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Mundial de surfe retorna em Bells Beach, etapa mais histórica do circuito e a primeira a premiar surfistas

A etapa de Bells Beach, que acontece entre os dias 27 de março e 07 de abril (com transmissão da ESPN+ e do WatchESPN, sempre a partir de 18h, no horário de Brasília), é mais do que somente o fechamento da perna australiana do Mundial de surfe. O campeonato está no calendário do circuito há 44 anos, desde 1973, e não é exagero dizer que ajudou a mudar a história do esporte.

Se em 2017, a World Surf League distribui 608 mil dólares (cerca de R$ 2 milhão na cotação atual) a cada etapa do WCT, com US$ 100 mil (R$ 330 mil) para cada campeão, muito tem a ver com Bells Beach, primeiro evento na história a premiar seus competidores em dinheiro.

O nascimento do surfe profissional da atualidade passa por essa praia no estado de Vitória, na Austrália, já que foi lá que, pela primeira vez, empresas resolveram colocar dinheiro em uma competição para remunerar os surfistas mais bem colocados.

Em 1973, com patrocínio da Rip Curl (hoje uma gigante do surfe, mas na época ainda iniciando) e da companhia de jeans Amco, foram 2,5 mil dólares para os atletas, com o australiano Michael Peterson faturando US$ 1 mil dólares pelo título - entre as mulheres, os prêmios estrearam dois anos mais tarde, com Gail Couper levando US$ 200 em 1975.

Não por acaso o troféu de Bells Beach é um dos mais cobiçados do circuito. A taça, aliás, leva o formato de um sino gigante, que só pode ser tocado pelos que já foram campeões. A lista de surfistas que já tiveram a honra de levantá-lo é restrita, sendo que, entre os brasileiros, apenas o campeão mundial Adriano de Souza, em 2013, e Silvana Lima, em 2009, conseguiram.

Entre os maiores campeões da etapa estão as lendas do esporte Kelly Slater, Mick Fanning e Mark Richards, que já venceram o evento quatro vezes cada um, feito que nenhum outro surfista havia realizado antes. No feminino, quem dominou o local foram as campeãs mundiais Stephanie Gilmore e Carissa Moore, acumulando um total de três títulos cada uma.

As ondas geladas do local também são muito seletivas. Surfistas como Gabriel Medina, conhecidos como "goofy-footers" - que surfam com o pé direito na frente - não costumam ter vez por lá. A onda, além de ser rápida e de alta performance, também quebra para a direita, o que dificulta para surfistas que têm esse tipo de base.

Na temporada de 2016, o australiano Matt Wilkinson quebrou esse tabu e foi o primeiro a surfar com o pé direito na frente a se tornar campeão do evento em quase 20 anos. O último "goofy" campeão havia sido Mark Occhilupo, em 1998.

Em 2018, serão onze brasileiros participando do evento, mas a verdadeira atenção está no australiano Mick Fanning, tricampeão mundial que anunciou a sua aposentadoria ao fim desta etapa. Se vencer mais uma vez, encerrará a sua carreira com chave de ouro, sendo o maior campeão na clássica Bells Beach.

Primeira fase

Bateria 1: Filipe Toledo x Griffin Colapinto x Michael February

Bateria 2: Owen Wright x Conner Coffin x Ezekiel Lau

Bateria 3: Jordy Smith x Caio Ibelli x Patrick Gudauskas

Bateria 4: Gabriel Medina x Italo Ferreira x Ian Gouveia

Bateria 5: John John Florence x Tomas Hermes x convidado

Bateria 6: Julian Wilson x Joan Duru x convidado

Bateria 7: Adriano de Souza x Michel Bourez x Keanu Asing

Bateria 8: Matt Wilkinson x Jeremy Flores x Yago Dora

Bateria 9: Kolohe Andino x Frederico Morais x Willian Cardoso

Bateria 10: Adrian Buchan x Connor O’Leary x Michael Rodrigues

Bateria 11: Joel Parkinson x Kanoa Igarashi x Wade Carmichael

Bateria 12: Mick Fanning x Sebastian Zietz x Jesse Mendes