Gustavo Hofman

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Estádio da estreia do Brasil foi oficialmente entregue... mas não está pronto

Gustavo Hofman

MLADEN ANTONOV/AFP/Getty Images
Brasil vai fazer a estreia na Copa em Rostov
Brasil vai fazer a estreia na Copa em Rostov

Politicagem e populismo são ações comuns em países que recebem edições da Copa do Mundo. Os governantes locais costumam se aproveitar de grandes eventos para melhorar a própria popularidade. Na Rússia não é diferente.

A Rostov Arena, palco da estreia do Brasil em 17 de junho contra a Suíça, foi oficialmente entregue pelo governo de Rostov Oblast em 20 de dezembro do ano passado. Visualmente, não há muito a contestar: a obra ficou belíssima.

Na prática, porém, faltam detalhes ainda. O próprio governo russo afirmou, posteriormente ao comunicado do governador da região, Vasily Golubev, que o estádio não foi liberado - falta toda documentação de aprovação da construção.

A própria comissão da Fifa que fiscaliza os estádio já havia apontado problemas, como a falta de elevadores. No projeto inicial eram 27 e mais 14 tiveram que ser acrescentados - e ainda não foram instalados, segundo o próprio Golubev. Muitas obras internas continuarão nas próximas semanas.

Localizado na margem esquerda do Rio Don, o estádio foi construído pelo Crocus Group (responsável pela obra em Kaliningrado também) e teve custo total até agora de 19.4 bilhões de rublos (280 milhões de euros). Terá capacidade para 45 mil pessoas e vai receber mais quatro jogos da Copa: Uruguai x Arábia Saudita (20/jun), Coreia do Sul x México (23/jun), Islândia x Croácia (26/jun) e um das oitavas de final.

Estão planejadas três partidas de teste antes do Mundial, todas do Rostov pelo Campeonato Russo - 1/abr contra o CSKA Moscou, 29/abr contra o Tosno e 13/mai contra o Ural. A primeira da lista pode mudar para 15 de abril, diante do SKA Khabarovsk. Todos os outros compromissos do Rostov seguirão acontecendo no antigo Olimp.

O motivo da pressa em entregar o estádio está relacionado à previsão de entrega, prevista para 2017. Logo, não queriam estourar o prazo e correram para anunciar em dezembro.