<
>

Ligado à São Silvestre, Wellington Cipó quer desbancar africanos de novo

Wellington Cipó correu a São Silvestre pela primeira vez há 11 anos (Foto: Mariana Cavalcanti/Assessoria FCL)

A Corrida Internacional de São Silvestre não tem um vencedor brasileiro desde 2010, quando Marilson Gomes dos Santos fez história ao conquistar o tricampeonato. De lá para cá, apenas competidores nascidos no continente africano triunfaram na prova. Wellington Bezerra da Silva, o Cipó, porém, sabe como encerrar a hegemonia dos indigestos visitantes.

Em 2018, o corredor superou os africanos para vencer as Dez Milhas Garoto, no Espírito Santo. Curiosamente, o último brasileiro a levar a prova capixaba foi Marilson. Diante desse cenário, Wellington Cipó torce para que o roteiro se repita nas ruas paulistanas.

“A Dez Milhas Garoto eu treinei, estava me preparando para a Maratona de Berlim. Tirei as Dez Milhas como uma prova alvo, e abri mão de muitas coisas. Da mesma forma que abri mão de muitas coisas para a São Silvestre, como entrar em outras provas”, explicou.

“Fiquei muito feliz porque fazia oito anos que um brasileiro não ganhava, e tinha sido o Marilson. E o último brasileiro que ganhou a São Silvestre foi o Marilson. Então espero que esse enredo se repita”, acrescentou.

A estratégia de Wellington Cipó já está traçada. Assim como em outras provas já vencidas, o brasileiro vai se resguardar no início para buscar uma arrancada no final, já próximo da temida subida da Brigadeiro, e desbancar os visitantes.

“Eles estão com um time de estrangeiros muito forte. A gente está procurando não correr tão junto no início, fazer uma prova mais cadenciada e guardar a energia para a Brigadeiro. Então, se ver a gente mais para trás, não se espante porque essa é a programação”, explicou.

Wellington Cipó tem uma forte ligação com a corrida mais tradicional do Brasil. 11 anos atrás, ele deixou o sertão pernambucano, onde trabalhava na roça, para ficar 15 dias em São Paulo e participar da São Silvestre. O jovem, à época, não ficou apenas duas semanas na capital paulista e já perdeu as contas de quantas vezes correu a prova.

“A São Silvestre faz parte do toda a minha história. Eu não imaginaria que seria o corredor que eu sou hoje, que eu seria um dos favoritos para a São Silvestre um dia. E hoje aqui estou eu. Por isso a São Silvestre é tão marcante na minha vida. Eu vim para São Paulo correr a prova e ficar por 15 dias, mas já estou há 11 anos. Vou para a oitava ou nona São Silvestre”, finalizou.