<
>

Oposição ganha eleição para presidente da CBAT, e velhos dirigentes saem do atletismo depois de 35 anos

play
Candidato à eleição na CBAT diz que vai à Justiça para reverter impugnação da chapa e que rival sairá pela portas dos fundos (1:28)

Wlamir Motta Campos pretende desafiar Warlindo Carneiro da Silva Filho, atual presidente da Confederação e, por enquanto, candidato único no pleito da próxima terça (30) (1:28)

O novo presidente da CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo) é Wlamir Motta Campos, 51. Ele teve de recorrer à Justiça comum, em cima da hora, para poder participar do pleito da entidade, nesta terça-feira (30).

A vitória foi anunciada exatamente às 15h09 (de Brasília). Por 40 votos, com peso 85, a chapa "Foco no Atleta" venceu. A outra chapa, encabeçadapor Warlindo Carneiro da Silva Filho, 70, atual presidente de CBAT, recebeu 26 votos, com peso 43. Assim, Campos derrubou a hegemonia de 35 anos de eleições com apenas um candidato, sempre da situação nos pleitos da CBAT.

Desde 1986, ano em que Roberto Gesta de Melo tomou posse na CBAT e ficou na presidência até 2013, totalizando 27 anos de gestão, não havia duas ou mais chapas da disputa presidencial.

Ele foi arremessador de peso, bicampeão sul-americano e há 29 anos trabalhava como consultor legislativo. Exercia o cargo de vice-presidente na CBAT, apesar de não ser do mesmo grupo de Warlindo, presidente da entidade desde 2018 e concorreu pela chapa “Atletismo com diálogo, respeito, ética e transparência”.

O paranaense conta com um time de peso para administrar agora a entidade. Entre os nomes estão o medalhista olímpico do revezamento 4x100 Edson Luciano e, também medalhista no revezamento, Rosemar Coelho Neto.

A chapa “Foco no Atleta” teve o apoio da maioria da comunidade do atletismo, a partir de quarta-feira terá que honrar os votos e a confiança de todos que os colocaram lá pelos próximos quatro anos.

Já Warlindo Carneiro da Silva Filho, que é servidor público aposentado, foi presidente da Federação Pernambucana de Atletismo por 24 anos e vice durante cinco anos na CBAT, deixará a presidência após pouco mais de dois anos. Ele assumiu quando José Antônio Martins Fernandes, o Toninho, que foi o sucessor de Gesta, renunciou ao cargo por conta de graves denúncias de corrupção dentro da CBAT.