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Após ofensas contra segurança, torcedores do Atlético-MG pedem perdão: 'Não somos racistas'

Os torcedores do Atlético-MG suspeitos de cuspirem no rosto de um segurança e cometerem injúrias racistas no clássico contra o Cruzeiro se pronunciaram nesta terça-feira. Os dois homens, que optaram por não se identificar, se comprometeram a apresentar uma carta à Polícia Civil com pedidos de desculpas ao funcionário. Além disso, eles alegam que não são racistas.

A informação foi publicada pelo jornal O Tempo.

Segundo a publicação, a advogada que representa os torcedores, Aline Lopes Martins de Paula, apresentou via e-mail um "pedido de perdão dos torcedores". A dupla estaria sofrendo ameaças por conta de um vídeo que vem circulando desde a partida no último domingo. Nas imagens, eles aparecem supostamente cometendo injúria racial.

"(Ambos) estão prontos para prestar esclarecimentos e aguardam momento oportuno para pessoalmente se retratarem com Fábio Coutinho (segurança) e com todas as pessoas que se sentiram ofendidas", disse a defensora.

Entenda o caso

Um vídeo gravado pelo jornalista Lucas Von Dollinger, da rádio 98FM, mostra torcedores do Atlético discutindo com seguranças e gritando palavras de cunho racista.

Um dos torcedores aponta o dedo para um dos seguranças e diz: "você pôs a mão em mim, olha sua cor".

“A minha cor? Tu é racista, é?”, respondeu o funcionário.

"Vocês estão tampando a saída de emergência, seus moleques!", gritou o ex-deputado estadual de Minas Gerais, Iran Barbosa, envolvido na confusão e que também aparece nas imagens.

Iran se pronunciou por meio das redes sociais sobre o caso: "Com uma saída de emergência bloqueada por gás lacrimogêneo e a outra bloqueada por seguranças, vi minha esposa vomitar, minha mãe passar mal e até mesmo um bebê de colo chorando desesperadamente. Esses homens colocaram todas essas vidas em risco".

"Não vi os racistas do vídeo de perto, não os conheço e infelizmente não os escutei quando fizeram esses ataques, pois teria exigido na hora que os detivessem", afirmou.

Nas redes sociais, o Atlético-MG repudiou o ato de seus torcedores e "qualquer ato de violência, incluindo racismo, injúria ou ofensa moral, seja no estádio ou fora dele".