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Nenhum na NBA: por onde andam os dois protagonistas da final mais insana do basquete universitário

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Lance histórico! Há 4 anos, Villanova era campeã universitária com arremesso no último segundo; relembre (0:57)

Em 2016, Kris Jenkins acertou o arremesso de três pontos para vencer North Carolina (0:57)

Um dos eventos mais aguardados do ano nos esportes americanos é o March Madness, os playoffs do basquete universitário. Porém, nesta temporada, o evento inteiro foi cancelado por causa da pandemia do coronavírus. Se tivesse seguido com programado, conheceríamos nesta segunda-feira o campeão da temporada 2019-2020 do college basketball.

A partida decisiva estava marcada para 6 de abril e seria disputada no Mercedes-Benz Staidum, casa do Atlanta Falcons, da NFL, e do Atlanta United, da MLS.

Dois dias atrás, completaram-se quatro anos de uma das partidas mais épicas do basquete americano, quando Villanova conquistou o título nacional do basquete universitário ao derrotar North Carolina, com um arremesso de três no estouro do cronômetro. Naquele jogo, faltando cerca de um minuto e meio para o fim do jogo, Villanova vencia por 70 a 64. Pouco depois, com 12 segundos para o final, a diferença caiu para um ponto a favor de Villanova.

O armador Josh Hart, atualmente jogador do New Orleans Pelicans, foi para a linha do lance livre e, após converter ambos os arremessos, aumentou a vantagem dos Wildcats para 74 a 71. Segundos depois, o armador Marcus Paige, mesmo bem marcado, acertou um improvável arremesso de três e empatou a partida para North Carolina, com 4,7 segundos restando no cronômetro.

O pensamento de todos no NRG Stadium, em Houston, foi o mesmo: prorrogação. Mas no estouro do cronômetro, Kris Jenkins recebeu a última bola e arriscou de três. Splash. Vitória por 77 a 74 e título para Villanova, o segundo na história dos Wildcats.

Curiosamente, Paige e Jenkins, os dois protagonistas deste final insano, não estão na NBA.

Após dar o título para os Wildcats em 2016, Kris Jenkins voltou para a Villanova em 2017 para seu quarto e último ano. O ala não foi selecionado no draft da NBA, mas foi contratado pelo Washington Wizards para disputar a Summer League. Após só três jogos, os Wizards decidiram que não iam manter o jogador.

Pouco depois, Jenkins foi chamado para jogar pelo Sioux Falls Skyforce, equipe da G League filiada ao Miami Heat, mas foi dispensado em dezembro de 2017. No ano seguinte, jogou pelo Yakima SunKings, da The Basketball League, uma liga menor de basquete nos Estados Unidos. Depois de problemas para se manter em forma, o ala foi dispensado. Jenkins ainda passou pelo basquete alemão, onde jogou pelo Eisbären Bremerhaven e, atualmente, está sem time.

Marcus Paige foi a 55ª escolha do draft da NBA em 2016. O ex-armador de North Carolina foi escolhido pelo Brooklyn Nets, mas foi trocado no dia seguinte para o Utah Jazz. Naquela temporada, jogou 46 jogos pelo Salt Lake City Stars, time da G League filiado ao Jazz. Em 2017, Paige jogou a Summer League pelo Minnesota Timberwolves, mas não foi mantido no time. Naquele ano, ele assinou com o Charlotte Hornets e novamente jogou a liga de desenvolvimento, desta vez pelo Greensboro Swarm. Ao final da temporada, os Hornets decidiram não renovar com o jogador, que virou free agent.

Em 2018, Paige decidiu ir para o basquete europeu, e se juntou ao Partizan, de Belgrado, na Sérvia. O jogador está no clube até hoje e já conquistou duas vezes o título da Copa da Sérvia e uma vez a Supercopa da Liga ABA. Em 2019, recebeu o passaporte e a cidadania sérvia. Recentemente, Paige conseguiu deixar Belgrado um dia antes do fechamento dos aeroportos. O armador está no Estados Unidos, passando o período de quarentena com sua família no estado da Virgínia.