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Da nobreza ao profissionalismo
As origens do tênis estão num jogo surgido na França por volta do ano 1250 e que durante séculos foi uma das diversões favoritas dos nobres em toda a Europa. Era o jeu de paume (jogo da palma da mão), que consistia em golpear uma bola artesanal confeccionada com pele de ovelha, os jogadores com a mão untada de azeite e farinha para dar maior aderência. O rei Luís XII, que governou de 1498 a 1515, chegou a ter quarenta quadras em seu palácio de Orléans.
Houve versões diferentes de jeu de paume, algumas parecidas com o atual squash ou com a pelota basca, nos quais a bola é arremessada contra um muro, outras em que os jogadores trocavam arremessos entre si, por cima de uma corda estendida. Mais tarde, os jogadores passaram a vestir luvas como proteção. Depois, a jogar com tacos de madeira. A primeira menção ao uso de raquetes é de 1505.
O major inglês Walter Clopton Wingfield é apontado por alguns estudiosos como o criador do tênis moderno, em 1873. Mas algumas evidências dizem que não, por exemplo uma gravura que mostra a rainha Vitória dando um saque treze anos antes, em 1860, durante um jogo no Parque de Wimbledon. De todo modo, Wingfield patenteou em 1874 um kit com quatro raquetes de madeira, uma rede e bolas, acompanhado de um manuscrito com as regras do jogo. No ano seguinte, a partir das idéias do major, a Inglaterra aprovou o código do tênis sobre a grama, inclusive a exótica contagem de pontos em 15-30-40-game – coerente, aliás, com as complicadas frações da moeda inglesa.
Fiel às origens, o tênis manteve ao longo do tempo sua aura de esporte de elite, que só começou a perder a partir da metade do século XX, com a crescente profissionalização dos tenistas e do aparato que cerca as competições da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) e da WTA (associação feminina de tenistas).
De Esther a Gustavo
O tênis chegou ao Brasil com diplomatas, engenheiros e técnicos vindos do exterior. As primeiras quadras foram construídas no fim do século XIX. Era lazer. Os primeiros torneios só aconteceram a partir de 1904.
Quando a Federação Paulista de Tênis foi criada, em 1924, contava com 23 clubes filiados, como o Tennis de Santos, Paulistano, Germânia, Harmonia, Tietê, Espéria. No Rio de Janeiro, destacavam-se o Fluminense e o Country Club. A Confederação Brasileira de Tênis surgiu em 1955. Porto Alegre era a terceira força do esporte no Brasil.
O tênis brasileiro, porém, não tinha presença internacional. Até que surgiu Maria Esther Bueno, uma espantosa devoradora de títulos a partir de 1959, com 20 anos de idade. Ela fez história em Wimbledon e no U. S. Open, em simples e duplas.
Em 1963, o gaúcho Thomaz Koch foi considerado o melhor tenista de 18 anos do mundo. Com Édson Mandarino, formou uma das melhores duplas internacionais. Nos anos 1970, brilharam Carlos Alberto Kirmayr, Cássio Motta, Patrícia Medrado. Na década seguinte, Luiz Mattar, Fernando Roese, Jaime Oncins, Niége Dias. Em 1989, Fernando Meligeni começava a fazer história ao vencer o torneio Orange Bowl, como juvenil.
Aí apareceu um rapaz alto, magro e desengonçado de nome Gustavo, apelido Guga.
Melhores brasileiros
Maria Esther Bueno, que a partir de 1950 fez carreira por mais de duas décadas, ganhou títulos internacionais como nenhum outro brasileiro, num total de 589. Destacam-se quatro conquistas individuais do U. S. Open, em Forrest Hills, e três em Wimbledon. Venceu ainda por três anos o Aberto da Itália. Jogando em duplas, conquistou três títulos do U. S. Open e cinco em Wimbledon. Em 1960, em duplas, levantou o Grand Slam, prêmio dedicado aos vencedores dos quatro principais torneios internacionais – U. S.Open, Aberto da Austrália, Roland Garros e Wimbledon. Foi declarada campeã mundial em 1959, 1960, 1964 e 1966. Seu nome está, desde 1978, entre os notáveis do International Tennis Hall of Fame.
Gustavo Kuerten se tornou profissional em 1995. Apenas dois anos depois, sem estar nem mesmo entre os cinqüenta melhores do mundo, tornou-se o primeiro brasileiro a vencer um torneio do Grand Slam em simples – o de Roland Garros, na França. Em 2000 e 2001, viveu o seu auge, conquistando mais duas vezes o Roland Garros e outros títulos importantes, como o ATP Tour de Stuttgart, na Alemanha, e o Master Series de Cincinnati e o ATP Tour de Indianápolis, estes nos Estados Unidos. Carismático, de sorriso aberto, simples, conquistou não só troféus, mas a simpatia dos torcedores e tenistas rivais. Ficou durante 43 semanas como o número 1 do mundo no ranking da ATP. Venceu todos os grandes jogadores da época, contando monstros sagrados como Pete Sampras e Andre Agassi. O grito “Guga!” era ouvido nas quadras pelo mundo. Em 2002, sofreu a primeira das cirurgias que lhe abreviariam a carreira. Ao todo, conquistou 23 títulos em simples e oito em duplas. Sem mais condição física para vencer, recebeu comoventes homenagens em seus jogos de despedida como profissional, inclusive em Roland Garros, no dia 25 de maio de 2008, quando deixou a quadra ovacionado por mais de 15 mil pessoas – e reverenciado por milhões de telespectadores.
Fernando Meligeni, argentino naturalizado, venceu em Miami o torneio juvenil Orange Bowl do ano de 1989. No ano seguinte, tornou-se profissional. Sempre raçudo, ganhou seu primeiro titulo da ATP em 1995, no Aberto da Suécia. Em 1996, o segundo título em Pinehusrt, nos Estados Unidos, vencendo na final o sueco Mats Wilander, futuro número 1 do mundo. Na Olimpíada do mesmo ano, alcançou a semifinal. Em 1998, na República Checa, ganhou seu último título da ATP. Teve destacada participação na equipe brasileira da Copa Davis. Chegou à 25a posição da ATP. Foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003.
Thomaz Koch logo aos 18 anos chegou às quartas-de-final do U. S. Open, em 1963. Em seguida, conquistou uma série de torneios internacionais, como o de Barcelona e o de Washington – neste venceu na final o legendário Arthur Ashe. Em Roland Garros, em 1975, foi campeão de duplas mistas. Principal representante brasileiro na Copa Davis em todos os tempos, disputou-a por dezesseis anos em simples e duplas, vencendo 74 dos seus 118 jogos. Com Edson Mandarino, formou a terceira dupla mais vencedora da Davis, com 23 vitórias e nove derrotas em dez anos. Chegou ao 24o lugar no ranking da ATP.
Carlos Alberto Kirmayr derrotou na carreira mitos como Ivan Lendl, Ilie Nastase e John McEnroe. Defendeu o Brasil na Copa Davis por 15 anos, entre os anos 1970 e 1980, e foi o melhor brasileiro na ATP durante cinco, chegando à 31a colocação geral. Levou o título do ATP do Guarujá três vezes. A dupla que formou com outro grande brasileiro, Cássio Motta, ocupou a quinta melhor posição no mundo.
Cinco estrangeiros
Pete Sampras, americano, é um dos maiores do mundo em todos os tempos. Até o início deste século, mantinha o recorde de títulos em torneios do Grand Slam: 14 conquistas, sete delas em Wimbledon. Ao longo da carreira, venceu 64 torneios profissionais, 37 em quadra dura, dez na grama, 14 no carpete e apenas três no saibro. Apesar de seu estilo de saque e voleio não se prestar bem ao piso macio – daí nunca ter vencido Roland Garros –, manteve-se na liderança do ranking da ATP por 286 semanas, terminando como melhor tenista de todos os anos entre 1993 e 1998.
Roger Federer, suíço, em 2004 se tornou o número 1 do mundo e o primeiro homem, desde Mats Wilander em 1988, a ganhar três dos quatro torneios do Grand Slam na mesma temporada, feito que repetiu em 2006 e 2007. Profissional desde 1998, trata-se de um destruidor de recordes. Foi o primeiro tenista da história a vencer os torneios de Wimbledon e do U. S. Open na mesma temporada por quatro anos seguidos, de 2004 a 2007, tornando-se ao mesmo tempo o primeiro a obter o tetracampeonato no torneio americano desde Bill Tilden, longínquo campeão entre 1920 e 1923. Em 2006, ultrapassou Pete Sampras em número de Master Series conquistados e em 2007 se igualou a Björn Borg em cinco títulos consecutivos de Wimbledon. Em duas temporadas consecutivas, 2006 e 2007, conseguiu disputar todas as finais dos quatro torneios do Grand Slam numa mesma temporada, que, somadas a duas de 2005, totalizaram dez finais seguidas, das quais venceu oito. Com base nos resultados em seus dez primeiros anos como profissional, tudo levava a crer que se tornaria o maior jogador da história do tênis e que seus números dificilmente seriam alcançados.
Björn Borg, sueco, embora tenha abandonado as quadras muito prematuramente, venceu 56 torneios durante seus dez anos como profissional. Entre suas conquistas, de 1973 a 1983, estão cinco títulos em Wimbledon e seis em Roland Garros. Foi número 1 do mundo em 1979 e 1980. Com apenas 17 anos de idade, em 1974, venceu Roland Garros e se tornou o mais jovem tenista a conquistar um torneio do Grand Slam. De grande porte físico, encarava com completa frieza as dificuldades nos jogos, daí ter ganho o apelido de “Iceborg” (Borg de gelo). Aos 26 anos, com grande fortuna, muitos problemas pessoais e presença marcante nas altas rodas internacionais, retirou-se do circuito profissional. Nos anos seguintes, perdeu milhões de dólares nos negócios e fracassou em três casamentos tumultuados. Nada, porém, conseguiu abalar sua reputação no esporte, nem mesmo uma pífia e rápida volta aos torneios da ATP em 1992: especialistas e todos os grandes jogadores o colocam nos patamares mais altos do tênis.
Jimmy Connors, americano, a par da qualidade técnica, marcou seu estilo pela combatividade, o que fazia dele um adversário sempre indigesto. Ganhou títulos em simples como nenhum outro homem: 107, segundo a ATP, marca por muitos considerada inalcançável. Foram oito em torneios do Grand Slam. Ficou durante 268 semanas como número 1 do mundo. Teve uma das carreiras mais longas do tênis internacional. Profissional desde 1972, sua longevidade é bem evidenciada no fato de ter conquistado seu segundo título em Wimbledon, em 1982, oito anos depois do primeiro. Sua última vitória na ATP aconteceu em 1988. Números impressionantes: em simples, 1241 vitórias e 277 derrotas; em duplas, num total de 15 títulos, 173 vitórias e 78 derrotas.
Rafael Nadal, espanhol, teve um início de carreira que o credenciou como um dos tenistas que farão história das mais brilhantes. Em 2003, estava entre os cinqüenta primeiros do ranking ATP, com apenas 16 anos. Em meados de 2008, já ocupava a segunda colocação, sendo o segundo a consegui-lo antes dos 20 anos de idade – o primeiro foi Boris Becker. Até então, somava 309 vitórias e 73 derrotas em simples, com 29 títulos, cinco em Grand Slam. Tinha 81 vitórias seguidas sobre saibro, recorde absoluto na história do tênis. Desde 2004, estabeleceu um duelo antológico com Roger Federer, o número 1 do mundo, e até 2008 levava grande vantagem: em dezoito partidas, em piso duro, grama e saibro, havia vencido doze. “Rei do saibro”, já tinha conquistado quatro vezes seguidas Roland Garros, onde jamais foi derrotado.
Cinco estrangeiras
Steffi Graf, alemã, foi a única mulher a conquistar na mesma temporada, a de 1998, os quatro torneios do Grand Slam e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, feito extraordinário conhecido como Golden Slam. Ganhou também a medalha de prata na Olimpíada de 1992. Profissional desde 1982, ganhou no mínimo sete torneios por ano entre 1986 e 1996. Ficou invicta durante 45 partidas de Grand Slam entre 1995 e 1997. Passou 332 semanas como número 1 do mundo. Com problemas físicos constantes, parou de jogar em 1999, depois de 902 vitórias e 115 derrotas, 107 títulos conquistados em simples, com 22 Grand Slam, e 11 títulos em duplas.
Chris Evert, americana, foi a primeira da geração moderna de tenistas femininas, com seu forte jogo de fundo de quadra, usando as duas mãos. Foi a grande rival da legendária Martina Navratilova, a única tenista a conquistar mais títulos de simples do que ela:161 contra 157. Por sua frieza, concentração e precisão nos jogos, ganhou o apelido de “Dama de Gelo”. Profissional desde 1972, somou 1304 vitórias e 144 derrotas em simples, com 154 títulos. Ganhou 18 títulos de Grand Slam, incluindo um recorde de sete conquistas em Roland Garros. Venceu ainda oito títulos em duplas, incluindo Wimbledon e Roland Garros, num total de 117 vitórias e 39 derrotas. Em 1995 entrou no International Tennis Hall of Fame.
Martina Navratilova, tcheca naturalizada americana, nos anos 1980 chegou a sacar a 180 km/h, velocidade só obtida pelas tenistas muitos anos depois, com modernas técnicas de musculação e raquetes sofisticadas. Profissional desde 1975, tornou-se um marco no tênis, não só pela qualidade do seu jogo, muita raça e grande preparo físico, mas também por jamais esconder e sempre valorizar sua condição homossexual. Numa carreira de 22 anos, disputou 2120 partidas e, em 1994, ao abandonar as disputas profissionais em simples, com 38 anos de idade, colecionava números extraordinários, como dois recordes absolutos entre homens e mulheres: 1442 vitórias, com 167 títulos. Outro recorde: seis títulos seguidos de torneios Grand Slam em 14 meses, nos anos de 1983 e 1984. Ela permaneceu jogando em duplas até 2006, saindo-se com mais um recorde absoluto: 177 títulos.
Monica Seles, sérvia, foi a principal pioneira do “tênis-força”, predecessora de estrelas superpotentes como as Williams e Maria Sharapova. Pode-se dizer também que, com seus altos gemidos, inaugurou um estilo. Vivendo com a família nos Estados Unidos desde 1986, profissionalizou-se em 1989 e se tornou a mais jovem campeã de Roland Garros em 1990. Conquistaria na carreira nove títulos de Grand Slam.
Entre janeiro de 1991 e fevereiro de 1993, disputou as finais de 33 dos 34 torneios que disputou, vencendo 22.. Acumulou um recorde impressionante de 159 vitórias contra apenas 12 derrotas (92,9% de vitórias), incluindo uma série de 55 vitórias e uma derrota em provas do Grand Slam. Em 30 de abril de 1993, foi apunhalada em pleno jogo por um fã de sua rival Steffi Graf. Então, ficou dois anos fora das quadras. Voltou a ter algum sucesso após retomar as competições, chegando a vencer o Australian Open mais uma vez, em 1996. Parou em 2003, com 595 vitórias, 122 derrotas e 53 títulos em simples, mais seis títulos em duplas.
Justine Henin, belga, com 1,67m apenas se impôs num universo de mulheres cada vez mais altas. Até 2006, suas vitórias foram suficientes para levá-la por alguns períodos ao primeiro lugar na classificação da ATP. O ano de 2007 começou com problemas e terminou em glória. Os problemas decorreram da separação do marido, que a abalou a ponto de desistir de duas competições, o que lhe custou a perda do primeiro lugar para Maria Sharapova. Mas o mesmo ano reservava dois pontos altos. Primeiro, um U. S. Open perfeito, sem nenhum set perdido, com vitórias sobre Svetlana Kuznetsova, Venus e Serena Williams. Depois, um WTA Championships ótimo, vencendo Sharapova na final depois de 3h25 de combate. Tudo isso sem contar outros sete títulos no período. A carreira de 424 vitórias em simples, 94 derrotas e 41 torneios ganhos, os quais incluíam o tetracampeonato de Roland Garros entre sete Grand Slam, foi interrompida de surpresa: no dia 14 de maio de 2008, ela anunciou que se retirava de maneira irrevogável. Acumulava então 5695 pontos na classificação mundial, contra 3986 da segunda colocada, Maria Sharapova. Foi a única tenista a encerrar a carreira enquanto número 1.
Curiosidades
A idade dos torneios de Grand Slam: Wimbledon foi jogado pela primeira vez em 1877; o Aberto dos Estados Unidos (o U. S. Open, desde 1978 em Flushing Meadows, NY), em 1881; o Aberto da França (no estádio de Roland Garros desde 1928), em 1891; o Aberto da Austrália (em Melbourne desde 1972), em 1905. Foram chamados no passado de Big Four (quatro grandes).
O termo “grand slam” foi usado pela primeira vez em 1933, pelo jornalista americano John Kieran, ao descrever a tentativa (frustrada) de Jack Crawford de ganhar naquele ano todos os quatro maiores títulos do tênis. Disse que o feito era comparável a fazer um grand slam no bridge, uma jogada vencedora de cartas. Somente em 1938 se conheceu o primeiro vencedor do Grand Slam no tênis: Donald Budge.
O tie-break, contagem linear de pontos usada para definir games empatados em 6 x 6, virou regra do tênis em 1970, como forma facilitar a transmissão do esporte pela televisão – sem ele, os jogos poderiam durar muito tempo, trazendo indefinição para a programação das emissoras. O criador da contagem foi um americano chamado James Van Alen. A Copa Davis, competição por equipes entre países, adotou-o em 1989. Tie-break significa “quebra de empate”, ou desempate.
Contrariando a intenção da regra, às vezes os tie-breaks demoram demais. O mais longo da história durou 1h47, apesar de terminar com o placar relativamente baixo de 13 x 11. Foi o disputado no segundo set de um jogo entre Vicki Nelson-Dunbar e Jean Hepner, em 1984. A definição de único ponto desse tie-break levou 29 minutos, durante os quais a bola cruzou a rede por 643 vezes. Nelson-Dunbar ganhou por 6/4 e 7/6.
A primeira tenista negra a vencer no circuito internacional foi a norte-americana Althea Gibson. Ela conquistou os torneios de simples de Roland Garros, Wimbledon e U. S. Open. Formou dupla com Maria Esther Bueno.
O estudante americano Dwight Davis foi o criador da Copa Davis. Ele, Malcolm Whitman e Holcombe Ward derrotaram a equipe inglesa no ano de 1900, na primeira edição da copa, em Boston. A competição é dirigida pela Federação Internacional de Tênis. O equivalente para mulheres é a Fed Cup.