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Título de Medina coroa melhor temporada do Brasil na história do surfe

Temporada de Ouro da Geração de Ouro: o ano de 2018 da WSL foi o melhor da história para os brasileiros. Nas águas desde março, a chamada 'Brazilian Storm' reinou nas praias da elite do surfe como nunca e agora coroou o ano sensacional com o título de Gabriel Medina.

Das 11 etapas disputadas, os atletas ‘brazucas’ levaram nada menos que nove delas, perdendo apenas na inaugural em Gold Coast (Austrália), e a nona etapa, em Landes (França). Em ambas, o vencedor foi o australiano Julian Wilson, que é justamente o único não brasileiro que ainda competia pelo título, mesmo após fraturar o ombro em janeiro.

2015 x 2018

O rendimento da geração de ouro já superou até o de 2015, o melhor ano do país até então, com seis triunfos.

Adriano Souza, o Mineirinho, levou o título mundial daquela temporada e, pela primeira vez, três brasileiros fecharam o Top 5 do ranking mundial: Mineirinho (1º), Gabriel Medina (3º) e Filipe Toledo (4º).

Nas posições finais, ficamos empatados: Medina foi campeão, Filipe Toledo terminou o ano em 3º e ítalo Ferreira ficou com a 4º posição.

Com 13 surfistas na disputa, o número de brasileiros na elite também ultrapassou o de 2015, até então recorde, com 11.

Esta é ainda a primeira temporada em que o Brasil é o país com mais atletas no Tour. A Austrália, que até 2017 detinha a superioridade, tem agora 8 atletas no campeonato.

E parece que essa geração ainda vai surfar na elite do circuito mundial por muito tempo. A média de idade dos brasileiros no primeiro escalão do esporte é de 25,8, enquanto a média do restante dos surfistas é de 27, 8 anos de idade.

Outra conquista que mostra o tamanho do Brasil no cenário do Surfe em 2018 é a de Jesse Mendes, que levou a tríplice coroa havaiana. Quando Jordy Smith foi eliminado, o brasileiro teve a garantia da melhor campanha somando as três etapas no país: Hawaiian Pro, Sunset Beach e agora Pipeline.