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Seleção brasileira: como beber da fonte do Liverpool ajuda Tite a resgatar confiança de Philippe Coutinho

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Coutinho na ponta da caneta: ilustrador da ESPN registrou a vitória do Brasil sobre a Bolívia (0:31)

Dalton Cara desenhou as emoções da partida (0:31)

A temporada ruim com o Barcelona não foi motivo para que Tite pensasse em deixar Philippe Coutinho fora da seleção brasileira. Desde que anunciou a convocação para a Copa América, o técnico mostrou-se convicto que poderia contar com o melhor futebol de seu meia, que, nesta sexta-feira, saiu como destaque da vitória por 3 a 0 sobre a Bolívia, com dois gols.

O caminho encontrado para fazer o jogador reencontrar seus grandes dias foi olhar para trás. Tite não esquece a importância de Coutinho nas eliminatórias que levaram o Brasil à Copa do Mundo da Rússia, ajudando a decidir jogos difíceis como contra Argentina e Paraguai.

Mais do que isso: se o Coutinho do Barcelona não engrena, o treinador da seleção quer contar novamente com o do Liverpool, em uma fonte que Tite bebe também com Roberto Firmino.

“Não tenho tempo. O que o técnico faz? Procura usar os atletas dentro das funções que tem nos seus clubes, se não seria incoerente da minha parte. É tipo Professor Pardal”, disse. “Tento também absorver o que os outros (técnicos) fazem”, continuou Tite, dando os exemplos dos Reds.

“É dar liberdade para Firmino, é o Coutinho do Liverpool, não o do Barcelona, o da seleção”, exemplificou o treinador, que viu os antigos parceiros de Liverpool se entenderem bem na jogada que acabou no segundo gol brasileiro na abertura da Copa América.

Na jogada, Firmino deu cruzamento açucarado para Coutinho, que só teve o trabalho de cabecear para o gol aberto. “Jogar com o Firmino é sempre uma honra, um grande craque. O passe dele foi 90% do gol”, elogiou Coutinho, que celebrou começar o torneio com dois tentos.

“Muito importante para a confiança. Mas não só minha, de toda a equipe. Jogo muito difícil, estreia. Sabíamos que era importante ganhar hoje e acho que podemos sair felizes.”

O “resgate” de Coutinho na seleção passa por maior liberdade no meio-campo. Até na escolha do substituto de Arthur, Tite priorizou deixar o camisa 11 mais solto, com a entrada de Fernandinho, opção mais marcadora do que seria Allan para atuar ao lado de Casemiro.

Liberdade que agrada também outros homens de frente, como Richarlison e Gabriel Jesus. Coutinho é um cara que pega a bola e é perigo de gol. Estamos sempre fazendo as movimentações para que ele nos coloque na cara do gol. Desequilibra qualquer partida”, elogiou o “Pombo”.

“Ele vem muito bem. Óbvio que não foi das melhores a temporada dele no Barcelona, mas é um cara de alto nível, muito tempo na seleção. Você vê ele se doando, dia a dia nos treinamentos, merece muito. Tem muita qualidade”, completou o atacante do Manchester City, hoje reserva de Firmino.

Depois da vitória na estreia no Morumbi, o Brasil ainda treina neste sábado em São Paulo e depois viaja para Salvador, onde enfrenta, na próxima terça, a Venezuela, na Fonte Nova.