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Maradona na Portuguesa quase aconteceu; veja os detalhes e o motivo de não ter dado certo

Existem negócios que são fechados, existem muitas especulações, existe aquele jogador que você sonha em ver no seu time... E existem coisas que a gente sequer consegue imaginar.

"O Argentinos Juniors precisava vender Maradona para cobrir necessidades urgentes", disse Juan Figer, primeiro empresário de jogadores credenciado pela Fifa - e representante de Diego Maradona - no Bola da Vez desta semana.

O ano era 1982, e a revelação argentina estava perto de sair de sua casa em Buenos Aires.

"O presidente, na época, aceitou receber uma oferta de 300 mil dólares. Eu tinha uma boa amizade com Manuel Gregório, presidente da Portuguesa na época. E ofereci o jogador para ele. Falei: "É um júnior que joga um pouco mais do que o normal e custa 300 mil dólares".

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Entretanto, o que hoje parece óbvio, na época não era simples assim. Maradona tinha 21 anos e era um garoto que já tinha se provado no Campeonato Argentino, mas ainda era uma promessa.

Fazendo as contas de equivalência, esses 300 mil dólares, na época, valiam 21,15 milhões de Cruzeiros Reais, que em 2019 valem R$ 2,5 milhões. Maradona custava R$ 2,5 milhões.

Juan Figer segue explicando o motivo da não contratação: "Ele (Manuel) não se animou a colocar esse dinheiro, a Portuguesa não tinha dinheiro. Não se animou a fazer essa aposta. São coisas que acontecem no futebol. Foi uma pena, porque ele seria aqui no Brasil, penso eu, o mesmo jogador que foi no Argentinos e no Boca Juniors."

Assim, Maradona acabou indo para o Boca Juniors, clube que defendeu entre 1981 e 1982 antes de ir ao Barcelona. Depois, vieram Napoli, Sevilla , Newell's Old Boys e, novamente, Boca Juniors.

Histórias inacreditáveis como essa você vai ver no Bola da Vez deste sábado, que entrevistou Juan Figer. Na bancada, estão André Plihal, Paulo Cobos e Pedro Ivo. Não perca, sábado (19/10) às 22h, na ESPN Brasil e no WatchESPN.