Em pouco mais de 2 anos, Barcelona perde metade do grupo que ganhou sua última Champions; veja quem faz mais falta

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Jogadores do Barcelona comemoram a conquista da Champions 2014/15
Jogadores do Barcelona comemoram a conquista da Champions 2014/15 VI Images via Getty Images

Neste domingo, o Barcelona visita o Villarreal, às 17h45 (de Brasília), com transmissão exclusiva da ESPN Brasil e do WatchESPN. Será mais uma batalha dos blaugranas para se manterem na liderança isolada do Campeonato Espanhol, por enquanto com cinco pontos de vantagem sobre o Valencia. 

Quem vê esse Barça fazendo grande campanha em La Liga, aliás, muitas vezes pode nem reparar que, num espaço de pouco mais de dois anos, a equipe catalã perdeu simplesmente a metade do time que lhe deu sua última Uefa Champions League, em 2014/15.

E esse número pode ficar ainda maior em breve, já que o volante/zagueiro Javier Mascherano reclamou publicamente que "perdeu protagonismo de anos anteriores" e cogitou deixar em breve o Camp Nou, encerrando uma era de sete anos com a camisa azul-grená.

Além dele, o meia Rafinha também está na lista de atletas negociáveis na próxima janela de transferências.

Caso o argentino e o brasileiro saiam mesmo, nove dos 18 relacionados pelo Barça para a final da Liga dos Campeões 2014/15, contra a Juventus, terão deixado o time.

Naquele dia, os espanhóis formaram com Ter Stegen; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Busquets, Rakitic e Iniesta; Neymar, Messi e Luis Suárez. No banco, estavam Bravo, Bartra, Adriano, Mathieu, Xavi, Rafinha e Pedro, além do técnico Luis Enrique.

O primeiro a sair foi o veterano Xavi, que já estava acertado com o Al-Sadd, do Catar, antes mesmo da final da Champions. Após faturar seu 4º título continental pelo Barcelona, ele foi se aventurar no mundo árabe, em troca de uma bela quantia em dinheiro. 

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Recentemente, ele revelou que se aposentará oficialmente na temporada 2017/18, iniciando depois uma carreira como treinador. Pelos blaugranas, deixou um legado de oito títulos de La Liga, três da Copa do Rei, seis Supercopas da Espanha, duas Supercopas da Uefa e dois Mundiais de Clubes, além das quatro Champions

Outra saída emblemática foi a de Daniel Alves, outro que está no rol dos atletas mais vitoriosos da história azul-grená. Após oito anos de Barça e "infinitos" títulos no currículo, ele se desentendeu com a diretoria e não chegou a um acordo de renovação de contrato, deixando o clube de graça em junho de 2016.

O lateral direito, então, acertou com a Juventus, que defendeu por uma temporada, ganhando um Italiano, uma Copa da Itália e chegando novamente à final da Liga dos Campeões, mas desta vez sendo vice-campeão ao perder para o Real Madrid. Em alta, rescindiu com a Juve em comum acordo e quase foi para o Manchester City a pedido do técnico Josep Guardiola, mas acabou sendo seduzido pelo Paris Saint-Germain e acertou por dois anos com os franceses. 

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O PSG também levou o atacante Neymar, autor do último gol da vitória por 3 a 1 sobre a Juventus na final de 2015.

No momento em que o brasileiro partia para seu 5º ano com a camisa barcelonista, e parecia rumar para se consolidar na briga para ser o melhor do mundo, o time de Paris apareceu com uma absurda proposta de 222 milhões de euros (R$ 860,5 milhões) e pagou a multa rescisória do craque, levando o atleta para a França. Ele se despediu do Barça com dois títulos de La Liga, três da Copa do Rei, um da Supercopa da Espanha, uma Champions e um Mundial de Clubes.

Outra saída bastante sentida foi a do atacante Pedro, que era um "talismã" do Barcelona e sempre fazia gols importantes em momentos decisivos. 

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Após a chegada de Neymar, porém, o espanhol foi perdendo espaço até virar reserva definitivo da equipe. Insatisfeito e querendo mais minutos em campo, ele aceitou proposta do Chelsea e deixou os blaugranas logo após o título da Champions 2014/15, acertando com os Blues por 20 milhões de libras (R$ 88,15 milhões).

Ao todo, Pedro ganhou cinco Espanhóis, três Copas do Rei, quatro Supercopas da Espanha, três Liga dos Campeões, três Supercopas da Uefa e dois Mundiais de Clubes. Pelo time de Londres, faturou a Premier League na última temporada, mas hoje segue alternando entre titularidade e banco.

Esses quatro jogadores citados foram substituídos de alguma forma pelo Barcelona, uns com maior sucesso, outros nem tanto. Rakitic assumiu de vez o lugar de Xavi; Semedo hoje ocupa a posição de Daniel Alves; Dembélé faz as vezes de Neymar (apesar de ter se lesionado) e Paco Alcácer é o "novo Pedro".

  • Saídas menos sentidas
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Entre as saídas menos sentidas, aparecem o goleiro Bravo, o zagueiro/lateral Mathieu, o zagueiro Bartra e o lateral Adriano.

O arqueiro chileno já era reserva de Ter Stegen quando recebeu uma proposta para ser titular do Manchester City sob o comando de Josep Guardiola, logo após a final da Champions 2014/15. Aceitou e foi vendido ao clube inglês por 17 milhões de libras (R$ 75 milhões) para ocupar a vaga de Joe Hart, afastado por "Pep".

No entanto, Bravo cometeu uma série de falhas e acabou encostado também no City. Hoje, ele é reserva do brasileiro Ederson.

Mathieu ainda ficou no Barça por mais dois anos depois daquela decisão contra a Juventus. Atuando ora como zagueiro, ora como lateral esquerdo, jamais conseguiu convencer os torcedores, que costumavam criticar bastante suas atuações, além de seu hábito de fumar.

Trocou o time espanhol pelo Sporting, em julho deste ano, e recentemente reencontrou seu ex-clube. Desta vez, porém, os torcedores do Barcelona gostaram de ver o francês em campo, já que ele marcou contra e ajudou os catalães a vencerem por 2 a 0, pelo encerramento da fase de grupos da Liga dos Campeões. 

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Revelado na base, Bartra jamais chegou a justificar o hype que havia sobre ele nos tempos de Barcelona B. Apesar das muitas chances de que teve, jamais chegou a se firmar como titular. Um ano após o triunfo na Champions 2014/15, foi vendido ao Borussia Dortmund, seu clube atual, por 8 milhões de euros (R$ 31 milhões).

Sua ausência vem sendo sentida agora, porém, já que o técnico Ernesto Valverde está sem muitas opções de zagueiros após Umtiti se lesionar. O francês ficará até dois meses fora dos gramados, e o treinador admitiu que a equipe espanhola deve buscar alguma reposição assim que a janela de transferências abrir.

Por fim, Adriano foi outro que nunca conseguiu ser protagonista como nos tempos de Sevilla. Reserva de Jordi Alba, atuou algumas vezes improvisado como ala direito ou meio-campista, e até levantou muitas taças, mas nunca convenceu. Em julho do ano passado, deixou o Barcelona e foi para o Besiktas, no qual é titular absoluto.

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