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A história do reforço que seria apresentado de paraquedas, brigou com dono de clube e acabou mandado embora

O Londrina passava por um processo de reestruturação no final de 2012. Na época, o clube paranaense não tinha divisão nacional - disputava apenas o Estadual - e buscava um nome de impacto para aproximar os torcedores do time.

Foi nesse cenário que Celsinho chegou ao Tubarão naquele ano. O status de grande contratação fazia justiça ao apelido que o jogador carregava desde o início da carreira: o de sósia de Ronaldinho Gaúcho. Rápido, habilidoso e dono de uma vasta cabeleira... as comparações com o gênio perseguiam o meia desde que ele subiu aos profissionais da Portuguesa, em 2005.

O meia, então com 25 anos, vinha de passagem pelo futebol europeu. Rodou por Rússia, Portugal e Romênia antes de chegar ao Londrina. Ali, teria a missão de ser um dos destaques do time que em poucos anos estaria na Série B do Campeonato Brasileiro.

A apresentação diante dos torcedores foi digna de R10, com um helicóptero pousando no gramado do Estádio do Café. Mas, por muito pouco a sua chegada não foi ainda mais triunfal: de paraquedas.

"O Londrina queria uma contratação para mexer com a cidade, chamar o torcedor... Aí acabaram optando por essa apresentação (de helicóptero)", relembrou o jogador ao ESPN.com.br.

"Um dirigente que estava lá sugeriu que eu chegasse de paraquedas, mas não tinha cabimento um negócio desses."

Celsinho conseguiu no Londrina uma sequência vitoriosa que não teve em nenhum outro clube - nem antes, nem depois. Foi campeão paranaense de 2014 e conquistou três vezes o título do interior (2013, 2015 e 2017).

"Lá (Londrina) foi onde eu tive uma sequência de vitórias e títulos. Todas as conquistas que tive ali foram atuando, dentro de campo", acrescentou.

Mas as oscilações e polêmicas também marcaram a passagem do jogador.

Umas delas foi em 2015, quando discutiu com o presidente Sérgio Malucelli no vestiário após uma partida e quase deixou o clube que o recebera com tanta pompa três anos antes.

"Teve uma discussão pós-jogo. A ascensão do Londrina era muito grande e muito rápida, tínhamos um elenco forte para a disputa da Série C naquele ano. Fizemos um jogo contra o Guaratinguetá, que era o lanterna. Empatamos 0 a 0, saí de campo com a cabeça cheia, entrei no vestiário falando muitas coisas", contou.

"O Sérgio também estava lá e falou algumas coisa. Acabamos discutindo. Mas é coisa de vestiário, nada fora do normal."

A situação, porém, fez com que Celsinho balançasse no clube. Ele saiu, em muitas de suas idas e vindas, para um empréstimo ao Figueirense.

Quando voltou, ainda conseguiu faturar a Primeira Liga de 2017. Mas isso não impediu que, naquele mesmo ano, Celsinho fosse dispensado pelo clube por falta de rendimento.

Desde o fim da passagem pelo Londrina, Celsinho vestiu as camisas de São Bento (2018), Água Santa (2019), Santa Cruz (2019) e, neste ano, Vila Nova - ele foi dispensado em março depois de atuações apagadas. Em cada um dos clubes, conviveu sempre com as mesmas comparações com Ronaldinho que o marcaram durante a carreira.

Carreira que, no que depender de Celsinho, ainda está longe do fim.

"Penso em jogar mais uns seis ou sete anos, se tiver em condições. Minha cabeça ainda é totalmente voltada para o futebol. A única coisa que passa pela cabeça é retribuir esse amor que eu tenho pelo futebol, nos clubes que eu vier a aceitar e fechar os contratos."