O gremista que for à Arena para as quartas de final da Copa América entre Brasil e Paraguai terá uma atração a mais na arquibancada: a presença de Catalino Rivarola, campeão da Libertadores em 1995 e ídolo do clube, que reforçará a torcida alvirrubra em Porto Alegre.
As visitas à capital gaúcha, aliás, costumam ser constantes e reforçam a ligação que o paraguaio tem com o Brasil, onde defendeu o Grêmio de 1995 a 1998, o Palmeiras em 99 e ainda teve breve passagem pelo América-RJ em 2000. O laço tricolor, porém, é o mais forte.
“Sem dúvidas vai ser um jogo muito importante para mim, porque fiquei muito tempo no Grêmio. Agora o Paraguai vai jogar contra o Brasil, e a gente fica contente, porque não esquece a cidade de Porto Alegre e principalmente do Grêmio”, contou, ao ESPN.com.br.
Rivarola foi campeão sul-americano tanto com o Grêmio, quanto com o Palmeiras, mas lamenta não ter atuado tanto com a camisa alviverde, por lesões. Algo que não o impediu, contudo, de, anos mais tarde, ajudar o clube a contratar o compatriota Gustavo Gómez.
A história tem a ver com a amizade do ex-defensor com Luiz Felipe Scolari, seu treinador tanto no Rio Grande do Sul, como em São Paulo. “Na época que o Palmeiras ia contratar, falei para o Felipão: melhor jogador paraguaio do momento na zaga. A gente recomendou bem”, recorda.
“Lembro quando o Palmeiras veio jogar em Assunção, fui falar com o Felipão, e ele me perguntou do Gustavo Gómez. Eu falei: ‘Pode levar que com certeza vai funcionar’. A gente sabe, né? O Gustavo Gómez mostrou no Palmeiras, está mostrando na seleção, é um dos jogadores mais importantes hoje do Paraguai. É o melhor zagueiro paraguaio atualmente.”
Poderia ter sido assim também com Fabián Balbuena, reserva da seleção paraguaia, mas que teve ótima passagem pelo Corinthians, antes de se transferir para o West Ham-ING. Ainda em 2013, Rivarola indicou o jogador ao Grêmio, de graça, só que o negócio não avançou.
“A gente conhece a posição, vemos futebol há muito tempo. É a minha posição. Claro, também posso errar, mas não errei com o Balbuena que oferecemos para o Grêmio aquela vez”, disse Rivarola, que trabalha junto com o empresário Odair dos Santos, gestor do clube 3 de Febrero.
Brasil x Paraguai e Everton Cebolinha
Apesar das conexões com o Brasil, Rivarola estará na torcida pelo Paraguai na quinta-feira, às 21h30, na Arena do Grêmio, pelas quartas de final da Copa América. O paraguaio vê a seleção de Tite como favorita, mas crê, que apesar dos problemas, os visitantes possam surpreender.
“O Paraguai está em um processo, e isso demora. O Brasil está muito melhor, mas o Paraguai, sempre quando joga contra time grande, complica. Tenho certeza que o Paraguai deixará tudo para conseguir um bom resultado”, opinou, indicando as principais armas de seu país.
“O Paraguai tem alguns jogadores rápidos, casos de (Miguel) Almirón, (Derlis) González, tem o (Oscar) Cardozo, que já mostrou futebol em Porto Alegre, na Libertadores contra o Grêmio (em vitória do Libertad no último mês de março). O treinador (Eduardo Berizzo) ainda não acertou, mas têm jogadores de qualidade. Precisa trabalhar”, complementou.
Já do lado brasileiro, Rivarola vê em Thiago Silva “um dos melhores zagueiros do mundo”, mas tem se impressionando também com um atacante tão acostumado quanto ele ao Grêmio.
“O Everton é um jogador diferente, rápido. Sempre estava acompanhando no Grêmio. Sempre viajo a Porto Alegre, vejo o Grêmio. É uma revelação que o Grêmio conseguiu, jogador muito interessante, rápido, e hoje está mostrando. Um grande jogador do Grêmio”, elogiou.
Atualmente com 54 anos, Rivarola mantém contato com o presidente gremista Romildo Bolzan e está perto de abrir uma empresa de representação de atletas com o filho Fabián. Espera chegar a Porto Alegre com a família ainda nesta quarta, véspera do “especial” Brasil x Paraguai.
