A seleção brasileira masculina de ginástica artística se apresentou ontem, no sábado (30), na estreia do Mundial de Ginástica Artística de 2023, que está sendo disputado na cidade de Antuérpia, na Bélgica. O Brasil fez uma boa apresentação e, mesmo com desfalques importantes como Caio Souza e Arthur Zanetti, conseguiu uma pontuação de 245,295, mais de quatro pontos a mais do que o desempenho na fase final do Mundial do ano passado.
No entanto, outras seleções também subiram o nívels e acabaram passando o Time Brasil, que terminou em 13º lugar, fora da zona de classificação para as finais, que selecionava apenas as 8 melhores equipes.
Além disso, os ginastas brasileiros, por muito pouco, também não conseguiram a vaga olímpica para a disputa por equipes no masculino, uma vez que apenas os 9 primeiros, excluindo os já classificados China, Japão e Grã-Bretanha que fecharam o pódio no Mundial do ano passado, garantiriam a participação nas Olimpíadas de Paris.
O Brasil ficou 0,166 abaixo da Ucrânia, última colocada que conseguiu a vaga olímpica com a 12ª colocação. Apesar disso, a delegação brasileira ficou com um “prêmio” de consolação que é uma vaga não nominal para um ginasta competir na disputa individual. Esse benefício foi dado para os três melhores países que não conseguiram a vaga olímpica para a disputa por equipes. Dessa forma, a seleção brasileira pode contar com até três atletas em Paris 2024.
As seleções que se classificaram para as finais são: Japão, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, Itália, Suíça, e China. Além deles, os países que conseguiram as vagas olímpicas para a disputa por equipes no masculino são a Espanha, Turquia, Holanda e a Ucrânia.
O Brasil não ficava de fora da disputa por equipes do masculino nos Jogos Olímpicos desde o ciclo olímpico para Londres 2012. Desde então, os ginastas brasileiros conseguiram a classificação para a disputa por equipes para as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 (1ª vez na história) e para Tóquio 2020.
Apesar do fim da disputa por equipes para o Time Brasil, dois ginastas brasileiros avançaram para as finais individuais. Diogo Soares no individual geral com 81,064 em 26º lugar e Arthur Nory na barra fixa com 14,133, que se classificou em 9º lugar, uma vez que três japoneses ficaram no top 8 e apenas dois representantes por país poderiam se classificar.
Diogo também garantiu sua vaga nas Olimpíadas de Paris porque no individual geral são distribuídas oito posições e apenas seis que se classificaram são de países que não conseguiram a vaga por equipes. Arthur Nory também pode carimbar passaporte para a França caso fique na frente do croata Tin Srbic na final das argolas. O Brasil ainda tem direito de convocar um atleta pelo "prêmio de consolação". Caso Nory não se classifique pelo Mundial, ele, Caio Souza e Arthur Zanetti são os favoritos para "ganhar" essa vaga, sendo que nesse caso os ginastas brasileiros ainda podem se classificar pelas vagas nominais distribuídas nos Jogos Pan-Americanos e nas etapas da Copa do Mundo do ano que vem.
A principais notas do Brasil foram:
Solo: Yuri Guimarães - 14,100
Cavalo com alças: Diogo Soares - 13,766
Salto: Yuri Guimarães - 14,200
Paralelas: Diogo Soares - 14,233
Barra fixa: Arthur Nory - 14,133
O coordenador de ginástica artística masculina, Hilton Dichelli Júnior, comentou o resultado em declaração para a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
“Mais uma vez, este resultado comprova o acerto de buscarmos sempre a renovação da equipe. Mesmo com a ausência de grandes nomes, como o do Caio (Souza) e do (Arthur) Zanetti, a gente conseguiu manter a pontuação do ano passado.”
A seleção feminina de ginástica artística, que conta com Rebeca Andrade, Jade Barbosa, Flavia Saraiva e companhia, estreia nesta segunda no Mundial.
