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Federer azarado, Nadal de volta e Venus contra tabu: o caminho dos tops no Australian Open

O primeiro Grand Slam da temporada terá início neste dia 14. A edição atual do Australian Open promete ser dura especialmente para Roger Federer, atual campeão e dono de cinco troféus.

O suíço pode ter pelo caminho Novak Djokovic, Juan Martin del Potro, Milos Raonic e David Goffin. Já o encontro com Rafael Nadal, primeiro do ranking da ATP, só será possível se ambos chegaram à final.

Veja abaixo a analise do ESPN.com.br com o top 10 para a 106ª edição do torneio.

ROGER FEDERER: ECONOMIZAR ENERGIA

Os primeiros adversários do tenista suíço não devem exigir muitos esforço e o ideal seria Federer aproveitar isso. A estreia será contra o esloveno Aljaz Bedene, 51º do mundo, pela primeira rodada. Na sequência o mais provável é que enfrente o alemão Jan-Lennard Struff, 53º, e depois o francês Richard Gasquet, 31º. Depois, contudo, ele deve ter adversários mais complicados. O caminho até a final pode incluir Sam Querrey (13º), del Potro (12º) ou Goffin (7º), Djokovic (14º), Stan Wawrinka (9º) ou Sascha Zverev (34º). E isso é antes de Nadal no final (em teoria).

VENUS WILLIAMS: AZAR NA ESTREIA

Doze meses após chegar à final e perder o Australian Open para a própria irmã, Venus espera conquistar a taça desta vez. O máximo que conseguiu foram dois vices (2003 e 2017). Mas o destino pregou uma peça nela. Já na primeira rodada terá como adversária Belinda Bencic, suíça que figurou no top 10 até ter problemas no pulso em 2017. Contudo, o retorno dela foi empolgante, com 18 vitórias em 19 confrontos. O que requer atenção. Nos confrontos, Venus ao menos leva vantagem: quatro triunfos. Mas o último foi em 2015.

RAFAEL NADAL: TEMPO PARA SE RECUPERAR

Com o joelho direito aparentemente recuperado, o maior problema de Nadal na Austrália deve ser a falta de ritmo. Ele desistiu dos torneios no final da temporada para ficar 100%. Todos sabem que se Nadal estiver 100% é muito complicado encontrar um rival capaz de superá-lo e o Australian Open é um local que o motiva especialmente. Ele fez três finais nos últimos cinco anos. A estreia não deve representar um problema. O rival será Victor Burgos, dominicado classificado em 81º na ATP. E os rivais mais fortes ficaram do outro lado da chave.

SIMONE HALEP: CHANCE DE SE FIRMAR

Número do 1 no ranking entre as mulheres, ela já iniciou a temporada com uma boa notícia. Venceu Torneio de Shenzhen, na China, o que pode ser considerado no máximo um aquecimento. O que ela quer mesmo é um título de Grande Slam para se firmar de vez. O Australian Open é um bom desafio. A estreia será contra uma tenista da "casa". A australiana Destanee Aiava, de apenas 17 anos. Um desafio nada complicado, mas vale lembrar que romena caiu nas primeiras rodadas nos dois últimos anos. Depois pode enfrentar a canadense Eugenie Bouchard na segunda rodada e, em seguida, a duas vezes campeão de Wimbledon, Petra Kvitova, na terceira fase.

MARIA SHARAPOVA: PERIGO PRECOCE

Os organizadores do Australian Open convidaram a tenista russa para a cerimônia de sorteio, na última quinta-feira, atraindo um interesse maior para o evento e ao mesmo tempo críticas. Tudo porque será a primeira vez que ela jogará o torneio desde o problema com o doping em 2016. A tenista não é cabeça de chave neste ano, tenta subir no ranking e possível terá na terceira rodada a campeão Angelique Kerber, um perigo precoce no torneio.

CAROLINE WOZNIACKI: SORTE NO SORTEIO

Já são seis anos desde que Wozniacki terminou como líder do ranking e, ainda que muitos pensem que ela caiu de rendimento, ela se mantém entre as 20 maiores tenistas do planeta seguidamente desde 2008. Ela tem a chance de subir agora. Tudo porque o sorteio não colocou tantas dificuldades. O adversário mais difícil antes das semifinais pode ser CoCo Vandeweghe, décima no ranking. As adversárias mais difíceis estão do lado de Halep. Parece um ano bom para ela buscar seu primeiro título de Grande Slam.

SLOANE STEPHENS: O QUE VEREMOS?

Sloane Stephens não ganhou uma partida desde que ganhou o US Open em setembro passado e, embora a tenista americana faça parte do grupo de jogadoras que muitas vezes suba e descem na proporção, o sorteio do Australian Open colocou ameaças em todas as rodadas. Ela enfrentará a chinesa Zhang Shuai, que quase desistiu do esporte antes de aparecer na edição de 2016, quando eliminou Halep e Madison Keys no caminho até as quartas de final.

NICK KYRGIOS E O TABU AUSTRALIANO

Um tenista caseiro não vence o Australian Open desde 1978, quando a tenista Chris O'Neil ganhou o título. Entre os homens, o último vencedor foi em 1976, quando Mark Edmondso foi campeão. Desde então, Pat Rafter e Lleyton Hewitt se aproximaram, e talvez este ano Kyrgios tenha uma chance de quebrar esse tabu. Viktor Troicki e Denis Shapovalov podem causar problemas no início, mas, se ele mostrar sua real capacidade, deve avançar. Depois terá Jo-Wilfried Tsonga e Grigor Dimitrov, que são bons, mas estão longe de serem imbatíveis.

SASCHA ZVEREV: HORA DE CRESCER

Fora de Federer e Nadal, o alemão Zverev foi o destaque da última em 2017, ganhando cinco títulos, incluindo dois Masters 1.000. Seu registro nos Grandes Slams é pobre, algo que ele pode modificar agora. Pelo caminho ele terá nada mais nada menos do que Djokovic, se Djokovic o fizer, e agora mesmo, você faria faça com que Zverev seja o favorito. Um possível choque com seu irmão Mischa pode ser complicado na terceira rodada, mas com Dominic Thiem, amante da argila, a maior semente em sua seção e Stan Wawrinka retornando da lesão, esperam as semifinais.

JACK SOCK: ESPERANÇA AMERICANA

Depois de seu excelente final de 2017, quando ganhou o Masters de Paris, qualificado para as Finais da ATP e fez as semifinais em Londres, a Sock carrega muitas esperanças americanas em seus ombros, e ele foi abençoado com um bom sorteio. Começando contra o japonês Yuichi Sugita, ele é sembrado para jogar o vice-campeão dos EUA, Kevin Anderson, nos últimos 16, mas é fácil vê-lo até pelo menos os últimos oito se ele permanecer na forma.

SERVIÇO

No próximo domingo, dia 14 de janeiro, tem início o Australian Open, primeiro Grand Slam do ano. A transmissão do torneio, que vai até o dia 28, é exclusiva da ESPN, por meio dos canais ESPN, ESPN+ e Watch ESPN. A cobertura completa também fica disponível no site e no recém lançado ESPN App.

Realizado em Melbourne, o Australian Open conta com 138 atletas disputando as chaves simples. Também há os torneios de duplas, masculino e feminino, duplas mistas, juvenil, cadeirante e jogos de lendas do tênis.

O destaque entre os atletas confirmados é o sérvio Novak Djokovic, que volta às quadras das grandes competições neste final de semana. Além dele, Rafael Nadal e Roger Federer disputam o título. Já no feminino, os nomes que mais chamam a atenção dos fãs do esporte são Simona Halep, Caroline Wozniacki e Angelique Kerber.

A equipe do canal para a cobertura do campeonato é formada por Fernando Nardini, Rubens Pozzi, Fernando Meligeni, Fernando Roese, Dadá Vieira e André Ghem – tenista gaúcho que fará participação especial como comentarista. Além das horas de transmissão das partidas, a ESPN ainda apresenta diariamente, às 21h, o programa Pelas Quadras, que traz um resumo do dia da competição.