Governo será o 'único responsável' caso Espanha fique fora da Copa, dispara presidente da federação

ESPN.com.br com Agência EFE
EFE/Luis Tejido
Ángel Maria Villar, presidente afastado da RFEF, em encontro da Uefa
Ángel Maria Villar, presidente afastado da RFEF, em encontro da Uefa

O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, afirmou durante entrevista em Madri que a "possibilidade de que a Fifa tire a seleção da Copa do Mundo é séria" e culpou por isso o governo, "que dá lições de legalidade", mas que as esquece com a única intenção de tirá-lo do cargo.

Villar está suspenso desde julho de 2017 da presidência da RFEF pelo Conselho Superior de Esportes, equivalente ao Ministério do Esporte, por acusações de má gestão de dinheiro público - ele também entregou seus cargos na Uefa e na Fifa.

Tal atitude do governo local, porém, sugere interferência estatal, algo proibido pelas regras da Fifa.

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A denúncia foi feita pelo próprio mandatário do futebol espanhol, e a seleção campeã mundial de 2010 pode ficar fora da Copa na Rússia em 2018.

O dirigente desmentiu de "forma categórica" que ele ou alguém da federação tenha pedido a intervenção da Fifa e garantiu que convocou essa entrevista coletiva em um hotel de Madri para explicar uma situação que considera "muito grave", criada por um governo que não aceita o capítulo de suas "obrigações com respeito aos órgãos internacionais".

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"O governo terá que aceitar o que dizem os órgãos internacionais. Teria que se perguntar porque conflitos desta natureza não se dão em países de nosso entorno (Alemanha, Itália, França). A resposta é tão simples como que os poderes públicos desses estados respeitam escrupulosamente os estatutos da Fifa", disse Villar.

"O Conselho Superior de Esportes é o que faz quebrar a RFEF e o único responsável de que a Espanha possa ficar sem Mundial. Nem Ángel Villar, nem a RFEF têm qualquer responsabilidade", disparou o presidente da federação.