Pupilo de técnico do Palmeiras e cobiçado por Ceni no São Paulo, atacante revela por que preferiu Europa

Leonardo Ferreira e Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br
Atacante Rodrigo Angelotti recebe instruções de Alberto Valentim no Red Bull Brasil
Atacante Rodrigo Angelotti recebe instruções de Alberto Valentim no Red Bull Brasil Divulgação

O sonho de todo jovem jogador brasileiro é logo chegar a um time grande no país, certo? Não para Rodrigo Luiz Angelotti.

O garoto, nascido em abril de 1998, foi descoberto pela Portuguesa, aos 11 anos de idade, e obteve destaque nas equipes sub-15 e sub-17 da Lusa quando acabou se transferindo para o Red Bull Brasil, equipe paulista de manda seus jogos em Campinas.

E foi exatamente pelo "Toro Loko" que Rodrigo teve sua primeira oportunidade como profissional, jogando o Campeonato Paulista neste ano com o técnico Alberto Valentim, hoje interino do Palmeiras.

"Ele me promoveu ao profissional e foi bem importante para mim. Eu estreei contra o Palmeiras e ele e deu total tranquilidade e confiança para e demonstrar meu futebol. Tudo deu certo e sou muito grato ao Alberto", comenta, em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

Com o atual treinador palmeirense, os treinamentos eram bastante puxados e sempre havia aquela famosa aposta. Mas esta, no caso, era beneficente.

"Ele sempre procurava dar os treinos muito competitivos e, quem perdia, tinha que pagar caixinha para ajudar as tias da cozinha e o pessoal que mantinha a estrutura do clube. Isso deixava os treinos mais divertidos e disputados", diz.

Mas foi justamente em um jogo-treino que Angelotti teve sua grande oportunidade da vida. Após "comer a bola" contra o São Paulo, no CCT da Barra Funda, o então técnico Rogério Ceni não hesitou em ir conversar com o jovem atacante para convidá-lo ao clube do Morumbi.

Angelotti disputa bola com Zé Roberto, do Palmeiras
Angelotti disputa bola com Zé Roberto, do Palmeiras Divulgação

"Conversei com o Ceni e o (André) Jardine depois. Eles demonstraram interesse que tinham em me levar ao São Paulo. Fiquei muito feliz por ser um pedido vindo de um ídolo do futebol como o Rogério Ceni. Eu iria ao sub-20 num primeiro momento para, em breve, subir ao profissional", revela o jogador, que também chegou a ser sondado pelo Grêmio.

Rodrigo, entretanto, preferiu declinar o convite da lenda são-paulina para jogar na Europa e seguir seu sonho.

"Vim para o Red Bull da Áustria. Foi o fruto do trabalho feito no Brasil. Com meu bom desempenho surgiu o interesse da matriz. Tudo deu certo e estou muto feliz de estar aqui. O que mais me motivou a vir para cá foi o meu sonho de jogar a Champions League. Todo garoto que quer chegar ao profissional quer esse torneio, que é o mais alto nível do futebol. Aqui no Red Bull acredito que seja o caminho mais curto para realizar esse sonho", decreta.

O atleta agora, no entanto, faz parte do time B dos Bullen, uma espécie de equipe de transição para o principal, que joga as competições internacionais e a primeira divisão austríaca.

Atacante em ação pelo Red Bull Salzburg, da Áustria
Atacante em ação pelo Red Bull Salzburg, da Áustria Divulgação

"Estou aprendendo coisas novas que não via no Brasil. Como o Red Bull joga com estilo parecido com o do Brasil, de intensidade, não estou tendo muitas dificuldades", comenta.

Além do futebol, Rodrigo tem outras metas na vida. Uma delas é terminar a faculdade de educação física, que ficou incompleta.

"Foi uma experiência legal. Fiz seis meses de faculdade e precisei parar. Tenho vontade de terminar uma faculdade porque desde pequeno meus pais priorizaram os estudos e me deram toda estrutura para que eu pudesse ter uma educação de qualidade", afirma.

Confira os gols da vitória por 3 a 1 do Palmeiras sobre o Red Bull Brasil, pelo Paulistão de 2017

E, se depender de suas inspirações, Rodrigo tem de tudo para dar certo no futebol europeu e na vida pessoal.

"Eu sou fã do Ronaldo Fenômeno, que foi um grande jogador, e o Cristiano Ronaldo. Meus pais são meus ídolos na vida. Eles são exemplos de pessoa para mim e sempre me apoiaram para que pudesse realizar meus objetivos", completa.

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