O presidente afastado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, era esperado nestas sexta-feira para prestar depoimento na Comissão de Ética da entidade, como defesa no caso em que é acusado de assédio sexual e moral por uma funcionária. No entanto, isso não irá acontecer.
Segundo nota enviada por sua assessoria ao ESPN.com.br, o dirigente "identificou a Comissão de Ética como sendo parcial e arbitrária", por "conduzir um processo repleto de vícios e nulidades". Dessa forma, optou por não comparecer à oitiva que seria feita pela presidente da Câmara de Investigação, Gladys Regina Vieira Miranda.
"Trata-se de um verdadeiro tribunal de exceção, que a toda evidência já possui um pré-julgamento a respeito dos fatos, tendo aplicado a ele um afastamento provisório sem qualquer fundamento regulamentar, estatutário, legal e constitucional, ou seja, sem nenhum poder para tanto", escreveu sua assessoria.
"O afastamento do cargo por 90 dias implica, na prática, em uma antecipação de pena", completou.
Também nesta sexta, um grupo de manifestantes se reuniu em frente à sede da CBF para protestar contra Rogério Caboclo.
Essa é a 3ª vez que pessoas protestam no prédio da Barra da Tijuca contra o cartola nas últimas semanas. Nesta sexta, foram proferidos gritos como "Rogério é um tarado".
Uma funcionária que trabalhava diretamente no gabinete de Caboclo, acusa o cartola de causar constrangimentos com perguntas de cunho sexual e com comentários sobre sua vida íntima.
Em um episódio durante reunião na casa de Rogério, a funcionária disse que o presidente tentou obrigá-la a comer um biscoito para cães enquanto a chamava de "cadela".
O cartola e seus advogados foram recebidos pelo presidente do STJD, Otávio Noronha, pelo vice-presidente administrativo da casa, Felipe Bevilacqua, e pelos auditores do tribunal, Mauro Marcelo e Maurício Neves.
A defesa do dirigente solicita o imediato retorno de Rogério ao comando da Confederação, que ele deixou de ocupar após as denúncias de assédio moral e sexual feitas pela funcionária.
A decisão final da Comissão de Ética, por sua vez, é esperada para os próximos dias.
Confira a nota da assessoria de Rogério Caboclo
O presidente Rogério Caboclo não prestará depoimento perante à Comissão de Ética da CBF porque, nos termos da petição apresentada na data de hoje (9/7), identificou o referido órgão como sendo parcial e arbitrário, por conduzir um processo repleto de vícios e nulidades.
Trata-se de um verdadeiro tribunal de exceção, que a toda evidência já possui um pré-julgamento a respeito dos fatos, tendo aplicado a ele um afastamento provisório sem qualquer fundamento regulamentar, estatutário, legal e constitucional, ou seja, sem nenhum poder para tanto.
O afastamento do cargo por 90 dias implica, na prática, em uma antecipação de pena.
