dois últimos anos.

Mané abre o jogo sobre o Liverpool, especulações de mercado e vontade de novos desafios: 'Eu queria viver'





Contratar um centroavante é importante para o Bayern ter mais repertório em seu elenco, mas não necessariamente o time vá por alguém que seja titular absoluto. Aliás, o técnico Julian Nagelsmann já escalou diferentes vezes um time sem uma referência na área nas duas temporadas em que esteve à frente do RB Leipzig, algo que poderia ser repetido agora.

Além disso, as movimentações do Bayern no mercado podem beneficiar uma eventual escalação sem um centroavante. Com a chegada de Noussair Mazraoui pela direita e a presença de Alphonso Davies pela esquerda, a equipe tem dois jogadores muito fortes no apoio pelas laterais. Isso poderia influenciar que os pontas saíssem do lado e partissem para dentro na situação ofensiva. Thomas Müller como ‘falso 9’ poderia gerar espaço para quem sai do lado e vai para o meio, o que seria algo bem interessante para Mané. 

A chegada de Ryan Gravenberch também pode fazer com que o Bayern tenha a alternativa de a adotar um 4-3-3,  atuando ao lado de Joshua Kimmich e Leon Goretzka e tirando uma das vagas do ataque. Assim, os bávaros poderiam ter uma equipe de muita movimentação entre suas diferentes peças, tendo apoio intenso dos seus laterais e Müller ajudando a gerar espaço para quem vem de lado. Muitos dos gols de Lewandowski poderiam migrar para Mané neste contexto.

É lógico, pode ser que nos próximos dias ou semanas o Bayern decida investir em algum centroavante que seja o substituto de Lewandowski, e pode até acontecer que o polonês não saia. O ponto aqui é mostrar que o elenco de Nagelsmann pode, sim, atuar sem um camisa 9, ainda que o seu grande nome não siga em Munique.

Robert Lewandowski durante partida do Bayern de Munique
Robert Lewandowski durante partida do Bayern de Munique Getty Images
Comentários

Sem Lewandowski, sem centroavante? É perfeitamente possível imaginar o Bayern sem um camisa 9

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Tenerife assombrou o Real Madrid (duas vezes), foi parar na 3ª divisão e agora está a um jogo de voltar para LaLiga

André Donke
André Donke

São poucos os torcedores no mundo que podem se orgulhar do fato de seu clube trazer calafrios ao Real Madrid, ainda que isso se remeta a um episódio de um passado distante. E não é apenas times gigantes que possuem tal status. O Tenerife é talvez a maior prova disso.

A equipe da maior ilha do arquipélago das Canárias tem uma grande oportunidade de voltar à elite do futebol espanhol, já que enfrenta o Girona pela final dos playoffs da segunda divisão. A bola rola às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN 3 e Star+.

No confronto de ida houve empate por 0 a 0; agora, o Tenerife joga pelo empate (com prorrogação, caso necessário) por ter terminado à frente do Girona (quinto contra sexto colocado). Não há disputa de pênaltis.

Girona e Tenerife ficam no empate pela primeira partida da decisão da segunda divisão do Campeonato Espanhol; veja os melhores momentos

Caso o Tenerife saia vencedor ou com o empate após os 120 minutos, irá retornar após 12 anos para LaLiga, competição em que foi pesadelo para o Real Madrid. Duas vezes seguidas.   

6 de junho de 1992. Há pouco mais de três décadas, o Real Madrid dependia apenas de suas próprias forças para ser campeão nacional de 1991-92: bastava vencer o Tenerife fora de casa. Porém, os merengues perderam por 3 a 2 e viram o Barcelona vencer o Athletic Bilbao e ficar com o título ao chegar a 55 pontos, um a mais do que o rival – naquela edição a vitória valia dois pontos.

O Tenerife, por sua vez, terminou na quinta colocação e alcançou seu melhor desempenho na história da liga, em sua quinta aparição na elite até então. O time até igualaria o quinto lugar em 1995-96, mas jamais conseguiu superá-lo. Aliás, nos 30 anos seguintes muita coisa aconteceu na história do clube, chegando até mesmo a parar na terceira divisão em 2011-12 e 2012-13.

Antes disso, porém, a equipe das Ilhas Canárias voltaria a assombrar o Real Madrid em 1992-93. O cenário era o mesmo do ano anterior: bastava um triunfo para os merengues fora de casa contra o Tenerife. Porém, a equipe da capital levou 2 a 0 e viu o Barça fazer 1 a 0 na Real Sociedad para ficar com a taça novamente na última rodada e novamente por um ponto de diferença (58 a 57).

A história dos dois traumáticos vices ainda contou com um requinte de crueldade, uma vez que o técnico do Tenerife em ambas as ocasiões era Jorge Valdano, que, como jogador, foi bicampeão espanhol e da Copa da Uefa pelo Real na década de 80. O técnico argentino, inclusive, trocaria o Tenerife pelo clube madrilenho em 1994 e o conduziria ao título de LaLiga em 1994-95, encerrando um jejum de cinco anos.

Aquele elenco também contava com Fernando Redondo, que até foi titular na equipe da rodada final do Espanhol de 1991-92. Assim como Valdano, o ex-volante foi ao Real Madrid em 1994 e escreveu uma história gloriosa no Santiago Bernabéu.

Real Madrid: Que resenha! Vinicius Jr. vai em restaurante famoso e leva susto; VEJA


Time atual

Sonhando em cruzar novamente o caminho do Real Madrid, algo que não acontece desde 2010, o Tenerife espera que esta seja a última de uma sequência de nove temporadas seguidas na segunda divisão. Até a campanha atual, o time havia terminado entre os dez primeiros apenas uma única vez, em 2016-17, quando foi quarto colocado e acabou superado pelo Getafe na decisão dos playoffs.

Já em 2021-22, a equipe das Ilhas Canárias melhorou nove posições e 17 pontos em relação ao campeonato anterior, ficou na quinta colocação e chega embalado à decisão após ter superado o Las Palmas na semifinal com duas vitórias (1 a 0 e 2 a 1). Destaque para a força defensiva do Tenerife, que levou 37 gols em 42 rodadas, sendo superado apenas pelo campeão Almería, vazado em 35 oportunidades.

No ataque, Enric Gallego é o artilheiro com 12 gols, já contando os que marcou no 2 a 1 sobre o Las Palmas pelos playoffs. O atacante de 35 anos já jogou em LaLiga por Huesca, Getafe e atuou na última edição pelo Osasuna.

O técnico é Luis Miguel Ramis, que está desde a temporada passada no cargo e começou a carreira na base do Real Madrid, chegando a comandar o Castilla em 2016. Como jogador, o ex-zagueiro defendeu os merengues na década de 90, inclusive fazendo parte do time que foi vice-campeão nacional em 1992.

Torcedora do Tenerife entra no estádio antes de partida da equipe
Torcedora do Tenerife entra no estádio antes de partida da equipe Gonzalo Arroyo Moreno/Getty Images

Comentários

Tenerife assombrou o Real Madrid (duas vezes), foi parar na 3ª divisão e agora está a um jogo de voltar para LaLiga

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Liverpool: Darwin Núñez é a peça ideal para o novo ataque dos Reds

André Donke
André Donke

Ainda que não exista qualquer contratação no futebol que garanta 100% de que funcionará, Darwin Núñez se mostra um reforço perfeito para o Liverpool.

Em um período de valores muitos altos nas janelas de transferências, pode-se discutir se o investimento (que pode ser até 100 milhões de euros) foi caro ou não. Porém, dentro de campo tem tudo para dar certo. Muito certo.

Primeiramente, pela qualidade técnica do uruguaio de 22 anos e sua evolução gradativa no futebol europeu. Em sua primeira temporada no Velho Continente, ele fez 16 gols na 2ª divisão espanhola pelo Almería e fez o Benfica o contratar na condição de reforços mais caro da história do clube.

No ano de estreia em Portugal, Darwin somou 11 gols e dez assistências em 36 jogos por Português e Europa League. Já na última campanha, foram 32 gols e quatro assistências em 38 jogos pela liga nacional e a Champions, sendo o artilheiro do Português com 26 gols.

Veja gols de Darwin Núñez:


Sua qualidade como centroavante goleador foi comprovada, sem mencionar a possibilidade que oferece para jogar mais aberto, o que ocorreu algumas vezes em 2021-22. Seu perfil de alta intensidade, força e velocidade casa perfeitamente com o estilo de jogo imposto por Jurgen Klopp.

Além disso, o técnico alemão ganhará variedade tática. O uruguaio deve ser o novo homem centralizado no ataque, mas poderia ocupar eventualmente a posição mais à esquerda, com Diogo Jota ou Roberto Firmino centralizado.

O excelente início de Luis Díaz (que também veio da liga portuguesa) no Liverpool deixa o torcedor dos Reds esperançoso de que a adaptação de Darwin seja rápida. Além disso, o grande futebol apresentado pelo colombiano fez com que Mané fosse deslocado muitas vezes para o centro do ataque. Como Mané está para sair do clube, a carência maior passou a de ser um centroavante titular e não mais um ponta – embora um jogador de lado para compor o elenco fosse também importante para os Reds.

Darwin vive uma fase técnica excelente (e que só cresce), tem um perfil que se adequa ao do estilo de jogo do seu novo treinador e ainda preenche a maior necessidade que o time titular tinha em meio à provável saída de Mané, sem contar o fato de oferecer maior variedade para Klopp formar o trio de ataque a cada partida.

Há bons motivos para acreditar no sucesso do uruguaio em Anfield. Agora é esperar para ver se isso se confirma. 

Darwin Núñez em ação pelo Benfica contra o Liverpool
Darwin Núñez em ação pelo Benfica contra o Liverpool Getty Images

Comentários

Liverpool: Darwin Núñez é a peça ideal para o novo ataque dos Reds

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Alemanha de Flick ainda não decola, mas Hofmann é uma das grandes notícias do ‘novo time’

André Donke
André Donke

Em confronto válido pela Uefa Nations LeagueAlemanha e Inglaterra empataram por 1 a 1 em um grande jogo de futebol em Munique, com os dois goleiros fazendo defesas importantes. Para os donos da casa, no entanto, fica a frustração de levaram o gol no fim e não conseguirem a sua grande vitória desde o começo do trabalho de Hansi Flick.

O novo treinador estreou em setembro e ainda está invicto, com um retrospecto de oito vitórias e três empates em 11 jogos – aliás, as igualdades vieram justamente nos últimos três jogos, contra Holanda, Itália e agora Inglaterra.

Apesar do saldo positivo e de já ter registrado goleadas de 9 a 0, 6 a 0 e 4 a 0, vale destacar que os germânicos derrotaram Armênia, Islândia, Romênia, Macedônia do Norte, Liechtenstein e Israel. Ou seja, falta ainda uma vitória em um jogo de maior expressão que possa chancelar a inegável melhora sob o comando do novo treinador.

Se este triunfo não veio nesta terça-feira, o duelo na Allianz Arena, por outro lado, ratificou Jonas Hofmann como uma das grandes notícias da Alemanha de Flick, sendo que ele foi o autor do gol que inaugurou o placar.

Nations League: Alemanha e Inglaterra empatam na Allianz Arena com gols de Hofmann e Harry Kane




Atuando como ala-direito no 3-4-1-2 escalado diante da Inglaterra, Hofmann também tem funcionado muito bem como lateral-direito quando Flick opta por uma linha de 4 na defesa. Neste cenário, ele jogou algumas vezes com Thilo Kehrer sendo lateral-esquerdo, o que fez da Alemanha um time ‘assimétrico’, com Kehrer fechando muitas vezes uma linha de três no momento ofensivo e Hofmann tendo liberdade para atacar como ala pela direita.

A versatilidade do meio-campista do Borussia Mönchengladbach não é sua única virtude, uma vez que tecnicamente ele tem rendido na seleção alemã e ganhou a confiança de Flick. Com Joachim Löw, o atleta de 29 anos atuou três vezes (uma como titular), sendo todas amistosos. Já com o novo técnico, Hofmann atuou em todos os nove confrontos competitivos (seis como titular) e perdeu dois amistosos por lesão.

Dessa forma, Hofmann disputou nove dos 11 jogos de Flick, ficando atrás apenas dos dez de Leroy Sané e Thilo Kehrer. Além disso, soma três gols, uma assistência e vai se fortalecendo na disputa por um lugar na Copa do Mundo, inclusive na briga pela titularidade.

Embora o seu time tenha ido mal na Bundesliga e tenha terminado apenas na décima colocação, o vesátil meio-campista de 29 anos foi bem individualmente, tendo sido o quinto jogador com mais chances criadas na competição (70), além de ter sido o artilheiro do Mönchengladbach com 12 gols e segundo garçom, com cinco asssitências, uma a menos do que Alassane Plea.

Se a Alemanha de Hansi Flick ainda não empolgou, o mesmo não se pode dizer de Hofmann.

Hofmann abriu o placar para a Alemanha contra a Inglaterra pela Nations League
Hofmann abriu o placar para a Alemanha contra a Inglaterra pela Nations League Alex Grimm/Getty Images
Comentários

Alemanha de Flick ainda não decola, mas Hofmann é uma das grandes notícias do ‘novo time’

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Jarrod Bowen foi de time rebaixado à 3ª divisão até a seleção inglesa em 2 anos e meio

André Donke
André Donke

Estrear por uma seleção do tamanho da Inglaterra é uma oportunidade restrita a poucos jogadores. Ela é ainda menos imaginável para alguém que dois anos e meio antes lutava contra o rebaixamento à terceira divisão. E é exatamente este o cenário que vive Jarrod Bowen.

A Inglaterra visita a Hungria neste sábado, às 13h (de Brasília), pela Uefa Nations League, com transmissão da ESPN e Star+. O SportsCenter Abre o Jogo começa às 12h.

Bowen estava no começo de 2020 jogando pelo Hull City, time que até figurava no meio de tabela da Championship. Porém, após sua transferência ao West Ham, anunciada em 31 de janeiro, o clube somou apenas seis pontos em 17 jogos e acabou rebaixado à League One.

O meia-atacante de 25 anos tinha anotado 16 gols na Championship 2019-20 quando rumou para Londres. De casa nova, o atleta foi peça importante em um West Ham que estava na zona de rebaixamento quando ele chegou e que acabou escapando do rebaixamento. Foram quatro assistências na Premier League daquela temporada, sendo o garçom do dos Hammers no período em que ele esteve no elenco.

Jarrod Bowen durante treino da seleção da Inglaterra para a Nations League
Jarrod Bowen durante treino da seleção da Inglaterra para a Nations League Shaun Botterill/Getty Images

Na campanha 2020-21, a primeira inteira de Bowen no West Ham, foram oito gols, cinco assistências e participação em todos os 38 jogos da liga (30 como titular).

Já na temporada recém-terminada, o camisa 20 deu um salto, somando 12 gols e dez assistências na Premier League e terminando como artilheiro e garçom do time. Considerando todas as competições, foram 18 gols e 11 assistências em 51 partidas.

Bowen atua normalmente aberto pelo lado direito e tem uma capacidade muito grande na  definição das jogadas, como seus números evidenciam. Além disso, é importante na criação e no mano a mano – foi o líder do time e o 20º da Premier League passada em dribles certos, com 50.

Foi dessa forma que o meio-atacante alcançou sua primeira convocação à concorridíssima seleção inglesa e vive a expectativa de sua estreia. Oportunidades não irão faltar, já que serão quatro partidas nesta Data Fifa. Depois do jogo deste sábado contra a Hungria, o English Team enfrentará Alemanha, Itália e novamente os húngaros (todos os duelos são válidos pela Nations League).

Nations League: Benzema faz golaço, mas França leva virada da Dinamarca em Saint-Denis

Comentários

Jarrod Bowen foi de time rebaixado à 3ª divisão até a seleção inglesa em 2 anos e meio

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Copa do Mundo: Mais de 60% do elenco da Ucrânia não jogou oficialmente em 2022

André Donke
André Donke

"Provavelmente todos no mundo querem que a Ucrânia vença. Se fosse qualquer outro país, eu provavelmente iria querer que eles vencessem, mas infelizmente eles estão jogando contra o meu país e temos que nos colocar no caminho deles."

A fala de Andrew Robertson à BBC deixa claro que o duelo da Escócia com a Ucrânia nesta quarta-feira não se trata apenas da luta por um lugar na Copa do Mundo – o vencedor irá decidir a vaga no Catar diante do País de Gales no domingo.

A partida ocorre 97 dias após o início da invasão da Rússia à Ucrânia, um conflito que persiste e que está na cabeça de qualquer ucraniano, inclusive daqueles que irão representar o seu país em campo. Oleksandr Zinchenko, um dos principais nomes da equipe, se emocionou na entrevista coletiva nesta terça ao falar sobre o tema.


No começo da invasão russa, a Ucrânia determinou que homens de 18 a 60 anos estavam impedidos de sair, mas os futebolistas se tornaram uma exceção por conta de sua possibilidade de levantar verbas através de ações de caridade e da disputa por um lugar na Copa do Mundo, conforme foi citado por Volodymyr Zverov em texto publicado pela Sky Sports nesta terça.

"Todos os dias nós recebemos mensagens de nossos soldados. Muitos soldados, muitas pessoas na Ucrânia amam futebol e eles têm apenas uma demanda: 'Por favor, façam tudo o que puderem para ir à Copa do Mundo", disse o meio-campista Taras Stepanenko no começo de maio em entrevista coletiva.

Stepanenko é um dos atletas que, além de toda a questão emotiva e psicológica envolvendo a invasão russa, também tem outro desafio a vencer no duelo contra a Escócia: a falta de ritmo de jogo. Ele é atleta do Shakhtar, que ainda não jogou oficialmente em 2022.

O Campeonato Ucraniano foi oficialmente em encerrado em abril, mas as partidas não eram realizadas desde 11 de dezembro, após a disputa da 18ª rodada. Haveria uma pausa já planejada de três meses por conta do inverno, só que então veio a guerra.

Dos 26 jogadores que estão concentrados para a partida contra a Escócia, 16 atuam na liga ucraniana (veja a lista abaixo) e, portanto, não disputam uma partida oficial há cinco meses e meio.

Jogadores da Ucrânia treinam no Hampden Park, em Glasgow
Jogadores da Ucrânia treinam no Hampden Park, em Glasgow Andrew Milligan/PA Images via Getty Imag

Em meio a este cenário, Dínamo de Kiev e Shakhtar Donetsk chegaram a fazer amistosos com fins beneficentes. Posteriormente, alguns jogadores de ambos os times foram para Brdo pri Kranju, nos alpes eslovenos, próximo à capital Ljubljana, no começo de maio, onde se encontraram com a delegação que já se preparava para a disputa da repescagem – o técnico Oleksandr Petrakov iniciou o trabalho em 1º de maio com um grupo de quatro atletas após uma longuíssima viagem de ônibus.

Com mais ou menos jogadores, o treinador teve um mês de trabalho em solo esloveno, período em que a seleção disputou três amistosos contra times – um deles uma vitória por 2 a 1 diante do Borussia Monchengladbach.

A delegação ucraniana deixou a Eslovênia e chegou em Glasgow nesta segunda-feira. Agora, terá de driblar toda a turbulência emocional, a falta de ritmo de jogo da maior parte do seu elenco e a qualidade do time escocês para continuar sonhando com uma vaga na Copa do Mundo.

Veja a lista de 26 jogadores da seleção ucraniana (em negrito os 16 que jogam em times locais):

Goleiros: Georgiy Bushchan (Dínamo de Kiev), Andriy Pyatov (Shakhtar Donetsk), Dmytro Riznyk (Vorskla Poltava) e Andriy Lunin (Real Madrid).

Defensores: Oleksandr Karavaev, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Denys Popov (Dínamo de Kiev), Mykola Matvienko, Valeriy Bondar (Shakhtar Donetsk), Vitalii Mykolenko (Everton), Eduard Sobol (Club Brugge) e Taras Kacharaba (Slavia Praga).

Meio-campistas: Taras Stepanenko, Mykhailo Mudryk (Shakhtar Donetsk), Serhiy Sydorchuk, Viktor Tsygankov, Mykola Shaparenko (Dínamo de Kiev), Oleksandr Pikhalyonok (Dnipro-1), Andriy Yarmolenko (West Ham), Oleksandr Zinchenko (Manchester City), Ruslan Malinovskyi (Atalanta) e Oleksandr Zubkov (Ferencvaros).

Atacantes: Artem Dovbyk (Dnipro-1), Roman Yaremchuk (Benfica) e Danylo Sikan (Hansa Rostock).

Nations League: Ubiratan Leal dá todos os detalhes e destaca o que esperar da competição

Comentários

Copa do Mundo: Mais de 60% do elenco da Ucrânia não jogou oficialmente em 2022

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Championship: Johnson é protagonista no acesso do Forest à Premier League, algo que seu pai tentou e não conseguiu

André Donke
André Donke

O Nottingham Forest está de volta à Premier League após 23 anos distante da elite do futebol inglês. O acesso foi garantido com a vitória por 1 a 0 sobre o Huddersfield Town, em Wembley, neste domingo.

Neste intervalo de mais de duas décadas longe da primeira divisão, o time duas vezes campeão europeu chegou a disputar o terceiro escalão por três temporadas seguidas. Já na Championship, o Forest sequer ia aos playoffs desde 2010-11.

Esta temporada, no entanto, a história foi bem diferente.  Desde que o técnico Steve Cooper assumiu em setembro, o time fez 76 pontos em 38 jogos, registrando a melhor campanha, à frente até dos promovidos Fulham (74) e Bournemouth (70). Neste período, a equipe ainda registrou o segundo melhor ataque e a melhor defesa da competição. Assim, o seu acesso não foi surpresa alguma.

Dentro de campo, Brennan Johnson foi um dos principais nomes do Nottingham Forest e acabou eleito o melhor jogador jovem da competição em 2021-22 na premiação da English Football League, tendo somado 16 gols no campeonato.

Brennan Johnson eregue a taça após Nottingham Forest confirmar o acesso à Premier League
Brennan Johnson eregue a taça após Nottingham Forest confirmar o acesso à Premier League Getty Images

Já nos playoffs, o meia-atacante de 21 anos balançou as redes nos dois jogos das semifinais contra o Sheffield United, igualando uma marca alcançada pelo pai dele, David, que também tinha marcado nos dois duelos de semifinal de playoffs da Championship contra o mesmo Sheffield. Porém, David viu sua equipe ser eliminada e não conseguiu o tão sonhado retorna à Premier League.

No momento da eliminação de 19 anos atrás, Brennan estava a dias de completar dois anos de idade. Aliás, ele nasceu no ano em que seu pai se transferiu ao Nottingham, clube que defendeu entre 2001 e 2006, com empréstimos a outros times no período. David deixou o time quando este disputava a terceira divisão, uma campanha após o rebaixamento. Porém, a história da sua família com o clube estava longe de terminar.

Brennan chegou à base do Forest com oito anos e conseguiria sua estreia pelo elenco profissional em agosto de 2019. Posteriormente, ele defendeu o Lincoln City, da 3ª divisão, nas duas últimas temporadas por empréstimo e retornou a Nottingham para conseguir o tão aguardado retorno à Premier League.

Championship: Nottingham Forest vence Huddersfield com gol contra bizarro e volta para a Premier League após 23 anos


Se o atleta de 21 anos tinha apenas oito jogos disputados pelo time principal do Forest até antes do início desta temporada, ele esteve em campo em 53 dos 55 compromissos de 2021-22 (só não atuando nas duas partidas da Copa da Liga) e iniciou 51 destes confrontos. Contando os playoffs, ele marcou 18 gols (sexto principal artilheiro da competição) e deu dez assistências, sendo o líder do elenco em ambas as estatísticas.

Seu desempenho o fez superar o seu companheiro Djed Spence e Fábio Carvalho (que jogou pelo Fulham e se transferiu ao Liverpool) na premiação de jovem da temporada da EFL. Além disso, Brennan se estabeleceu na seleção de País de Gales, que ainda sonha com uma vaga na Copa do Mundo.

2022 já é um ano histórico para o Forest e para a família Johnson, e olha que ainda tem muito por vir...

Acabou! Nottingham Forest vence o Huddersfield Town e volta à Premier League depois de 23 anos; veja a festa em campo!

Comentários

Championship: Johnson é protagonista no acesso do Forest à Premier League, algo que seu pai tentou e não conseguiu

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Conference League: 3 motivos que tornam o título da Roma tocante

André Donke
André Donke

Em tempos de reta final de This Is Us, o Star+ me comoveu também dentro do cardápio esportivo. A conquista da Roma na edição inaugural da Uefa Europa Conference League, com a vitória por 1 a 0 sobre o Feyenoord, teve um contexto bastante tocante.

À parte dos três motivos, a conquista da Roma é extremamente simbólica para um clube grande, de uma cidade enorme, que jamais havia conquistado um título da Uefa. Aliás, foi uma excelente ideia a criação da ‘terceira divisão europeia’, do ponto de vista financeiro, esportivo e de entretenimento, além da possibilidade que oferece a ligas menos badaladas.

Agora, vamos ao foco deste texto...

1 – José Mourinho

Críticas à parte, foi muito bonito ver a emoção do técnico português em meio à conquista romanista, sobretudo em sua reação ao se classificar à decisão após eliminar o Leicester City na semi.

Mourinho emocionado, champagne pra todo lado e muita dança: a festa do vestiário da Roma após vaga na final; VEJA



Não acho que Mourinho esteja na primeira prateleira dos técnicos no mundo atualmente, e talvez nem na segunda, assim como acho que seus últimos trabalhos deixaram a desejar, mas ao ver alguém tão orgulhoso de si mesmo se sentir tão impactado nesta competição não deixou de ser emblemático. Foi uma reação muito humana.

Além disso, tem de se reconhecer seu currículo, que acaba de ser tornar único: o primeiro a ganhar as três principais competições da Europa. Além disso, quebrou uma fila de 12 anos das equipes italianas sem ser campeãs europeias, um jejum iniciado por ele mesmo com o título da Inter de Milão na Champions League 2009-10.

2 – Nicolo Zaniolo

Foi muito bonito ver que o gol do título saiu dos pés de um jogador que deu um belo exemplo de superação recente. O atacante de 22 anos já passou por muita coisa antes da taça desta quarta-feira. Ele sofreu ruptura no ligamento cruzado do joelho esquerdo em setembro de 2020 e não jogou a temporada 2020-21, sendo que também tinha sofrido rompimento de ligamento no joelho direito em janeiro de 2020.  

Zaniolo era uma das promessas de um país que ganhou a Eurocopa em 2021, mas não pôde fazer parte. Essa foi a primeira temporada após o calvário das lesões, e fechou em grande estilo: atuando regularmente, fazendo gol do títlo e atuando no último jogo da seleção italiana.

José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord
José Mourinho e Nicolò Zaniolo durante final da Conference League entre Roma e Feyenoord Giuseppe Maffia/NurPhoto via Getty Image

3 – Leonardo Spinazzola

Por falar em lesão séria e Euro, o lateral-esquerdo de 29 anos era um dos melhores jogadores da competição até romper o tendão de Aquiles nas quartas de final contra a Bélgica. Ainda que tenha terminado como um dos destaques da Itália campeã, ele não teve a oportunidade de jogar as duas partidas finais e nem a maior parte da temporada com a Roma.

A final da Conference League foi apenas sua quarta atuação na temporada pelo time gialorroso, sendo todas neste mês. Ele entrou aos 22min do segundo tempo para ajudar a Roma a manter a vantagem de 1 a 0 e pôde soltar dentro de campo o grito de campeão, algo que não teve a oportunidade de fazer na Eurocopa com a Itália. Agora, ele terá também a chance de voltar à seleção, sendo que está entre os 39 convocados incialmente para os compromissos de junho.

Conference League: Roma vence o Feyenoord com gol de Zaniolo e conquista o título inédito

Comentários

Conference League: 3 motivos que tornam o título da Roma tocante

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Não fez gol no título mundial, e daí? Giroud comprovou de novo ser um personagem enorme no futebol

André Donke
André Donke

Olivier Giroud não está perto dos grandes atacantes de sua geração, mas tampouco é um jogador grosso como ficou com fama para muitos e que é muitas vezes cornetado por ter sido o centroavante que não fez gol no título da França na Copa do Mundo de  2018. Aos 35 anos, ele deu mais uma mostra da grandeza que é a sua carreira no futebol.

Há dez anos, o atacante conquistava a Ligue 1 com o Montpellier, um dos títulos mais surpreendentes dos cinco principais campeonatos do futebol europeu neste século. O hoje veterano, com 35 anos, foi protagonista naquela história ao terminar como artilheiro ao lado de Nenê, então no Paris Saint-Germain, com 21 gols.

Posteriormente, Giroud marcaria 90 gols por Arsenal e Chelsea na Premier League e é hoje o 43º maior artilheiro da história da competição.

Top 10 do Milan campeão: puxeta de Ibrahimovic, giro de Giroud, canhotaça de Bennacer e mais

Pelos Blues, o francês ainda foi campeão e artilheiro (11 gols) da Europa League 2018-19. Em sua última temporada na Inglaterra, marcou 11 gols, um a menos do que os artilheiros do elenco (Tammy Abraham e Timo Werner), sendo seis deles no título da Champions League.

Agora, em sua primeira campanha na Itália, Giroud fez 11 gols e dividiu o posto de artilheiro do Milan na conquista do Campeonato Italiano, encerrando um jejum de 11 anos sem a taça da Serie A. No jogo do título, o camisa 9 fez os dois primeiros gols do triunfo sobre o Sassuolo por 3 a 0. Antes também já tinha marcado duas vezes em uma virada diante da Inter de Milão, um clássico determinante na campanha vencedora dos rossoneri.

Pela França, o atacante tem 48 gols e está três atrás de igualar Thierry Henry como maior artilheiro da história da seleção duas vezes campeã do mundo.

Giroud não é craque e não foi o grande destaque do título da Série A, mas sua trajetória merece muito respeito, já que é considerável o espaço que ele ocupa no futebol. Esta temporada e este domingo representam mais um argumento a favor disso. 

Comentários

Não fez gol no título mundial, e daí? Giroud comprovou de novo ser um personagem enorme no futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Aguerooooo - parte 2: Dez anos depois, City escreve uma nova história épica na Premier League

André Donke
André Donke

2012 foi Sergio Aguero; 2022 foi Ilkay Gundogan.

Dez anos depois do gol que motivou a camisa que o Manchester City fez para esta temporada, não foi apenas a vestimenta que reviveu a campanha de uma década atrás. A própria história foi revivida dentro das quatro linhas, com o título assegurado de forma emocionante na Premier League neste domingo (22).

O mesmo placar de 3 a 2, outra vitória sofrida de virada e o mesmo palco. Seguramente, não houve torcedor que não tenha lembrado do jogo contra o Queens Park Rangers e o gol de Sergio Aguero, que foi forçado a se aposentar na atual temporada por um problema no coração.

Gundogan brilha, Manchester City busca virada histórica e é campeão da Premier League


É verdade que, em 2012, o City fez dois gols depois dos 90min, o que torna a virada mais épica, mas o roteiro deste domingo não deixou nada a desejar em emoção. O primeiro gol de Gündogan saiu aos 31min do segundo tempo, quando o time perdia por 2 a 0. A virada foi consolidada em apenas cinco minutos.

Além disso, o tom épico foi potencializado pela qualidade do rival. O Liverpool foi vice-campeão com 92 pontos, uma marca em que não seria campeão em apenas cinco de todas as 29 edições anteriores da Premier League. Os Reds, por sinal, já ganharam as duas copas nacionais e ainda disputam a decisão da Uefa Champions League contra o Real Madrid, que será no próximo sábado (28).

O choro copioso de Pep Guardiola após o apito final, de uma forma atípica para o treinador (que está tão acostumado a grandes títulos), só reforça o quão emocionante foi a definição deste campeão.

Aliás, foi uma enorme resposta do time de Manchester e de seu treinador a quem duvidava deles em jogos grandes. É a quarta taça da Premier League nos últimos cinco anos, em um campeonato em que falamos de Big 6; em um campeonato que, neste intervalo, emplacou dois campeões da Champions (Chelsea e Liverpool) e três vice-campeões (Manchester City, Liverpool e Tottenham).

Ganhar a Premier League é algo absurdo de grande, ainda mais com seu concorrente somando 92 pontos. Com esse final, então.... Sergio Aguero certamente assinaria este roteiro.

É campeão! Manchester City conquista a Premier League com virada incrível, e torcida invade o campo

Comentários

Aguerooooo - parte 2: Dez anos depois, City escreve uma nova história épica na Premier League

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Barcelona x Lyon: veja guia da final da Champions League feminina com histórico dos times, destaques e curiosidades

André Donke
André Donke

De um lado, a principal equipe do futebol feminino no mundo na atualidade; do outro, a maior campeã da história do futebol europeu.

Barcelona e Lyon fazem uma final gigante de Uefa Champions League às 14h (de Brasília) deste sábado, no Allianz Stadium, em Turim. Com isso, o blog preparou um guia para esta partida, com as informações da temporada de cada equipe, o retrospecto, curiosidades e muito mais.

Como tem sido a temporada?

 BARCELONA: Depois de ter conseguido a tríplice coroa na temporada passada, o Barcelona tenta uma quádrupla coroa em 2021-22, sendo que faturou a Supercopa da Espanha  e já assegurou o seu tricampeonato de LaLiga com uma campanha perfeita: 30 vitórias em 30 jogos. Foram 159 gols marcados e apenas 11 sofridos.  Asisat Oshoala foi a arilheira ao lado da brasileira Geyse (Madrid CFF) com 20 gols, enquanto Alexia Putellas foi a terceira artilheira com 18 gols e ainda terminou como a garçonete ao distribuir 17 assistências.

Se dois títulos já foram conquistados, o Barça ainda disputa a final com o Lyon e também está na semifinal da Copa da Reina, fase em que enfrentará o Real Madrid. Se passar, decidirá o título com Granadilla ou Sporting de Huelva em 29 de maio.

O time titular é basicamente o mesmo da última temporada, com algumas pequenas mudanças, como as saídas das meio-campistas Vicky Losada (Manchester City) e Kheira Hamraoui (PSG), que atuavam regularmente, mas não eram titulares absolutas. Já no movimento contrário, chegaram a meio-campista Ingrid Engen (ex-Wolfsburg), a zagueira Irene Paredes (ex-PSG) e a atacante Fridolina Rolfö (ex-Wolfsburg), sendo que a primeira alterna banco e titularidade e as últimas duas iniciaram a maior parte dos confrontos. Houve ainda o retorno da jovem atacante Claudia Pina, que já marcou 18 gols em toda temporada.

No comando técnico, o antigo auxiliar Jonatan Giráldez assumiu logo após a tríplice coroa -  Lluís Cortés deixou por sua opção o cargo que ocupou por dois anos e meio.

LYON: Já o Lyon não tem chance de tríplice coroa, já que foi eliminado para o PSG nas oitavas de final da Copa da França por 3 a 0. O troco veio com a classificação diante do rival na semifinal da Champions e também deve vir no Campeonato Francês, na qual o OL tem cinco pontos de vantagem sobre o rival a duas rodadas do fim. Aliás, o desempenho na liga é quase perfeito: 19 vitórias e um empate em 20 jogos, com 74 gols marcados e apenas oito sofridos.

Se o Barça vinha de uma campanha vencedora, o mesmo não pode se dizer do Lyon, que passou em branco em 2020-21 (temporada em que não foi realizada a Copa da França, é importante ressaltar) e viu sua hegemonia de cinco taças seguidas na Champions acabar.

O técnico Jean-Luc Vasseur caiu em abril de 2021, pouco após a eliminação nas quartas de final do torneio europeu para o PSG, e foi substituído por Sonia Bompastor. Ex-capitã do time, ela vinha trabalhando ligada à base do clube desde 2013. Como atleta, Bompastor empilhou taças pelo Lyon, como seis da liga francesa e duas da Champions, incluindo a primeira da história do clube, em 2011.

Da frustrante temporada 2020-21 para esta houve algumas mudanças signifcativas no elenco. Christiane Endler, eleita melhor goleira do mundo em 2021, veio do PSG e ganhou a posição da veterana Sarah Bouhaddi; Griedge Mbock e Ada Hegerberg retornaram de longo período afastadas por lesão e recuperaram um papel importante no time; as jovens Selma Bacha e Melvine Malard passaram a ocupar mais espaço e a serem peças de grande impacto entre as titulares. O mesmo vale para Catarina Macario, que chegou no meio de 2020-21 e hoje é a artilheira do clube na liga francesa e na Champions. Outros reforços notáveis no elenco foram a lateral-esquerda Perle Morroni (ex-PSG) e a meio-campista Daniëlle van de Donk (ex-Arsenal). Já Damaris Egurrola chegou no começo de 2021 e passou a ser mais acionada nesta campanha.

Por outro lado, Nikita Parris e Sakina Karchaoui foram para Arsenal e PSG, respectivamente. Dzsenifer Marozsán era titular absoluta em 2020-21, foi de empréstimo ao OL Reign, retornou no começo de 2022 e recentemente sofreu lesão de ligamento, o que a deixará de longe dos gramados por seis meses, perdendo a final. Quem também era titular na campanha passada e sofreu com lesão no joelho nesta é Amel Majri, que passou por cirurgia em outubro e não joga desde então. Vale mencionar que em janeiro ela compartilhou a notícia de que está grávida.

Final da Champions League Feminina: Time do ESPNFC alerta sobre destaques de Barcelona e Lyon



Campanha nesta Champions

BARCELONA: As atuais campeãs se impuseram ao longo de toda competição, vencendo seus 6 jogos da fase de grupos contra Arsenal, Hoffenheim e Koge, com 24 gols marcados e apenas um sofrido. Já nas quartas, ainda que tenham sido surpreendidas com o Real Madrid saindo atrás nos dois jogos, as catalãs confirmaram o amplo favoritismo com vitórias por 3 a 1 (fora) e 5 a 2 (em casa). Na semi até ocorreu a primeira derrota, um 2 a 0 para o Wolfsburg, com ambos os gols marcados depois do intervalo. Porém, nada que ameaçasse a excelente vantagem de 5 a 1 construída na ida, e que poderia ter sido maior considerando o volume que as mandantes tiveram no Camp Nou.

LYON: Por não ter sido campeão nacional, o time entrou na segunda fase preliminar da Champions, superando o Levante com dois triunfos por 2 a 1 antes de ir ao estágio de grupos, no qual somou 15 pontos, dois a mais do que o Bayern de Munique - Benfica e BK Häcken completavam a chave. No mata-mata, a vida não foi fácil. Após ter perdido por 2 a 1 e tido uma jogadora expulsa na Itália, a equipe de Bompastor bateu a Juventus por 3 a 1 em casa para avançar. Nas semis, veio a vingança contra o PSG, triunfando por 3 a 2 e 2 a 1, mas a missão foi difícil -  e teria sido mais, caso a goleira Barbora Votíková não tivesse falhado nos três gols sofridos pelas parisienses no duelo de ida.

As estrelas

BARCELONA: Alexia Putellas foi eleita de forma incontestável a melhor jogadora do mundo em 2021 e desponta como principal candidata ao prêmio deste ano. Além das conquistas que já assegurou com o Barça e da final que irá disputar na Champions, ela é uma das principais armas de uma forte Espanha para a Eurocopa. 

Individualmente, a meia já tem 32 gols, seis a mais do que marcou em 2020-21, que era até então a sua temporada mais artilheira da carreira. A craque de 28 anos marcou dez vezes na Champions e divide a artilharia com Tabea Waßmuth, do Wolfsburg.

LYON: Ada Hegerberg é outra que já foi eleita melhor do mundo (2018). Porém, depois disso viveu um enorme drama, tendo rompido ligamento do joelho no começo de 2020 e ficado 20 meses longe dos gramados, voltando só nesta temporada em outubro de 2021. Apesar de tanto tempo longe, a atacante de 26 anos mostra que segue em grande nível e já marcou 15 gols em 24 jogos na temporada.

Agora, a norueguesa volta a uma final da principal competição de clubes da Europa, torneio em que tem recordes enormes. Com 58 gols, ela é a maior artilheira da história da Champions e também estabeleceu a maior quantidade de gols anotados por uma jogadora em uma única edição: foram 15 bolas nas redes em 2017-18.

Em meio a toda esta redenção, Hegerberg voltou a defender a seleção de seu país em abril, quase cinco anos após sua última aparição. A Noruega também jogará a Eurocopa e está no grupo A ao lado de Inglaterra, Áustria e Irlanda do Norte.

Ada Hegerberg (Lyon) e Alexia Putellas (Barcelona) estão na final da Champions League
Ada Hegerberg (Lyon) e Alexia Putellas (Barcelona) estão na final da Champions League Christopher Lee/Getty Images

Confronto direto

O Lyon venceu todos os três confrontos realizados entre as duas equipes. Nas quartas de final da Champions League de 2017-18, as francesas ganharam os confrontos por 1 a 0 e 2 a 1. Já na campanha seguinte, o encontro foi na decisão, com uma goleada por 4 a 1 a favor do Lyon, que chegou naquele momento ao quarto título de uma sequência de cinco seguidos. Ada Hegerberg é a artilheira do confronto com quatro gols marcados, com destaque para o hat-trick na final de 2018-19. 

Jogadoras de ouro

Das 20 primeiras da Bola de Ouro em 2021, sete delas defendem os times finalistas. Alexia Putellas (primeira colocada), Jennifer Hermoso (segunda), Lieke Martens (quinta), Irene Paredes (15ª) e Sandra Paños (19ª) são as cinco representantes do Barcelona. Já pelo Lyon estão Christiane Endler (12º) e Wendie Renard (20ª).

O adeus

Outro ingrediente que torna esta final ainda mais especial é o fato de representar a despedida de uma lenda do Barcelona. Melanie Serrano irá pendurar as chuteiras após 18 anos e 517 partidas pelo clube, o que representa um recorde. Outra marca que a lateral-esquerda de 32 anos registra no Barça é o de número de títulos, com 25 - destaque para as seis edições de LaLiga e uma Champions.

Pitada brasileira

Nascida em São Luís, do Maranhão, Catarina Macario se mudou aos Estados Unidos com sua família quando tinha 12 anos. A atacante cresceu no país norte-americano, inclusive defende a seleção atual campeã mundial, foi drftada pela universidade de Stanford e está desde o começo de 2021 no Lyon. Hoje com 22 anos, ela é um dos destaques do Lyon, sendo a vice-artilheira do Campeonato Francês com 13 gols, além ter marcado em oito oportunidades na Champions (soma quatro gols em quatro jogos no mata-mata, três na fase de grupos e um na etapa preliminar).

Comentários

Barcelona x Lyon: veja guia da final da Champions League feminina com histórico dos times, destaques e curiosidades

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Mudanças na defesa e situação de Lukaku: as primeiras questões do Chelsea sob nova direção para 2022-23

André Donke
André Donke

Talvez nenhum dos grandes clubes da Europa viu o seu futuro ser um assunto tão corriqueiro nesta temporada como ocorreu com o Chelsea.

O bloqueio de bens imposto a Roman Abramovich em meio à invasão da Rússia à Ucrânia impactou completamente o clube londrino, causando até mesmo, por exemplo, o congelamento de cartões de crédito corporativos e incertezas a respeito dos gastos do dia a dia. Coincidentemente ou não, no momento em que este assunto era mais abordado, o time sofreu duas das derrotas mais duras de sua temporada (e em sequência): o 3 a 1 para o Real Madrid e o 4 a 1 para o Brentford, com ambos os jogos sendo realizados em Stamford Bridge.

Levando em consideração toda essa adversidade vivida fora das quatro linhas e o impacto que isso deve ter tido no dia a dia de Thomas Tuchel e de seus jogadores, o Chelsea conseguiu fazer uma temporada muito boa. Afinal, levantou duas taças (Supercopa da Uefa e Mundial de Clubes), terminará a Premier League em uma boa terceira colocação e ainda fez finais duríssimas contra o Liverpool na Copa da Inglaterra e na Copa da Liga Inglesa. Na Champions, quase conseguiu uma remontada espetacular para cima do Real Madrid, mas acabou eliminado nas quartas de final.

Agora com o futuro definido dentro e fora de campo, após a venda do clube por parte de Roman Abramovich a Todd Boehly e a classificação assegurada à Champions League, o Chelsea já tem ideias mais concretas de como será sua campanha 2022-23.

N'Golo Kanté é um monstro defensivo, mas também se garante no ataque; VEJA o top 5 gols do craque do Chelsea



Ainda que seja muito cedo para avaliar como deve ser o trabalho de Boehly à frente do clube, pessoalmente não acredito em uma diminuição no espaço que o Chelsea ocupa no cenário nacional e internacional, uma vez que o projeto conduzido por Abramovich está bem consolidado esportiva e financeiramente, com o clube já estabelecido no Big 6 da liga mais valiosa do mundo, assim como bons desempenhos no futebol europeu.

Já dentro de campo há duas grandes dúvidas iniciais quanto ao time que irá entrar em campo a partir de agosto. A primeira é como será a linha defensiva, tendo em vista que Antonio Rüdiger irá embora, e o mesmo pode acontecer com o capitão César Azpilicueta (especulado no Barcelona) e Andreas Christensen, que está em fim de contrato.

Um zagueiro pode ser o primeiro grande reforço da era Boehly, já que será certamente a posição que mais necessita de investimento, sendo que Rüdiger é um dos principais nomes do mundo na função atualmente. Isso sem contar o fato de que Thiago Silva irá completar 38 anos de idade em setembro e, ainda que o brasileiro esteja em altíssimo nível, o clube já tem que pensar mais adiante.

Na frente, o assunto talvez envolva mais o técnico Thomas Tuchel do que o novo proprietário. Qual será/haverá papel para Romelu Lukaku em 2022-23? Quando foi contratado, o belga parecia o encaixe perfeito para os Blues, mas rendeu bem abaixo do esperado e ficou mais marcado por uma entrevista polêmica que o fez ser barrado por um jogo – ele posteriormente se desculpou publicamente.

Lukaku em ação pelo Chelsea
Lukaku em ação pelo Chelsea Getty Images

Na reta final de temporada, o centroavante tem voltado a marcar, sendo que balançou as redes diante de Wolverhampton (duas vezes) e do Leeds United – se anotar um gol diante do Leicester City nesta quinta-feira, o camisa 9 conseguirá gols em três jogos seguidos da Premier League pela primeira vez na temporada. Além disso, ele ganhou a confiança de Tuchel a ponto de ser titular na final da Copa da Inglaterra no último final de semana.

A qualidade técnica de Lukaku é inegável, o que faz surgir a dúvida: haverá o tão aguardado encaixe neste time em 2022-23?

De resto, Tuchel tem um elenco bem equilibrado, com bons nomes no meio de campo e ataque, além de um goleiro top. Assim, a princípio, as mudanças na defesa e o papel de Lukaku são os grandes tópicos a respeito do Chelsea sob nova direção, que agora poderá voltar a pensar exclusivamente no futebol.

Antes de dar início em 2022-23, no entanto, os Blues fecham a Premier League os próximos dias. Nesta quinta-feira, a equipe enfrenta o Leicester City em Stamford Bridge, às 16h (de Brasília), com transmissão exclusiva do Star+. Já no domingo às 12h, o adversário será o Watford, também em casa.

Comentários

Mudanças na defesa e situação de Lukaku: as primeiras questões do Chelsea sob nova direção para 2022-23

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Há dois anos sem jogar, lenda do Borussia Dortmund se despede do clube neste sábado

André Donke
André Donke

Erling Haaland fará sua última partida pelo Borussia Dortmund neste sábado, quando a equipe receberá o Hertha Berlin no Signal Iduna Park pela última rodada da Bundesliga. O jogo é praticamente festivo para os aurinegros, uma vez que terminarão como vice-campeões independentemente do que aconteça.

Embora seja natural que o foco esteja praticamente todo no norueguês, que soma 88 jogos, 85 gols e 19 assistências pelo BVB, há outro jogador se despedindo do clube, e este é até mais lendário na história do Dortmund: Marcel Schmelzer. Inclusive, ele anunciou nesta sexta-feira a sua aposentadoria do futebol aos 34 anos.

O lateral-esquerdo não entra em campo desde 17 de junho de 2020, sendo que as lesões o impediram de atuar nas duas últimas temporadas. Sua última campanha com alguma constância foi em 2017-18, quando iniciou 17 jogos da Bundesliga. Já em 2018-19 e 2019-20, ele acumulou 21 partidas disputadas em todas as competições, sendo que não foi titular uma vez sequer em 2019-20.

Haaland vai sofrer para se adaptar à Premier League? Guardiola abre sorriso e fala sobre reforço do City



Apesar disso, Schmelzer não deixa de ser um ícone na história do clube. Desde 2005 em Dortmund, ele tem o Borussia como seu único clube na carreira, tendo substituindo o ídolo Dedê e somado 367 partidas oficias. Titular da equipe bicampeã alemã e vice-campeã da Champions, ele também era dos 11 iniciais em duas conquistas de Copa da Alemanha. Já na seleção, teve pouco espaço e disputou 16 partidas, sendo reserva sem ser utilizado na campanha de semifinal da Eurocopa de 2012.

A ligação entre o clube e o lateral é tão forte que houve uma renovação de contrato no meio de 2021 por mais um ano, mesmo com as condições físicas do atleta acima descritas. Assim, mesmo sem atuar por um minuto em 2021-22, o defensor teve mais um ano no Dortmund.

Uma possível entrada em campo no capítulo final foi descartada pelo técnico Marco Rose, embora seja a vontade de muitos torcedores. “Schmelle não tem estado com a equipe nos treinos há quatro meses.”

Futuro

Nos últimos dias, o Antalyaspor registrou em suas redes sociais uma participação do alemão por dois dias nos treinamentos. O time é dirigido por Nuri Sahin, que escreveu uma belíssima história ao lado de Schmelzer com a camisa aurinegra. Se ele irá desempenhar alguma trabalho fora de campo de imediato ao lado do antigo companheiro, ainda não se sabe. De certo mesmo, somente que chegará ao fim após 17 anos e quase 400 jogos a passagem de um dos ídolos do Borussia Dortmund.

Schmelzer (à esq.) comemora com Grosskreutz após marcar contra o Real Madrid
Schmelzer (à esq.) comemora com Grosskreutz após marcar contra o Real Madrid EFE

Comentários

Há dois anos sem jogar, lenda do Borussia Dortmund se despede do clube neste sábado

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Hegemonia, equilíbrio no elenco e Champions memorável: o enorme legado de Ten Hag no Ajax

André Donke
André Donke

De malas prontas para Manchester, Erik Ten Hag confirmou nesta quarta-feira a sua sexta e última taça em sua passagem de quatro anos e meio pelo Ajax. A equipe de Amsterdã venceu o Heerenveen por 5 a 0 na Johan Cruyff Arena e assegurou sua 36ª conquista do Campeonato Holandês.

Desde que assumiu o comando no fim de 2017, o treinador não conseguiu taças em seu primeiro semestre, mas depois determinou uma hegemonia, vencendo as três edições finalizadas do Holandês – a de 2019-20 foi encerrada precocemente por conta da pandemia do coronavírus. O cenário poderia ter se repetido na Copa, mas o time da capital foi derrotado pelo PSV na decisão desta temporada.

Além de três títulos da Eredivisie e dois da KNVB Cup, Ten Hag também levou o Ajax à conquista da Supercopa da Holanda de 2019. Em meio às glórias, alguns números ajudam a entender o tamanho do trabalho do técnico de 52 anos na equipe.

Desde que ele assumiu, são 350 pontos somados no Campeonato Holandês, 31 a mais do que o PSV, em 142 jogos disputados - o clube de Eindhoven soma 143 partidas no período. O Feyenoord fecha o top 3 com 285 pontos. São 420 gols marcados (72 a mais do que qualquer outro time) e 111 gols sofridos (37 a menos do que qualquer equipe que tenha estado na elite nas últimas cinco campanhas) e uma posse bola média de 64,1%, quase 7% a mais do que qualquer adversário.

Erik Ten Hag comemora título pelo Ajax
Erik Ten Hag comemora título pelo Ajax Getty Images

Além disso, Ten Hag deixa o Ajax a um título do tetra, a maior hegemonia que qualquer equipe já alcançou na história da liga nacional - o próprio clube alcançou entre 2011 e 2014, enquanto o PSV o fez em duas oportunidades (1986-1989 e 2005-2008). Antes da era profissional da liga, o HVV Den Haag conseguiu a marca entre 1900 e 1903. Vale lembrar que a edição encerrada sem campeão em 2019-20 tinha Ajax e AZ empatados em pontos no topo da classificação após 25 rodadas disputadas.

Internacionalmente, o pico foi a semifinal da Uefa Champions League 2018-19, quando superou Real Madrid (nas oitavas, com vitória por 4 a 1 no Santiago Bernabéu) e Juventus (nas quartas), antes de levar uma virada surreal e inesperada para o Tottenham na semi. Ainda que tenha sofrido uma eliminação traumática, o clube conseguiu sua melhor campanha na competição em 22 anos – também caiu na semi em 1996-97 – e protagonizou uma das campanhas mais sensacionais dos últimos anos na Europa.

Além da hegemonia nacional, uma história memorável na Champions e o bom e vistoso futebol praticado por sua equipe, seguindo a filosofia histórica do clube, Ten Hag ainda esteve envolvido em um período em que o Ajax passou a ter um perfil diferente no mercado e na montagem de seu elenco.

Com toda dificuldade para competir com grandes clubes da Europa, seja pela questão financeira ou pela atratividade de sua liga, o Ajax é conhecido por formar muitos talentos e buscar nomes de talento no cenário nacional, o que continua a ser uma realidade. Porém, o clube também passou a captar jogadores mais maduros entre as principais ligas da Europa, mostrando uma maior expressividade nas janelas de transferência.

É campeão! VEJA a festa do Ajax ao se sagrar campeão holandês



Segundo dados do site Transfermarkt, 12 das 14 contratações mais caras da história do Ajax ocorreram no período sob o comando de Ten Hag, e chama atenção as chegadas de Davy Klaassen, Daley Blind, Dusan Tadic, Quincy Promes e Sebastian Haller, que tinham todos mais de 25 anos no momento da negociação e jogavam na Premier League, LaLiga ou Bundesliga.

Dessa forma, o Ajax conseguiu permanecer forte, mesmo com a saída de diferentes atletas ao longo dos últimos anos, entre eles um quarteto muito importante (Matthijs de Ligt, Frenkie de Jong, Donny van de Beek e Hakim Ziyech). As mudanças, no entanto, foram gradativas, sem exigir uma reformulação a cada ano e representando um obstáculo na competitividade deste time.

Neste ritmo, o Ajax sempre seguiu forte desde o início do trabalho de Ten Hag, ainda que o elenco já tenha mudado inteiro. Dos 13 nomes que estiveram em campo na vitória por 2 a 0 sobre o Feyenoord em 21 de janeiro de 2018, na estreia do treinador, apenas André Onana e Nicolás Tagliafico permanecem no elenco (ambos são reservas no momento) - Noussair Mazraoui, que está a caminho do Bayern de Munique, foi um reserva não utilizado na ocasião.

A combinação de todos estes aspectos torna enorme o legado do técnico, que se despede com seis taças acrescentadas no museu do clube. Resta agora o jogo final desta história, que ocorrerá no domingo, quando o Ajax visitará o Vitesse às 9h30 (de Brasília).

Antony, craque do Ajax, viveu temporada artilheira no Campeonato Holandês 21/22; veja todos os gols

Comentários

Hegemonia, equilíbrio no elenco e Champions memorável: o enorme legado de Ten Hag no Ajax

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por que Haaland fez o certo ao escolher o Manchester City e não o Real Madrid

André Donke
André Donke

A contratação de Erling Haaland pelo Manchester City  é o encaixe perfeito, o melhor negócio para ambos. A chegada de um centroavante era algo que faltava ao clube inglês, que já tinha ido atrás de Harry Kane antes do início desta temporada.

A eliminação na semifinal da Uefa Champions League, por exemplo, mostrou com um jogador com instinto artilheiro como o do norueguês pode acrescentar e muito no elenco comandado por Pep Guardiola.

Por parte do jogador, é a melhor escolha esportiva que poderia fazer - sim, nem o Real Madrid seria melhor agora, explico abaixo. Nenhum outro clube tem uma melhor combinação para ele entre ‘força do time’ e ‘necessidade de um centroavante’.

Haaland e Manchester City: o encaixe perfeito; VEJA análise



O City é um time que entrará com condições de vencer todos os títulos que disputará em 2022/2023 pela qualidade dos jogadores, de seu treinador e o tempo que este time joga junto. Porém, apesar da grande concorrência no elenco, Haaland chega em um contexto perfeito para ser titular devido à carência que o grupo tem justamente em sua posição..

E se fosse para o Real Madrid, por exemplo? Não é fácil imaginar um encaixe certo com Benzema, justamente por conta das características de ambos, isto sem mencionar a possível de chegada de Kylian Mbappé. Seria extremamente arriscado um ataque com esses três e Vinicius Jr. de titulares, e deixar um desses nomes no banco poderia gerar um enorme problema.

Assim, seja para o City ou para Haaland, este negócio é o ideal e tem tudo para dar muito certo.

Gabriel Jesus perde espaço com a chegada de Haaland?


Comentários

Por que Haaland fez o certo ao escolher o Manchester City e não o Real Madrid

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Craque sem ser craque: Thomas Müller, o mais 'comum' entre os jogadores brilhantes do futebol atual

André Donke
André Donke

Thomas Müller é “o jogador mais subvalorizado do mundo no futebol”. Foi assim que o site oficial da Bundesliga se referiu em um texto publicado nesta terça-feira sobre o meia-atacante de 32 anos, que acaba de renovar seu contrato com o Bayern de Munique até o meio de 2024.

Talvez haja uma dose de exagero no título, mas ele traz um ponto bastante verdadeiro: o camisa 25 merece mais reconhecimento pela sua brilhante trajetória e pela sua qualidade quase que única no futebol.

O que certamente pesa contra a popularidade de Müller é não se tratar de um jogador tão atrativo esteticamente. Você não espera lances de efeito, dribles desconcertantes ou toques de classe em suas atenções, sendo que sua grande virtude está na leitura do jogo. Não à toa, seu apelido é Raumdeuter (interepretador de espaços, em alemão).

De todos os grandes nomes desta geração, Müller é provavelmente o mais comum, sem brilhar absurdamente em um fundamento específico, mas ele não deixa de estar presente entre os jogadores mais brilhantes do futebol atualmente, sem mencionar sua regularidade em mais de uma década no mais alto nível. Embora teve um período de baixa no Bayern, sua recuperação com Hansi Flick o colocou novamente em um nível altíssimo. Hoje, segue sendo uma peça vital em um dos melhores times do continente.

Thomas Müller (centro) posa para foto após renovar com o Bayern de Munique até 2024
Thomas Müller (centro) posa para foto após renovar com o Bayern de Munique até 2024 Bayern de Munique/Divulgação

Desde os 10 anos de idade do Bayern de Munique, ele soma 226 gols pelo clube, sendo o terceiro maior artilheiro da história dos bávaros, atrás apenas de Gerd  Müller e Robert Lewandowksi. Nos registros apontados pelo site da Bundesliga, são 269 gols e 282 assistências em 730 jogos oficiais entre jogos oficiais de time e seleção.

Na Champions, seus 52 gols o deixam empatado com Thierry Henry na sétima colocação entre os artilheiros históricos, e está apenas quatro gols do sexto colocado Ruud Van Nistelrooy. E vamos falar uma coisa, fazer gols não é nem a grande virtude do alemão.

Já com a seleção alemã, são dez gols em Copas do Mundo (cinco em 2010 e cinco em 2014), sendo um dos destaques de um terceiro lugar e um título. Seu período afastado da Mannschaft por opção de Joachim Löw mostrou-se um equívoco, e ele deve ser novamente um dos principais nomes para o Mundial de 2022.

O Raumdeuter ainda acaba de se isolar como jogador com mais títulos da Bundesliga na histórias. São 11 taças (uma a mais do que David Alaba, Manuel Neuer e Robert Lewandowski) e sendo determinante em cada uma delas. Nesta edição em específico, é o líder em chances criadas na liga com 80 (ao lado de Filip Kostic) é o principal garçom com 17 assistências (quatro a mais do que qualquer outro atleta) e ainda fez sete gols.

Thomas Müller é um craque sem ser craque e um dos jogadores com maior inteligência para a prática do futebol que eu já vi. Aos 32 anos e com contrato com o Bayern por mais duas temporadas (pelo menos), ele ainda tem muito espaço para interpretar dentro de campo. 

Schweinsteiger toma banho de cerveja de Thomas Muller durante festa do título do Bayern

Comentários

Craque sem ser craque: Thomas Müller, o mais 'comum' entre os jogadores brilhantes do futebol atual

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Vini Jr., Benzema e mais: 5 pontos vitais para o título do Real Madrid

André Donke
André Donke



O Real Madrid confirmou sua 35ª conquista do Campeonato Espanhol com quatro rodadas de antecedência. O triunfo diante do Espanyol neste sábado apenas confirmou matematicamente um título que esteve nas mãos dos merengues o tempo inteiro. Em meio a este cenário, o blog levantou cinco pontos determinantes para este troféu (sem qualquer ordem). Confira abaixo:

1 - Benzema

É o grande nome do futebol mundial nesta temporada até o momento. O francês soma 26 gols na competição, sendo o artilheiro isolado (11 a mais do que qualquer outro atleta) e quebrando seu recorde pessoal na competição. Além disso, soma 11 assistências e já iguala sua melhor marca individual (conquistada em 2012-13). Ele ainda soma 57 chances criadas, sendo o quarto melhor da liga e só não liderando o seu time no quesito pelo fato de Vinicius Jr. ter cinco a mais.

Fundamental em fazer gols, construir muito saindo da área e potencializar quem joga ao seu lado, o camisa 9 também evidenciou sua importância quando esteve ausente. Afinal, foi sem ele que o Real levou 4 a 0 do Barcelona em pleno Santiago Bernabéu.

Top 5 de Benzema pelo Real Madrid: giro de camisa 9, chute com curva insana e mais em LaLiga 21/22


2 – Vinicius Jr.

Se Benzema é o protagonista do time, Vini Jr. vem logo atrás. Sua trajetória já era notável no clube, mas a evolução foi impressionante em 2021-22. São 14 gols marcados na liga (nunca tinha passado de três), nove assistências (também nunca tinha passado de três) e 62 chances criadas, quase o dobro das 33 que conseguiu em 2020-21, sua melhor marca até então. O brasileiro ainda lidera a liga em dribles certos, com 87.

A melhora na finalização, o ponto mais questionado em relação a ele, foi significativa, como os números mostram. Além disso, o camisa 20 tem chamado a responsabilidade, como no golaço em que definiu a vitória sobre o Sevilla no primeiro turno, por exemplo. Se o atacante fechou a temporada passada com uma única atuação pela seleção brasileira (amistoso contra o Peru), hoje ele é titular da equipe de Tite e o melhor atleta do país na temporada.

Top 5 de Vini Jr. pelo Real Madrid: arrancada imparável, 'toco y me voy' e bomba no ângulo em LaLiga 21/22


3- Reformulação bem-sucedida da zaga

Com 29 gols sofridos em 34 jogos, o Real Madrid só não tem a melhor defesa da liga porque o Sevilla foi vazado apenas 27 vezes. Na média de gol por jogo, o time da capital registra 0,9, sua terceira melhor média nas últimas dez edições na competição.

Os números podem nem ser tão espetaculares, mas merecem um destaque para um time que acaba de trocar uma dupla de zaga histórica, com as saídas do lendário Sergio Ramos e de Raphael Varane. Para seus lugares, Éder Militão mostrou enorme evolução e acabou com a desconfiança com a qual convivia desde que custou 50 milhões de euros no meio de 2019. Já David Alaba confirmou-se uma das melhores contratações da temporada, considerando a junção do seu ótimo desempenho e do fato de ter se transferido sem custos.

4- O equilíbrio de Carlo Ancelotti

Liderando do começo ao fim e praticamente sem ser ameaçado, o Real demonstrou regularidade e premia mais um bom trabalho de Carlo Ancelotti, que chega ao feito de ter conquistado os cinco principais campeonatos nacionais da Europa – LaLiga era o único que faltava.

Esta foi seguramente a temporada mais consistente do Real Madrid na era pós-Cristiano Ronaldo. O título veio em meio a uma campanha de semifinal de Champions League, na qual fará o jogo de volta contra o Manchester City após ter eliminado dois candidatos ao título nas fases anteriores (Paris Saint-Germain e Chelsea).

Além dos resultados satisfatórios, Ancelotti deu uma cara a este Real Madrid, que se adapta em jogos em que vai ter mais ou menos posse. Ele conseguiu criar um time que permitiu um avanço tremendo de Vinicius Jr. e potencializou o protagonismo de Benzema, sem perder em nada do histórico trio de meio-campista formado por Casemiro, Toni Kroos e Luka Modric. Aliás, o croata até merecia um tópico à parte por conta do seu alto nível físico e técnico em 2021-22.

Ancelotti construiu um time equilibrado e capaz de competir com as principais equipes da Europa, ainda que o fim da temporada passada não indicasse um Real Madrid tão forte quanto o que veio ser apresentado.

Real Madrid campeão e resenha solta! Ancelotti e Vini Jr dançam e festejam título de LaLiga; VEJA


5) Reformulação do Barça e queda do Atlético

O trabalho do Real e de Ancelotti foram muito bem feitos e digno de ficar com a taça de LaLiga, mas é fato que o time merengue teve uma disputa com seus principais rivais em um nível abaixo. Campeão da temporada passada, o Atlético de Madrid já havia mostrado uma queda de desempenho na reta final de 2020-21 e sofreu uma grande oscilação nesta campanha, embora tenha se recuperado e contando com a ascensão João Félix, mas os Colchoneros nunca estiveram na disputa do título.

Já o Barcelona vive sua primeira temporada sem Lionel Messi e teve de se desdobrar em meio a uma situação financeira complexa e troca de técnico. Ainda que o trabalho de Xavi venha se mostrando interessante após o bom mercado de inverno e o retorno de Pedri (que já se contundiu de novo), como a goleada por 4 a 0 em pleno Santiago Bernabéu mostrou, a equipe catalã não ameaçou o título do rival em qualquer momento.

Benzema e Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid
Benzema e Vinicius Jr. em jogo do Real Madrid Getty

Comentários

Vini Jr., Benzema e mais: 5 pontos vitais para o título do Real Madrid

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Jogador recordista, bacharel em administração e carreira não planejada: conheça uma das mentes por trás do sucesso do Frankfurt

André Donke
André Donke

Quando pendurou as chuteiras no meio de 2014 aos 33 anos, Markus Krösche não tinha muitos planos do que faria depois, mas por sorte nem precisou pensar muito. Imediatamente veio a chance de treinar o segundo time do Paderborn, um clube em que fazia muito sentido ele iniciar um novo capítulo em sua vida.

O ex-volante passou pela base do Werder Bremen e atuou por 13 anos no Paderborn, antes de se aposentar com 373 jogos com a camisa da equipe, número que lhe rendeu o posto de atleta que mais vezes defendeu o clube. Entre campanhas nas terceira e segunda divisões, Krösche se aposentou como jogador no momento em que o time chegou de forma inédita à Bundesliga.

Apesar da longa ligação como atleta com o clube, seu período como técnico por lá durou só uma temporada, uma vez que em 2015 apareceu a oportunidade de ser auxiliar do seu amigo Roger Schmidt no Bayer Leverkusen.

"Foi um pouco de sorte, e muito rápido. Depois de um ano como técnico, eu fui ao Leverkusen no nível de Champions League”, afirmou em entrevista coletiva virtual em que o blog participou.

Europa League: A visão do Eintracht Frankfurt de como foi a invasão da torcida em Barcelona e no Camp Nou


O trabalho até contou com um terceiro lugar na Bundesliga e uma ida às oitavas de final da Champions, mas acabou encerrado durante a segunda metade da temporada 2016-17 em meio aos resultados discretos no Campeonato Alemão daquela temporada.

“Então, eu recebi a oferta do Paderborn, o meu antigo clube, para ser diretor esportivo, e decidi a assumir um novo desafio”, declarou Krösche, que ainda durante a carreira como atleta no Paderborn se formou em administração de empresas. Seu trabalho de conclusão de curso foi: “A situação financeira de jogadores profissionais após a carreira – uma pesquisa empírica com 400 jogadores”.

Como dirigente, ele engatou dois acessos e levou a equipe da terceira à primeira divisão de uma vez só entre 2017 e 2019, algo que chamou atenção do RB Leipzig, clube ao qual acabou se juntando e trabalhando nas duas últimas temporadas. E outros bons resultados vieram: semifinal de Champions em 2019-20 e vice da Bundesliga e da Copa da Alemanha em 2020-21.

Para esta temporada, Krösche deixou o Leipzig e assumiu como o homem forte do futebol do Eintracht Frankfurt. Logo no primeiro ano guiou o projeto de um time que chega à semifinal da Uefa Europa League após ter eliminado o poderoso Barcelona em pleno Camp Nou. A equipe germânica visita o West Ham em Londres pelo confronto de ida nesta quinta-feira, às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN 2 e Star+.

West Ham e Eintracht Frankfurt, algoz do Barcelona, se enfrentam na Europa League! Compare as trajetórias



Com Krösche, o Frankfurt contratou como treinador Oliver Glasner, que escolheu ir à capital financeira da Europa mesmo tendo classificado o Wolfsburg à Champions League. No elenco, a aposta em jovens se mostrou certeira para 2021-22, com os reforços dos meias Jesper Lindström e Jens Petter Hauge (ambos de 22 anos), do volante Kristijan Jakic (25 anos), do ala Ansgar Knauff (20 anos), além do atacante Rafael Santos Borré, de 26 anos, que chegou para substituir o goleador André Silva, negociado com o RB Leipzig.

O mercado sem badalação e certeiro, assim como na escolha do técnico, permitiu que o Frankfurt, mesmo sendo discreto em cenário nacional, chame muita atenção na Europa. Trata-se mais de um grande trabalho de Krösche, que já viveu muitas experiências diferentes em menos de oito anos após ter pendurado as chuteiras.

“Na minha carreira eu não tive plano, foi por coincidência. Eu sempre tentei fazer meu trabalho muito bem, com o foco apenas no hoje e não no amanhã. Acho que é um pouco o segredo do meu jeito, e no fim você precisa um pouco de sorte.”

Markus Krösche, dirigente do Eintracht Frankfurt
Markus Krösche, dirigente do Eintracht Frankfurt Eintracht Frankfurt/Reprodução

Comentários

Jogador recordista, bacharel em administração e carreira não planejada: conheça uma das mentes por trás do sucesso do Frankfurt

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

De recorde a fim de jejum: Joaquín, aos 40 anos, escreve uma das histórias mais legais do futebol europeu em 2021-22

André Donke
André Donke

Eu amo o futebol, mas gosto ainda mais das histórias que ele proporciona e que vão além das quatro linhas. E uma destas foi contada neste sábado, quando Joaquín ergueu a taça da Copa do Rei após o Betis ter vencido o Valencia na final nos pênaltis.

O troféu encerrou um jejum de 17 anos do clube, que tinha sua última grande conquista de elite justamente a Copa do Rei de 2004-05. Desde então, o clube teve de observar seu grande rival se consolidar entre as cinco principais equipes da Espanha deste século e empilhar taças da Europa League.

Não bastasse o período de seca acompanhado do sucesso do Sevilla, o Betis amargou dois rebaixamentos nos últimos 13 anos. Quando retornou à elite pela última vez, em 2015, o clube verde e branco ganhou o reforço de um velho conhecido: Joaquín.

Copa do Rei: Após empate por 1 a 1, Betis vence Valencia nos pênaltis e é campeão; VEJA os melhores momentos



O meia chegou aos 34 anos e já fora do seu auge – sua última convocação pela seleção espanhola, por exemplo. foi em 2007, tendo disputado as Copas de 2002 e 2006 e a Euro de 2004.

Depois de ter brilhado pelo próprio Betis, pelo qual foi revelado, e pelo Valencia, conuistando uma Copa do Rei com cada um dos dois times, Joaquín ainda foi quadrifinalista da Champions League com o Málaga em 2013, ficando a poucos segundos de eliminar o Borussia Dortmund e ir à semifinal, fazendo uma parceria de sucesso com o técnico Manuel Pellegrini.

No momento de retorno ao time que o revelou, nove anos após sua saída, o meia talvez não imaginasse que ainda escreveria capítulos tão grandiosos pelo Betis ou que fosse repetir uma história memorável com o treinador chileno.

Hoje com 40 anos, o veterano não tem o mesmo destaque no time comandado por Pellegrini, mas segue participando regularmente, estando presente em 32 dos 51 jogos do Betis na temporada, além de dois gols marcados (ambos na Copa do Rei). Neste sábado, ele foi ovacionado ao entrar em campo pouco antes da prorrogação e ainda converteu sua cobrança na disputa das penalidades, antes de subir as tribunas para erguer a taça.

Além disso, Joaquín tem no momento 494 jogos pelo Betis, tendo ultrapassado José Ramón Esnaola (460) na reta final da temporada passada como recordista na história do clube. Além disso, ele é o segundo que mais vezes jogou em LaLiga com um total de 596 partidas, ficando atrás apenas de Andoni Zubizarreta (622). Mas vai saber se este recorde também será quebrado, afinal, o próprio jogador deixou nesta semana o seu futuro em aberto.

De qualquer forma, o retorno de Joaquín, os recordes, a longevidade e os títulos conquistados em um intervalo de 17 anos fazem desta história uma das mais legais que o futebol europeu viu em 2021-22. A imagem dele erguendo a taça nas tribunas do estádio La Cartuuja fica como a grande recordação desta Copa do Rei. 

Joaquin levantando o troféu de campeão da Copa do Rei pelo Real Betis
Joaquin levantando o troféu de campeão da Copa do Rei pelo Real Betis CRISTINA QUICLER/AFP via Getty Images

Comentários

De recorde a fim de jejum: Joaquín, aos 40 anos, escreve uma das histórias mais legais do futebol europeu em 2021-22

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading