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Brigid Kosgei ganha a 95ª São Silvestre entre as mulheres

Deu a lógica entre as mulheres na 95ª Corrida Internacional de São Silvestre. Recordista mundial em maratonas e estreante na prova, a queniana Brigid Kosgei confirmou o favoritismo, liderou do início ao fim e venceu com o tempo de 48min54s. Scheila Chelangat, do Quênia, ficou em segundo, enquanto Tisadik Alem Nigus, da Etiópia, terminou em terceiro. Pauline Kamulu e Delvine Meringor, ambas também do Quênia, completaram o pódio.

Desta forma, Kosgei encerra um ano histórico. A queniana bateu o recorde mundial dos 42,195 km na Maratona de Chicago, realizada em outubro, e por pouco não fez o mesmo na São Silvestre. Ela ainda é dona da melhor performance em meias maratonas, obtida em setembro, na Great North Run, competição que não atende normas para quebra de recordes oficiais.

A sexta posição ficou a argentina naturalizada brasileira Marcela Cordeiro.

A corrida

Favorita na prova, Brigid Kosgei deu seu cartão de visitas logo na largada. A queniana saiu em disparada, puxou o pelotão ditando um ritmo alucinante e foi seguida de perto pela compatriota Pauline Kamulu nos metros iniciais. A concorrente mais direta da recordista mundial, porém, não conseguiu fazer frente.

Antes mesmo de as competidoras completarem os primeiros cinco quilômetros de prova, Kosgei, que corria exibindo o número 150, conseguiu abrir uma boa vantagem sobre as suas adversárias, tanto é que nem se deu o trabalho de olhar para a segunda colocada, a argentina Daiana Orcampo.

Quando a corredora queniana chegou a parte mais complicada da prova, a temida subida da Avenida Brigadeiro Luis António, a sua superioridade era tamanha que não conseguia sequer enxergar a sua adversária mais próxima.

Nos metros finais da prova, já dentro da Avenida Paulista, a corredora já tinha a certeza da vitória e ainda aumentou o ritmo para bater o recorde da São Silvestre. Extremamente ovacionada pelo público brasileiro, Brigid Kosgei encerrou a disputa com uma enorme vantagem às demais corredoras e encerrou a prova com um tempo de 48min54s, conquistando o título da Corrida Internacional de São Silvestre, mas sem quebra de recorde.