Veja cartolas que 'viraram casaca' nos grandes brasileiros

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Gustavo Vieira de Oliveira é o novo executivo do futebol do Santos
Gustavo Vieira de Oliveira é o novo executivo do futebol do Santos GazetaPress

O Santos anunciou na última quarta-feira a contratação de Gustavo Vieira de Oliveira. Filho do ex-jogador Sócrates, a única experiência dele como executivo de futebol foi no rival São Paulo, entre 2013 e 2016. Situação que poderia provocar desconforto, mas não causa porque tem sido cada vez mais comum ver os cartolas ‘virarem a casaca’.

Há muitos exemplos emblemáticos e talvez dois dos mais conhecidos envolvem Eduardo Maluf, que trabalhou no Atlético-MG e depois no Cruzeiro, e Paulo Carneiro, que teve passagem pelos arquirrivais Bahia e Vitória.

Maluf trabalhou no Atlético-MG como diretor de futebol. Montou o time que foi vice-campeão do Brasileiro de 1999 e que ganhou o Mineiro de 2000. Voltou ao clube alvinegro em 2010 e ficou até 8 de junho deste ano, quando morreu em meio a um tratamento de câncer. O trabalho dele resultou em equipes fortes e nos títulos da Libertadores de 2013, da Recopa Sul-Americana de 2014, da Copa do Brasil de 2014 e de quatro Estaduais, além de dois vices do Brasileiro.

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Entre a primeira e a segunda passagem pelo Atlético-MG, Maluf trabalhou no futebol do Cruzeiro de 2003 até 2010. Nesse período, o time celeste conquistou a tríplice coroa em 2003 (Mineiro, Copa do Brasil e Brasileiro) e cinco Estaduais. É um raro caso de cartola reconhecido e admirado por duas torcidas rivais.

A mudança de Paulo Carneiro foi mais polêmica. Isso porque ele foi diretor, vice-presidente e presidente do Vitória entre os idos de 1988 e 2000. Só deixou o clube por conta da queda para a terceira divisão.

Mesmo assim o Bahia o contratou em 2008 para ser diretor de futebol e pagando um salário de R$ 60 mil mensais. A torcida tricolor, obviamente, não aceitou. Tanto que ele ficou somente um ano e despediu-se sem sucesso.

No Rio de Janeiro há mais exemplos de cartolas que ‘viraram a casaca’.

O mais conhecido é o caso de Francisco Horta. Presidente do Fluminense nos anos 70, inclusive sendo responsável pela contratação de Rivellino, ele aceitou virar diretor de futebol do Flamengo em 1990. A nomeação chocou os torcedores tricolores e irritou os rubro-negros. Tanto que ele ficou apenas cinco meses no cargo, de maio até outubro.

Paulo Angioni é outro. Ele começou a carreira como gestor de futebol no Vasco, tendo ficado mais de uma década no cargo: 1979 até 1993. Depois foi trabalhar no Flamengo na mesma função, onde ficou de 1993 até 1997. Em 2000, teve uma passagem pelo Fluminense. Ainda no Rio de Janeiro voltou ao Vasco, entre 2007 e 2008.

Vale citar que Angioni chegou a trabalhar também como executivo de futebol no Palmeiras e no Corinthians.

Rodrigo Caetano é o terceiro caso mais famoso no Rio de Janeiro. Hoje executivo do Flamengo, ele trabalhou primeiramente no Vasco (além do Grêmio).

Para citar os últimos exemplos, o futebol paulista também já teve seus ‘vira casacas’. Um deles fez o caminho inverso de Gustavo Vieira de Oliveira. Ele atuou primeiramente no Santos e depois no São Paulo.

Ilton José da Costa é um nome familiar para corintianos e palmeirenses. Assim como Angioni, ele trabalhou nos dois clubes. Primeiro na equipe alviverde e depois na alvinegra. Anos depois foi executivo de futebol no Santos.

Com tantos exemplos assim uma coisa fica clara: Gustavo Vieira de Oliveira não tem motivos para temer rejeição no Santos pelo seu passado. Afinal, para os executivos, a rivalidade parece contar menos.

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