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Olimpíadas: Jogadoras brasileiras lembram começo desacreditado e se orgulham da medalha de prata no vôlei: 'Vale como ouro'

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Olimpíadas: Brasil é derrotado pelos Estados Unidos por 3 sets a 0, mas é prata no vôlei feminino; veja (1:02)

Seleção brasileira perdeu a decisão, mas ficou com a medalha de prata em Tóquio (1:02)

O sonho dourado do vôlei feminino terminou com a derrota para os Estados Unidos por 3 sets a 0 neste domingo (8) encerrando uma campanha invicta das brasileiras nas Olimpíadas de Tóquio.

Apesar do revés na decisão, Gabi, que também esteve nos Jogos de 2016, no Rio, valorizou o segundo lugar no pódio.

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"A gente sabia que se não pressionasse as americanas, elas jogariam soltas, jogariam confiantes. Ao mesmo tempo, estou muito orgulhosa do nosso time. Passamos por muitas coisas difíceis, muitos não acreditavam mesmo que teríamos a capacidade de fazer uma final olímpica. Essa prata vale como ouro", afirmou ao SporTV.

"Temos muitas coisas para analisar. Os EUA vieram no ciclo inteiro buscando, cresceram muito e montaram uma equipe muito forte. A gente sai daqui com muito aprendizado, mas o mais bacana, o que a gente mais tem que levar de positivo foi nosso crescimento como grupo. A gente se ajudou demais. Tiramos grandes favoritos desse pódio. É levar isso para o próximo ciclo", completou Gabi.

Campeãs olímpicas em Londres-2012, Natália e Fernanda Garay também destacaram a conquista da medalha de prata.

Natália reconheceu a superioridade das adversárias, que venceram as últimas três disputas contra a seleção brasileira (além da final em Tóquio, as duas últimas edições da Liga das Nações).

“Eu prometi para mim que não ia chorar, mas é sempre muito ruim, porque a gente vem buscando a vitória. Mas os Estados Unidos jogaram melhor do que a gente, um ciclo muito bom, dos três últimos campeonatos que fizemos final contra eles, eles ganharam. E acho que eles foram coroados pelo ciclo”, admitiu a ponteira ao SporTV.

Emocionada, ela destacou a campanha invicta da equipe comandada por José Roberto Guimarães até a última partida nos Jogos Olímpicos.

“No início desse ciclo, poucas pessoas acreditavam nesse grupo, nós lutamos muito, trabalhamos demais, chegar aqui, para a gente, já é uma vitória. Poucas pessoas sabem o que a gente passa nos bastidores, o grupo está de parabéns pelo que fez aqui. Chegamos na final invictas. Vários países eram favoritos e a gente era quinto ou sexto na lista. Então, chegar na final é um orgulho”, disse Natália que encerrou elegendo seus destaques.

“É demais, ver Gabizinha, que estava em 2016, mas quase não atuou. Vendo ela assumindo a posição, a própria Brait, que vem de dois ciclos, durante a história dela na seleção fez uma história perfeita. A Rosamaria, que teve que assumir o lugar da Tandara. Ela soube pegar essa responsabilidade e cuidar bem. Sei que muitas vão ter muitos anos de seleção”, concluiu.

A ponteira Fê Garay destacou a agressividade das rivais na final.

“A gente sabia da dificuldade desse jogo. Por ser uma final olímpica, a gente sabia que elas dariam tudo delas também, e não tenho dúvida que demos tudo da gente também. Talvez atleticamente elas conseguiram jogar melhores que a gente. Elas foram muito agressivas no saque e a gente teve que ficar segurando, jogando contra o placar. Mas estou muito orgulhosa desse grupo, do que fizemos até aqui”, disse ao SporTV.

Garay, que aos 35 anos anunciou aposentadoria da seleção, lembrou dos momentos de adversidade que as rivais tiveram dentro da própria competição, e que para ela fortaleceram a equipe na decisão.

“Elas tiveram mais adversidades durante esses Jogos Olímpicos, a gente conseguiu se impor em muito mais momentos, em mais jogos, elas conseguiram sair de mais momentos de dificuldade, talvez isso tenha fortalecido elas. Mas a gente não tinha dúvidas de que poderia fazer uma grande partida, de que a gente poderia conquistar, mas elas foram melhores e o esporte é isso. Se ganha e se perde. Hoje foi nosso momento de sentir a derrota, dói para caramba, mas estou muito feliz e orgulhosa por tudo que a gente fez e espero que a torcida tenha se orgulhado da gente porque deixamos tudo na quadra”, completou.

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