<
>

Golpe na Premier League e Fórmula 1: o que agora iminente saída do Reino Unido da União Europeia deve causar no esporte

O resultado das eleições gerais no Reino Unido na última quinta-feira (12) pode causar um grande impacto no futebol inglês. A vitória de Boris Johnson, que foi reconduzido ao cargo de primeiro-ministro, abre caminho para aprovação do Brexit.

A expectativa é de que Boris consiga cumprir a promessa de aprovar projeto e retirar o Reino Unido da União Europeia logo no começo do ano que vem.

Mas afinal, qual é o impacto disso tudo no mundo dos esportes?

A agora bastante provável aprovação do Brexit (abreviação de "Britain Exit", uma expressão em inglês que significa "Saída Britânica") deve representar uma grande mudança no futebol local. A Football Association (FA) deve aproveitar a ocasião para limitar o número de estrangeiros na Premier League - atualmente, eles são cerca de 70%. O plano tem a intenção de aumentar o espaço para jogadores do país.

A proposta da FA é reduzir o limite de atletas que não foram formados no país. Atualmente, um jogador formado na base de um clube inglês possui status de "homegrown player" (jogador da casa). Isso se aplica a atletas que possuam, independentemente da nacionalidade, ao menos três anos de contrato com uma equipe local antes de completar 21 anos. Com a nova proposta, a idade limite passaria para 18 anos.

A medida implicaria em uma série de mudanças para os clubes, que seriam obrigados a negociar estrangeiros para se enquadrarem na regra.

Além disso, a partir do momento que o Reino Unido deixar a União Europeia, jogadores e técnicos de nações do bloco precisarão de visto de trabalho para trabalhar no país - fator que aumentaria a burocracia para a chegada de estrangeiros.

A Fórmula 1 também é outra modalidade que deve sofrer um duro golpe. Atualmente, sete das dez escuderias do campeonato possuem sede no Reino Unido. As equipes contam com funcionários de todo o mundo e uma possível mudança na política de fronteiras ou tarifas pode interferir negativamente. Estima-se que dos 6500 empregos diretos gerados pela F1, 4200 estão no Reino Unido.

Esta foi a quarta eleição geral em quatro anos no Reino Unido. A última havia sido em 2017, quando Theresa May ainda era a primeira-ministra. Agora, a promessa de Boris Johnson é entregar o Brexit até 31 de janeiro de 2020.