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Wade MVP, LeBron cestinha e Carmelo em alta: como era a última seleção dos EUA a perder uma partida oficial

Os Estados Unidos perderam para a França nesta quarta-feira e estão fora do Mundial de basquete de 2019. A derrota significa mais do que a eliminação. O 89 a 79 para os franceses acaba com uma série de 58 vitórias dos norte-americanos, que não sabiam o que era perder desde a semifinal do Mundial de 2006, contra a Grécia.

“Foi a pior derrota que tive como treinador”, relembra Mike Krzyzewski, que havia assumido o comando da seleção um ano antes e ajudou na reestruturação da equipe.

Desde os Jogos Olímpicos de 2004, quando um time cheio de jovens dos EUA perdeu para a Argentina na semifinal e voltou para casa ‘apenas’ com uma medalha de bronze, a seleção voltou seus olhos para os grandes astros da NBA.

Por isso, com um elenco cheio de estrelas, o Mundial de 2006 era a grande oportunidade para que os norte-americanos mostrassem que estavam de volta.

“De 2004 a 2006, a questão não era mais de uma estrutura organizacional. Era questão de se unir, montar um time e tentar vencer”, disse Carmelo Anthony, para o USA Today.

Ele era um dos principais nomes dos EUA no torneio de 2006, disputado no Japão. “Tivemos testes para o time”, relembra Chris Paul. “Você chega no ponto mais alto da sua carreira, a NBA, e ainda tem testes para defender a seleção dos EUA. Eu lembro de me jogar no chão brigando pela bola nos treinos. Quando você vê isso assim, consegue ter uma perspectiva melhor.”

Ao lado de Carmelo e Paul, os EUA levaram LeBron James, que teve a melhor temporada de sua carreira pontuando (31.4 por jogo), e Dwyane Wade, então MVP das Finais da NBA.

O restante do time não era o ideal, principalmente pela ausência de um lesionado Kobe Bryant, mas nomes como os de Chris Bosh, Dwight Howard e Joe Johnson ajudavam a formar um elenco estrelado.

Depois de bater Porto Rico, China, Eslovênia, Itália e Senegal na 1ª fase, os americanos começaram o mata-mata mostrando força: vitória por 40 pontos sobre a Austrália e por 20 contra a Alemanha.

Na semifinal, a também invicta Grécia, liderada pelos 22 pontos de Vasileios Spanoulis e as 12 assistências de Theodoros Papaloukas, surpreendeu os EUA.

“Todo mundo estava saindo da quadra. Jogaram várias coisas na quadra, eles estavam comemorando, e eu fiquei parado. Só queria ver e sentir”, revelou Carmelo, que fez 27 pontos e foi o cestinha na derrota por 101 a 95.

Wade fez 19, LeBron marcou 17, mas as jovens estrelas norte-americanas tiveram de se contentar com mais uma medalha de bronze.