<
>

The Rugby Championship: a análise das partidas do fim de semana

Seleções participantes: Nova Zelândia. África do Sul, Australia e Argentina

Modo de disputa: todos contra todos em dois turnos com sistema de pontos corridos.

Classificação:
1º - Nova Zelândia, 10 pts.
2º - África do Sul, 5 pts.
3º - Argentina, 4 pts.
4º - Austrália, 0 pt.

Terceira rodada:

Nova Zelândia x Argentina
Local: Trafalgar Park, Nelson, Nova Zelândia, capacidade para 18.000 pessoas.
Transmissão: sábado, dia 08/09, em inglês, às 4:30, na Espn 2; em português, às 23h na ESPN 2

Enfrentar os All Blacks no Rugby em qualquer lugar do mundo é sempre tarefa complicada, Em casa, evidencia ainda mais a qualidade e determinação dos neozelandezes. Quer mais tempero? Pela primeira vez jogarão em Nelson, desafio monstro para Los Pumas.

Os argentinos, por sua vez, finalmente na última rodada mostraram grande parte de seu potencial na vitória contra os Boks. Pack de forwards consistente, padrão de jogo definido, criatividade e uma boa defesa foram os ingredientes principais.

Para este confronto, os All Blacks vem com algumas mudanças. As mais impactantes são nas camisas 9 e 10, com Perenara e Richie Mo'unga, que terão que provar que podem ser titulares da equipe.

Pelos Pumas, a entrada de Landajo como scrumhalf e o descanso "forçado" de Matera que inicia no banco são as novidades. Na camisa 9, Bertranoud parece ser o preferido - vamos ver se o desempenho de Landajo agrada.

No pack de forwards, em especial na terceira linha, é que o jogo pode pender. Se travar na base os Pumas, podem complicar, se no breakdown os All Blacks forem efetivos, a velocidade e habilidade da sua linha colocarão os números no placar.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: vitória dos All Blacks

Austrália x África do Sul
Local: Suncorp Stadium, Brisbane, Austrália, capacidade para 52.000 pessoas
Transmissão: sábado 08/09 às 6h30 ao vivo na ESPN 2

Sempre um grande jogo, mesmo com as duas equipes vindo de derrota na última rodada. Os Wallabies não conseguiram fazer frente aos All Blacks, e os Boks, após vencer bem no primeiro jogo, foram dominados pelos Pumas na segunda rodada com desempenho pífio, segundo palavras de seu treinador, Rassie Erasmus.

Nos Wallabies, a entrada de Beale como abertura e Tomua como primeiro centro indicam que o treinador Cheika ficou descontente com o desempenho de Foley, mas é no scrum que a coisa anda estranha: a equipe produz poucas posses de bola com velocidade para sua linha.

Nos Boks, o que dizer da derrota para os Pumas? Se o treinador Erasmus após o jogo disse que o time foi muito mal, deveria ter dito que ele também foi mal, pois colocou em campo uma equipe muito jovem e com banco de reservas estranho. O time é bom, o elenco é bom, mas parece que muita coisa extra-campo no que tange a questões táticas e de convívio ainda interfere nos sul-africanos.

No lado estratégico desse jogo, para os Wallabies, é vital equilibrar as ações no pack de forwards, caso contrário sofrerá muito na base com jogo de impacto dos Boks. Para os sul-africanos, a entrada de Janties é uma incógnita, muito bom no Lions e claudicante nos Boks, duvidas e mais duvidas dos dois lados.

PALPITÓDROMO DO MARTONI: vitória dos Wallabies