Vendendo de 'danone' a óculos, catalão Marc Márquez foge do assunto independência e irrita compatriotas

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Marc Márquez celebra seu quarto título na MotoGP no pódio em Valência
Marc Márquez celebra seu quarto título na MotoGP no pódio em Valência Getty

Com apenas 24 anos, Marc Márquez já está na história do motociclismo mundial. A carreira meteórica já lhe rendeu seis títulos mundiais, sendo um na categoria 125cc, outro na 250cc e agora quatro na MotoGP após a conquista no último domingo no circuito de Valência.

Na categoria magna, ele tem 90 provas disputadas com 35 vitórias, 63 pódios, 45 poles, 37 voltas mais rápidas e é o mais jovem tetracampeão da história.

Dos cinco campeonatos que disputou na MotoGP, só não saiu como melhor piloto em 2015 - foi "apenas" o terceiro colocado da classificação.

Assista aos melhores momentos do GP de Valencia que teve Marc Márquez sendo tetracampeão da MotoGP

Marc Márquez tem contrato garantido com a Honda até 2018 e com salário de 12 milhões de euros (R$ 45,9 milhões) pela temporada. Um dos mais bem-sucedidos atletas da Espanha no momento, ele é também um ícone da publicidade.

Além da Repsol (patrocinadora da Honda) e da própria montadora japonesa, ele divulga seu rosto em outras 16 marcas das mais distintas áreas: Red Bull, Lotus (relógios), Shoei (capacetes), Estrella Galicia (cerveja), Danone (aqui sim, a de alimentos), Hero Sport (perfumes), Allianz e Oakley (óculos) são algumas delas, e todas lembradas na camiseta que ele utilizou após o terceiro lugar em Valência.

No entanto, o talentoso piloto é criticado pela comunidade onde nasceu por não fazer a publicidade - neste caso, gratuita - de uma das causas mais controversas no país: a independência da Catalunha.

Nascido em Cervera, o tetracampeão da MotoGP evitou fazer comentários pró-separação, até mesmo como uma maneira de não desagradar à Honda, que vê a chance de patrocinadores saírem caso temas políticos sejam levados ao público.

Em 2 de outubro - um dia depois do polêmico referendo catalão -, Marc Márquez afirmou: "O que está acontecendo na Catalunha com o referendo de 1 de outubro me preocupa, como a toda a sociedade, mas não vou me molhar. Me afeta como cidadão, mas não entendo o suficiente. Com o que leio nas notícias, como o posso extrair, não é suficiente. Prefiro guardar minha opinião e ver o que acontece".


"Sou catalão porque vivo na Catalunha, mas me sinto espanhol, porque a Catalunha está dentro da Espanha. Assim, simples. É como um andaluz, que se sentirá andaluz e espanhol, e ele se pega a bandeira da Andaluzia, certamente não aconteceria nada. Mas com a situação que há, acontece isso, e temos que ir com os pés no chão. Eu corro na pista por minha torcida, e minha torcida se representa com o 93", falou o piloto.

Suas declarações repercutiram negativamente na comunidade catalã, com muitos lhe chamando de "covarde" por não defender a independência junto à Espanha.

Inclusive houve pressão para que Marc Márquez não utilizasse uma bandeira espanhola na celebração do titulo, conforme revela o diário El Confidencial.

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