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Surfe: Medina será campeão mundial se chegar à final no Havaí; veja as contas para o título

Chegou a hora. A partir deste sábado, Gabriel Medina, Julian Wilson e Filipe Toledo atuais primeiro, segundo e terceiro colocados no Circuito Mundial de Surfe, disputam em Pipeline, no Havaí, quem será o grande campeão da temporada.

A vantagem é de Medina. Campeão mundial em 2014, o surfista de Maresias chega ao Havaí com 56.190 pontos acumulados na temporada, pouco menos de 5 mil à frente de seus adversários, que, com 51.450, estão empatados, mas com o australiano levando vantagem nos critérios de desempate.

Como cada etapa do Circuito Mundial vale 10.000 pontos, Gabriel precisa apenas chegar à final na última disputa do ano para confirmar a conquista, sequer precisando vencer na grande decisão. Caso ele vá até a semifinal, seus adversários necessitam vencer o evento para tirar o título dele. E em caso de Medina não ir tão bem, ficando entre a 5ª e a 25º posição, Filipe ou Julian precisam chegar até a final para se sagrarem campeões mundiais.

E se a vantagem parece confortável para Gabriel Medina, isso se dá graças aos ótimos resultados na segunda parte do Circuito. Da sétima etapa para cá, o brasileiro acumula dois títulos, em Teahupo'o, no Taiti e no Surf Ranch, a famosa piscina de ondas de Kelly Slater, nos Estados Unidos, além de dois terceiros lugares nas duas etapas europeias, em França e Portugal.

Enquanto isso, Julian Wilson começou muito bem, vencendo o primeiro evento do ano, na Gold Coast e acumulando uma 3ª colocação no Rio de Janeiro. Depois disso, só voltou a vencer em Portugal, mas manteve bons resultados em quase todas as etapas, sendo o mais regular entre os candidatos ao título.

Já Filipe Toledo fez um ano praticamente impecável até chegar as etapas europeias. Entre as oito primeiras etapas do ano, ele ficou entre os cinco primeiros em sete delas, se sagrando campeão no Rio de Janeiro e em Jeffreys Bay, na África do Sul. Mas os resultados ruins em Portugal e França (13º lugar duas vezes) custaram caro para o atleta de Ubatuba, que depois de ser considerado o grande favorito ao título, chega a Pipeline em desvantagem.

RETROSPECTO FAVORECE JULIAN

Se levarmos em consideração apenas o retrospecto dos surfistas em Pipeline, local onde será disputada a última etapa, Julian Wilson é quem se sai melhor. O australiano é o único dos três concorrentes que já venceu a etapa havaiana. Em 2014, Medina se sagrou campeão mundial no local, mas perdeu na final justamente para o australiano. Ele também alcançou as quartas de final em outras duas oportunidades (2013 e 2017).

Além da derrota na final em 2014, Medina também ficou com o vice no ano seguinte, quando perdeu para Adriano de Souza, campeão do evento e mundial em 2015. Em seu ano de estreia (2011) e no ano passado, o camisa 10 também alcançou as quartas de final.

Já Filipinho é quem tem o maior desafio: superar seu retrospecto. Afinal, ele já participou da etapa de Pipeline em cinco oportunidades e o melhor resultado é uma modesta quartas de final, em 2014.

O evento que decidirá o campeão mundial de surfe acontece entre os dias 8 e 20 de dezembro, com transmissão da ESPN2 e do WatchESPN.

AS CONTAS DO TÍTULO:

- Se Gabriel Medina terminar em primeiro ou segundo lugar em Pipeline, ele é campeão Mundial;

- Se Gabriel Medina terminar em terceiro, Julian Wilson e Filipe Toledo precisam vencer o evento;

- Se Gabriel Medina terminar entre quinto ou 25º, Julian Wilson e Filipe Toledo precisam de um segundo ou um primeiro lugar.