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Bolt critica desempenho de atletas jamaicanos após sua aposentadoria

Mesmo aposentado desde 2017, Usain Bolt ainda é o centro das atenções na Jamaica e no mundo do atletismo. Fora das pistas, o multi-campeão e recordista demonstra incômodo com o desempenho de seus compatriotas nas competições mundiais.

“Eu deixei o esporte e ninguém está lá para pegar isso, juntar as peças, manter o nível. É embaraçoso para o país. Toda vez que vejo as pessoas, ela dizem: ‘Volte, nós precisamos de você. Mas, você tem muito talento na Jamaica”, afirmou Bolt ao jornal local Jamaica Gleaner, na última semana.

Bolt tem uma explicação para a queda de nível do atletismo jamaicano. Para o ex-atleta, falta ambição aos jovens corredores, que, além disso, pouco escutaram seus conselhos. Para contextualizar a declaração do recordista dos 100m rasos, é necessário relembrar que foi campeão olímpico no 4x100m ao lado de Yohan Blake, Asafa Powell e Nickel Ashmeade. Na reserva, estava Kemar Bailey-Cole.

“Eu não acho que vai ficar melhor porque esse jovens são um pouco mimados (…) Eles se acham porque conseguiram um contrato. Eles sentem como se tivessem feito isso. Esse é o problema. Ninguém quer ouvir, ninguém quer lutar ou tem uma certa raiva para ser bom. Se você não quer isso, não importa o quanto eu fale. Falei com todos esses atletas, de (Kemar) Bailey-Cole ao (Yohan) Blake, todos eles. E eles não querem ouvir”, disparou o jamaicano.

Yohan Blake e Warren Weir foram dois dos jamaicanos que também foram medalhistas olímpicos. No entanto, nenhum deles tem conseguido cravar um tempo abaixo dos 10 segundos nos 100m rasos. Enquanto a Jamaica não demonstra força com uma nova geração, cinco atletas estadunidenses quebraram essa barreira em 2018, dentre eles, Christian Coleman e Justin Gatlin.