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Presidente do River não deixou time jogar por coronavírus, mas é criticado por não fechar sua rede de restaurantes

O médico da seleção argentina, Donato Villani, disparou contra o presidente do River Plate, Rodolfo D'Onofrio, após o clube de Buenos Aires fechar os portões do Monumental de Nuñez por conta do risco de contágio do coronavírus e se recusar a jogar contra o Atlético Tucumán no último sábado (14).

Em entrevista à TyC Sports, Villani responsabilizou o dirigente millonario pela não realização da partida e o acusou de não tomar as mesmas medidas preventivas em um restaurante de sua propriedade.

"Por que não fechou o Dashi (restaurante em Buenos Aires)? Ontem (sábado), não havia como entrar. Uns amigos meus foram e acabaram ficando para fora. Havia umas mil pessoas", disse o médico.

Vale destacar que a decisão de não entrar em campo também foi apoiada pelos jogadores do River Plate.

Apesar disso, Villani insistiu que não há razão para suspender o futebol por conta da pandemia.

"Não há risco de nada. De nenhum tipo. O risco é que um jogador vá ao supermercado com sua esposa e seja contaminado. Isso pode acontecer", acrescentou.

Após o River Plate comunicar que não disputaria a partida prevista para o último sábado pela Copa da Superliga Argentina, a delegação do Atlético Tucumán compareceu ao Monumental de Nuñez e encontrou o estádio fechado. O clube de Buenos Aires decidiu fechar as portas por conta do risco de contágio do coronavírus.

O vice-presidente do Tucumám, Enrique Salvatierra, afirmou que o clube estava à disposição para entrar em campo.

"Viemos para jogar. A situação (coronavírus) nos preocupa, mas estamos cumprindo com o regulamento", disse.

A situação foi registrada pelo árbitro Germán Delfino e a partida foi cancelada.