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Brasil da Rússia à Copa América: veja, em números, o que mudou da seleção eliminada à campeã

Um time que fica mais com a bola, a trabalha do mesmo jeito, mas chuta menos e tem mais dificuldade para acertar o gol. O número de dribles aumentou, assim como as vezes em que a posse recuperada. São algumas mudanças da seleção brasileira campeã da Copa América em 2019 para a eliminada nas quartas de final diante da Bélgica no Mundial de 2018.

Números consultados pelo ESPN.com.br através do Trumedia, banco de dados exclusivo dos canais ESPN, mostram que o resultado final não foi a única mudança de um ano para outro, mas ainda mais importante: nem tudo foi tão mal na Rússia, nem tão bem agora.

Na Copa, por exemplo, o Brasil teve média de 58,4% em posse de bola, sexta maior da disputa – atrás só de Espanha (74,1%), Alemanha (71,5%), Argentina (65,5%), Arábia Saudita (58,7%) e Suíça (58,6%). Na Copa América, aumentou esse número para 63,9%, liderando o quesito.

Ficar mais com a bola, no entanto, não representou crescimento tão significativo no número de passes tentados: de 556,6 na Rússia para 560 na competição vencida no último domingo. O Brasil seguiria perdendo, por exemplo, para todas as seleções que o superaram na estatística na Rússia: Espanha (848,2), Alemanha (656,6), Arábia Saudita (585,6) e Argentina (583,7).

O índice de acerto de passes também foi semelhante, com uma leve melhora em 2019: de 87,9%, o terceiro maior do Mundial, para 88,2%, o melhor da Copa América.

Já o ataque atual apresentou evolução no número de gols marcados, superando a média de 2 tentos por jogo, enquanto na Rússia, a marca foi de 1,6. O Brasil que caiu para a Bélgica, porém, criava muito mais chances para finalizar e tinha a pontaria mais afiada que o campeão.

Na Rússia, a média foi de 20,8 finalizações por partida, segunda melhor marca da Copa, só perdendo para 24 da Alemanha. Ninguém também acertou mais o gol que o Brasil, em média, com oito e o segundo melhor desempenho em aproveitamento, com 38,5%. Na Copa América, foram 16,6 tiros por partida, com aproveitamento bem inferior: 29% ou apenas 4,8 por jogo.

Artilheiro da disputa sul-americana com três gols, Everton também ajudou o Brasil a ser mais driblador do que na Copa América. A média de jogadas de um contra um no torneio foi de 31,3, maior do que qualquer seleção; enquanto, na Rússia, o número era de 26,4.

Defensivamente, a seleção de 2019 sofreu menos gols, apenas um, contra três na Rússia. Nas estatísticas, aumentou a média de bolas recuperadas - em 2018, marca foi de 51,8 (a vice-campeã Croácia liderou o quesito com 57); enquanto, na Copa América, 52,5.

Para além dos números, a seleção de Tite mudou a “mecânica”, como o próprio treinador explica, do Mundial à Copa América. Sem nomes como Paulinho e Renato Augusto, o meio-campo tem agora Arthur mais próximo a Casemiro, dando início às construções de jogada. Philippe Coutinho tem maior liberdade, mas ainda não entregou o que o técnico espera.