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UFC: após sofrer com críticas pela maternidade, Mackenzie revela alívio com vitória

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Mackenzie Dern 'cobra' Dana por mais combates: 'Fala que tem que lutar muito e não me oferecia desde outubro' (2:12)

Lutadora disse que se ofereceu diversas vezes para lutar antes de ter combate casado para sábado (30) (2:12)

O triunfo do último sábado (30), sobre Hannah Cifers, no UFC Las Vegas, tirou um peso dos ombros de Mackenzie Dern. Nem tanto por ter se recuperado da primeira derrota da carreira em sua última luta, mas por ter conseguido mostrar aos críticos que o nascimento de sua primeira filha não a impediu de retomar sua trajetória vitoriosa no MMA.

Tida como uma das principais apostas para o futuro do MMA feminino, a faixa-preta, até então invicta, foi superada por Amanda Ribas no UFC Tampa, em outubro do ano passado, pouco mais de quatro meses depois de dar à luz. Com o resultado negativo, os elogios comumente recebidos viraram críticas, algumas, mais maldosas, associando a derrota à gravidez.

Preocupada com o que a pequena Moa pudesse escutar ou ler no futuro, Mackenzie entrou no octógono do UFC Las Vegas disposta a provar que a maternidade não vai atrapalhar sua carreira. E foi exatamente isso que ela fez, ao finalizar Hannah Cifers com uma chave de joelho ainda no primeiro round.

“Eu tive um pouco de medo de um dia, quando ela ficasse mais velha, que ela ficasse assistindo essas coisas, vendo os comentários. As pessoas são muito maldosas, as pessoas falam cada coisa: ‘Ah, depois da filha ela não é a mesma’. Eu ficava torcendo para que minha filha nunca pense que ela atrapalhou minha carreira, ou que ela foi um problema. Eu sempre acreditei e estou muito feliz de poder mostrar para ela que ela só me deu muita força e que ela fez essa vitória possível. Tudo no seu tempo. É a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, contou Mackenzie em entrevista exclusiva à Ag. Fight.

Bicampeã mundial de jiu-jitsu e medalha de ouro no ADCC, principal torneio de grappling do planeta, Mackenzie Dern estreou no MMA profissional em julho de 2016. Com o resultado do último sábado, a americana de nascimento – que representa o Brasil por ter dupla nacionalidade – soma oito vitórias e apenas uma derrota em seu cartel.