<
>

Fim do domínio de Federer, Nadal, Serena e cia? Veja o guia do Australian Open 2019

Getty Images

O ano mal começou, mas os melhores tenistas do mundo já estarão em ação a partir deste domingo no primeiro Grand Slam do ano: o Australian Open.

A competição em Melbourne tem transmissão diária da ESPN e ESPN 2 diariamente a partir das 22h (Brasília), além de TODAS as quadras do complexo australiano disponíveis no WatchESPN.

O começo do fim do 'Big Four'

Tudo imperdível para o fã de esportes, ainda mais se pensarmos que o mundo do tênis que estamos acostumados a ver desde a metade da última década, o “Big Four” formado por Novak Djokovic, Rafael Nadal, Roger Federer e Andy Murray, está perto do fim.

Apesar de estarmos falando dos tenistas que venceram 11 dos últimos 12 Slams, o fim da última temporada e o início desta podem nos reservar alguma cara nova – ou nem tanto – erguendo o troféu entre os homens na Rod Laver Arena.

Roger Federer 8 de agosto de 1981 (idade: 37 anos)

Federer é o atual bicampeão e nos últimos anos focou em disputar poucos torneios para prolongar sua carreira. Ninguém duvida que ele possa ganhar o seu 21º Grand Slam, mas em 2018 o suíço venceu apenas quatro de dez jogos contra o top 10. Apesar de fazer 38 anos em breve, ele ainda não deu indícios de aposentadoria. “Bem, eu tenho uma ideia do meu calendário para a temporada de 2019, embora eu ainda não tenha certeza sobre quais torneios de grama, no saibro e na quadra vou jogar no período da primavera. Eu falarei com meu time e então vamos ver também se haverá uma temporada de 2020 ou não. Ainda vou pensar. No entanto, o que posso afirmar, é que não penso realmente em aposentadoria neste momento”.

Rafael Nadal 3 de junho de 1986 (idade: 32 anos)

O espanhol terminou sua temporada em setembro do ano passado após abandonar a semifinal do US Open contra Juan Martin Del Potro, perdeu o posto de número 1 para Djokovic e passou por cirurgia no tornozelo em novembro.

Nadal desistiu ou se retirou antes do início da chave em 18 dos últimos 19 torneios em quadra dura. O único que foi até o final, o Masters de Toronto no ano passado, ele foi campeão. A durabilidade nunca foi seu ponto forte, e o espanhol já desistiu do ATP de Brisbane, preparatório para o Australian Open, em cima da hora. Mesmo assim, ele garantiu que estará 100% no primeiro Grand Slam do ano.

Andy Murray 15 de maio de 1987 (idade: 31 anos)

Por causa das lesões, o britânico jogou apenas 12 partidas em 2018. E não foi bem, vencendo sete. Murray foi eliminado no US Open para o veterano Fernando Verdasco e no seu único torneio em 2019, em Brisbane, não passou da segunda rodada.

O britânico cansou da batalha contra as dores e anunciou logo antes do torneio que esse poderia ser seu último, enfatizando o desejo de se aposentar em Wimbledon este ano. "Não consigo colocar a meia sem sentir dor. Eu posso jogar com limitações, mas ador não tem me deixado aproveitar competir e treinar. Eu gostaria de parar em Wimbledon, mas não sei se chego até lá"

Novak Djokovic 22 de maio de 1987 (idade: 31 anos)

Do antigo “Big Four”, Nole é o que vive a melhor fase. Ele terminou 2018 vencendo 35 dos últimos 38 jogos e promete ser o remanescente do quarteto com mais chances de seguir reinando. Ele e Federer estão empatados como maiores campeões da história do Australian Open, ambos têm 6 títulos.

Os últimos dois torneios do sérvio, porém, deixaram um pouco a desejar. Ele foi derrotado por Alexander Zverev no ATP Finals e caiu para Roberto Bautista Agut em Doha já em 2019.

Os novos – não tão novos - caras

Ok. Então se o tradicional quarteto pode abrir mão do trono, quem irá preencher essa lacuna?

Alexander Zverev (4º do ranking)

O alemão já é tido como o futuro do tênis há 3 anos. Mas nunca conseguiu ir bem num Slam, tendo como melhor resultado apenas uma quartas de final alcançada, em Roland Garros-2018. Zverev tem apenas 21 anos e pode ser o cara para carregar o esporte na próxima década.

Kevin Anderson (6º)

O sul-africano já tem 32 anos e vive o auge da carreira. Anderson chegou na final do US Open de 2017 e foi até a decisão de Wimbledon do ano passado. Se ele sacar bem durante duas semanas, é capaz de ganhar um Slam, como já quase ganhou.

Marin Cilic (7º)

O croata chegou aos 30 anos e perdeu na final do Australian Open do ano passado e em Wimbledon-2017. Cilic carrega consigo a experiência de um título de Grand Slam, conquistado no US Open de 2014.

Outros nomes perto do Top 10 que ainda devem dar o que falar no futuro – todos têm menos que 25 anos - são: Dominic Thiem (8º, 25 anos), Karen Khachanov (11º, 22 anos), Borna Coric (12º, 22 anos), Kyle Edmund (23º, 23 anos), Stefanos Tsitsipas (15º, 20 anos) e Daniil Medvedev (16º, 22 anos).

Fim do reinado Williams?

Entre as mulheres o cenário também parece estar passando por uma transição. Serena Williams, uma das maiores da história, está com quase 38 anos e deu sinais em 2018, depois de meses parada por conta da gravidez, que talvez não consiga dominar como um dia já dominou.

Ela ainda assim chegou a duas finais de Slam, com a do US Open sendo a mais polêmica, onde ela foi desclassificada após levar três advertências. O mundo já se prepara para viver sem ela e sua irmã, Venus.

A mais velha das Williams se separou de seu técnico, David Witt, após 11 anos. Perto dos 39 anos, Venus despencou para 38 no ranking da WTA e parece não ter mais forças para voltar ao top 5 que ocupou em 2017.

As – nem tão novas – caras

Depois das irmãs Williams darem ‘trégua’, o tênis feminino se consolidou com excelentes jogadoras no Top 10. E as cinco primeiras do ranking não desapontaram e todas têm um título ao menos de Grand Slam na bagagem: Simona Halep (27 anos), Angelique Kerber (30), Caroline Wozniacki (28), Naomi Osaka (21) e Sloane Stephens (25).

Fora elas, Elina Svitolina, Karolina Pliskova e Petra Kvitova figuram entre as 10 primeiras da WTA. É improvável que alguma delas desponte tanto na liderança, mas é justamente isso que pode fortalecer o tênis feminino nos próximos anos.

Novas regras

Diga adeus às maratonas no mundo do tênis. Agora, todos os Grand Slams adotaram um sistema de tiebreak no último set. No caso do Australian Open, quando estiver empatado em 6 a 6 na quinta parcial, os atletas disputarão um super tiebreak que quem fizer 10 pontos primeiro, com dois de diferença, vence.

O Brasil no Australian Open

Na chave feminina, Bia Haddad Maia furou o quali e vai representar o Brasil entre as mulheres. Ela ainda não tem adversária definida na estreia. No masculino, Thiago Monteiro só tem chance de chegar à chave principal se for um dos "lucky losers", sorteados mediantes desistências, após cair no quali.

Nas duplas, Marcelo Melo não disputará o primeiro Grand Slam do ano por conta de uma lesão nas costas. Restam Bruno Soares, que atuará ao lado de Jamie Murray, e Marcelo Domliner que jogará com Frederik Nielsen.