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Seleção brasileira: Gabigol produz menos ações com a bola até que goleiro rival, mas Tite pede calma

Na última quinta-feira, Gabigol ganhou chance de ser titular da seleção brasileira na goleada por 4 a 0 sobre o Peru, pela Copa América, mas sua atuação ficou muito abaixo da expectativa. Ele passou quase despercebido em campo e acabou substituído por Richarlison no intervalo da partida.

Segundo dados do DataESPN, o artilheiro do Flamengo produziu apenas 9 ações com a bola no 1º tempo.

Ele foi o atleta que menos teve ações com a bola durante todo o 1º tempo da partida, somando todos os jogadores de Brasil e Peru.

Até mesmo o goleiro Gallese, da seleção andina, teve mais: 10.

Na coletiva de imprensa após a partida, porém, Gabigol foi defendido tanto por Tite quanto por Cléber Xavier, auxiliar direto do treinador.

"A gente está dando oportunidade para todos. O Gabriel entrou muito bem no jogo anterior [vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela], mas, hoje, nós tivemos muita dificuldade no 1º tempo. Não conseguimos encontrar espaço na marcação muito agressiva do Peru, subindo na média/alta, e sem encontrar espaços", analisou Xavier.

"Então, a gente fez algumas mudanças (no 2º tempo) dentro do que a gente tinha como estratégia pensada e preparada para o jogo. E o Gabriel foi substituído, porque a equipe não estava bem no 1º tempo, ele é um jogador de finalização, e nós não conseguíamos jogadas de finalização no último terço", seguiu.

"Na sequência (da Copa América) ele vai ter oportunidades, elas vão aparecer e ele vai brilhar. Em alguns dias, o coletivo acaba brilhando, e hoje o dia foi de outros brilharem, porque o Gabriel não teve espaço no 1º tempo", complementou.

Tite, por sua vez, pediu "calma" com as análises sobre o camisa 21 da seleção.

"Calma! Calma! A gente acha que o jogador tem que entrar e produzir imediatamente tudo o que ele faz no seu clube. Nós mexemos a equipe toda hoje, fizemos seis modificações de uma partida para a outra, demoramos um pouco para ajustar", argumentou.

"A gente trouxe como estratégia hoje jogar com um número grande de atacantes, porque o jogo pedia isso. No 2º tempo, a entrada de outro articulador [Everton Ribeiro]. Talvez o Everton Ribeiro com Gabigol e Neymar seria uma situação melhor para ele...", acrescentou.

"Então, se o jogador foi bem, se não foi bem, a gente utiliza e vai trabalhando as situações jogo a jogo", finalizou.