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No Bola da Vez, Marcos Uchôa reflete sobre vida de Neymar fora de campo e afirma: 'Sempre será muito admirado e pouco amado'

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'Neymar sempre será muito admirado e pouco amado', lamenta Marcos Uchôa (2:17)

Jornalista é o convidado do Bola da Vez desta semana (2:17)

Jornalista é o Bola da Vez deste sábado (22), às 20h, pela ESPN no Star+


O jornalista Marcos Uchôa, que deixou a Globo após 34 anos, é o convidado do Bola da Vez deste sábado (22), às 20h, pela ESPN no Star+. Além de repassar a carreira, o profissional que acompanhou a seleção brasileira por muito tempo fez também uma reflexão sobre Neymar.

Ele refletiu sobre a vida que o craque do PSG leva fora dos gramados e afirmou que o vê como alguém que será sempre "muito admirado, mas pouco amado".

"Acho que o esporte de fato atinge a garotada, né, que está começando a fazer a sua cabeça, de uma maneira que outras profissões não atingem. Se você quer a fama, a grana, você também tem que estar acompanhado de uma certa maneira de comportar. E nisso eu acho que há uma diferença enorme se a gente pensa como foi a vida do Pelé, do que foi a vida do Zico, que foi a vida de ídolos esportivos que a gente teve... Eu acho que o Neymar é um pouco vítima dessa cultura de celebridades", analisou.

"Acho que também ele surfa nessa onda pro lado do bem e pro lado do mal. Eu acho que infelizmente, por que eu acho que o talento do Neymar incrível. Eu acho que provavelmente, se você fosse jogar a habilidade de bola, o Neymar estaria ali entre os três grandes jogadores brasileiros da história possivelmente. Agora se você vê os resultados dele, não será. Com certeza não será. Não vai deixar essa impressão na história."

"Eu acho que o Neymar sempre será muito admirado e pouco amado. O que é uma pena. Porque os grandes ídolos brasileiros de futebol foram amados, né. E deixaram esse carinho", completou.

Uchôa também comparou Neymar a um atleta de esportes americanos. Segundo ele, assim como no futebol americano, basquete, o brasileiro não comemora com toda aquela alegria estampada no rosto, como faziam Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho.

"Ele faz uma coisa que eu acho meio americana, que você vê muito no esporte americano. O jogador americano que faz a cesta, que faz o touchdown lá no futebol americano. Ele comemora com uma raiva. Você não vê um sorriso em um jogo de esporte americano. E a gente tinha isso no Brasil, né. Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, era um sorriso puro, né. Era a alegria de fazer aquilo bem, a alegria de fazer o gol, de abraçar os companheiros. O Neymar não faz isso.", continuou.

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"O Neymar é aquela cara marrenta que é identificado como um modelo americano. Mas não tem nada a ver com a nossa cultura. E eu acho ruim que a gente, de tanta coisa boa que a gente poderia pegar de outros países, sem dúvidas essa não é uma boa, né."

"Quer dizer, eu acho que essa coisa alegre, muito brasileira, a gente não pode perder, né. E o Neymar infelizmente não simboliza isso. Ele simboliza o lado marrento, o lado sempre… Você vê as imagens dele em campo. Não sei o que ele está reclamando… Quer dizer, eu acho que há um exagero muito grande no que acusam ele de cai-cai. Claro que ele leva muito. Mas ele tem um lado de exagero que o Messi não tem, né", encerrou.