Em coletiva neste sábado, um dia antes da estreia na Copa América, contra a Venezuela, o técnico da seleção brasileira, Tite, foi novamente questionado sobre o afastamento do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, após acusação de assédio moral e sexual.
Brasil x Venezuela, neste domingo, às 18h (de Brasília), terá transmissão ao vivo da ESPN Brasil e no ESPN App e acompanhamento em tempo real no ESPN.com.br
Na última sexta, a seleção feminina levou a campo uma faixa com a mensagem "Assédio não" antes do amistoso contra a Rússia. Mais tarde, a CBF emitiu uma nota apoiando as investigações conduzidas pelo Comitê de Ética da entidade contra Caboclo.
Tite, por sua vez, se posicionou de forma mais firme sobre os fatos.
"Eu tenho uma opinião e vou repetir: o fato é gravíssimo. Assédio não!", exclamou.
"Eu tenho respeito à coragem da funcionária (que acusou Caboclo) por ser um assunto tão difícil de ser exposto. E torço para que a Justiça de todos os envolvidos venha de forma clara e justa", completou.
O comandante da seleção também reforçou que os atletas e a comissão técnica não concordam com a realização da Copa América no Brasil, e, pela primeira vez, deu detalhes do imbróglio ocorrido entre jogadores e Rogério Caboclo antes da competição.
"Foi definida a Copa América (no Brasil). A organização foi atabalhoada. [...] Nós pedimos ao presidente (Caboclo), eu pedi, o (coordenador) Juninho pediu, os atletas pediram, paara, antes dela ser definida no Brasil, nós pedimos para ser consultados antes. Nós fomos leais e pedimos isso antes. Antes mesmo de ser levado ao presidente da República, antes de levar ao país. E nós colocamos essa situação de que não gostaríamos (que a Copa América fosse no Brasil), pelo que estava envolvido, a questão sentimental (pelo grande número de mortes causado pela COVID-19)", contou.
"Ficamos à mercê, pediram tempo para nós, aí a situação ficou definida e ficamos expostos. Esse é o real, o que acompanhei em relação a essa situação toda. Então decidimos nos manifestar de forma conjunta, mas já que ela foi definida, temos orgulho do nosso país, de representar a seleção, eu tenho orgulho de ser técnico da seleção", acrescentou.
O técnico da seleção, todavia, assegurou que a Copa América será disputada de maneira séria pelo Brasil.
"Sobre o valor da Copa América, nós acabamos de conversar isso (com os jogadores). Temos a responsabilidade de ter bom desempenho e de buscar o título, independentemente dos fatos que estão à margem. Nós temos que assumir a nossa responsabilidade", salientou.
"Optamos por jogar, vamos jogar e vai ter exigência técnica grande da imprensa e da torcida por um grande desempenho e pela busca da vitória", complementou.
