Ex-presidente mandou destruir arquivos da Conmebol e ameaçou testemunha de morte, revela rádio

ESPN.com.br
Marco Polo del Nero, presidente da CBF, e Juan Ángel Napout, ex-mandatário da Conmebol
Marco Polo del Nero, presidente da CBF, e Juan Ángel Napout, ex-mandatário da Conmebol Divulgação

Nesta segunda-feira, em Nova York, o ex-presidente da Conmebol Juan Ángel Napout começa a ser julgado no escândalo que ficou conhecido como Fifagate, envolvendo pagamentos de subornos a dirigentes sul-americanos.

O dirigente paraguaio foi preso em dezembro de 2015 em Zurique (SUI) e posteriormente transferido para os Estados Unidos.

As acusações contra Napout, porém, não ficarão apenas nas conhecidas corrupção e subornos. De acordo com a rádio estatal alemã Deutschlandfunk, o ex-chefão do futebol na América do Sul terá mais duas evidências contra ele.

Ele cobra para fazer logística de árbitros na Libertadores, mas segundo Conmebol estava demitido há um ano; assista

O correspondente da rádio em Nova York, Jürgen Kalwa, deu à matéria o sugestivo título de "A máfia manda lembranças" e afirma que Napout ordenou ainda da Suíça que os computadores da Conmebol fossem destruídos. "Tratava-se da destruição de material incriminatório?", questiona a reportagem.

Principal jornal do Paraguai, o ABC Color lembra de uma matéria publicada em 29 de dezembro de 2015, na qual afirma que o então secretário-geral da Conmebol, Gorka Villar, tinha levado US$ 525 mil da entidade e havia realizado uma "queima de arquivos" 15 dias antes junto a outros três funcionários.

"O grupo encabeçado pelo nefasto (sic) Gorka Villar teria eliminado arquivos em papéis, discos rígidos de computadores e gravações de vídeo do circuito fechado da instituição", afirma o diário.

Há um ano, Nuzman falou sobre escândalos no esporte: ‘Deverão ser tratados dentro de medidas cabíveis'

Outra acusação contra Napout, de acordo com a rádio Deutschlandfunk, é a de ameaça de morte: "O escritório dos promotores falará também pela primeira vez de uma informação concreta de ameaça de morte endereçada a uma testemunha. Intimidação de testemunha - também um tópico que vai agravar ainda mais a natureza explosiva do processo".

Além do dirigente paraguaio, estão sendo julgados em Nova York os ex-presidentes da federação peruana, Manuel Burga, e da brasileira, José María Marín.

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