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Guardiola na seleção? CBF fez segundo contato com representantes do catalão no início de 2022; técnico não demonstrou interesse

CBF quer técnico do Manchester City como substituto de Tite na seleção após a Copa do Mundo do Qatar


Após Tite avisar que deixará o comando da seleção após a Copa do Mundo de 2022, a CBF começa a analisar no mercado opções para escolher o próximo treinador. O sonho de consumo da cúpula é Pep Guardiola. A realidade, no entanto, aponta o sonhado acerto como um cenário improvável e distante.

De acordo com apuração dos jornalistas da ESPN, os contatos para tirar o treinador do Manchester City começaram ainda na gestão Rogério Caboclo. O presidente destituído após o escândalo de assédios sexual e moral nunca escondeu a vontade de ter estrangeiros na comissão técnica da seleção.

Sem autorização do "mentor" Marco Polo Del Nero para a troca após a Copa da Rússia, em 2018, Caboclo não desistiu da ideia. Durante todo o tempo em que esteve na presidência da CBF, o cartola mantinha contatos com interlocutores europeus e buscava informações sobre nomes considerados de peso. Foi assim que chegou a convidar Xavi para trabalhar na comissão de Tite, no início de 2021, durante passagem por Abu Dhabi (Emirados Árabes) para o Mundial de Clubes.

O sonho Guardiola esbarrava sempre na mesma questão: financeira. As pessoas ligadas ao treinador catalão sinalizavam que nenhuma conversa seria iniciada sem que um valor mínimo de 15 milhões de euros (R$ 77 milhões) por ano fosse colocado na mesa. O montante assustou, pois é considerado caro para os padrões da CBF. Com isso, o assunto esfriou.

No início do ano, após Tite sinalizar que encerraria seu ciclo após o Mundial, a CBF voltou a monitorar o mercado e conversou com representantes do catalão. A sinalização do alto salário se mantinha, agora com outras argumentações na mesa. O estafe do treinador repetia que o mesmo só assumiria um projeto com plana convicção, o que não seria o caso da mudança para o Brasil. Guardiola ainda repetia que, por toda a cultura da seleção canarinho, acredita que o técnico da mesma precisa ser brasileiro.

Atualmente, Guardiola não tem intenção de pensar em um novo projeto. Ele está focado no Manchester City, que disputa as quartas de final da Champions League e lidera a Premier League.

No momento, não há uma negociação entre as partes. O sonho, no entanto, nunca morreu dentro da CBF.

Questionado por pessoas próximas ao londo de todo o dia, o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, afirmava nunca procurou ou conversou com Guardiola e nem autorizou para que outros cartolas procurassem o treinador. De fato, o dirigente baiano nunca foi envolvido nas conversas. Membros da diretoria e do alto escalação da entidade, no entanto, reforçavam à reportagem da ESPN ao longo desta quinta-feira a existência das diversas conversas nos últimos anos.