Pivô de escândalo, vice-primeiro-ministro da Rússia diz que não renunciará

Agência EFE

Vitaly Mutko, vice-primeiro-ministro russo
Vitaly Mutko, vice-primeiro-ministro russo Oleg Nikishin - UEFA/UEFA via Getty

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Vitaly Mutko, disse nesta quinta-feira que não renunciará ao cargo, após a suspensão do Comitê Olímpico do país, que fará com que atletas russos tenham que disputar os Jogos de Inverno de Pyeongchang, no próximo ano, sob bandeira neutra.

"Eu seguirei trabalhando. Demonstraremos que cada medalha em Sochi foi conquistada de maneira honesta", disse, em entrevista coletiva, o também presidente da federação russa de futebol e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018.


Mutko é apontado como pivô do esquema de doping do governo russo, que mascarou exames positivos nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, em 2014, quando era ministro dos Esportes. Por causa disso, o dirigente está banido de ter participação em edição de qualquer Olimpíada.

"Não é o momento de falar em renúncia. Os senhores me conhecem há 100 anos. Em qualquer momento, estarei disposto a isso, se for necessário e se for de alguma utilidade para o país", afirmou o vice-primeiro-ministro.

De acordo com Mutko, os atletas que não poderão competir sob a bandeira da Rússia, estão "ilegalmente excluídos" dos Jogos de Inverno. Por causa disso, o governo pretende dar suporte aos que quiserem recorrer a decisão.

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"Agora, todos recorrerão a Corte Arbitral do Esporte. Se não for na CAS, irão aos tribunais ordinários. Receberão apoio jurídico, moral, físico, material e organizacional", declarou. 

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