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Destaque do Sevilla, Diego Carlos sonha com a seleção e está na mira de Manchester City e Liverpool

Apelidado pelos torcedores do Sevilla de “El Muro”, Diego Carlos é um zagueiro que impõe respeito pelo tamanho e também pela qualidade.

Na primeira temporada na Espanha, já foi selecionado para o time ideal de LaLiga do jornal Marca.

Além disso, viu seu nome ser especulado em gigantes como Liverpool e Manchester City, mas o Sevilla não quer liberá-lo por menos de 60 milhões de euros (quase R$ 375 milhões).

Diego também está no radar da seleção brasileira. A comissão de Tite inclusive acompanhou no estádio um dos jogos do defensor de 27 anos em 2020.

Algo impensável tempos atrás para quem já trabalhou como embalador de gabinetes e há 10 anos não teve chances no profissional do São Paulo e passou por clubes como América-SP, Desportivo Brasil, Madureira, Estoril e Nantes antes de conseguir um lugar ao sol.

Na próxima quinta-feira, tem duelo com a Roma. Jogo único pelas oitavas da Europa League. Os canais ESPN e Fox Sports transmitem a competição.

Veja a primeira parte da entrevista com Diego Carlos:

- Como foi sua primeira temporada de LaLiga no Sevilla?
Fiquei muito feliz com o objetivo alcançado e fico muito feliz com meu desempenho. Quando vim para a Europa sempre tive bem claro em deixar o meu melhor porque acreditei no meu potencial. Se posso fazer o melhor, as pessoas vão confiar em mim. Estou colhendo os frutos e estou crescendo cada vez mais. Agradeço à confiança dos amigos, familiares e treinadores.

- O que te ajudou no Sevilla para conseguir o sucesso?
A convivência com os jogadores porque me dou muito bem com todos. Temos que ser uma família porque passamos mais tempo com eles do que a com a nossa família. O que nós fazemos nos treinos nós levamos para a partida e podemos desfrutar.

- Te ajudou conhecer o Lopetegui da época do Porto?
Desde quando cheguei, ele me ajudou muito porque o conhecia do Porto quando subia [do time b] para treinar. Eu acompanhei alguns trabalhos naquela época. Isso me ajudou a ganhar experiência porque vinha com as ideias de outros treinadores e ele explicou para mim o que gostaria que eu fizesse. É um treinador que está me ajudando a evoluir. Cada erro que cometo, ele me explica. Eu me sinto preparado porque recebo muitos conselhos e gosto muito de ouvir. É fácil ouvir coisas boas, mas prefiro ouvir as ruins porque me ajuda a melhorar. Em todas as partidas peço para me mostrarem os lances que errei. Sou muito grato pela confiança.

- Como é morar em Sevilla?
Estamos muito felizes em Sevilla e na Espanha. É uma cidade parecida com o Brasil porque tem calor e as pessoas são simpáticas e carinhosas. Este estilo de vida é bom para os meus filhos, podemos aproveitar a piscina. Eles estão conhecendo culturas diferentes.

- O quanto vocês se fecharam para a vaga na Champions? O time não perdeu na volta do futebol...
Durante a pandemia fizemos todos juntos um trabalho por videochamadas. Todos se dedicaram. Esse foi o fruto que colhemos deste trabalho intenso na quarentena. A gente sentia falta do ambiente de treinamentos e nos dedicamos.

- O que mais você tem trabalhado para aprimorar no seu jogo?
A minha velocidade, meu controle de bola ser mais rápido, melhorar nos passes e no jogo aéreo. Também peço ajuda aos treinadores para melhorar no dia a dia.

- Falam do interesse do Manchester City e do Liverpool. Como é para você ter o nome falado nos clube?
Tem algo mais concreto? Eu fico muito feliz, mas meu foco é o Sevilla até o último dia de contrato. Quando tiver algo na mesa vou pensar. Falo com meus representantes e eles sabem que não gosto de ouvir especulações. Se me ligarem é porque será algo bem concreto.

- Você não tem dificuldades para se adaptar a diferentes ligas...
Eu sou muito focado nos meus objetivos e, independente de qualquer país, precisamos estar preparados. Eu tive uma carreira difícil. Quando tenho um objetivo eu vou por ele até o final.

- Um deles é a seleção?
Sim, é o sonho principal e vou lutar. Não comento tanto porque é o fruto do trabalho. Estando bem no clube as portas vão se abrir. Espero que se um dia puder chegar lá eu possa fazer um trabalho brilhante como nos clubes onde passei.

- A comissão técnica esta atenta ao seu trabalho.
Fiquei muito feliz e não deixei de fazer o que já vinha fazendo. Se for do agrado da seleção as portas estarão abertas. Primeiramente, tenho que pensar no meu clube e se agradar a seleção estarei pronto.

- Como está vivendo a Liga Europa para o jogo contra a Roma?
A gente sabe como joga o adversário e estamos fazendo nosso estilo de jogo para nos adaptarmos contra um time que tem uma tática e diferente e joga em outra liga. A gente começou a trabalhar no campo e com foco.

- Vai ser jogo único como se fosse Copa do Mundo?
Complica um pouco por isso. A pressão para os dois times aumenta um pouco porque não tem jogo de volta. Teremos que dar tudo nos 90 minutos. O Sevilla já ganhou e tem história na Liga Europa e eu não ganhei ainda. É uma pressão gigante e precisamos estar preparados. Vamos com tudo porque sabemos da importância deste titulo para o Sevilla.