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Há dez anos, César Cielo se tornava o único brasileiro medalhista de ouro da natação em Olimpíada

Cielo fez história e não segurou as lágrimas Getty

Cinquenta metros. Pareciam um quilômetro. César Cielo na raia 4, no meio da piscina. O público chinês em Pequim estava em silêncio. O nadador pula na água e já toma a frente. O tempo total é 21s30, mas para todos aqueles segundos foram muito mais demorados. O toque no final e a explosão. Incredulidade, festa e alegria. Há dez anos, o nadador conquistava a medalha olímpica mais importante da história da natação brasileiro. Ouro.

O caminho até o dia 16 de agosto de 2008 foi árduo e de muito trabalho para Cielo. Na competição, o nadador terminou em segundo nas preliminares. Nas semifinais, ficou em primeiro na sua bateria, acompanhado do francês Alain Bernard, líder na segunda bateria. A final era cercada de expectativas. Nunca um brasileiro havia vencido uma prova da natação em Olimpíada.

Cielo então com 21 anos fez história. Além de ser ouro na prova, bateu o recorde olímpico e sul-americano. Depois da histórica marca e da vitória, o choro. As lágrimas de felicidade, os soluços incontroláveis daquele que colocou a bandeira brasileira no lugar mais alto do pódio.

A sequência da carreira do nadador foi de novas conquistas. Foram mais nove medalhas de ouro. No Mundial de Roma, em 2009, venceu os 100 e os 50 metros nado livre. No Mundial de piscina curta de Dubai, em 2010, também conquistou os 100 e 50 metros nado livre. No ano seguinte, no Mundial de Xangai, Cielo foi pego no exame antidoping, por uso de furosemida, substância utilizada para perda de peso e proibida pela Agência Internacional. O exame aconteceu durante o Troféu Maria Lenk, em maio daquele ano.

Após sofrer somente uma advertência, foi liberado para a competição e venceu os 50 metros nado livre e nado borboleta. Em 2013, no Mundial de Barcelona, teve as mesmas vitórias. Ouro nos 50 metros nado livre e borboleta. 2014 continuou com o sucesso do nadador. Teve três medalhas de ouro no Mundial de piscina curta de Doha, nos 100 metros nado livre, no revezamento 4x100 medley e no 4x50 nado medley.

Um problema no ombro o atrapalhou durante o Mundial de 2015 e no ano seguinte não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nada que apagasse seu legado.

César Cielo fez história. Marcou época e será lembrado para sempre. Hoje, os dez anos da conquista são celebradas. Aqueles 50 metros foram para a eternidade.