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Edmílson diz que teria demitido Tite após eliminação em 2018 e faz alerta sobre técnico estrangeiro na seleção

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Penta com a seleção brasileira em 2002, o ex-zagueiro Edmílson é o convidado do episódio#2 do podcast PodCopa


Com o clima de Copa do Mundo cada vez mais próximo, a torcida se movimenta para descobrir quais serão os escolhidos do técnico Tite para buscar o hexacampeonato no Qatar. Sabedor do passo a passo necessário para levantar a taça mais desejada do futebol, Edmílson acredita que a base da convocação para o Mundial de 2022 está encaminhada.

O polivalente zagueiro do penta, em 2002, é o convidado do episódio#2 do podcast PodCopa, conteúdo original da ESPN comandado por Gláucia Santiago e Mauro Naves voltado para a Copa do Mundo de 2022.

Para o ex-zagueiro, há dois setores da defesa que ainda precisam de atenção maior nos 182 dias que ainda restam até a estreia da seleção brasileira no Qatar.

“Acho que estamos bem servidos de goleiros. Tem um déficit nas laterais, lamentavelmente nesses anos não conseguidos dar uma renovada. No meio-campo nós temos muitas opções, jogadores que fazem múltiplas funções como o Paquetá. A segunda etapa do campeonato do Lyon foi um pouco abaixo, mas estivem em Lyon e ouvi informações muito boas. No ataque, com a chegada do Raphinha, do Antony, algumas outras opções, o Tite está bem”, afirmou o ex-zagueiro à ESPN.

Tema recorrente nas convocações da seleção em 2022, as ausências de Raphael Veiga e Hulk também foram pauta no PodCopa. E Edmílson não se esquivou: chamaria o meia do Palmeiras e o atacante do Atlético-MG para serem testados nesta reta final da preparação até o Qatar.

“A gente ainda tem uns bons cinco meses para trabalhar, a Copa do Mundo ainda está um pouco distante. Acho que jogadores como o Hulk não deveriam estar fora dos 23 ou 26. Se fala muito do Veiga. É um jogador que eu gosto, deveria ser convocado para ser testado. Tem jogadores que há dois anos não vêm fazendo boas temporadas fora do Brasil. Eu daria uma oportunidade para esses dois jogadores com mais tempo”, disse Edmílson, citando as partidas que o Brasil ainda terá pela frente antes do Mundial.

Novamente no topo do ranking da Fifa após a histórica campanha das eliminatórias, a seleção voltará a campo em junho para os amistosos contra Coreia do Sul e Japão.

“Às vezes vai em uma convocação, pega um jogo complicado. O Brasil vai jogar contra o Japão, estão reclamando que não é uma grande seleção...mas o Japão é uma escola que vem crescendo ano a ano. Seria legar ter um jogador que vai ser testado em um jogo desse”, afirmou o penta em 2002, revelando que teria mudado o comando da seleção após a queda diante da Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

“Eu acho que deveria ter trocado [o treinador] quando perdeu a Copa do Mundo, em 2018. Deveria ter trocado. Quando começou foi bom. Acho o trabalho do Tite fantástico, não tenho nada contra a pessoa. Na Copa do Mundo foi bem. Mas depois a seleção ficou igual o dia de hoje [da gravação]...frio, cinzento, sem novidade, ficou sem graça. Agora tem os meninos das Olimpíadas e parece que voltou a ter um gosto”.

Com todo o ciclo para o Mundial à frente da seleção brasileira, Tite já anunciou que deixará o posto após a Copa de 2022. A decisão do gaúcho e o sucesso recente de técnicos estrangeiros no futebol nacional reacenderam o debate sobre o próximo comandante da equipe verde-amarela ser um nome internacional.

Falando ao PodCopa, Edmílson se mostrou aberto à possibilidade.

“Eu penso sempre de uma maneira global. A gente que procurar coisas que agreguem para o nosso futebol. Quando chegam as SAFs, investidores de fora. Não é tomar lugar de ninguém. A gente tem que trazer pessoas para agregar dentro do nosso setor para que ele se valorize. Quando se fala de um treinador [estrangeiro] na seleção brasileira, acho que agregaria ao próprio futebol brasileiro”, afirmou o ex-zagueiro, fazendo ainda um alerta importante sobre o tema.

“Sou partidário de tentar uma experiência, mas desde que se dê autonomia. Não para fazer mudanças drásticas. Nós temos nossa cultura de futebol. Não adianta trazer um inglês, um espanhol, quem quer que seja, e o cara tente deixar [de lado] a nossa raiz...a criatividade, o improviso, jogadores que driblam. Essa é a nossa história de seleção. Gostaria de ver um treinador estrangeiro na seleção, mas isso não quer dizer que agora só terá estrangeiro lá. É passar um pouco da visão de fora sem mudar nossa essência”.

O podcast PodCopa vai ao ar toda quinta-feira e terá edições extras em datas especiais e durante a Copa do Mundo.