Em entrevista coletiva neste sábado, um dia antes do jogo contra o Equador, pela Copa América, o técnico da seleção brasileira, Tite, se recusou a falar sobre a multa de US$ 5 mil que levou da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) por ter dito que a organização do torneio de seleções foi "atabalhoada".
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"Nada, nada", limitou-se a dizer, quando questionado sobre o tema.
O treinador também foi perguntado sobre a possível troca de estádios para as quartas-de-final.
Na noite da última sexta-feira, o ESPN.com.br mostrou que CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e organização da Copa América discutem a mudança da partida do Nílton Santos, no Rio de Janeiro, para a Arena Pantanal, em Cuiabá.
Tite, porém, não acredita que isso fará tanta diferença, já que todos os campos estarão ruins, na sua visão - até mesmo o do Maracanã, palco da final (e que será usado apenas para a grande decisão).
Isso porque o gramado do "Maraca" foi trocado nesta semana, após jogo do Flamengo, e será tratado para estar disponível para o último jogo da Copa América, em 10 de julho.
"Nada de novo. Não vou falar nada de novo. Se falar de campo ruim vou ser multado... Se vou falar que foi atabalhoado, vou ser multado... Então, não vou falar nada. Vai acontecer de novo, vai trocar de novo. Não vai estar bom o Maracanã, muito pouco tempo. Escreve", salientou.
Ele ainda fez uma metáfora para comparar a diferença de jogar em um gramado bom e em um terreno ruim.
"Vamos traduzir: vamos jogar uma peladinha só os amigos. Vamos só no campo bom e no campo ruim e danado para jogar. Pronto, quem está ouvindo que faz um jogo de confraternização vai entender. Muda totalmente, a velocidade do jogo, a rapidez de raciocínio e execução, a intensidade de contato e deslocamento, muda a precisão de passe. Muda tanto", complementou.
O Brasil agora viaja para Goiânia neste sábado e enfrenta o Equador no domingo, às 18h (de Brasília), no Estádio Olímpico.
