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Os atletas que trocaram o esporte pela linha de frente no combate ao coronavírus

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Direto da Espanha, correspondente dos canais ESPN destacou os principais eventos do dia (1:21)

Enquanto o esporte está praticamente parado no mundo inteiro devido à pandemia do coronavírus, alguns atletas aproveitaram as atividades paralisadas e foram ajudar da forma que podiam a combater o surto.

O jornal espanhol "El País" listou alguns. Entre eles está a assistente de arbitragem da liga feminina da Espanha Iragartze Fernández, que há 14 meses também exerce a profissão de enfermeira após ter estudado oncologia e hematologia.

"Nós estamos vivendo com muito medo. O vírus é muito contagioso, às vezes nos falta materia. Existe um clima de desconfiança entre o pessoal sanitário e os pacientes. Às vezes não entendem quando falamos que fiquem em casa estando enfermos, se sentem desprotegidos", disse ao jornal.

Goleira de futsal, Miriam Rodriguez está trabalhando de enfermeira em um hospital na região de Madri. "Espero não voltar a viver nada parecido. Tem dias que estou tão cansada, mentalmente e fisicamente, que não tenho nem fome", relatou ao "El País".

Laura Palacio, de 33 anos, é medalhista europeia e mundial de caratê. Ela também é policial há nove anos e está agora exercedo a profissão de segurança pública, fiscalizando os cidadãos para que os mesmos não quebrem a quarentena.

"Aqui tem pessoas que não estão muito conscientes da situação. Alguns saem para fazer compras todos os dias. Outro dia encontrei uma senhora que estava descendo para comprar amendoins e uma menina escondida dentro de uma mala", afirmou Palacio, ao jornal.

Álex Sorribes é jogador de rugby, mas também residente de medicina que está na linha de frente no combate ao coronavírus.

"A única coisa que sabíamos desse vírus era o nome, que era um vírus respiratório. Não fazíamos exames, não tinha importância", contou ao jornal.

Medalhista olímpico brasileiro também ajuda

Marcel tem seu nome na história do basquete brasileiro. Medalhista de bronze no Mundial de 1978 e campeão pan-americano em 1987, ele também tem formação médica e tem usado seu conhecimento técnico na luta contra o coronavírus no Brasil.

Marcel tem atuado como ultrassonografista em Jundiaí, no interior de São Paulo.