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São Silvestre fecha calendário de 2019 do atletismo brasileiro

A 95ª Corrida Internacional de São Silvestre, que será disputada nesta terça-feira em 15 km por ruas e avenidas de São Paulo, terá um forte grupo de corredores de rua do mundo todo, entre eles brasileiros que estão inscritos na categoria Bronze da World Athletics (ex-IAAF), correndo em casa e com apoio da torcida. A 95ª Corrida Internacional de São Silvestre tem Permit da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e selo ouro e promete ser uma das mais fortes dos últimos anos.

A provas terão largadas em sequência e transmissão da TV Gazeta e TV Globo. A programação: 7h25, largada da categoria Cadeirantes; 7h40, largada da Elite feminina; 8h05, largadas da Elite masculina, Pelotão C, Cadeirantes com Guia e Pelotão Geral.

Entre os estrangeiros na prova feminina estão as quenianas Brigid Kosgei, recordista mundial da maratona, Sheila Chelangat, vencedora de quatro provas de 10 km na temporada, e Pauline Kamulu, bronze no Mundial de Meia Maratona em 2019. Na masculina, os quenianos Edwin Rotich, bicampeão da São Silvestre (2012 e 2013), e Titus Ekiru, campeão da Maratona de Milão (2019), e o etíope naturalizado pelo Bahrein, Dawit Admassu, bicampeão da São Silvestre (2014 e 2017).

Qualificada como atleta Platinum, Brigid fará sua estreia na São Silvestre brasileira. “Estou feliz com isso. A umidade está elevada, mas espero fazer uma boa prova, sem me preocupar com um lugar no pódio”, disse.

Dawit, que é atleta Prata, garantiu estar bem preparado. “Tenho um carinho por esta corrida, que sempre me recebeu bem. Tive um bom ano e quero terminar da melhor forma.” Rotich, da categoria Bronze, quer aproveitar sua experiência na prova. “Sei das dificuldades, que aumentam com a alta umidade. Estou animado e darei o máximo para terminar bem.”

Brasileiros entre os destaques

Alguns dos principais nomes das corridas de fundo do Brasil também vão lutar por uma vitória na São Silvestre que o Brasil não tem desde 2010 no masculino, com Marílson Gomes, e 2006 no feminino, com Lucélia Peres.

No grupo de brasileiros estão Daniel Chaves da Silva, categoria Bronze, atleta top 15 na Maratona de Londres-2019, com índice para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020; Wellington Bezerra (Bronze), vice-campeão da Maratona Internacional de São Paulo-2018 e 18º na Maratona de Londres-2019; Ederson Pereira (Bronze), campeão da Volta Internacional da Pampulha e medalha de ouro nos 10.000 m nos Jogos Pan-Americanos de Lima, ambas neste ano.

Para Ederson o importante será começar bem. “A estratégia é fazer boa largada e ficar no pelotão da frente, não deixar os africanos desgarrarem. O calor deve emparelhar a disputa.”

Daniel destacou a importância da corrida e a pressão sobre os brasileiros. “São Silvestre é alto nível em tudo: preparação, disputas e expectativas. Tenho uma certa responsabilidade por ter me classificado para a maratona em Tóquio, mas também é um orgulho para mim e espero representar bem o Brasil.”

Wellington fez a maior parte do seu treino em subidas, para enfrentar o percurso da São Silvestre, e acha que o calor pode ajudar. “A minha expectativa é correr na casa dos 45:20 e 46:10 para tentar ficar na briga. Se tiver quente melhor. Sou pernambucano e estou acostumado.”

No feminino estará Tatiele de Carvalho (Bronze), 4ª na Dez Milhas Garoto-2018, 5ª na Meia de Buenos Aires-2018 e cinco vezes campeã do Troféu Brasil. A corredora fará sua 9ª São Silvestre. “É sempre bom estar entre as melhores atletas do país. A prova fica mais forte. Treinei e espero que seja suficiente para estar no pódio e quem sabe superar as africanas.”

Latinos-americanos na briga

Há também destaques das Américas na prova. O equatoriano Byron Piedra (Bronze), campeão sul-americano dos 10.000 m e 7º na Meia Maratona de Nova York-2016, e a argentina Daiana Orcampo (Prata), campeã da Maratona de Buenos Aires e da Meia Maratona de Assunção, ambas em 2019.

“Quero muito estar no pódio. Espero correr em um ritmo forte e rápido, desde o começo e ter força nas pernas para a subida da Brigadeiro. Mas quero desfrutar a disputa e aproveitar o percurso”, disse Byron Piedra.

Diana fará sua segunda São Silvestre – foi 11ª em 2018. “Gosto de correr aqui. Tive um ano bem positivo, quero melhorar meu tempo e estar entre as primeiras colocadas”, disse.

A 95ª Corrida Internacional de São Silvestre é uma propriedade da Fundação Cásper Líbero, com realização do site Gazeta Esportiva, com transmissão da TV Gazeta e da TV Globo. Tem apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura da Cidade de São Paulo. A supervisão técnica é da World Athletics (IAAF), Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Federação Paulista de Atletismo (FPA) e AIMS e a organização técnica da Yescom.